Arquivo: lil wayne ’
14 de junho de 2011 às 12h02
Lil Wayne e o “acústico”
Falando em Lil Wayne e o aguardado “Tha Carter IV”, o rapper mostrou mais uma música no ”acústico” MTV nesse final de semana, “Nightmares of the Bottom”.
E bota aspas nesse acústico. Com uma banda completa e plugada, as bases estavam mais rock do que hip hop.
10 de junho de 2011 às 13h14
“How To Love”: Lil Wayne libera mais uma do “Tha Carter IV”
Juntando-se a “6 Foot e 7 Foot” e “John”, mais uma música do aguardado “Tha Carter IV” (ainda mais depois do fraco “Rebirth” e do ok “I Am Not A Human Being”) apareceu: “How To Love”.
É uma baladinha, na onda de “Mrs. Officer” e “Lollipop”, daquelas feitas pra tocar no iPod das meninas e garantir as vendas do disco. É boa, mesmo que o violão ameace virar “Love Generation” a qualquer momento.
Diz o Pitchfork que a pegada pode ser influência da música favorita do Weezy na prisão, “Sometimes I Cry”, do Eric Benét.
16 de março de 2011 às 10h02
Lil Wayne, “6 Foot 7 Foot” e “Inception”
Primeira música do aguardado “The Carter IV”, Lil Wayne tira onda com “Inception” no clipe de “6 Foot 7 Foot”. O característico sample em loop faz referência a outro filme, “Os Fantamas Se Divertem”.
21 de outubro de 2010 às 12h09
Transcultura #024 (O Globo): Vincent Moon, Lil’ Wayne
Texto da semana passada da coluna “Transcultura” que publico todas as sextas no jornal O Globo:
O antidiretor de clipes
Vincent Moon faz vídeos inovadores para nomes como Phoenix, Arcade Fire e The National
por Bruno Natal
O primeiro contato com Vincent Moon foi estranho. Responsável pelo início (e por boa parte do acervo) da elogiada série de vídeos “Take Away Shows” do saite francês La Blogotèque, iniciada em 2006 e com a qual ainda colabora esporadicamente, o sujeito recusou a entrevista por e-mail, pedindo para procurar as respostas “pela rede”, antes de propor um papo via Skype pra falar da sua visita ao Brasil para ministrar oficinas em São Paulo, conhecer o Rio e viajar pelo nordeste por dois meses. Enquanto falava, era possível escutar do outro lado o estalar do seu teclado, respondendo emails e conversando ao mesmo tempo, sem perder a atenção.
A hiperatividade ajuda a explicar como esse francês conseguiu, em poucos anos, realizar vídeos com alguns dos principais nomes do pop contemporâneo, numa lista de respeito: Phoenix, Yo La Tengo, Fleet Foxes, Yeasayer, Animal Collective, Tom Jones, Sigur Ros, The National, Arcade Fire, The Shins, Of Montreal, Sufjan Stevens, Bon Iver… Iniciada por acaso, a série já retratou mais de 100 artistas mostrando suas músicas em situações intimistas e pouco usuais, como o Phoenix tocando num ônibus de turistas por Paris ou os artistas da argentina ZZK Records se apresentando em sequência nos cômodos de um casebre em Buenos Aires, realizando uma mixtape visual.
- Não gosto de vídeoclipes, a interação com a banda não é interessante – explica Vincent.
Falando sobre o mais recente projeto da Blogotèque, “Le Soirés de Poche”, do qual também participou no início, Vincent não demonstra muita empolgação:
- É muito ruim, totalmente oposto a filosofia do que eu que gosto, é muito formal, um formato muito parecido com o da TV. Não tenho falado mais muito com eles, não estou focado em indie rock e folk, não quero ficar preso a isso, quero mudar. Estou fazendo coisas com outras pessoas. Ainda envio alguns filmes para eles, mas vou parar em breve. É bom demais para eles.
Mudanças parecem mesmo fazer parte do processo de Vincent. Em sua página no Vimeo vai publicando os filmetes com os artistas que conhece nos países que visita. Falando do Brooklyn, em Nova York, a caminho do país para a série de oficinas na Academia Internacional de Cinema, o cineasta não faz planos. Adepto do improviso, nem mesmo o que vai filmar no Brasil está definido. Utilizando a rede de contatos construída com a exposição de seus vídeos na rede, a forma de trabalho tem tudo a ver com a própria internet, onde a informação circula livre, sem fronteiras ou impeditivos comerciais.
- Trabalho na base da troca com os artistas. Estou há dois anos viajando pelo mundo a convite de festivais e oficinas, não tenho casa. As pessoas me convidam para comer ou beber porque são minha amigas, basicamente, dinheiro não está envolvido. Embora as vezes receba por palestras e exibições, pra mim não é trabalho, é diversão, aprendo muito nesses eventos. Tento manter meus filmes longe dessas questões financeiras, trabalho com poucas pessoas, não preciso de muito. Dinheiro é um pé no saco. Mas se eu for pago, melhor, pois me possibilita realizar mais coisas.
Fissurado na Tropicália, Vincent quer filmar Tom Zé, Caetano e também Hermeto Paschoal. De novos nomes, citou Kassin +2, Garotas Suecas, Orquestra Imperial e Holger. Ao ouvir que um encontro com Caetano não era algo impossível, ficou empolgado:
- Sério? Cara, se você conseguir armar essa podemos fazer esse filme juntos!
É o método de Vincent em resumo, agregando colaboradores oferecendo participação em suas ideias. Funciona que é uma beleza.
–
Tchequirau
Chamado pela revista Variety de “‘Don’t Look Back’ do rap”, em referência ao clássico do cinema direto de D.A. Pennebaker sobre Bob Dylan, o documentarário “The Carter”, de Adam Bhala Lough, esmiuça o rapper Lil Wayne, um dos principais nomes do gênero.
7 de junho de 2010 às 13h17
Nas & Damian Marley, “Distant Relatives”
O rapper nova-iorquino Nas e o deejay jamaicano Damian Marley juntaram forças e lançaram “Distant Relatives” Não é a primeira vez, os dois gravaram “Road To Zion” no disco “Welcome To Jamrock”, que trouxe respeito para Damian para além de ser filho de Bob Marley.
Produzido pelo irmão de Damian, Stephen Marley, traz participações de Lil Wayne e Dennis Brown. Apesar do nome estranho, o disco é uma homenagem aos estreitos laços entre o reggae e o hip hop.
15 de abril de 2010 às 13h02
Chilly Gonzales, “Pianist Envy”
Daft Punk, “Rolling & Scratchin (Gonzales rework)
O pianista Chilly Gonzales, o mesmo que fez a versão acústica de “Too Long” para o disco de remixes “Daft Club”, soltou a mixtape “Pianist Envy”, onde reconstrói hits do hip hop e do r&b ao piano – com direito a algumas batidas aqui e ali e intromissão do Daft Punk. Genial.
As músicas:
1. “Tipsy” (J-Kwon)
2. “Many Men” (50 Cent)
3. “Touch It” (Busta Rhymes)
4. “Vocal Chords” (Claude Von Stroke)
5. “A Milli” (Lil Wayne)
6. “Grindin’” (Clipse)
7. “Rollin’ and Scratchin’ (Daft Punk)
8. “Single Ladies” (Beyoncé)
17 de fevereiro de 2010 às 9h07
Cumbia mix
A cumbia digital argentina se envereda pelos remixes de hits do pop dos EUA, um dos atalhos mais fácil para qualquer estilo se tornar conhecido:
Lil Wayne, “Lollipop” (cumbia mix)
Beyoncé, “Single Ladies” (cumbia mix)
Britney Spears, “Oops” (cumbia mix)
Lil Wayne, “El Milli” (Toy Selectah cumbia mix)
27 de julho de 2009 às 14h07
Hip hop, auto-tune e futurismo Y2K
Jay-Z, “Death Of Autotune”
Existe um elemento comum entre todos os hits recentes do hip pop de T-Pain, Kanye West, Akon, Lil Wayne, Snoop Dogg ou Black Eyed Peas: o auto-tune, ferramenta digital para fazer pequenos ajustes e afinar vocais após gravados, auxiliando cantores a cravar todas as notas desejadas (platificando o processo, segundo alguns).
A sonoridade robótica produzida pelo uso “indevido” do auto-tune como um efeito de distorção tomou conta do hip hop. Há tempos não se via um elemento sozinho — seja instrumento, equipamento ou técnica de gravação — se tornar tão central nos estúdios.
T-Pain feat. Jamie Foxx, “Blame It (On The Alcohol)”
O auto-tune está em toda parte. Tem tutoriais no YouTube sobre como usar o efeito, tem app para iPhone, é motivo de piadas e mais piadas e foi matéria na New Yorker e na Time.
T-Pain vs. Vocoder, no Funny or Die
Marqueteiro que só ele, mesmo chegando atrasado na farra do auto-tune, Kanye West tentou puxar para si o título de desbravador da ferramenta, tendo gravado o disco “808 & Heartbreak” inteiramente com o efeito e fazendo bastante propaganda disso.
Kanye West, “Heartless”
Antes disso, Kanye já havia sampleado “Harder, Better, Faster, Stronger”, do Daft Punk, para servir de base para “Stronger”, reverenciando os franceses que vem usando tanto o vocoder quanto o auto-tune há muito tempo, de “Around The World” à “One More Time” à “Technologic”.
Antes disso, em 1998, dois anos depois da invenção do auto-tune, Cher fez muita gente querer rasgar os ouvidos com a sua “Believe”. Em 2005, Akon causou reação semelhante com “Mr. Lonely”. Expoente máximo do plugin, T-Pain diz que faz uso do autotune desde 2003.
Dentro do hip hop “tradicional” o uso de vozes robóticas não é inédita. Sem ir muito longe, basta ouvir os Beastie Boys em “Intergalactic”. A diferença é que o efeito utilizado, e já bem conhecido, é criado através do vocoder, um sintetizador que filtra a voz e altera as notas quando tocado enquanto se canta.
Como se vê, pode ser a moda da vez, mas está longe de ser novidade.
Afrika Bambaataa, “Planet Rock”
Até pouco mais de duas décadas atrás, “ano 2000″ era sinônimo de um tempo ainda distante, avançado tecnologicamente, onde robôs seriam parte integrante do cenário. A temática inspirou cineastas, escritores e, claro, músicos, todos buscando adiantar como seria esse futuro.
Em 1982, tentando imaginar como soaria algo feito duas décadas adiante, com a seminal “Planet Rock” Afrika Bambaataa desenhou o futuro da música, juntamente com o retro-futurismo do Kraftwerk e músicas como “Trans Europe Express”.
Passados tantos anos, esse modelo sobreviveu a vários outros que sumiram no tempo, justamente por ter vingado – as batidas, o uso do vocoder, os graves… estão todos aí.
Ciara feat. Chamillionaire, “Get up”
“Get up”, da Ciara (de 2006, produzida por Jazze Pha), junta várias referências de artistas que tentaram prever o som do presente em que vivemos, o tal anos 2000 — batidas de Bambaataa, teclados gelados do Kraftwerk, falsetes de Michael Jackson, citações jamaicanas a “Ring the alarm” (Tenor Saw). É um bom exemplo de como, ao tentar adiantar o futuro, esses artistas terminaram por determinar como ele seria.
O efeito robótico é até parecido, mas existe bastante diferença entre o uso do vocoder e o auto-tune. O segundo tem um resultado muito mais alucinado e eletrônico. Usado no talo, provoca uma oscilação brusca entre as notas, tão rápida que seria impossível ser executada por um humano.
O baile funk, sempre sedento por novidades tecnológicas ainda não fez uso do auto-tune (ou pelo menos nenhum hit surgiu ainda – no tecnobrega já tá rolando, lembrou JB nos comentários). João Brasil arranhou o assunto em “Cobrinha Fanfarrona”, mas utilizando o vocoder, não o auto-tune. Não vai demorar muito para a ferramentaganhar mais algum uso não previsto.
Black Eyed Peas, “Boom Boom Pow”
Essa proeminência da ferramenta vem alimentando a velha discussão sobre os caminhos do hip hop após ter se transformado no principal estilo musical em termos comerciais nos EUA.
Enquanto Nas declarou a morte do gênero em “Hip Hop Is Dead”, Ice-T protagonizou uma áspera (e constrangedora) troca de ofensas online com o menino Soulja Boy Tell’em por conta do sucesso de “Crank That”.
É o triunfo da estética seca e mais lenta do crunk e do hip hop produzido no sul dos EUA, onde a influência do Miami Bass continua gigantesca — e de onde vem boa parte dos produtores e rappers de maior sucesso hoje em dia, de Outkast a Lil Wayne.
O sempre esperto Jay-Z, só pra destoar, declarou a morte do auto-tune na música que acabou de lançar para promover o próximo disco (produzido por, veja só, Kanye). Ele não está sozinho na guerra contra o novo hip hop.
As coisas mudaram — sempre mudam — e certamente a eletrônica foi adicionada aos tradicionais quatro elementos (DJ, rap, b-boy e grafite). Se hoje o que se produz pode ser considerado hip hop ou não é uma discussão tão boba quanto interminável.





Documentarista, jornalista, carioca, boto som mas não sou DJ e provavelmente passo tempo demais online.

















