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Arquivo: lily allen

Lily Allen parou

Aquele papo de Lily Allen abandonaria a música por conta das trocas de arquivos ilegais era sério. Em entrevista a revista Elle UK na qual estava na capa (por si só um fato curioso), a menina disse que encerrou a carreira de cantora. Pronta para ser mãe, está totalmente dedicada à moda e à loja de roupas usadas que abriu com a irmã, em Londres. Falou também da visita surpresa ao Brasil, enfim revelando que o motivo era a filmagem de um documentário na Amazônia.

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Uma carta musicada para Lily Allen

Não apenas é uma boa idéia, como foi muito bem executado esse e-mail musicado feito pelo Dan Bull em resposta as recentes declarações da Lily Allen contrárias a troca de arquivos online. Vi no Kiss My Beats.

É uma boa companhia para a resenha em quadrinhos do show da inglesa feita pelo Arnaldo Branco, que também aborda o mesmo tema e vi no Trabalho Sujo.

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Lily Allen, troca de arquivos, olho grande e onde você entra nisso tudo


“Desconstrução”: meu primeiro milhão?

A notícia se espalhou rapidamente: a cantora Lily Allen criou um blogue e convidou os artistas contrários ao compartilhamento de arquivos para se manifestarem no novo espaço.

A atitude causa espanto, pelo simples motivo de que Lily Allen deve sua carreira justamente a internet. Um dos primeiro casos de sucesso do MySpace, foi o burburinho na rede que fortaleceu seu nome.

A decisão de criar o blogue veio em resposta ao movimento Featured Artists Coalition, que inclui nomes como Radiohead, Pink Floyd, Blur e  Robbie Williams, criado para tentar brecar a ameaça de censura na rede que ameaça o Reino Unido.

A FAC no entanto defende as trocas não comerciais de arquivos. Os que fazem uso comercial dos arquivos trocados, cobrando pelos downloas ou por streamings, por exemplo, devem ser mesmo alvo das leis já existentes.

A exemplo da França, o projeto de lei britânico utiliza a música como desculpa, mas vai bem além, pois propõe vasculhar todas as trocas de arquivos feitas na rede, as legais e as ilegais, a de quem troca músicas e a de quem nunca fez e nem pretende fazer isso na vida. Todos serão vigiados.

É uma questão de privacidade do interesse de todos. Aqui no Brasil, a ameaça é a medonha Lei Azeredo, nos mesmos moldes da França e Inglaterra.

Ao indicar que é favorável a proibição das trocas de arquivo Lily Allen pisa num terreno perigoso. E sua atitude pode (e provavelmente será) usada como bandeira de políticos com interesses duvidosos.

A cantora argumenta que é muito fácil para artista estabelecidos como os do FAC defenderam o livre compatilhamento de arquivos após terem construído suas carreiras (e fortunas) no modelo antigo, vendendo discos. Seria injusto com os novos artistas defender o “liberou geral”, privando-o dessa fonte de renda.

Como argumento, Lily diz que apesar de alguns artistas lucrarem com shows, as pessoas envolvidas no processo de gravação não seriam remuneradas.

Estou pra ver técnicos de som, designers, divulgadores e etc. que recebam participação nas vendas de discos, em todo caso, seria um problema de fácil solução, bastando que os artistas pagassem pelas gravações independente de serem comercializadas ou  não (como aliás já devem fazer).

O que parece mesmo é que Lily Allen (e outros artistas) está de olho mesmo é numa fatia de um bolo que não existe mais. Num pensamento torto, a menina deseja os lucros provenientes de um outro formato de negócio, que caminha para extinção.

Quando dirigi o documentário “Desconstrução”, sobre as gravações do mais recente disco do Chico Buarque, “Carioca”, pensei sobre a mesma coisa, embora de brincadeira.

O DVD com o filme vinha encartado com a edição especial do CD e considerando que as vendas do disco foram boas, se fossem outros tempos talvez tivesse vendido aos milhões. Teria ficado milionário com a participação nas vendas.

A pegadinha é o seguinte: se fossem os tempos pré-digitais, dificilmente teria tido a chance de sequer ter feito o filme, principalmente pelos custos de produção e falta de acesso aos equipamentos necessários. Muito menos ter lucrado alguma coisa direta ou indiretamente com ele.

Não dá pra entrar nessa viagem. São dois tempos distintos, quase sem cruzamentos. O negócio é parecido, mas mudou bastante.

Portanto, em vez de reclamar que seus discos não vendem, Lily Allen deveria simplesmente aproveitar uma carreira que, se fossem outros tempos, talvez ela sequer tivesse.

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Surpresa! Lily Allen, a garota normal


Lily Allen no Rio
fotos e vídeos: URBe

A fama de ruim de palco que persegue Lily Allen não é gratuita. Quem presenciou sua primeira apresentação no Brasil, no Planeta Terra 07, diz que a menina estava tão breaca que estragou o show, errou letras… Nem ela gostou. No Coachella ela também já passou vergonha.

As expectativas, portanto, eram as mais baixas possíveis para o show da inglesinha no Rio. As coisas começaram a dar pinta de que poderiam ser diferentes quando surgiram os primeiros comentários elogiosos sobre o show de São Paulo, na noite anterior.

Em todo caso, baixas expectativas aumentam as chances de uma boa surpresa e Lily bom uso desse fator. Acompanhada por uma banda fazendo o feijão-com-arroz, sem nenhum destaque (e com a guitarra inaudível), desfilou seus hits, afinadinha (aparentemente com o auxílio de uma dobra de voz pré-gravada e auto-tunada), jogando charme e enlouquecendo a meninas e os marmanjos.


Lily Allen, “Day n Night” (Kid KuDi)” + “Womanizer” (Britney Spears)

E é exatamente tudo que precisa. O que Lily Allen tem de interessante pra oferecer não são composições elaboradas, sonzeira ou mesmo muita inovação. Apesar de bem feito — a versão de “Womanizer”, da Britney Spear, “Smile”, “LDN”, “The Fear” tão aí pra provar — o som mesmo é uma veículo para o discurso, esse sim o principal

O forte são as letras, o dia-a-dia de uma menina “normal”, que passa por coisas que qualquer menina da idade dela também passa: namorados, medos, as dificuldade de entrar na vida adulta, amadurecimento.

O que ela conseguiu fazer, seu grande mérito, foi botar isso tudo pra fora, no papel e em forma de música. E graças a internet conseguir encontrar um público pra ouvir suas canções.

Claro que sua vida mudou bastante desde que resolveu externar tanta intimidade. Com tanta exposição, Lily Allen tornou-se uma celebridade e vive nas páginas dos tablóides ingleses. O cerne das suas angústias, no entanto não muda, são comuns a qualquer menina, como prova o sucesso do segundo disco, em muitos aspectos melhor que o primeiro.

Numa entrevista que foi capa da Observer Music Monthly em dezembro de 2008, Lily falava de quanto ser chamada de gorda nos jornais todos os dias destruiu sua auto-estima, a fazendo beber ainda mais, ficando mais feia e piorando a situação. Tira o jornal da equação e qualquer menina se identifica.

Do jeito que os fãs cantavam todas as letras, a língua não deve estar sendo barreira para ela se comunicar com jovens fora da Inglaterra. Afinal, são temas universais.

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Medrosa


foto: baonguyen


Lily Allen“The Fear” (Duke Dumont Remix)

A inglesinha Lily Allen ganha um verniz final de tarde do Duke Dumont.

Pescado no Data Sapiens.

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Medrosa

Semana passada Lily Allen esteve na capa da revista mensal Observer Music Monthly (Observer é o nome do Guardian aos domingos), pela primeira vez desde que saiu na mesma revista, dois anos atrás.

Revendo sua trajetória, a menina diz que não é a exibida que aparenta ser e chega a dar pena quando ela descreve a pressão que sente para emagrecer toda vez que é chamada de baranga nos jornais.

Não por acaso, a primeira música e clipe do novo disco a ser jogada na rede chama-se “The fear”.

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Lily


foto: William Richards/FilmMagic/Getty

Lily Allen solta uma faixa do seu novo disco, “Everyone’s at it”. A letra fala de drogas num clima de sermão. Vindo logo dela, que toda noite dá vexame em algum bar londrino. Sem graça, hein.

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