
Lista são sempre polêmicas e geram discussão. A do Hype Machine no entanto é interessante porque não se baseia na opinião de uma redação ou gosto pessoal. Um dos principais agregadores de blogues musicais da rede, a Music Blog Zeitgeist é feita a partir dos dados coletados no tráfego do próprio saite, como buscas, links, etc.
São três categorias, artistas, discos e músicas. O Phoenix faturou melhor artista e o Animal Collective teve melhor álbum com o seu “Merriweather Post Pavilion”.
A relação de músicas não obedece uma ordem e o remix dos brasileiros do The Twelves para “I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You” esta lá.
O saite ainda convidou um ilustrador pra criar uma peça para cada um dos 50 artistas da lista. Fino.
Esse deve ter sido o ano em que menos fui a shows em muito, muito tempo. Culpa do cronograma de gravações mais cruel que já enfrentei (sempre noturnas, sempre em dias de bons shows). Ainda assim, teve MUITA coisa boa. Segue a lista, em nenhuma ordem específica.
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Paul McCartney (Coachella, EUA)
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Phoenix (Central Park, EUA)
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Curumin (Cinemateque, Rio)

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TV On The Radio (Coachella, EUA)
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Lucas Santtana & Seleção Natural (Vale Open Air, Rio)
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Radiohead (Apoteose, Rio)
“’Bom pra caralho’, como disse a banda em bom português ao final do show. Foi mesmo.”
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Kraftwerk (Apoteose, Rio)
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Franz Ferdinand (The Week, SP)
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Siba e a Fuloresta (Teatro Rival, Rio)
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Late Of The Pier (Coachella, EUA)
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M.I.A. (Coachella, EUA)
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Dirty projectors (Teatro Odisséia, Rio)
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Friendly Fires (Circo Voador, Rio)
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Lykke Li (Coachella, EUA)
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Little Joy (Circo Voador, Rio)
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Faith No More (Metropolitan, Rio)
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Skatalites (Circo Voador, Rio)
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Nação Zumbi (Circo Voador, Rio)
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Mexican Institute of Sound (Coachella, EUA)
Listinha difícil de fazer esse ano, viu… Normalmente a briga é boa, dessa vez achei até bem tranquila. Os 10 são muito bons, porém normalmente pelo menos outros 10 candidatos ficam de fora. Esse ano não. Abaixo, a lista de melhores discos nacionais de 2009 do URBe.
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10.

Otto, “Certa Manhã Acordei De Sonhos Intranquilos”
9.

Wado, “Atlântico Negro”
8.

Lulina, “Cristalina”
7.

Céu, “Vagarosa”
6.

Letuce, “Plano De Fuga Pra Cima Dos Outros e De Mim”
5.

Emicida, “Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro Por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe”
4.

Mallu Magalhães, “Mallu Magalhães”
3.

Arnaldo Antunes, “Iê, Iê, Iê”
2.

Cidadão Intigado, “Uhuuu!”
1.

Lucas Santtana, “Sem Nostalgia”
Certeza que esqueci um monte de coisa, das que ouvi e, principalmente, do que não deu tempo de escutar. Não gosto muito de lista por isso, fico agoniado, mas é isso aí. Esses são os melhores discos internacionais de 2009 do URBe. Deixe seus escolhidos nos comentários.
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10.

Julian Casablancas, “Phrazes For The Young”
8.

Fuck Buttons, “Tarot Sport”
7.

Passion Pit, “Manners”
6.

6. Air, “Love 2″
5.

Mayer Hawthorne, “A Strange Arrangement”
4.

King Creosote, “Flick The Vs”
3.

The xx, “xx”
2.

Franz Ferdinand, “Tonight: Franz Ferdinand”
1.

Phoenix, “Wolfgang Amadeus Phoenix”
Fui convidado pela Rolling Stone para participar da votação que elegeu as 100 Maiores Músicas Brasileiras.
Era pra cada um escolher suas 20. Eis as minhas, em ordem alfabética. E nunca definitiva, é óbvio ;)
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“A Palo Seco” - Fagner (Belchior)
“Alegria, Alegria” - Caetano Veloso
“Aquarela do Brasil” - Ary Barroso
“Asa Branca” - Luiz Gonzaga
“A minha menina” - Mutantes
“Caminhando” - Geraldo Vandré
“Construção” - Chico Buarque
“Corra e olhe o céu” - Cartola
“Rios, Pontes e Overdrives” - Chico Science & Nação Zumbi
“Chega de Saudade” - João Gilberto
“Detalhes” - Roberto Carlos
“Domingo no Parque” - Gilberto Gil
“Luar do Sertão” - Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco
“Ouro de Tolo” - Raul Seixas
“Os alquimistas estão chegando” - Jorge Ben
“Minha Alma” - O Rappa
“Nanã” – Moacyr Santos
“Rap da Felicidade” (Cidinho e Doca)
“Samba do Avião” - Tom & Vinicius
“Sossego” - Tim Maia

Agora sim o Pitchfork acertou a mão numa lista de melhores do ano 2000.
No lugar da opinião coletiva de sei lá quem reunidas na sua P2K, dessa vez o saite convidou integrantes de diversas bandas para elaborarem suas listas individuais.
Entre os consultados estão Lindstrøm, Caribou, Fleet Foxes, Matthew Herbert, Stereolab, Fleet Foxes, Dirty Projectors, Yo La Tengo, Dinosaur Jr, The xx, Fuck Buttons, Matmos, Luomo e outros mais.
Abaixo, os eleitos por Laurent Brancowitz, do Phoenix:
D’Angelo: Voodoo [ouça "Send It On"]
To us, it was the musical equivalent of Einstein’s relativity, ripping off the fabric of time in a beautiful, traumatizing way.
The Strokes: Is This It [ouça "Someday"]
With songs and arrangements as elegant as mathematical formulas, they gave rock’n'roll its dignity back. Underestimated even when overestimated.
Sebastien Tellier: “La Ritournelle”
French genius in its purest platonic form!
Amerie: “1 Thing”
One of the most mysteriously amazing songs of the decade, it gives the illusion that some crucial secret is about to be revealed.
Dirty Projectors: “Rise Above”
The bass + voices at 1:40: They KILL me unfailingly.
R. Kelly: “I’m a Flirt”
A truly prodigious blend of the highest and the lowest forms of human imagination.
Panda Bear: “Bros”
I’ve been obsessed with this song for months, and I still don’t know why.
Fall of Troy: Doppelgänger
Devil’s music!
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Falando em Phoenix, como é que essa história? Partiu show deles com abertura do Passion Pit no Central Park, dia 26? Hein?
Semana passada o superestimado Pitchfork (10 em mapear o hype, rosca em análises musicais) publicou um ranking com as 500 principais músicas da década que se encerra, abrangendo de 2000 a 2009.
Aqui vão cinco motivos para você não peder seu tempo lendo a chamada P2K:
1 - Sério mesmo? Ler 500 resenhas sobre músicas individuais?
2 - Listar a barbaridade de 500 músicas de um período tão curto dá no mesmo que não listar coisa nenhuma. O corte é frouxo demais. Mesmo nunca tendo se produzido tanta música na história, grande parte continua não sendo memorável. Quantidade não é qualidade.
3 - “Estou explicando pra te confundir”, nas palavras do grande Tom Zé, deve ser o lema do Pitchfork. Em nenhum outro lugar lê-se resenhas tão pedantes (com supostas boas sacadas, trocadilhos e invenções de nomes de gênero) que falam, falam e não dizem nada. Essa lista não é diferente. Não é por acaso: o Pitchfork fez fama como o saite que todos amam odiar.
4 - Apressada, claramente com o intuito de sair na frente na polêmica (lista sempre gera discussão), a lista saiu antes do fim da década porque eles não querem simplesmente compartilhar informação, querem te vender um produto. Não apenas a seleção tem um grande patrocínio, como as músicas estão sendo vendidas, separadamente ou em blocos, diretamente pelo saite.
5 - OK, lista é subjetiva e o Pitchfork faz da deles o que bem entender. Boa parte do top 20 não convence. Mas em que planeta a melhor música da década é “B.O.B”, do Outkast?! Sem ir muito longe, “Hey Ya” dá um banho nessa faixa.
Essa é pra você ficar atualizado quando falta assunto com os amigos e o papo descamba para “você já viu aquele vídeo tal…?”.
Um americando criou uma lista com 99 coisas que você deveria ter visto na internet, reunindo links para alguns clássicos da rede. Uma passadinha no You Should Have Seen This vai tomar um bocado do seu tempo.
Logicamente, um brasileiro criou a versão nacional, o Você Deveria Ter Visto, listando 101 (+55) vídeos nacionais que “todo mundo viu”.
Idéia simples e dinâmica, é impossível fechar essa lista, todo dia surgem novas pérolas.
Via Link.
Sleeveface
François Macré - “Thriller” (64 tracks acappella version)
Mistabishi - “Printer Jam”
Esses e outros vídeos fazem parte da lista de favoritos da gerente de comunidades de música do YouTube, Michele Flannery, compilados a pedido da Wired.
100 frases clássicas do cinema em 200 segundos, separadas por gêneros.
A Rough Trade soltou sua lista de 50 melhores discos de 2008 (a que normalmente fica colada na parede da loja durante o ano exibe 100), feita através do voto dos frequentadores da loja.
Eis o Top 10:
1 - Bon Iver, “For Emma, forever ago”
2 - Fleet Foxes - “Fleet Foxes”
3 - Vampire Weekend - “Vampire weekend”
4 - White Denin - “Workout holiday”
5 - Metronomy - “Nights out”
6 - El guincho - “Algranza”
7 - Benga - “Diary of a an afro warrior”
8 - Zombie Zombie - “A land for renegades”
9 - Vivian Girls - “Vivian girls”
10 - Ladyhawke - “Ladyhawke”
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Lendo a lista completa percebi que não mencionei nada de dubstep nas minhas. Esse do Benga quer ser pop demais e atira pra todo lado. Já o “Aerial”, do holandês 2562, é bom demais.
Teve também o “Skeletal Lamping”, do Of Montreal. A ficha só caiu no final do ano. Primeiro metade do disco ficou muito boa, depois, a cada audição, o conjunto fica melhor. É o que eu sempre falo, disco bom sempre bate errado de primeira.
Omara Portuondo e Maria Bethânia - “Omara Portuondo & Maria Bethania”: Tive a honra de registrar em vídeo as sessões de gravação dessas duas juntas para o documentário que dirigi e saiu em DVD junto com o disco. Isso foi no começo de 2007, tanto tempo atrás que quase esqueci que essa pérola só saiu em 2008.
Metronomy - “Nights Out”: Só a trinca “My heart rate rapid”, “Heartbreaker” e “A thing for me” credenciariam esse disco para qualquer lista de melhores do ano. Felizmente os timbres esquisitos e programação esquisitamente pop do Metronomy se espalham pelo resto da bolacha, como na excelente “On dancefloors”. Um lugar onde o rock e a eletrônica deixam de ser uma mistura para virar uma coisa só.
João Brasil - “Big forbidden dance”: Como esquecer do grande, do inigualável, do insuperável João Brasil. No mesmo ano em que lançou sua estréia solo, o clássico “8 hits”, o cara conseguiu se superar e produzir um dos discos de mashup mais divertidos já feitos.

Late of the Pier - “Fantasy black channel”: Rock e eletrônica em simbiose perfeita, chacoalhando referências de maneira inovadora, somado a melhor programação de bases do ano, há quilômetros de distância do segundo colocado (seja lá qual ele for). Pra não falar das letras alopradas.
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Friendly Fires - “Friendly Fires”: Alguns dos grooves mais ganchudos do ano, de fazer frente a clássicos da disco music, rock-eletrônica em embalagem pop para as massas. Só falta multidão ser avisada para os estádios lotarem.
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Vampire Weekend - “Vampire Weekend”: A bateria mais criativa em muito tempo faz valer cada segundo desse disco, assim como frases de guitarra pegajosas e camadas de teclado bagaceira. Ao vivo as músicas crescem tanto que levantam o próprio disco.
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MGMT - “Oracular spetacular”: Paradoxalmente, a psicodelia retrô dá um passo a frente com um dos nomes mais comentados de 2008, num disco viajandão e coeso, ao mesmo tempo conservador (nas referências), inovador (na forma) e doidão (na musicalidade).
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Lykke Li - “Youth novels”: É música de menina para as garotas e para os rapazes. A sueca Lykke Li atualiza o formato diva para geração 2000, recheanto a performance clássica de chanteuse com atitudes e elementos estranhos ao meio, seja na escolha dos instrumentos, no formato das cancões ou na personalidade carimbada nas músicas pela intérprete.
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Studio - “Yearbook 2″: O remix em sua melhor forma. O segundo disco da dupla sueca reúne trabalhos com tanta personalidade que não apenas ultrapassa as versões originais, como também fazem o conjunto soar como um álbum autoral. Não é pouca coisa.
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Beyond the Wizards Sleeve - “Ark1″: Constantemente envolvido na produção de alguns dos melhores lançamentos de rock e eletrônica (Late of the Pier nesse ano, por exemplo), Erol Alkan esconde-se sob o pseudônimo para experimentar em um projeto prório.
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Little Joy - “Little Joy”: Como diversos bons discos, a estréia do Little Joy desce quadrado nas primeiras audições. Normal. Ultimamente anda tudo tão parecido que quando algo se distancia, pouco que seja, causa estranhamento. E estranhamento é bom demais.
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Wado - “Terceiro mundo festivo”: Chegará o dia que um disco do Wado terá a repercussão que um dos melhores compositores de sua geração merece. Pena que isso acontecerá já após esse excelente “Terceiro Mundo festivo”, onde Wado passeou com muita manha pelo universo da eletrônica, transformando beats em canções.
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Curumin - “Japan pop show”: O primeiro disco era legal, só que não decolava. Nesse segundo, Curumin solta o freio e desce a ladeira samba-rock, esquina com dub, quase em frente ao afrobeat. Endereço complicado, mas fácil de encontrar se o motorista for bom.
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Guizado - “Punx”: Instrumental cabeçudão, esquisitão, bem tocadão, bem gravadão e bonzão.
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Orquestra Contemporânea de Olinda - “Orquestra Contemporânea de Olinda”: O mangue bit encontra os blocos de frevo. Pernambuco pulsa, como sempre.
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Kings of Leon - “Only by the night”: Em seu quarto disco, o KoL quebra a linha ascendente que vinha fazendo, sem no entanto cair, faz uma curva e adentra outro terreno. Menos country rock e mais pop, os elementos caipiras deixam de ser o elemento principal, sentam no banco de trás e enfeitam a paisagem, sem perder a essência rancheira. Pode ser a pressão para estourar em casa, já que “só” fazem sucesso na Europa.
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Essa é a lista, sem nenhum ordem específica além da imposta pela minha memória. Se for lembrando de outros discos (cite os seus favoritos nos comentários), adiciono.
Como passei o ano fora, é uma seleção solitária, de shows que assisti longe de casa, portanto sem muita conexão com o que rolou por aqui. Foi tanta coisa boa que não deu pra encurtar a lista muito não. Em nenhuma ordem específica, segue a lista:
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Radiohead (Victoria Park, Londres)
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Vampire Weekend (Electric Ballroom, Londres)
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Late of the Pier (BarFly, Londres)
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Friendly Fires (KCLSU,Londres)
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Stevie Wonder (O2 Arena, Londres)
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Casiokids (Hoxton Grill, Londres)
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Lykke Li (ICA, Londres)
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Kings of Leon (Brixton Academy, Londres)
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Bloc Party (Circo Voador, Rio)
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Cidadão Instigado (Jockey Club, Rio)
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Sigur Rós (Rock Werchter, Bélgica)
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Justice (Astoria, Londres)
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Soulwax Nite Versions (Rock Werchter, Bélgica)
“Man on wire”, de James Marsh, foi não apenas o melhor documentário do ano, como um dos melhores já feitos.
“Vicky Cristina Barcelona” foi mais uma aula de Woody Allen. Daqueles filmes que fazem você ficar agradecido pelo sujeito estar vivo e ainda filmando. E de brinde tem a Scarlett e a Penélope no auge.
Os 40 primeiros minutos de “Wall-e”, praticamente sem diálogo nenhum, são um marco, demostrando (para quem ainda tinha dúvidas) que animação 3D não é um gênero, apenas um estilo. Lindo, lindo.
Em um e-mail enviado para seus colaboradores, a editora criativa da filial inglesa da Current TV elaborou uma lista informal, com categorias criadas por ela própria, com os melhores vídeos exibidos esse ano no canal (que veicula e remunera produções independentes geradas pelos próprios usuários/telespectadores):
Melhores imagens:
Melhor edição:
Melhor conteúdo jornalístico:
Melhor formato (um empate):
Melhor história focada em um personagem:
Mais engraçado:
Já já alguém faz uma versão brasileira desse People Who Deserve It, com personagens locais.
A loja Rough Trade separou 50 discos e colocou em votação popular para definir os melhores de 2008. Pena que dormiu no ponto bonito ao não incluir o excelente “Fantasy black channel”, do Late of the Pier, nessa pré-seleção. A lista pode ser um guia para você separar os seus melhores.

foto: manu contreras
Tenho muito pouco saco (e talento) para fazer listas, de qualquer coisa, inclusive as de supermercado. Chega a hora de escolher os melhores do ano e esqueço exatamente o que saiu, seja filme, livro ou música.
De maneira geral, essas listas são sempre muito parecidas. Os artistas são os mesmos, só mudam as posições. Existe uma certa obrigação de ranquear os mesmos artistas, como se fosse necessário ter uma opinião sobre determinados lançamentos.
Acabo preferindo listas mais pessoais, sem preocupações de cobrir determinada área ou a obrigação de ouvir/ver/ler tudo. É mais mais legal saber o que diferentes pessoas conheceram naquele ano, principalmente quando as listas são bem diferentes.
O psicopata do Matias já começou com as suas, como a das 50 melhores músicase os 50 melhores discos de 2008.
Vou fazer a minha, sem pretensão ou obrigação de mostrar nada. Tendo passado a maior parte do ano fora, a lista de shows é mais complicada ainda, porque vai acabar ficando em cima de shows que vi sozinho mesmo.
Um livro ilustrado, escaneado e organizado em um Flickr, mostrando 30 maneiras de se morrer eletrecutado. É bom evitar.
Os maiores maconheiros do cinema.
Em tempos de uniformidade via internet, onde tudo vai virando uma coisa só, uma lista (com links para explicações) celebrando sub-gêneros musicais obscuros, do afro-prog ao d-beat, de funana a nonpop.
O primeiro clipe do Little Joy, “Next time around”.
Por falar em little, a palavra é citada na lista negra de nomes de bandas atuais pouco criativos compilada pelo Guardian (Little Jackie, Little Boots, Little Ones), junto com black (Black Lips, Black Affair, Black Mountain, Black Kids, Black Tide, Black Acid, Black Angels), white (White Lies, White Denim e White Rainbow) crystal (Crystal Castles, Crystal Antlers, Crystal Stilts), wolf (Wolfmother, Wolf Parade, We are Wolves, Wolf & Cub) , disco (Simian Mobile Disco, Shitdisco, Dead Disco) e as desbocadas (Holy Fuck, Fuck Buttons, Fucked Up, Jackie O Motherfucker).

foto: I’mBatman
É possível condensar 50 anos de música em uma única frase. Alguns exemplos:
The Beatles, “I Want to Hold Your Hand”
I want to do it with you.
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Elvis Presley, “Hound Dog”
You’re doing it with everyone.
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Frank Sinatra, “Strangers in the Night”
I’m drunk and I want to do it with you.
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The White Stripes, “My Doorbell”
Using metaphor, I want to do it with you.
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Little Richard, “Good Golly Miss Molly”
I’m doing it with Miss Molly, and she’s totally into it.
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Duran Duran, “Rio”
I’d love to do that chick dancing on the sand.
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Kings of Leon, “Sex on Fire”
I did it with you, and now it hurts when I pee.
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Céline Dion, “My Heart Will Go On”
Even your death has not stopped me wanting to do it with you.
A lista continua.
Esse e outros 9 outros grandes momentos de Kristen Wiig no Saturday Night Live, incluindo a mentirosa compulsiva, Penelope.
O dia que inserção de publicidade de produtos puder ser feita dessa maneira por aqui, a televisão vai longe.
Stiffler, em “American Wedding”: inclusão injusta :)
As dez mais constrangedoras cenas danças do cinema. Dica do Rod.
Listas, sempre elas. O Guardian listou 1000 discos para NÃO ouvir e 1000 peças de arte para se admirar antes de morrer. Abra seu caderninho.
A Rolling Stone Brasil publicou uma lista com os 100 maiores artistas da música brasileira, eleitos através do voto de 69 convidados.
Eis a minha lista de 25, dividida da maneira que me foi solicitada: os cinco primeiros em ordem de importância e os outros 20 em nenhuma ordem especial, apenas alfabética.
Foi ainda mais cruel do que participar da seleção dos 100 maiores discos da música brasileira.
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- Noel Rosa
- Tom Jobim
- Chico Buarque
- João Gilberto
- Jorge Ben
- Caetano
- Cartola
- Chico Science
- DJ Marlboro
- Elis Regina
- Eumir Deodato
- Gilberto Gil
- Hermeto Paschoal
- Lulu Santos
- Maria Bethânia
- Milton Nascimento
- Moacir Santos
- Paulinho da Viola
- Raul Seixas
- Renato Russo
- Roberto Carlos
- Tim Maia
- Tom Zé
- Villa-Lobos
- Zeca Pagodinho

Juno na briga pelo título de melhor sequência de créditos do cinema. Hein?!
Comemorando 25 anos, a Vanity Fair está compilando listas de 25 melhores em tudo quanto é categoria imaginável, de melhor sequência de créditos do cinema a melhores frases políticas, com votos dos leitores. É uma lista de listas.
A lista do URBe dos cinco melhores discos brasileiros de 2007.
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Luiz Melodia, “Estação Melodia” (Biscoito Fino)
Pela madrugada, que disco. Luiz Melodia na ponta dos cascos em sua incursão pelo universo do samba, com repertório finíssimo (focado nas décadas de 30, 40 e 50, com algumas músicas de outras épocas) e arranjos classudos de doer. O Negro Gato não titubeia, abrindo logo com sua versão para “Tive sim”, pérola irretocável de Cartola, como quem diz “me garanto”. Depois dessa introdução, o resto é um passeio. Cantando como nunca, segue por composições de seu pai, Oswaldo Melodia (”Não me quebro à toa”) e rasga o peito em “Eu agora fou feliz” (Jamelão e Mestre Galo). É um disco de intérpret, mas com tanta personalidade que é como se não fosse.
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Autoramas, “Teletransporte” (Mondo 77)

No atual mercado fonográfico (ou de MP3), é cada vez mais raro uma banda ter a chance de lançar um segundo disco, muito menos ter tempo de ver seu trabalho evoluir. O negócio é tiro curto. Nesse contexto, é muito bom ver que alguns grupos tem a garra de insistir, a coragem de amadurecer. Embora seus outros três trabalhos tivessem ótimos momentos, é com “Teletransporte” que o Autoramas se desprende totalmente do cruzamento de suas muitas referências e começa finalmente a soar… bem, como eles mesmos. Guitarras alucinadas, melodias grudentas e boas letras, envelopadas pela produção impecável da dupla Berna Ceppas & Kassin.
Leia a entrevista com a banda sobre o disco, feita em setembro de 2007.
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China, “Simulacro” (Candeeiro)

Com apenas um EP lançado antes do seu primeiro disco, o nome de China quase sempre vem acompanhado de parênteses: ex-Sheik Tosado, parceiro do Mombojó, cantor da banda tributo a Roberto Carlos Del Rey. Com calma, sem pressa, o pernambucano foi lapidando esse “Simulacro”, produzido pelo baterista da Nação Zumbi, Pupilo. China mistura todas as referências pelas quais é conhecido, de Jovem Guarda a Iggy Pop, de João Gilberto a Portishead, rodeado pelos conterrâneos do Mombojó, Bonsucesso Samba Clube e o próprio Pupilo. Ao som de rock e sambas psicodélicos, um aviso: “Nunca mais vou te deixar, pois agora sou uma canção”. Suinga, suinga.
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Hurtmold, “Hurtmold” (Submarine)

O disco homônimo é sempre um marco na carreira de um grupo. Espécie de síntese conceitual, é um trabalho que, pelo título, sempre chama atenção numa discografia, principalmente quando não é o primeiro. Enquanto algumas bandas se sentem confortáveis em fazer isso logo na estréia (o Rage Against the Machine é um bom exemplo), outras levam mais tempo. Em “Hurtmold” (título que torna cruel a missão de encontrar o disco para baixar), o quarto do septeto paulistano (descontando-se EPs e splits), o post-rock encontra percussões com acento africano, metais de afrobeat, linhas de baixo cavalares e ambientações enviezadas. Se era onde eles queriam chegar, só eles podem responder. Pra quem ouve do lado de cá, está bom demais.
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Orquestra Imperial, “Carnaval só ano que vem” (Som Livre / Ping Pong Discos)

Bailes atrás de bailes, um gravação pirata de uma apresentação no Ballroom (RJ) e um EP depois, a Orquestra Imperial atende aos apelos e estréia oficialmente em disco. Contrariando a lógica de gravar o repertório de versões do shows, a banda optou por músicas próprias, fortemente influenciadas pela gafieira que une os integrantes, sutilmente atualizadas e com um pouco da personalidade dos zilhões de trabalhos individuais de cada um dos seus 18 componentes. Um disco novo que soa como antigo ou um disco antigo novo. Tanto faz. É um clássico.
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+ Dicas dos leitores:
Lucio K:
Maria Rita, “Samba meu”
Teresa Cristina, “Delicada”
Pedro Seiler
Siba e a Fuloresta, “Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar”
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