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Arquivo: listas

Melhores de 2011 do We Are Hunted

Muito legal o formato da lista de melhores de 2011 do We Are Hunted (já comentado por aqui, via Transcultura, e um dos principais concorrentes do Hype Machine), um grande mosaico com os artistas aguaradando um clique pra tocar. O visual lembra um pouco o do Amaxing.fm, que parece ter parado de receber atualizações.

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Melhores discos internacionais de 2011

 

Ano muito bom de discos e de músicas. O critério é o mesmo da lista de melhores discos nacionais de 2011 (e de sempre): a ordem dos discos é baseada no volume de audições. Sem falar que ao longo de 2012, sempre se pode encontrar um disco de 2011 que não conhecia e a lista mudar, como já aconteceu com o Tame Impala.

Deixe suas dicas nos comentários.

10.

Radiohead, “The King Of Limbs”

 

9.

The Weeknd, “House of Ballons”

 

8.

James Blake, “James Blake”

 

7.

Girls, “Father, Son, Holy Spirit”

 

6.

Real Estate“Days”

 

5.

Toro Y Moi, “Underneath The Pine”

4.

The Rapture, “In The Grace Of Your Love”

3.

Metronomy, “The English Riviera”

2.

SBTRKT, “SBTRKT”

1.

Peaking Lights, “936″

Bônus: outros bons discos de 2011 que merecem ser mencionados:

Ducktails, “Arcade Dynamics III”

Danger Mouse & Daniele Luppi, “Rome”

Mayer Hawthorne, “How Do You Do”

Lykke Li, “Wounded Rhymes”

Com Truise, “Galactic Melt”

Youth Lagoon, “The Year Of Hibernation”

Mark McGuire, “A Young Person’s Guide”

Shit Computer, “”

2562, “Fever”

Seun Kuti & Egypt 80, “From Africa With Fury: Rise”

Cerulean Crayons, “_Batch2″

Frank Ocean, “Nostalgia/Ultra”

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Melhores discos nacionais de 2011

Ao contrário de 2010, em 2011 sobrou música nova – e mais importante – vindas de artistas novos. Muitos nomes surgindo, e nesse top 10 tem banda que entrou pelo conjunto de músicas avulsas que soltou ao longo do ano. Renovação é sempre muito bom.

Lista é lista, sempre complicado hierarquizar música, então a ordem está mais baseada na quantidade de vezes que ouvi cada disco.

Diga nos comentários o que você ouviu e gostou em 2011, pra conversa (e a troca de dicas) continuar.

–-
10.

Cícero, “Canções de Apartamento”

9.

Criolo, “Nó Na Orelha”

8.

Kassin, “Sonhando Devagar”

7.

Marcelo Camelo, “Toque Dela”

6.

Autoramas, “Música Crocante”

5.

Bixiga 70, “Bixiga 70″

4.

Dorgas, “Loxhanxha” + “Dito Antes” e “Fez-se cristo” + “Grangongon”

3.

Chico Buarque, “Chico”

2.

Silva, “SILVA”

1.

Wado, “Samba 808″

Bônus: outros bons discos de 2011 que merecem ser escutados.

Burro Morto, “Baptista Virou Máquina”

Pipo Pegoraro, “Taxi Imã”

Pélico, “Que Isso Fique Entre Nós”

Me & The Plant, The Romantic Journeys of Pollen”

Domenico, “Cine Privê”

Gui Amabis, “Memórias Luso/Africanas”

Faria & Mori, “Faria & Mori”

Karina Buhr, “Longe de Onde”

E esse ano pode ser a vez do doo doo doo, Sobre a Máquina e Labrador, que já botaram a cara pra fora em 2011. Vamos ver o que aprontam.

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Melhores shows de 2011

Começando as listas de 2011, os melhores shows (em nenhuma ordem específica):

Tame Impala (Coachella, EUA)

Como se todas as influências passassem obrigatoriamente por um filtro pós-stoner (não esqueçamos que os garotos tem 20 e poucos anos, os anos 70 estão lá atrás), as guitarras se arrastam, enquanto o baixista olha para a bateria com um faminto para um prato de comida, mantendo o encaixe perfeito, e o vocal voando em efeitos pelo ar seco.

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Sun Araw (Novas Frequência)

Liderado pro Cameron Stallones, sósia magrelo sósia do Anthony Kiedis (RHCP), o trio reconstrói as músicas gravadas solitariamente pelo texano em seu quarto em Los Angeles. Psicodelia e repetição são palavra de ordem, loops de linhas de teclado e de guitarra induzindo ao transe, linhas de baixo vindas do dub. A ligação coma  Jamaica é forte, recentemente Cameron foi a Jamaica gravar com o The Congos.

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Warpaint (Circo Voador)

Com pouco mais de 500 pessoas na casa, as meninas do Warpaint chaparam o Circo Voador com o som viajante, psicodélico, com influências dos anos 80 via The Cure e 90 via trip hop e timbragens do grunge.

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LCD Soundsystem (Vivo Rio)

Enxuto, sim, foram 14 músicas e nenhum bis, sem cumprir as prometidas 2h15 de duração, porém ainda assim, muito especial. Até o som, sempre um problema por conta da acústica da casa, estava bom, embora estivesse baixo para evitar as conhecidas reverberações assassinas do local.

 

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Metronomy (Circo Voador)

A pressão do bumbo e boa técnica da baterista, as dedilhadas estaladas do baixista (uma versão masculina 2011 da Grace Jones) e o revezamento entre a guitarra e teclado nas interferência sonoras caíram como uma pedra de 700 kilos na cabeça da platéia, provocando uma desorientação, um estado de suspensão em que a única resposta era dançar. E como dançaram.

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Marcelo Camelo (Circo Voador)

Com algum tempo de estrada juntos, Hurtmold e Camelo construíram uma sonoridade, mesmo que no segundo disco o compositor tenha decidido tocar todos os instrumentos em algumas faixas. É muito bacana ver o encontro dos dois artistas de escolas diferentes, a mistura dos estilos.

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Primal Scream (Circo Voador)

Com o público na mão e um repertório infalível debaixo do braço, o show foi perfeito. Uma grande demonstração do que acontece quando o dub encontra o rock via MDMA. Duas décadas depois, assusta como o disco soa atual. 

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Com Truise (Novas Frequências)

O Com Truise consegue transformar timbres e possibilidades dos sintetizadores mais cafonas dos anos 80 em algo classudo. Não é pouca coisa.

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Sharon Jones (Teatro Casa Grande)

Acompanhada pelo Dap-Kings e pelas Dap-ettes, a mulher é um foguete no palco. Um James Brown de saias (faço ideia de quantas vezes essa comparação já deve ter sido feita), tira a galera pra dançar, olha no olho do público, dança, se sacode, conta histórias e canta demais.

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Kassin (Solar de Botafogo)

O lançamento de um disco é mesmo algo para se celebrar. Mesmo em tempos de fúria contra a industria fonográfica, com sentimentos quase revanchistas em relação a sua derrocada, uma coisa não pode se perder ou se confundir nisso tudo: independente do suporte, o que se celebra é a música. 

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Mayer Hawthorne (Circo Voador)

Nem as previsões mais otimistas poderiam prever o show antológico de Mayer Hawthorne no Circo Voador, na sexta. O próprio Mayer cravou no Twitter, logo após a apresentação, na legenda da foto que tirou do público: “Best.Show.Ever!#RIO”

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Pearl Jam (Apoteose)

Seis anos depois, o Pearl Jam voltou a tocar no Rio. Em termos gerais, não foi muito diferente da última visita - e dessa vez tocou “State of Love and Trust”.

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Arcade Fire (Coachella, EUA)

Fora “The Suburbs” e “Ready To Start” – dois musicaços – aquele clima Iron Maiden de “ôôô” que não acabam não é pra mim. A afetação de alguns integrantes, um excesso de uma “garra” forçada, cansam. Ainda assim, o show é inegavelmente bom e vale a pena se assistido nem que apenas pelo espetáculo.

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Two Door Cinema Club (Circo Voador)

Focado na pista de dança, o 2DCC não complica a receita: bateria disco, linhas de baixo grooveadas, o vocalista, segurando bem a onda, prepara camadas sonoras em vez de acordes, servindo de cama para as frases da guitarra solo. 

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One Day as a Lion (Coachella, EUA)

A estrutura das músicas do combo de synth metal lembram as do RATM muito mais nas versões gravadas do que tocadas ao vivo, quando ficaram bem mais barulhentas e pesadas.

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Darwin Deez (Circo Voador)

Que show ontem do Darwin Deez! Acima das expectativas, melhor ainda do que em Porto Alegre. Eles saíram do palco querendo saber quando voltam. Muita gente cantando as músicas, casa cheia, a banda empolgadaça, indo além nas dancinhas. 

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Sleigh Bells (Coachella, EUA)

(…)a podridão da dupla faz muito mais sentido do que em disco. Com apenas a vocalista e um guitarrista em frente a uma parede de amplificadores Marshall, não sei qual dos dois soltando as bases eletrônicas, o Sleigh Bells abriu logo entregando as referências, ao som de “Iron Man” (Black Sabbath).

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Marcelo Jeneci (Casa Grande)

Carismático, Jeneci transformou o show numa experiência melhor que o disco. O acordeonista tem um extenso currículo de participações de bandas de outros artistas e sua estreia mistura ideias vindas de todas elas.

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Burro Morto (Audio Rebel)

Obs: não escrevi sobre esse show, fica um trecho da resenha do disco

(…) o disco tinha como objetivo representar musicalmente o roteiro não filmado que motivou a gravação. Cada música conta uma parte dessa história. Depois de pronto, o cineasta Carlos Downling fez um filme para ilustrar as músicas, invertendo a ordem usual desse tipo de colaboração, quando a trilha serve às imagens.

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Tinariwen (Back2Black)

Na primeira noite os beduínos do Tinariwen hipnotizaram com seus sons do deserto aqueles que chegaram cedo, misturando instrumentos ocidentais com a percussão e roupas típicas de Mali e induzindo ao transe.  

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Toro Y Moi (Circo Voador)

Obs: não escrevi resenha desse show

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Chegando atrasado 14: Tame Impala, “Innerspeaker” – o melhor disco de 2010

Hora de começar as listas de melhores do ano. Antes de entrar em 2011, é preciso fazer um ajuste a lista de melhores discos internacionais de 2010 aqui do URBe.

2010 deve ter sido o ano mais complicado de se elaborar uma lista de melhores do ano (a de melhores discos nacionais de 2010 nem se fala…). Olhando em retrospecto, mudaria a colocação de alguns, descartaria outros que não sobreviveram nem até 2011 e, principalmente, incluiria essa maravilha abaixo no topo da lista:

A estreia dos australianos do Tame Impala (após dois EPs) não apenas deveria ter encabeçado a lista de 2010, como entrou na lista de discos favoritos da vida, pra levar pra ilha deserta, essa besteirada toda. “Innerspeaker” é um clássico contemporâneo, uma jóia de disco, onde guitarras, teclados e efeitos fluem em psicodelia, um mergulho numa realidade paralela e profunda, como sugere a capa do disco, uma imagem lisérgica do Leif Podhajsk (que também fez a capa do disco de remixes do Peaking Lights, do Sun Araw, da Lykke Li…).

Estou enrolando pra escrever essa resenha e fazer esse adendo desde abril, depois de assistir o Tame Impala no Coachella e realmente ter escutado as músicas com atenção (nada supera o ao vivo).

Do chuvisco que abre o disco em “It’s Not Meant To Be” e suas mudanças de andamento chapados ao fade out de “I Don’t Really Mind”; do tecladinho que abre a derreteção de “Alter Ego”, “Solitude Is Bliss” (o mais próximo de um hit no disco) ao avanço ininterrupto de “Why Won’t You  Make Up Your Mind?” (explicitado no remix do Erol Alkan); da viagem instrumental “Jeremy’s Storm” as guitarras arrastadas de “Desire Be Go”, o Tame Impala passa influências setentistas (Led Zeppellin, Floyd, Beatles, Cream, King Crimson) por um filtro stoner noventista.

A sonoridade, propositalmente lo-fi, tem também bastante influência da música eletrônica (a banda remixa e é remixada bastante) na construção dos arranjos, no uso dos efeitos, na pegada da bateria. Poderia ser apenas retrô, poderia ser apenas indie ou experimental. É tudo isso junto.

E tem as letras:

Well it’s true, yes
but you wont’t get far
telling me that you are
all you’re meant to be
when the one from my dream
is sitting right next to me
and I don’t know what to do

Oh, alter ego

Som, letras, capa, é um pacote completo. Disco nota 10 pra ouvir por muito e muito tempo.

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O melhor do YouTube em 2011

Uma lista criada pelo próprio YT, levando em consideração – é claro – o número de vizualizações. O Lonely Island emplacou dois no top 10. Uma mariola para quem adivinhar quem levou o primeiro lugar.

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50 discos que mudaram a música

50... no more... no less.jpg

23 Augustus Pablo
King Tubby Meets Rockers Uptown (1976)

Jamaica’s invention of dub – a stripped-down, echo-laden instrumental remix of a vocal track – was spawned principally on the B-sides of local reggae hits and in the island’s competing sound-systems, with technician-engineer King Tubby as its master creator, a man who could ‘play’ the mixing console. This collection of ethereal melodies by melodica maestro Augustus Pablo distilled the art into album form. It would be years before the West caught up.

Without this … no DJ remixes, no house, no rave.

 

Velvet Underground, Kraftwerk, Miles Davis, The Clash, Augustus Pablo, até Spice Girls (quem disse que é mudar pra melhor, não é mesmo?)… A lista de 50 discos que mudaram a música, compilada pelo Guardian em 2006.

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Listgeek, uma rede social de listas

Listgeeks Introduction from listgeeks on Vimeo.

Se você gosta de fazer listas, ler listas e listas de melhroes listas, o Listgeeks é para você.

Tem um outro jeito muito bacana de fazer listas também: um bloco de papel e uma caneta.

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Melhores discos nacionais de 2010

Quanta cantora, quanto disco solo e quanto nome estabelecido. Desde o ano passado tem sido assim. Tô sentindo falta de uma sacolejada, faz tempo que não surge uma banda que dê uma sacudida na cena. A presença de um disco de versões (“Hits do Underground”) olhando a década pelo retrovisor é sintomático, ao entrar na lista muito mais pela homenagem do que pela qualidade final do trabalho.

Conversamos a respeito nos comentários.

10.

Miranda Kassin e André Frateschi, “Hits do Underground”

9.

Guizado, “Calavera”

8.

Maquinado, “Mundialmente Anônimo”

7.

Do Amor, “Do Amor”

6.

Nina Becker, “Vermelho”

5.

Karina Buhr, “Eu Menti Pra Você”

4.

M. Takara, “Sobre Todas e Qualquer Coisa”

3.

Mombojó, “Amigo do Tempo”

2.

Tulipa, “Efêmera”

1.

Marcelo Jeneci, “Feito Pra Acabar”

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Melhores discos internacionais de 2010

A lista de 2010, baseada mais no número de audições pessoais, pra ver se fica um pouco diferente. Tudo quanto é lista tem estado muito parecida, parece até que é uma prova, com certo e errado.

Vamos lá:

10.

AM, “Future Sons & Daughters”

09.

Broken Bells, “Broken Bells”

08.

Gil Scott-Heron, “I’m New Here”

07.

Darwin Deez, “Darwin Deez”

06.

Beach House, “Teen Dream”

05.

Mount Kimbie, “Crooks & Lovers”

04.

Kings Go Forth, “Outsiders Are Back”

03.

The Drums, “The Drums”

02.

LCD Soundsystem, “This Is Happening”

01.

The Roots, “Dilla Joints”
(pode falar o quanto quiser que é uma “mixtape”, no que depender da quantidade de audições por aqui, é disco do ano)

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Filmografia 2010 em 6 minutos

Devo ter assistido 10% dos que estão nesse vídeo. Preciso ir mais ao cinema.

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As 50 bandas de 2010 da NME

Uma música de cada uma das 50 melhores bandas de 2010 eleitas pela NME (das quais, como era de se esperar, quase ninguém conhece metade):

50 – Everything Everything
49 – Kindness
48 – Clare Maguire
47 – Funeral Party
46 – Active Child
45 – Magic Kids
44 – Warpaint
43 – Gayngs
42 – Glasser
41 – Avi Buffalo
40 – Kisses
39 – Wild Nothing
38 – Delphic
37 – Mona
36 – Chapel Club
35 – Frankie & The Heartstrings
34 – Trash Talk
33 – Perfume Genius
32 – Veronica Falls
31 – Jay Electronica
30 – Wilder
29 – MNDR
28 – jj
27 – Flats
26 – Freelance Whales
25 – James Blake
24 – Pure Ecstasy
23 – Foster The People
22 – Cerebral Ballzy
21 – DOM
20 – Katy B
19 – Mount Kimbie
18 – Diamond Rings
17 – The Middle East
16 – Cults
15 – Summer Camp
14 – Hurts
13 – Giggs
12 – Zola Jesus
11 – Egyptian Hip Hop
10 – Grouplove
09 – Yuck
08 – Magnetic Man
07 – Darwin Deez
06 – Marina & The Diamonds
05 – The Smith Westerns
04 – Sleigh Bells
03 – Wu Lyf
02 – The Drums
01 – Best Coast

Via Lucio Ribeiro > Stereogun.

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Os melhores de 2009 do Hype Machine

Lista são sempre polêmicas e geram discussão. A do Hype Machine no entanto é interessante porque não se baseia na opinião de uma redação ou gosto pessoal. Um dos principais agregadores de blogues musicais da rede, a Music Blog Zeitgeist é feita a partir dos dados coletados no tráfego do próprio saite, como buscas, links, etc.

São três categorias, artistas, discos e músicas. O Phoenix faturou melhor artista e o Animal Collective teve melhor álbum com o seu “Merriweather Post Pavilion”.

A relação de músicas não obedece uma ordem e o remix dos brasileiros do The Twelves para “I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You” esta lá.

O saite ainda convidou um ilustrador pra criar uma peça para cada um dos 50 artistas da lista. Fino.

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Melhores shows de 2009

Esse deve ter sido o ano em que menos fui a shows em muito, muito tempo. Culpa do cronograma de gravações mais cruel que já enfrentei (sempre noturnas, sempre em dias de bons shows). Ainda assim, teve MUITA coisa boa. Segue a lista, em nenhuma ordem específica.

Paul McCartney (Coachella, EUA)

“John Lennon também foi  homenageado com “Here Today”. Obviamente, as músicas dos Beatles (”The Long and Winding Road”, “Blackbird”, “Eleanor Rigby”) causavam comoção. George Harrison também foi lembrado quando Paul tocou “Something” em um ukulele presenteado pelo próprio, seguida por “I’ve got a feeling”.”


Phoenix (Central Park, EUA)

“Lá pela metade da apresentação dos franceses no Rumsey Playfield, parte do Central Park Summerstage, pintou uma questão: como resenhar algo tão perfeito? Diante de tanto acerto, resta muito pouco além de elogios.”

Curumin (Cinemateque, Rio)

“Veio 2008 e Curumin lançou um dos melhores discos do ano. Ao filtrar melhor suas influências, “Japan pop show” acerta onde errou na estréia. O que antes era uma coleção de referências bem marcadas — seja samba-rock, afrobeat, dub — misturou-se com classe, começando a formar uma sonoridade própria, resultado da colisão disso tudo.”

TV On The Radio (Coachella, EUA)

“Cada vez que Kyp Malone dedilhava o baixo os sub-graves pareciam estar saindo de algum equipamento digital de tão fortes. Era cada catranco no peito que não era brincadeira. A densa massa servia de base para camadas e mais camadas de guitarra, num som que tinha que ser decifrado antes de fazer sentido.”

Lucas Santtana & Seleção Natural (Vale Open Air, Rio)

“Transpor essas músicas para o palco é complicado. Ainda mais porque algumas delas são bastante delicadas e bem resolvidas. Nesse sentido, Lucas Vasconcellos conseguiu uma façanha ao adicionar uma cama de teclados na balada “Nightime In The Backyard”, umas das melhores do disco, fazendo a canção crescer no palco.”

Radiohead (Apoteose, Rio)

“’Bom pra caralho’, como disse a banda em bom português ao final do show. Foi mesmo.”

Kraftwerk (Apoteose, Rio)

“Seja como for, toda vez que se assiste ao Kraftwerk o embasbacamento é o mesmo. É como se eles tivessem apertado e girado todos os botões de sintetizadores possíveis e imagináveis antes de todo o mundo.”

Franz Ferdinand (The Week, SP)

“Uma das poucas bandas de sua geração que não apenas conseguiram se estabelecer, mas também crescer, o Franz Ferdinand tem como trunfo um excelentes shows. Mostraram isso em suas visitas anteriores ao Brasil e dessa vez não foi diferente.”

Siba e a Fuloresta (Teatro Rival, Rio)

“O trabalho de Siba só surpreende dessa maneira aqueles que pouco conhecem o resto da história musical da região. Pasmos com a “modernidade”, a “contemporaneidade” do que lá se produz. É um tapa na cara, um belo “acorda aê”.”

Late Of The Pier (Coachella, EUA)

“Como se estivessem tocando num pub em Londres, fizeram o mesmo show de sempre, com as danças e roupas esquisitas, a gritaria, a quebra de andamento, as camadas de sintetizador e a programações esquisítissimas.”

M.I.A. (Coachella, EUA)

“O trabalho de pesquisa da estética dos países em desenvolvimento de M.I.A., tanto a visual quanto a musical, cresceu bastante em “Kala”. Provavelmente ciente de que sem o visual seu show não passava totalmente sua mensagem, M.I.A. se transformou numa Madonna do terceiro mundo.”

Dirty projectors (Teatro Odisséia, Rio)

“Quem lá esteve, no entanto, se encantou com a banda. Até os integrantes, conhecidos por sua postura fechada tanto no palco quanto fora dele, estavam soltinhos, fazendo piadas e rindo sem parar. É raro ter a chance de ver uma banda tão pouco preocupada com fórmulas pop tocando por aqui, ainda mais num lugar pequeno. Quando pinta, tem que aproveitar, inclusive para possibilitar novos eventos.”


Friendly Fires (Circo Voador, Rio)

“Se baixas expectativas são o combustível para uma grande surpresa, os ingleses fizeram sua parte. Confirmando a fama de bons de palco, os ingleses sacudiram a tenda sem parar com ótima presença de palco, principalmente do vocalista Ed MacFarlane, requebrando sem parar.”

Lykke Li (Coachella, EUA)

“a loirinha sentou a puia na galera que tostava sob o sol. Toda de preto e pulando sem parar, Lykke Li mostrou um show ainda melhor do que o usual, utilizando suas mil traquitanas e sem se preocupar em posar de gatinha.”

Little Joy (Circo Voador, Rio)

“Feliz, depois de tanto tempo sem tocar no Brasil, Amarante estava visivelmente contente e não cansava de agradecer, cumprimentar rostos conhecidos na platéia e dizer como era bom estar de volta em casa. No entanto, era Fabrizio Moretti, aparentemente doidaralhaço, quem ganhava os holofotes.”

Faith No More (Metropolitan, Rio)

“Quando um show dessas bandas parecem perder o sentido e essas reuniões ressoam como meros caça-níqueis, surge um outro fator. Servem também pra lembrar que um dia também fomos novos. E tome air-guitar (para os que já tinham parado, né), sacudida de cabeça e soco no ar.”

Skatalites (Circo Voador, Rio)

“Sempre exaltando Coxsone Dodd e o Studio One, casa da banda, os jamaicanos fizeram um show preciso, sem uma nota fora do lugar, perfeito, mesmo com arranjos complicados, viradas e quebras de andamento de entortar as costas.”

Nação Zumbi (Circo Voador, Rio)



“De uma tenda na Lapa, o Circo passou a melhor casa do Rio, com direito a uma longa crise, quando a casa foi fechada. De uma novidade em “Da Lama Ao Caos”, a Nação tem hoje o show mais poderoso do Brasil, sem esquecer do baque que foi a perda de Chico Science.”

Mexican Institute of Sound (Coachella, EUA)

“Os mexicanos presentes lotaram o segundo palco ao ar livre pra balançar ao som de cumbia digital, tirações de onda com “Macarena” e hip hop temperado com tequila.”

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10 melhores discos nacionais de 2009

Listinha difícil de fazer esse ano, viu… Normalmente a briga é boa, dessa vez achei até bem tranquila. Os 10 são muito bons, porém normalmente pelo menos outros 10 candidatos ficam de fora. Esse ano não. Abaixo, a lista de melhores discos nacionais de 2009 do URBe.

10.

Otto, “Certa Manhã Acordei De Sonhos Intranquilos”

9.

Wado, “Atlântico Negro”

8.

Lulina, “Cristalina”

7.

Céu, “Vagarosa”

6.

Letuce, “Plano De Fuga Pra Cima Dos Outros e De Mim”

5.

Emicida, “Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro Por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe”

4.

Mallu Magalhães, “Mallu Magalhães”

3.

Arnaldo Antunes, “Iê, Iê, Iê”

2.

Cidadão Intigado, “Uhuuu!”

1.

Lucas Santtana, “Sem Nostalgia”

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10 melhores discos internacionais de 2009

Certeza que esqueci um monte de coisa, das que ouvi e, principalmente, do que não deu tempo de escutar. Não gosto muito de lista por isso, fico agoniado, mas é isso aí. Esses são os melhores discos internacionais de 2009 do URBe. Deixe seus escolhidos nos comentários.

10.

Julian Casablancas, “Phrazes For The Young”

9.

El Remolón, “Pibe Cosmo”

8.

Fuck Buttons, “Tarot Sport”

7.

Passion Pit, “Manners”

6.

6. Air, “Love 2″

5.

Mayer Hawthorne, “A Strange Arrangement”

4.

King Creosote, “Flick The Vs”

3.

The xx, “xx”

2.

Franz Ferdinand, “Tonight: Franz Ferdinand”

1.

Phoenix, “Wolfgang Amadeus Phoenix”

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As 100 maiores músicas brasileiras (segundo a Rolling Stone)

Fui convidado pela Rolling Stone para participar da votação que elegeu as 100 Maiores Músicas Brasileiras.

Era pra cada um escolher suas 20. Eis as minhas, em ordem alfabética. E nunca definitiva, é óbvio ;)

“A Palo Seco” – Fagner (Belchior)

“Alegria, Alegria” – Caetano Veloso

“Aquarela do Brasil” – Ary Barroso

“Asa Branca” – Luiz Gonzaga

“A minha menina” – Mutantes

“Caminhando” – Geraldo Vandré

“Construção” – Chico Buarque

“Corra e olhe o céu” – Cartola

“Rios, Pontes e Overdrives” – Chico Science & Nação Zumbi

“Chega de Saudade” – João Gilberto

“Detalhes” – Roberto Carlos

“Domingo no Parque” – Gilberto Gil

“Luar do Sertão” – Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco

“Ouro de Tolo” – Raul Seixas

“Os alquimistas estão chegando” – Jorge Ben

“Minha Alma” – O Rappa

“Nanã” – Moacyr Santos

“Rap da Felicidade” (Cidinho e Doca)

“Samba do Avião” – Tom & Vinicius

“Sossego” – Tim Maia

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Melhores dos anos 00

Agora sim o Pitchfork acertou a mão numa lista de melhores do ano 2000.

No lugar da opinião coletiva de sei lá quem reunidas na sua P2K, dessa vez o saite convidou integrantes de diversas bandas para elaborarem suas listas individuais.

Entre os consultados estão Lindstrøm, Caribou, Fleet Foxes, Matthew Herbert, Stereolab, Fleet Foxes, Dirty Projectors, Yo La Tengo, Dinosaur Jr, The xx, Fuck Buttons, Matmos, Luomo e outros mais.

Abaixo, os eleitos por Laurent Brancowitz, do Phoenix:

D’Angelo: Voodoo [ouça "Send It On"]
To us, it was the musical equivalent of Einstein’s relativity, ripping off the fabric of time in a beautiful, traumatizing way.

The Strokes: Is This It [ouça "Someday"]

With songs and arrangements as elegant as mathematical formulas, they gave rock’n'roll its dignity back. Underestimated even when overestimated.

Sebastien Tellier: “La Ritournelle”
French genius in its purest platonic form!

Amerie: “1 Thing”
One of the most mysteriously amazing songs of the decade, it gives the illusion that some crucial secret is about to be revealed.

Dirty Projectors: “Rise Above”
The bass + voices at 1:40: They KILL me unfailingly.

R. Kelly: “I’m a Flirt”
A truly prodigious blend of the highest and the lowest forms of human imagination.

Panda Bear: “Bros”
I’ve been obsessed with this song for months, and I still don’t know why.

Fall of Troy: Doppelgänger
Devil’s music!

Falando em Phoenix, como é que essa história? Partiu show deles com abertura do Passion Pit no Central Park, dia 26? Hein?

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5 motivos para ignorar a lista da Pitchfork

Semana passada o superestimado Pitchfork (10 em mapear o hype, rosca em análises musicais) publicou um ranking com as 500 principais músicas da década que se encerra, abrangendo de 2000 a 2009.

Aqui vão cinco motivos para você não peder seu tempo lendo a chamada P2K:

1 – Sério mesmo? Ler 500 resenhas sobre músicas individuais?

2 - Listar a barbaridade de 500 músicas de um período tão curto dá no mesmo que não listar coisa nenhuma. O corte é frouxo demais. Mesmo nunca tendo se produzido tanta música na história, grande parte continua não sendo memorável. Quantidade não é qualidade.

3 - “Estou explicando pra te confundir”, nas palavras do grande Tom Zé, deve ser o lema do Pitchfork. Em nenhum outro lugar lê-se resenhas tão pedantes (com supostas boas sacadas, trocadilhos e invenções de nomes de gênero) que falam, falam e não dizem nada. Essa lista não é diferente. Não é por acaso: o Pitchfork fez fama como o saite que todos amam odiar.

4 - Apressada, claramente com o intuito de sair na frente na polêmica (lista sempre gera discussão), a lista saiu antes do fim da década porque eles não querem simplesmente compartilhar informação, querem te vender um produto. Não apenas a seleção tem um grande patrocínio, como as músicas estão sendo vendidas, separadamente ou em blocos, diretamente pelo saite.

5 - OK, lista é subjetiva e o Pitchfork faz da deles o que bem entender. Boa parte do top 20 não convence. Mas em que planeta a melhor música da década é “B.O.B”, do Outkast?! Sem ir muito longe, “Hey Ya” dá um banho nessa faixa.

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Crássicos da web

Essa é pra você ficar atualizado quando falta assunto com os amigos e o papo descamba para “você já viu aquele vídeo tal…?”.

Um americando criou uma lista com 99 coisas que você deveria ter visto na internet, reunindo links para alguns clássicos da rede. Uma passadinha no You Should Have Seen This vai tomar um bocado do seu tempo.

Logicamente, um brasileiro criou a versão nacional, o Você Deveria Ter Visto, listando 101 (+55) vídeos nacionais que “todo mundo viu”.

Idéia simples e dinâmica, é impossível fechar essa lista, todo dia surgem novas pérolas.

Via Link.

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Iutúba


Sleeveface


François Macré – “Thriller” (64 tracks acappella version)


Mistabishi – “Printer Jam”

Esses e outros vídeos fazem parte da lista de favoritos da gerente de comunidades de música do YouTube, Michele Flannery, compilados a pedido da Wired.

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100 por 200

100 frases clássicas do cinema em 200 segundos, separadas por gêneros.

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50

A Rough Trade soltou sua lista de 50 melhores discos de 2008 (a que normalmente fica colada na parede da loja durante o ano exibe 100), feita através do voto dos frequentadores da loja.

Eis o Top 10:

1 – Bon Iver, “For Emma, forever ago”
2 – Fleet Foxes – “Fleet Foxes”
3 – Vampire Weekend – “Vampire weekend”
4 – White Denin – “Workout holiday”
5 – Metronomy – “Nights out”
6 – El guincho – “Algranza”
7 – Benga – “Diary of a an afro warrior”
8 – Zombie Zombie – “A land for renegades”
9 – Vivian Girls – “Vivian girls”
10 – Ladyhawke – “Ladyhawke”

Lendo a lista completa percebi que não mencionei nada de dubstep nas minhas. Esse do Benga quer ser pop demais e atira pra todo lado. Já o “Aerial”, do holandês 2562, é bom demais.

Teve também o “Skeletal Lamping”, do Of Montreal. A ficha só caiu no final do ano. Primeiro metade do disco ficou muito boa, depois, a cada audição, o conjunto fica melhor. É o que eu sempre falo, disco bom sempre bate errado de primeira.

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(mais) Melhores discos de 2008

Omara Portuondo e Maria Bethânia - “Omara Portuondo & Maria Bethania”: Tive a honra de registrar em vídeo as sessões de gravação dessas duas juntas para o documentário que dirigi e saiu em DVD junto com o disco. Isso foi no começo de 2007, tanto tempo atrás que quase esqueci que essa pérola só saiu em 2008.

Metronomy“Nights Out”: Só a trinca “My heart rate rapid”, “Heartbreaker” e “A thing for me” credenciariam esse disco para qualquer lista de melhores do ano. Felizmente os timbres esquisitos e programação esquisitamente pop do Metronomy se espalham pelo resto da bolacha, como na excelente “On dancefloors”. Um lugar onde o rock e a eletrônica deixam de ser uma mistura para virar uma coisa só.

Bigforbiddendance-4.jpg

João Brasil“Big forbidden dance”: Como esquecer do grande, do inigualável, do insuperável João Brasil. No mesmo ano em que lançou sua estréia solo, o clássico “8 hits”, o cara conseguiu se superar e produzir um dos discos de mashup mais divertidos já feitos.


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Os melhores discos de 2008


Late of the Pier“Fantasy black channel”: Rock e eletrônica em simbiose perfeita, chacoalhando referências de maneira inovadora, somado a melhor programação de bases do ano, há quilômetros de distância do segundo colocado (seja lá qual ele for). Pra não falar das letras alopradas.


Friendly Fires“Friendly Fires”: Alguns dos grooves mais ganchudos do ano, de fazer frente a clássicos da disco music, rock-eletrônica  em embalagem pop para as massas. Só falta multidão ser avisada para os estádios lotarem.


Vampire Weekend“Vampire Weekend”: A bateria mais criativa em muito tempo faz valer cada segundo desse disco, assim como frases de guitarra pegajosas e camadas de teclado bagaceira. Ao vivo as músicas crescem tanto que levantam o próprio disco.


MGMT“Oracular spetacular”: Paradoxalmente, a psicodelia retrô dá um passo a frente com um dos nomes mais comentados de 2008, num disco viajandão e coeso, ao mesmo tempo conservador (nas referências), inovador (na forma) e doidão (na musicalidade).


Lykke Li“Youth novels”: É música de menina para as garotas e para os rapazes. A sueca Lykke Li atualiza o formato diva para geração 2000, recheanto a performance clássica de chanteuse com atitudes e elementos estranhos ao meio, seja na escolha dos instrumentos, no formato das cancões ou na personalidade carimbada nas músicas pela intérprete.


Studio“Yearbook 2″: O remix em sua melhor forma. O segundo disco da dupla sueca reúne trabalhos com tanta personalidade que não apenas ultrapassa as versões originais, como também fazem o conjunto soar como um álbum autoral. Não é pouca coisa.


Beyond the Wizards Sleeve“Ark1″: Constantemente envolvido na produção de alguns dos melhores lançamentos de rock e eletrônica (Late of the Pier nesse ano, por exemplo), Erol Alkan esconde-se sob o pseudônimo para experimentar em um projeto prório.


Little Joy“Little Joy”: Como diversos bons discos, a estréia do Little Joy desce quadrado nas primeiras audições. Normal. Ultimamente anda tudo tão parecido que quando algo se distancia, pouco que seja, causa estranhamento. E estranhamento é bom demais.


Wado“Terceiro mundo festivo”: Chegará o dia que um disco do Wado terá a repercussão que um dos melhores compositores de sua geração merece. Pena que isso acontecerá já após esse excelente “Terceiro Mundo festivo”, onde Wado passeou com muita manha pelo universo da eletrônica, transformando beats em canções.


Curumin“Japan pop show”: O primeiro disco era legal, só que não decolava. Nesse segundo, Curumin solta o freio e desce a ladeira samba-rock, esquina com dub, quase em frente ao afrobeat. Endereço complicado, mas fácil de encontrar se o motorista for bom.


Guizado“Punx”: Instrumental cabeçudão, esquisitão, bem tocadão, bem gravadão e bonzão.

Orquestra Contemporânea de Olinda“Orquestra Contemporânea de Olinda”: O mangue bit encontra os blocos de frevo. Pernambuco pulsa, como sempre.

Kings of Leon“Only by the night”: Em seu quarto disco, o KoL quebra a linha ascendente que vinha fazendo, sem no entanto cair, faz uma curva e adentra outro terreno. Menos country rock e mais pop, os elementos caipiras deixam de ser o elemento principal, sentam no banco de trás e enfeitam a paisagem, sem perder a essência rancheira. Pode ser a pressão para estourar em casa, já que “só” fazem sucesso na Europa.

Essa é a lista, sem nenhum ordem específica além da imposta pela minha memória. Se for lembrando de outros discos (cite os seus favoritos nos comentários), adiciono.

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