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Operação Peyzac: a falsa loja de discos da polícia londrina

Como disse Chico Dub ao comentar a matéria que leu na The Wire, parece coisa de filme: a polícia de Londres montou uma loja de discos no norte da cidade, chamada Boombox, e a manteve aberta por um ano, no intuito de criar um ponto de encontro de gangues e gerar flagrantes. Conseguiram 37 prisões.

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Londres… ou Rio, SP Recife (etc)?

O imigrante caribenho está falando de Londres, mas poderia muito bem ser algum brasileiro falando de algum grande centro do país. As vezes, prever o futuro é simplesmente ouvir o que está acontecendo em outros lugares.

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Tumultos de Londres no Instagram

A equipe do Instagram fez uma seleção de fotografias dos tumultos em Londres publicadas no aplicativo e reproduziu no Tumblr. Foi a forma encontrada de fazer as imagens atingirem mais gente, uma vez que além do Instagram ser uma comunidade exclusiva do iPhone, nem todos seguirem gente da cidade.

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Inglaterra se prepara para enxugar gelo

Estava demorando: premiê inglês David Cameron sugere um controle sobre as redes sociais para conter os tumultos em Londres.

Como disseram, conflitos urbanos existiam antes das redes sociais, o que não existia era mutirões de limpeza comunitários organizados em poucas horas.

Querer culpar as redes sociais é atacar a consequência, não a causa, como foi muito bem explicado pelo sociólogo Silvio Caccia Bava no belo sabão que passou nos apresentadores da Globo News.

Enquanto isso, o coro come no Chile, aqui do ladinho. Vai vendo.

Vários links e infos desse texto foram garimpandas na excelente filtrada das notícias de Londres feita pelo Matias.

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Nem todos reclamam dos protestos em Londres

Tem gente que está aproveitando pra “ir as compras”.

Vi aqui, via @thepedrogarcia.

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London’s Burning

A imagem dos tumultos de Londres, registrada por Amy Weston. Que foto.

Os protestos têm seus exageros, porém têm também contexto.

Via Big PicturesTrabalho Sujo.

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BlackBerry Messenger, redes sociais e os tumultos em Londres

“Everyone from all sides of London meet up at the heart of London (central) OXFORD CIRCUS!!, Bare SHOPS are gonna get smashed up so come get some (free stuff!!!) fuck the feds we will send them back with OUR riot! >:O Dead the ends and colour war for now so if you see a brother… SALUT! if you see a fed… SHOOT!”

Os tumultos em Londres, iniciados após a morte pela polícia de um rapaz armado, espalharam-se para além de Tottenham, estão fortes em Hackney (onde morei), Lewisham (ao lado de onde estudei) e Peckham.

Liderados por adolescente de baixa renda, chamados hoodies por andarem sempre com casacos de gorro escondendo o rosto, os eventos são reflexo do corte de verba para os centros comunitários para jovens, decisão equivocada e que deixa lições para todos, inclusive no Brasil.

A mídia foi rápida em atribuir a velocidade com que os tumultos se espalharam a redes sociais (deve haver um botão com essa frase pronta nos teclados das redações), citando bastante Twitter e Facebook. Acontece que enquanto a polícia monitorava as redes, dessa vez esses não foram os canais principais.

Com baixo custo em relação ao iPhone, o BlackBerry, aparelho utilizado por 37% dos jovens londrinos, tem sido a ferramenta mais utilizada para comunicação. Além da rede de mensagens instantâneas gratuita conhecida como BBM (BlackBerry Messenger), pesa a impossibilidade de serem traceados em tempo real pelas autoridades.

Ano passado estudantes protestaram nas ruas, esse ano esquentou ainda mais. As coisas andam mesmo borbulhando na Inglaterra. E a crise está só começando.

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Aprenda francês, inglês e mandarim

O vídeo do curso de espanhol em Barcelona não era o único, também exitem as versões Londres, Paris e Pequim. Todos igualmente fantásticos.

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12 x 12

Massa essa noitada “12 x 12″ promovida pela Red Bull no Scala, em Londres, em que 12 artistas tocaram 12 hits por 12 minutos cada. Não por acaso, 12 polegadas é a medida de um dos formatos de vinil preferidos dos DJs. Poderia rolar algo assim por aqui.

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Transcultura #015 (O Globo): Grime, Mayer Hawthorne


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Texto da semana passada da coluna coletiva que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Um gênero musical que sobrevive online
O grime conta com festas transmitidas ao vivo
por Bruno Natal

Passando pela porta do clube The Alibi, em Dalston, Londres, ninguém diria que ali acontece a Just Jam, uma das noites mais respeitada da cena de grime local. Descer as escadas e entrar também não ajuda muito a mudar essa percepção. Numa terça a noite cerca de 40 pessoas ocupavam o pequeno lugar. Na pista de dança, a proporção entre o número de MCs e câmeras em relação ao público era desigual. A impressão é que todos que estavam ali para se apresentar ou para registrar as apresentações. O rapaz com um laptop rodando o Final Cut não deixava dúvida: estavam mesmo. A festa era transmitida ao vivo, um fato normal para um gênero que (sobre)vive on-line.

Quando o Grime explodiu em 2003 e todas as grandes gravadoras estavam atrás do seu próprio Dizzee Rascal, grande expoente do gênero, o estilo parecia destinado ao sucesso comercial. Entretanto, apesar de referências ao estilo estarem presentes em trabalhos de artistas que repercutiram, como o de M.I.A., até mesmo Dizzee se afastou da sonoridade áspera, indo em busca de algo mais suave aos ouvidos, atingindo o primeiro lugar das paradas de sucesso em dois verões seguidos, com “Dance Wiv Me” e “Bonkers”.

Sem espaço nas rádios e ofuscado pelo estouro do filho bastardo dubstep, o grime retraiu-se. De volta as pequenas festas, apoiou-se na enorme base de fãs para continuar existindo. O caminho encontrado, é claro, foi a internet. Divulgar música online é algo trivial hoje em dia, a diferença é que no caso do grime, além dos artistas possuírem sua próprias páginas e perfis, surgiram canais independentes cobrindo o estilo de maneira ampla, atuando em rede e utilizando YouTube, Twitter e Facebook como ferramentas, não como plataforma. Mais do que forma de divulgação, coisa feita por tantos outros, o grime utilizou esses canais para sobreviver. Passou a existir online.

Enquanto páginas como grimepedia.co.uk, grimeforum.com facilitam o entendimento da cena, biografando artistas e mapeando gírias, saites e blogues especializados dão conta das resenhas e da agenda, as rádios online, notoriamente a Rinse.fm, tocam o som e saites dedicados a produção e divulgação de vídeos, como sbtv.co.uk (entre os 100 canais mais assistidos do YouTube) e dontwatchthat.tv, fazem os registros áudio-visual. Tão importante quanto uma boa atuação no mundo real, é ela estar bem coberto na rede.

Com o tempo, novas páginas surgiram (hyperfrank.blogspot.com, kidsoftheunderground.wordpress.com, grimedaily.com, butterz.co.uk, rwdmag.com) e a equação entrou em modo exponencial e o resultado foi uma segunda geração de artistas de sucesso. Tinchy Strider e Chipmunk atingiram o topo das paradas comerciais, ainda que para isso tenham adicionado bling e, como Dizzee, amaciado o som. Não importa. Donos dos seus próprios canais, somente os fãs podem decidir o que é grime.

Tchequirau

Dono de um dos discos mais legais do ano pasado, Mayer Hawthorne andou tuitando que deve vir ao Brasil em janeiro de 2011. Infelizmente muitas bandas estrangeiras vem ao país e pulam o Rio, por falta de público. Se ninguém sai de casa ou quer pagar ingresso, não dá mesmo pra reclamar.

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Transcultura #014 (O Globo): Field Day, bateria


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Texto da semana passada da coluna coletiva que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Um dia no campo
Um dia de sol em Londres para conferir o festival Field Day
por Bruno Natal

Num país onde festivais de música são verdadeiras instituições (Glastonbury já é praticamente um rito de passagem adolescente), após um início tímido o Field Day Festival começa a se destacar entre tantos outros eventos. Em sua quarta edição, realizada semana passada no Victoria Park, em Londres, conseguiu fugir das obviedades das repetitivas escalações dos concorrentes, quase sempre com os mesmos chamarizes, sem com isso comprometer seu apelo pop. Uma tarefa que soa mais fácil do que de fato é.

Ainda que não seja um festival de bandas independentes, a escolha do Phoenix como principal atração da noite definiu o tamanho do resto das bandas presentes no evento. Num país saturado de shows, o principal acerto do Field Day é ser fiel a própria proposta de ser médio, não apenas em termos de público (cerca de 20 mil), mas também das atrações que oferece.

Com curadoria de conhecidos grupos promotores de festas e shows londrinos (Adventures in the Beetroot Field, Bloggers Delight, Bugged Out, Eat Your Own Ears), as cinco tendas trouxeram bandas que talvez fossem atrações intermediárias em algum outro festival tendo a chance de se apresentar para um público atento, não apenas contando as horas para ver quem quer que fosse.

O dia de sol começou devagar e bandas como Is Tropical e Egyptian Hip Hop (que não tem nada de egípicio ou de hip hop, apenas uma molecada de Manchester mandando meio mal ao vivo) tocaram pra pouca gente. Ambas com integrantes mascarados, o que deve ser alguma nova tendência sem sentido.

Com o recém lançado “Crooks & Lovers” entre os discos mais elogiados do ano, o Mount Kimbie foi o primeiro a encher uma tenda, ainda que minúscula. Utilizando o dubstep como plataforma, a dupla expande a sonoridade, adicionando guitarras, percussão digital e analógica ao vivo, construindo bases atmosféricas e seguindo uma estrada ensolarada, paralela a aberta por Burial. Em seguida o Memory Tapes fez um show negando o que tem de mais interessante, substituindo as experimentações eletrônicas por uma formação guitarra e bateria sem graça.

Apresentado-se como “gênio musical”, o pianista Chilly Gonzales, colaborador de Feist, Peaches e Jamie Lidell, subiu ao palco de roupão e acompanhado por dois bateristas. Irreverente, o canadense autor da mixtape “Pianist Envy”, com versões ao piano de Daft Punk a 50 Cent e Beyoncé, mostrou habilidade no instrumento e ainda mais na interação performática com o público.

No momento brasileiro da noite, Gruff Rhys (do Super Furry Animals) se apresentou com o brasileiro Tony Da Gatorra. O californiano Dâm Funk, acompanhado de um baterista e de um tecladista, emulou o G-Funk de George Clinton – influência que não faz questão nenhuma de esconder, chegando a mostrar uma bandeira do Parliament Funkadelic no palco – e a marra do Prince, trocando o visual entre cada música.

Formada por oito irmãos, filhos do trompetista da Sun Ra Arkestra, Phil Cohran, os americanos do Hypnotic Brass Ensemble fizeram o melhor show do festival. Composta apenas por metais e uma bateria, a big band conquista assim que entra em cena, só pelo visual inusitado. Quando começam a tocar isso vira um detalhe e o que chama atenção é a tuba fazendo as vezes de baixo, a coreografia dos integrantes e o fato de tocarem perfeitamente encaixados sem partitura ou maestro. Caminhando pelo gramado, um dos integrantes afirmou que o HBE toca no Brasil, no Rio e em São Paulo, em outubro.

Líder da banda Deerhunter, Bradford Cox mostrou seu projeto parelelo, Atlas Sound, de músicas densas, tão delicada quanto seu físico, alterado por consequência de uma doença conhecida como síndrome de Marfan, que faz com que braços e pernas fiquem desproporcionalmente longos. Sozinho no palco, multiplicou seu violão através de loops, mostrando que folk não precisa ser apenas imitar o Bob Dylan.

No mesmo horário, o antes experimental Caribou mostrou as músicas de “Swim”, mais macias sem perder a psicodelia. O Phoenix entrou logo depois, herdando os problemas de som (baixo e abafado) que haviam prejudicado o Caribou. Com as guitarras baixinhas, a banda fez uma apresentação apagada, sem a pegada de sempre. É torcer pra durante o(s) show(s) do Brasil estarem perfeitos.

Nas saída o Moderat, projeto paralelo misturando Modeselektor e Apparat, sacudia a tenda. Ninguém se importando se esse não era o maior festival de todos os tempos, apenas ouvindo boa música. Estavam exatamente como sugeria a faixa acima do palco principal: como a formiga nos dias de verão.

Tchequirau

Chocalho e ovinho é coisa do passado, viciei nessa bateria eletrônica online, encontrada por acaso, pra tocar usando o teclado. Perfeita pra você participar (e estragar?) a rodinha de violão dos seus amigos mais talentosos.

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Field Day Festival 2010

O Field Day Festival, semana passada em Londres, foi assim (escrevi a resenha pra minha coluna no Globo, saiu hoje, logo mais colo aqui):


Hypnotic Brass Ensemble


Mount Kimbie


Dâm Funk


Atlas Sound


Chilly Gonzales


Egyptian Hip Hop


Memory Tapes


Caribou


Phoenix

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Transcultura #013 (O Globo): Londres aos 18, The Doors


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Texto da semana passada da coluna coletiva que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Em Londres, aos 18
Caímos numa festa de aniversário ao som de dancehall na capital inglesa
por Bruno Natal

Cenário dos crimes de Jack o estripador no século 19 e desde então considerada uma das áreas mais casca-grossa de Londres, Hackney passa por uma grande trasformação. Refúgio de imigrantes árabes e caribenhos nas últimas décadas, o fato de boa parte dos aparelhos esportivos das Olimpíadas de 2012 serem na região apenas sedimenta um processo de revitalização que vem ocorrendo há tempos.

A exemplo do que aconteceu no Village, em Nova York, dos anos 60 e 70 (e atualmente no Brooklyn) ou na Berlim Oriental após a queda do muro, artistas de todas áreas se mudaram pra região em busca de moradia e grandes espaços para montar seus estúdios a preços acessíveis numa grande capital. Com os artistas vieram o os bares, casas de show, restaurantes, o público tomou gosto, passou a querer morar por perto e o que antes era um lugar que ninguém queria visitar, tornou-se o centro cultural contemporâneo de Londres, onde a arte independente respira.

Diferente do Brasil, na Inglaterra todo bairro tem moradias subdsdiadas pelo governo, chamados council flats, ocupados por pessoas de baixa renda. Atualmente, as novas construções residenciais particulares devem reservar alguns apartamentos para esse fim, gerando uma integração ainda maior e importante para uma cidade com tantas etnias.

Hospedado em um desses prédios, numa quinta-feira a noite a vizinha veio correndo avisar que era seu aniversário de 18 anos e que estava dando uma festa, se desculpando antecipadamente pelo “barulho”. A filha de imigrantes jamaicanos não fazia ideia de que ouvir dancehall alto estava longe de ser um transtorno para mim. Os urros de animação a cada mixagem foram tantos que pedi para a aniversariante Lee-Anne Edwards e mais duas amigas listarem suas favoritas e falarem um pouco do que se passa na cabeça de três meninas londrinas.

Lee-Anne Edwards, 18 (a aniversariante)

Top 5:

Vybz Kartel – “Beg You A Fuck”
Movado – “Overcome”
Mavado – “Inna Car Back”
Vybz Kartel & Beenie Man” – “Gaza Mi Sey”
Machel Montano – “Craziness”

O que você acha da Lady Gaga, um dos nomes mais comentados atualmente?

Acho legal, eu gosto, botei o nome do meu gato em homenagem a ela. Mas é pra tocar mais no começo da festa, né.

Qual importância de fazer 18 anos?

Agora posso sair legalmente! (risos). Para clubes como The Hill (em Muswel Hill), Stratford Rex (em Stratford) e Murphius (em Old Street), onde tocam o tipo de música que gosto: bashment, hip hop, R&B e baladinhas.

E o que você acha das bandas indie da área?

Não ouço isso, não é meu tipo de música. Mas se estiver tocando, eu danço. Danço ouvindo qualquer coisa!

E quais novos nomes tem chamado sua atenção?

Justin Bieber, ele é legal, ainda não é grande aqui. E também minha amiga de colégio, Alexandra Burke, que ganhou o programa de TV X Factor 2008.

Como você vê a integração entre os antigos e novos moradores de Hackney?

Sempre morei aqui perto. Acho legal, faz as pessoas se conhecerem, fazerem novos amigos. Não dá pra saber quem mora aqui há mais tempo, então não faz diferença. As pessoas se falam. E se não se falassem, teriam que falar, porque somos vizinhos.

Kirsty William, 18

Top 5

Vybz Kartel – “Tek Buddy Gal”
RDX – “Bend Over”
RDX – “Skip”
Usher – “Oh My Gosh”
Justin Bieber (participação de Ludacris) – “Baby”

Qual foi a importância de ter feito 18 anos?

Tornei-me adulta.

Onde você e suas amigas gostam de comprar roupas?

H&M (uma rede sueca)

Quais seus planos para o futuro?

Ficar famos como cantora. Faço parte de uma dupla, chamada Kirsty & Ashanti.

Qual artista novo você tem escutado?

Ellie Goulding, “Stary Eyed”

Como você consome música? Já comprou um CD?

Baixo ilegalmente, é claro. A última vz que comprei um CD foi há dois anos atrás, um da Spice Girls. Ouço mais música no YouTube, procurando por artistas que ouço no rádio ou através de amigas.

Angela Beckins, 19

Top 5

Busy Signal – “Tightest”
Mr. Vegas – “Hot Fuck”
Ding Dong – “Skip To My Lou”
JLS – “The Club Is Alive (With The Sound of Music)”
Beres Hammond – “Live it Up”

Qual é a melhor coisa de Hackney?

É muito divertido, tem muita gente jovem, festas e ninguém se mete em confusão. Passo tempo com minhas amigas, saímos pra dançar.

Quais seus planos para o futuro?

Trabalhar como dançarina para artistas famosos. Faço parte de um grupo chamado Perpetual Odissey.

Se você pudesse ser qualquer pessoa do mundo, quem seria?

Beyoncé.

E quem você não seria?

Michael Jackson, porque ele está morto.

Tchequirau

Dirigido por Tom DiCillo e narrado por Johnny Depp, “When You’re Strange: a film about The Doors” é um documentário sobre a banda californiana eternizada na figura de Jim Morrison, repleto de imagens inéditas da banda em começo de carreira e filmes caseiros. Mesmo sem ser extraordinário é interessante.

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Field Day Festival

No sábado tem o Field Day Festival, no Victoria Park, em Londres. Em sua quarta edição, traz a escalação mais caprichada e ainda deve contar com uma ajudinha do tempo se o sol continuar a aparecer todos os dias. Fui praticamente obrigado a mudar a data da volta.

Abaixo, o que mais quero ver:


Hypnotic Brass Essemble


Memory Tapes


Atlas Sound


Chily Gonzales


Phoenix

E tem ainda, Dam Funk, Mathew Herbert, Egyptian Hip Hop, Simian Mobile Disco, Toro Y Moi, Mount Kimbie, Golden Filter, Gruff Rhys & Tony da Gatorra… Conto com sua dica, caro leitor, se souber de alguma outra atração imperdível.

No dia seguinte acontece o Underage Festival, organizado pela mesma produtora, com uma escalação muito parecida e entrada restrita a menores de 18 anos.

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João Brasil e Marina em Londres

Em Shoreditch, coração do hype londrino, João Brasil tocou com Marina (ex-Bonde do Rolê) no pub Old Blue Last. O encontro rendeu uma colaboração, “Big Foot”, disponível no MySpace do mito.

Em dezembro tem edição da CALZONE e temporada da Dancing Cheetah, duas festas das quais ele faz parte. Será que ele pinta por aqui?

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London, London

Algumas da primeiras imagens em cores de Londres, feitas por Claude Friese-Green, cortesia do British Film Institute.

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Arte do Oriente Médio


instalação de Kadder Attia


fotografias de Shadi Ghadiriam


maquete de Wafa Hourani


desenho exposto na área dedicada a trabalhos feitos por crianças

Algumas fotos da exposição “New Art From The Middle East”, na Saatchi Gallery (uma das poucas que permite isso), tiradas durante a viagem pra Londres para o lançamento do “Dub Echoes” e que tinha esquecido de colocar aqui.

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M-MJ

Sábado, no dia da independência dos EUA (feriado importantíssimo para eles), no mesmo palco onde Michael Jackson faria a série de 50 shows em Londres, Madonna fez uma homenagem ao Rei do Pop durante sua apresentação no O2 Arena.

Via @phelipecruz.

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“E precisa?”


Tom Jobim, via patrikschulze

O caso Burguer King apareceu na 9a posição no ranking dos 10 assuntos mais importantes do dia 15 de maio, compilado pela revista Época, que também publicou nota sobre o assunto (onde felizmente sou citado dizendo que isso tudo é uma grande bobeira), e outros blogueiros comentaram o assunto.


Revista Época

Quero só ver quando as histórias da edição dedicada ao Brasil da Vice chegarem por aqui (não sei se a versão nacional, prestes a estreiar, vai republicar essas matérias).

Algo me diz que o humor corrosivo da revista para contar histórias, como a do repórter obrigado a entrevistar Oscar Niemeyer de bermudas após um assalto BIZARRO na noite anterior, não vai cair bem por aqui.

Pra encerrar a discussão iniciada pelo incidente do hamburguer, Tom Jobim (a partir de 3:54) comenta sobre a recorrente acusação de que falava mal do Brasil no exterior.

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Síndrome de vira-lata

A histeria midiática e política que viria quando a campanha do Burguer King veiculada na Inglaterra se tornasse conhecida por aqui era prevista.

Comentários insandecidos, repletos de ufanismo barato, também. Era esperado até mesmo que a piada da campanha (sem graça e desrespeitosa, sim) fosse descontextualizada ou má interpretada.

Não é novidade. Foi assim com o episódio dos Simpsons passado no Rio ou com a campanha de moda italiana com PMs.

A peça da lanchonete faz referência ao conhecido (lá e cá) caso do inglês Ronald Biggs, que assaltou um trem pagador e fugiu para o Rio, onde viveu em liberdade. Seu filho inclusive integrou a Turma do Balão Mágico.

Impunidade e corrupção no Brasil são fatos, não é invenção. Preste atenção na notícia que estava na capa, publicada ao lado do incidente do hambúrguer.

Agora, uma canelada dessas não dava para prever. Difícil imaginar algo tão gratuito e oportunista quanto essa peça da Ediouro (alô, alô, W/Brasil!).

Em vez de atacar a lanchonete — o que já seria uma besteira — viraram o canhão contra… Londres! Que vergonha.

Pior mesmo é ver meu nome (creditando a foto da matéria) misturado na peça de publicidade. Não coloquei a foto no URBe como manifesto, muito menos um tão baixo quanto esse, apenas como notícia.

Quanto a generalização do título (“para quem mora no Rio nunca passou pela cabeça comprar uma passagem só de ida para Londres”), respondo: pela minha não apenas já passou a idéia, como inclusive já coloquei em prática e adorei. Repetiria a experiência feliz da vida.

Se como diz o ditado “a verdade dói”, em vez de perder tanto tempo combatendo um anúncio bobo desses, bem que os ultrajados poderiam redirecionar essa energia para fazer daqui um lugar melhor.

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Quem avisa amigo é

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A crise e os discos

Desde janeiro o aviso continua pregado na porta do ponto que um dia abrigou uma das mais populares(cas) lojas de discos de Londres, a Virgin/Zavvi cravada no epicentro turístico da cidade, Piccadilly Circus.

Hoje parece tudo óbvio, porém há nem tanto tempo assim coisas assim pareciam bem improváveis.

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Assalto ao trem pagador

Lembra que falei de como quando estava morando em Londres, ano passado, toda vez que falava que era do Brasil as pessoas perguntavam se era de São Paulo? Pois bem, em 2009 o Rio está de novo em alta na Inglaterra!

Veja que legal essa campanha do Burguer King anunciando seus preços imbatíveis:

“Não é necessário uma passagem só de ida para o Rio”

E a assinatura: “Você se sentirá como se tivesse nos roubado”

Tá brabo… Se bem que essa fama de terra sem lei, onde nada tem maiores consequências, na verdade não é só do Rio, é do país todo.

Avante Brasil!

(Aposta: quanto tempo você acha que leva até essa foto parar em algum grande veículo e a Secretaria de Turismo do Rio – se não for o Ministério das Relações Exteriores – processar a lanchonete?)

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De volta da missão Dub Echoes


Vitrine da Soul Jazz

As atualizações andaram devagar essa semana, ficou com saudades? O motivo do sumiço foi nobre. Cinco anos depois do início da missão, finalmente o projeto “Dub Echoes” está encerrado, embrulhado numa caixinha em formato DVD.

Glória, glória, ALELUIA!

O lançamento do DVD do “Dub Echoes”, em Londres, foi sensacional. Abarrotada de gente, tinha gente assistindo o filme de pé. A festa entupiu ainda mais de pessoas querendo ouvir os sets do Don Letts, Adrian Sherwood, Cluekid e Cotti.

Em uma semana esgotaram-se as primeiras 2 mil cópias do documentário, transformando-o no item mais vendido do ano na gravadora. Saíram resenhas legais na Time Out, no Daily Telegraph, uma um pouco mais áspera na Wire e tem mais outras a caminho. Assim que achar, linko.

Vou contar mais assim que o fuso horário se acertar. Quem quiser, pode ver algumas fotos no Flickr do documentário. E que saudade de Londres…

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Dub Echoes, a festa

Partiu Londres.

Se alguém estiver na área, é só chegar na festa de lançamento do DVD “Dub Echoes”, em Brick Lane. É grátis.

O lance dura o dia inteiro, com exibição do filme, painel de discussão e atrações ao vivo fracas, fracas: Don Letts, Adrian Sherwood, Cotti e Cluekid.

O Bruno Belluomi fez uma entrevista sobre o lançamento pro rraurl.

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