Em Shoreditch, coração do hype londrino, João Brasil tocou com Marina (ex-Bonde do Rolê) no pub Old Blue Last. O encontro rendeu uma colaboração, “Big Foot”, disponível no MySpace do mito.
Em dezembro tem edição da CALZONE e temporada da Dancing Cheetah, duas festas das quais ele faz parte. Será que ele pinta por aqui?
Algumas da primeiras imagens em cores de Londres, feitas por Claude Friese-Green, cortesia do British Film Institute.

instalação de Kadder Attia

fotografias de Shadi Ghadiriam

maquete de Wafa Hourani

desenho exposto na área dedicada a trabalhos feitos por crianças
Algumas fotos da exposição “New Art From The Middle East”, na Saatchi Gallery (uma das poucas que permite isso), tiradas durante a viagem pra Londres para o lançamento do “Dub Echoes” e que tinha esquecido de colocar aqui.
Sábado, no dia da independência dos EUA (feriado importantíssimo para eles), no mesmo palco onde Michael Jackson faria a série de 50 shows em Londres, Madonna fez uma homenagem ao Rei do Pop durante sua apresentação no O2 Arena.
Via @phelipecruz.
Tom Jobim, via patrikschulze
O caso Burguer King apareceu na 9a posição no ranking dos 10 assuntos mais importantes do dia 15 de maio, compilado pela revista Época, que também publicou nota sobre o assunto (onde felizmente sou citado dizendo que isso tudo é uma grande bobeira), e outros blogueiros comentaram o assunto.
Quero só ver quando as histórias da edição dedicada ao Brasil da Vice chegarem por aqui (não sei se a versão nacional, prestes a estreiar, vai republicar essas matérias).
Algo me diz que o humor corrosivo da revista para contar histórias, como a do repórter obrigado a entrevistar Oscar Niemeyer de bermudas após um assalto BIZARRO na noite anterior, não vai cair bem por aqui.
Pra encerrar a discussão iniciada pelo incidente do hamburguer, Tom Jobim (a partir de 3:54) comenta sobre a recorrente acusação de que falava mal do Brasil no exterior.
A histeria midiática e política que viria quando a campanha do Burguer King veiculada na Inglaterra se tornasse conhecida por aqui era prevista.
Comentários insandecidos, repletos de ufanismo barato, também. Era esperado até mesmo que a piada da campanha (sem graça e desrespeitosa, sim) fosse descontextualizada ou má interpretada.
Não é novidade. Foi assim com o episódio dos Simpsons passado no Rio ou com a campanha de moda italiana com PMs.
A peça da lanchonete faz referência ao conhecido (lá e cá) caso do inglês Ronald Biggs, que assaltou um trem pagador e fugiu para o Rio, onde viveu em liberdade. Seu filho inclusive integrou a Turma do Balão Mágico.
Impunidade e corrupção no Brasil são fatos, não é invenção. Preste atenção na notícia que estava na capa, publicada ao lado do incidente do hambúrguer.
Agora, uma canelada dessas não dava para prever. Difícil imaginar algo tão gratuito e oportunista quanto essa peça da Ediouro (alô, alô, W/Brasil!).
Em vez de atacar a lanchonete — o que já seria uma besteira — viraram o canhão contra… Londres! Que vergonha.
Pior mesmo é ver meu nome (creditando a foto da matéria) misturado na peça de publicidade. Não coloquei a foto no URBe como manifesto, muito menos um tão baixo quanto esse, apenas como notícia.
Quanto a generalização do título (”para quem mora no Rio nunca passou pela cabeça comprar uma passagem só de ida para Londres”), respondo: pela minha não apenas já passou a idéia, como inclusive já coloquei em prática e adorei. Repetiria a experiência feliz da vida.
Se como diz o ditado “a verdade dói”, em vez de perder tanto tempo combatendo um anúncio bobo desses, bem que os ultrajados poderiam redirecionar essa energia para fazer daqui um lugar melhor.
Desde janeiro o aviso continua pregado na porta do ponto que um dia abrigou uma das mais populares(cas) lojas de discos de Londres, a Virgin/Zavvi cravada no epicentro turístico da cidade, Piccadilly Circus.
Hoje parece tudo óbvio, porém há nem tanto tempo assim coisas assim pareciam bem improváveis.
Lembra que falei de como quando estava morando em Londres, ano passado, toda vez que falava que era do Brasil as pessoas perguntavam se era de São Paulo? Pois bem, em 2009 o Rio está de novo em alta na Inglaterra!
Veja que legal essa campanha do Burguer King anunciando seus preços imbatíveis:
“Não é necessário uma passagem só de ida para o Rio”
E a assinatura: “Você se sentirá como se tivesse nos roubado”
Tá brabo… Se bem que essa fama de terra sem lei, onde nada tem maiores consequências, na verdade não é só do Rio, é do país todo.
Avante Brasil!
(Aposta: quanto tempo você acha que leva até essa foto parar em algum grande veículo e a Secretaria de Turismo do Rio - se não for o Ministério das Relações Exteriores - processar a lanchonete?)
As atualizações andaram devagar essa semana, ficou com saudades? O motivo do sumiço foi nobre. Cinco anos depois do início da missão, finalmente o projeto “Dub Echoes” está encerrado, embrulhado numa caixinha em formato DVD.
Glória, glória, ALELUIA!
O lançamento do DVD do “Dub Echoes”, em Londres, foi sensacional. Abarrotada de gente, tinha gente assistindo o filme de pé. A festa entupiu ainda mais de pessoas querendo ouvir os sets do Don Letts, Adrian Sherwood, Cluekid e Cotti.
Em uma semana esgotaram-se as primeiras 2 mil cópias do documentário, transformando-o no item mais vendido do ano na gravadora. Saíram resenhas legais na Time Out, no Daily Telegraph, uma um pouco mais áspera na Wire e tem mais outras a caminho. Assim que achar, linko.
Vou contar mais assim que o fuso horário se acertar. Quem quiser, pode ver algumas fotos no Flickr do documentário. E que saudade de Londres…
Partiu Londres.
Se alguém estiver na área, é só chegar na festa de lançamento do DVD “Dub Echoes”, em Brick Lane. É grátis.
O lance dura o dia inteiro, com exibição do filme, painel de discussão e atrações ao vivo fracas, fracas: Don Letts, Adrian Sherwood, Cotti e Cluekid.
O Bruno Belluomi fez uma entrevista sobre o lançamento pro rraurl.
A brutalidade com que a polícia londrina combateu as manifestacões durante o encontro do G20 na cidade gerou protestos e agora ganha contornos trágicos com o surgimento de um vídeo comprometedor.
As imagens mostram Ian Tomlinson, morto na confusão e apontado como baderneiro, afastando-se tranquilamente, alheio ao tumulto, e ainda assim sendo violentamente atacado por policiais, minutos antes da sua morte.
Por aqui, gente chocada aponta que lá também ocorre violência policial. Como se pode ver, é claro que sim. A diferença é que lá não vai acabar em pizza (principalmente pela vítima não ser um estrangeiro, como o brasileiro Jean Charles).
A possibilidade de se filmar uma cena dessas no Rio, sem ter que se esconder e voltar vivo pra casa pra contar — e divulgar — a história é uma outra grande diferença.
Saiu o trailer da cinebiografia sobre Jean Charles de Menezes, o brasileiro assassinado pela polícia de Londres.
Essa semana estreiou um documentário com a história da loja e selo Rough Trade, produzido pela BBC.
No saite da emissora o conteúdo dos últimos sete dias está sempre a um clique de distância. O lance é que o conteúdo é bloqueado para endereços IP de fora do Reino Unido. Se alguém souber como driblar isso, avisa.
O que seriam os últimos 10 shows de Michael Jackson em Londres se transformaram em 50. Mesmo assim, os aproximadamente 1 milhão de ingressos esgotaram-se durante a pré-venda, cujos códigos foram sorteados entre usuários cadastrados, como ingresso de Copa do Mundo.
A velocidade com que as entradas evaporaram do mercado e foram parar em saites de cambistas levanta suspeitas sobre o quão lícito são os métodos de venda. A discussão vai além dos shows do Jacko, visto que em Londres é praticamente impossível se comprar um bom ingresso sem ser via cambistas.
A desconfiança aumenta pelo fato de que recentemente a Ticket Master foi pega envolvida num golpe, quando foi descoberto que a empresa era dona de um desses saites de venda direta de ingressos.
Este é o episódio da série de documentários Music of Resistance, apresentado pelo guitarrista do ADF, Chandrasonic, gravado no Rio. O foco é no trabalho desenvolvido pelo Afroreggae, em alta em Londres, desde que começou a atuar também nas comunidades carentes de lá.
Parte 1 de 5: tem no YouTube também, lógico
O blogue Nočný Obraz está meio paradão e não dá pra saber o motivo, pois até o títuto da página é incompreensível. Os links para os vídeos disponibilizados no saite continuam fucionando e tá cheio de coisa boa.
Tem, por exemplo, a transmissão de TV do exclusivo show acústico do Sigur Rós no BBC Electric Proms. Tive a sorte de ser um dos 300 sortudos que presenciaram ao vivo.
O clipe de “Garble Arch”, dos australianos do Blame Ringo se limita em acelerar as imagens registradas por uma câmera fixa ao longo de um dia numa das travessias de pedestre mais famosas do mundo. Repare na quantidade de turistas que passam por lá para replicar o clique da clássica capa de “Abbey Road”, dos Beatles.
Street Art e publicidade, uma união duradoura.

foto: URBe
Acabou a novela. O Astoria, tradicional casa de shows de Londres, encerrou oficialmente as atividades com um show do fraco Get Cape.Wear Cape.Fly. Uma pena.
Tá vendo, não é só por aqui que aprontam essas cagadas em nome do “progresso”.
Muito legal esse comercial da operadora de celular inglesa T-Mobile.
Fifty People, One Question: London from Crush + Lovely on Vimeo.
A idéia é bem simples: escolher um lugar e perguntar a 50 pessoas a mesma pergunta.
Franz Ferdinand, “Ulysses” na Rough Trade East
O Franz Ferdinand tocou na Rough Trade East na segunda passada e, como sempre, tinha brasileiro na parada. O sujeito comentou com eles que eles deveriam ir ao Brasil, mencionando o antológico show do Circo Voador, no Rio. Cordial, a banda disse que “definitivamente” tem que voltar:
Um blogue e um Flickr somente com fotos de lojas, quase todas perto de Shoreditch, pertinho de “casa”.
Em Londres, uma pista de dança ecologicamente correta.
O finalzinho de “Your love” (versão da música de
Frankie Knuckles que não entrou no disco), com o
URBe TV: vocalista no meio da platéia, seguida por “Skeleton boy”
Ficou faltando o vídeo do show de saideira de Londres, dos gente boas do Friendly Fires, no Kings College (KCLSU).
Dos quatro que vi, esse foi o primeiro em que a banda era a atração principal, donos da noite. Os outros três foram na festa da revista Vice (antes do Black Kids), no NME Awards (antes do Simian Mobile Disco) e na Pure Groove (um show pequeno, de lançamento do disco, numa loja).
Vendo a banda em seu ambiente, tocando para o seu público, algo que havia passado despercebido nas outras apresentações ficou claro: a presença de palco expansiva do vocalista Ed MacFarlane. Como um Mick Jagger nerd, Ed rebola na frente do palco na abertura, com “Photobooth”, se requebra e faz caras para as meninas, que gritam de alegria.
É como se estivesse apenas esperando a banda crescer o suficiente e lotar arenas para sua postura fazer sentido. A julgar pela chuva de boas resenhas e potencial pop do disco de estréia, o Friendly Fires pode chegar lá.
Como sempre, os integrantes e empresários pedem pelo amor de Deus que alguém os leve ao Brasil. E se você acha que é papo pra agradar, dá uma olhada no encerramento do show, com “Jump in the pool”, igualzinho ao que fizeram no Reading Festival.
“Jump in the pool”
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