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Não gostou do final de “Lost”?

O Hitler, sempre ele, também não.

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O final de “Lost” e as perguntas (SPOILERS)


College Humor: Ah, a objetividade…

“Lost” terminou e deixou perguntas e mais perguntas sem resposta. E poderia ser diferente? O programa se baseou no mistério e no realismo fantástico, sempre oferecendo questões, nunca soluções. Não seria nem coerente mudar agora.

A compilação de questionamentos em aberto feita pelo College Humor faz piada com a ânsia por resultados de boa parte dos fãs da série. Taí um ponto positivo de ter acompanhado “Lost” sem tanto fervor: fica mais fácil aceitar a trama proposta pelos criadores, em vez de se frustrar por não ver suas próprias teorias confirmadas.

Não daria nem tempo de explicar tudo que se esperava (e olha que se apelassem pra esse expediente ao longo da temporada, certamente a decrescente audiência na TV dispararia outra vez) e a verdade é que não precisava mesmo. Todo maníaco por “Lost”, conhecendo os caminhos e descaminhos de cada personagem, pode deduzir sozinho o que aconteceu com eles após Jack fechar os olhos pela última vez.

Foi o melhor final possível. Aberto, possibilitando que a série possa ser reassistida sem perdas na segunda volta, como acontece, por exemplo, nos filmes de mistério-pipoca de M. Night Shyamalan.

Vivemos a era da internet, em que programas de TV não tem mais horários fixos, discos não tem data de lançamento, em que a informação está fragmentada em diversos lugares, sendo processada de acordo com a buscas e os interesses de cada um. As pessoas se conectam e criam suas próprias verdades e realidades. Não existe mais lugar para nada pronto e embrulhado. “Lost” estaria totalmente na contramão se entregasse respostas prontas. E o seriado nunca esteve a favor do fluxo de obviedades.

“2001″ não é tido como um dos melhores filmes da história por conta da sua objetividade, pode ter certeza. Num mundo cada vez mais sedento por respostas curtas, o final de “Lost” foi uma ode as metáforas, a imaginação, as livres interepretações.

Agora, se você precisa mesmo de respostas retas, um suposto membro da equipe de escritores do programa foi bem direto em um texto que anda circulando pela rede. A escolha é sua.

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Acabou “Lost”

As vésperas do último episódio de “Lost”, o Alexandre Matias, um dos maiores maníacos pela série da Terra, convidou uma penca de gente para escrever sobre a importância do programa. Tem muito texto legal por lá (sem spoillers, podem ficar tranquilo, pois foram escritos antes do final ir ao ar).

Dei meus pitacos também:

Lost é um fenômeno cultural, não apenas uma série de TV. A narrativa cortada, os desdobramentos online e principalmente a maneira com que a estratégia do mistério foi capaz de engajar uma audiência global e simultânea é um marco. Se você não é fã da série e não aguenta mais esse assunto, prepare-se: é um acontecimento que será estudado e analisado por muito tempo ainda. É exatamente por isso que acompanhar a derradeira temporada tornou-se obrigatória não apenas para os maníacos pela ilha, mas por qualquer um com o mínimo de interesse nas muitas áreas do entretenimento.

O resto do meu texto e todos os outros você pode ler no Trabalho Sujo.

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A fúria de “Lost”: Cuidado, SPOILER!

Decidi assistir a última temporada de “Lost” mais como experiência social do que por ser fã. O que eu não podia adivinhar é que a decisão de assistir a série iria me colocar em rota de colisão com os verdadeiros fãs de “Lost” — o que acabou enriquencendo ainda mais a experiência.

Mesmo para quem pegou o bonde andando, baseando-se nas recapituladas oferecidas pela rede ABC e outras tantas diponíveis online, a reta final de “Lost” está sensacional. Ontem, quarta-feira, dia seguinte ao episódio 14, “The Candidate”, ter sido exibido nos EUA, ainda impactado por uma das cenas, resolvi comentar sobre a fotografia no Twitter.

Para facilitar o entendimento, caí na besteira de indicar especificamente a qual momento me referia. Sabendo da seriedade com que os fãs de “Lost” tratam os segredos da ilha e tentando não entregar muito, escrevi algo mais ou menos assim (como apaguei a tuitada, essa é uma reprodução aproximada, porque não ouso repetir):

“*SPOILER* Ao mesmo tempo pesada e bonita a cena da ***** de *** e ***. Linda fotografia.”

Pra quê… A mensagem do @marcio_k reproduzida na imagem que ilustra esse texto apareceu no Twiter exatamente 30 segundos após a minha. A comparação religiosa com a fatwa não era exagerada. Era uma profecia.

@danielferro conclamou: “Unfollow no @URBe até terminar LOST. To falando sério“. E olha que o cara é meu amigo! As mensagens carinhosas continuaram, vindas de toda parte, @labatti, @ClaraPolainas, @rtopitt, @marianelorente, @rhermann, @cboechat@tcompagnoni resumiu bem: “Acabo de presenciar a versão 2010 de ‘Versos Satânicos’ com 140 caracteres, por @URBe, o Salman Rushdie dos losties.

De nada adiantou avisar ter destacado a palavra SPOILER (jargão de fóruns de programas de TV que indica que o texto contém revelações para quem não assistiu), o estrago estava feito. Ainda corri pra deletar a tuitada. Já era.

Que a experiêcia de assistir “TV” está mudando não é novidade. Hoje em dia, o público acompanha via computador quase em tempo real produções dos EUA que sequer são exibidas no Brasil. Sem saber que, por conta do fuso, a noite de quarta é o dia “oficial” de “Lost”, apostei que os fãs já teriam baixado e assistido o episódio na noite anterior.

O saldo foram quatro seguidores a menos. Pode não ser um número impressionante, porém a velocidade com que tudo isso aconteceu, num espaço de 20 minutos, ilustra como a maneira com que os fãs consomem conteúdo mudou. Não existe mais horário fixo, lugar certo para se falar a respeito, nada.

Faltam três semanas para o mundo voltar ao normal. O capítulo final de “Lost” será exibido no domingo 23 de maio, numa transmissão que totalizará 4h30 entre recapitulações e episódio duplo “The End”. Então, quem sabe, dê pra conversar sobre o seriado sem medo de represálias.

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Carnaval Pop ’10

Ampliando um pouco o tema do ensaio “Carnaval Pop” do ano passado, ainda na mesma onda. Fui a menos blocos, mesmo assim deu pra ver muita coisa.


Praticamenteeeee…


Encontrei Jesu! Encontrei Jesus! Encontrei Jesus!


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Dharma


Choque de ordem


Funk na passarela com a Mangueira

O carnaval de rua do Rio tá tão grande que tem espaço até bloco sound system. Na foto, MPC (do Digitaldubs) pilota a torre montada pelo Interferência Sistema de Som na Lagoa, que contou com vários outros convidados em dois dias de muito grave.

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Lost: resumo das 5 temporadas em 8 minutos

Eis um assunto pop que pipoca em toda parte e nunca foi sequer mencionado aqui no URBe: “Lost”. O motivo, óbvio, é que não acompanho o seriado.

Pode botar a culpa no trauma causado pela trilogia “Matrix”. Lembro de sair de “Matrix Reloaded” (segundo da série) achando bem ruim. Porém, no papo com amigos depois da sessão, tantas possibilidades foram levantadas sobre as pontas desamarradas que a conclusão prometia ser arrebatadora.

Minha impressão inicial mudou. O “Reloaded” não era isso tudo apenas porque o “Revolutions” (o terceiro filme) ainda não havia sido lançado para responder tantas perguntas. Foram seis longos meses de espera e especulação até o lançamento da última parte.

A expectativa em relação a conclusão da saga de Neo só não foi maior que a decepção causada pela bomba “Matrix Revolutions”. Foi triste constatar que nenhuma das brilhantes possibilidades da trilogia haviam sido exploradas. Terminou de maneira patética, com aquele céu alaranjado cafona que só.

Voltando ao “Lost”, assisti os seis primeiros episódios quando estreiou. Tive certeza que o troço ia ficar confuso além do que a paciência permitiria para tentar decifrar tantas charadas. Era o mistério pelo mistério, muitas perguntas e pouquíssimas respostas (o que, parece, só foi mudar na 5a temporada). Deu preguiça.

Entretanto, se algo positivo ficou da experiência “Matrix” foi a sensação de que apenas quem estivesse acompanhando a trilogia naquele momento poderia esperimentar esse vácuo de informações. Após concluída, as respostas estariam há apenas um DVD de distância.

Hoje os fãs de “Lost” vivem um momento similar, aguardando ansiosamente o desenrolar da sexta e última temporada que estreiou nessa terça, na esperança de que tantas questões serão finalmente explicadas. Mesmo pra quem não assiste, é praticamente impossível desviar do assunto “temporada finald e Lost”.

Apesar de ser sempre possível reassistir a série inteira, após concluída o segredo da ilha estará a dois cliques de distância. Não terá a mesma emoção de agora.

Então, mesmo que não tenha tanta graça, quem não tiver tempo de assistir os quase 100 episódios das cinco primeiras temporadas (e quem tem?), pode se atualizar através de resumos como o do vídeo acima ou mais completos, como o especial de uma hora exibido na TV americana.

Pelo menos, nessa temporada, respostas estão a caminho.

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