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Arquivo: marcelo camelo

Wado e Marcelo Camelo: “Na Ponta do Dedos” ao vivo

Discão do Wado, “Samba 808″ ganha os palcos, com participação do Camelo no show de lançamento.

Tunguei lá do Scream & Yell.

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Camelo & Mallu & Eduardo & Mônica

Quarta passada chamei o Matias no Gtalk:

- Bombando esse “Eduardo e Mônica”, hein.
- Poizé.
- Saca uma coisa que eu sempre piro? Quando fala “o Eduardo de camelo” eu SEMPRE lembro do Marcelo Camelo, não consigo dissociar… Eduardo & Mônica = Camelo & Mallu?
- AHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHHAHA! Vai aí, Bruno, faz um mashup, tu que é do vídeo.
- AHAHAHAHAHAHAAHAHAHA, pô, não fode, não tenho tempo, tô pegado.
- Ah, arruma alguém!
- Vou catar no Twitter

Horas mais tarde:
- O Ariel sugeriu um amigo dele, o Ricardo.
- Vambora?
- Vamo.

E assim nasceu…

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Camelomania no Circo Voador

Cercado de samambaias no palco, com um som impecável e muito bem acompanhado pelo Hurtmold e por um naipe de metais, Marcelo Camelo subiu ao palco do Circo Voador para o lançamento do seu segundo disco, “Toque Dela”. A noite prometia.

O show começou pouco depois da meia-noite e pouca gente estava no Circo para a abertura do Me & The Plant (também perdi…). Surpreendentemente, ao menos para mim, os ingressos não estavam esgotados.

Em seu novo disco, Camelo também está mais solto, dando mais espaço para guitarra, escancarando mais suas próprias influências, um disco mais pra cima que o anterior “Sou”.

Com algum tempo de estrada juntos, Hurtmold e Camelo construíram uma sonoridade juntos, mesmo que no segundo disco o compositor tenha decidido tocar todos os instrumentos em algumas faixas. É muito bacana ver o encontro dos dois artistas de escolas diferentes, a mistura dos estilos. A escolha do septeto paulistano como banda de apoio é das coisas mais interessantes da carreira solo do Camelo. Com um time desses, metade do show está garantido.

Casa cheia sem estar abarrotada, bandão, som tinindo pro lançamento de um bom disco. Tudo certo para uma noite e tanto. Faltava saber a reação do público.

Sem fugir do clichê, a reação foi hermânica. Não chegou a histeria de outros tempos, embora tenha passado perto em alguns momentos. Marcelo chegou a presentear a plateia com as plantas do cenário. Roberto Carlos distribui rosas, Camelo distribui samambaias.

É muito legal a reação calorosa do público, sem dúvida. Para o artista deve ser ainda mais especial. Em “Doce Solidão”, sozinho, Camelo sequer abriu a boca até mais da metade da música, quando o Hurtmold voltou ao palco.

Ele gosta, incentiva, se diverte com a gritaria. É muito legal mesmo. Agora… Em todas as músicas, sinceramente, enche o saco. Você sai de casa, quer ouvir o show e só dá coro desafinado no ouvido. Por mais que a catarse seja divertida e sincera, aos poucos vai cansando

Paritcularmente, preferiria não ouvir nenhuma música do Los Hermanos no show do Camelo. A quantidade que é tocada, três, quatro, é um exagero. Tira o foco do show. Virou regra. As músicas são dele, claro, mas se é carreira solo, é carreira solo. Podia deixar isso pra depois.

O artista no palco, vivo, aos 30 e poucos anos e uma estranha nostalgia do presente toma conta. É um troço doido, o público impaciente, querendo ouvir as músicas nem tão antigas, quase como que aturando o disco novo para chegar até elas. Essa preguiça de encarar o novo que estrangula a cena no Brasil.

Isso tudo no show de lançamento de um disco novo. Um showzaço, diga-se. Teria sido bem melhor se tivesse dado pra ouvir a interpretação do artista. A do público eu mesmo faço em casa.

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Hoje tem: Marcelo Camelo

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Hoje tem: Marcelo Camelo

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Marcelo Camelo, “Ô ô”

Abandonando essa frescura de teaser de música (coisa sem sentido), Marcelo Camelo colocou “Ô ô” na roda, inteirinha.

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Marcelo Jeneci e a intersessão (ao vivo no Rio)

Mais que o lançamento do disco no Rio (o melhor nacional de 2010 aqui no URBe), o show de Marcelo Jeneci no Teatro Casa Grande foi um grande encontro.

Primeiro porque reuniu boa parte do time que gravou a bolacha, incluindo o arranjador Arthur Verocai para reger as cordas e metais. É sempre uma oportunidade rara ver um disco ser executado como foi gravado.

Em segundo, principalmente, porque ao tocar para uma casa lotada, mesmo sendo ainda um artista desconhecido, juntando alguns nomes dos grandes nomes do presente da música brasileira, fisicamente ou através das influências escancaradas, sinaliza algo que está acontecendo há muito tempo: chegou a vez mesmo da nova geração de compositores.

Carismático, Jeneci transformou o show numa experiência melhor que o disco. O acordeonista tem um extenso currículo de participações de bandas de outros artistas e sua estreia mistura ideias vindas de todas elas.

Os parceiros (Vanessa da Mata, Arnaldo Antunes) são forte influências, assim como Roberto Carlos, Guilherme Arantes (esses citados nominalmente), Sufjan Stevens, Rita Lee, Beirut, rock progressivo, clichês oitentistas de refrão chiclete ou slide guitars, e até Arcade Fire reverberam por toda parte, mesmo que não seja consciente ou que Jeneci sequer conheça algum deles.

Esse balaio de referências ainda tem que ser propriamente absorvido, ainda saltam demais nos arranjos em alguns momentos, mesmo que o denominador comum seja o próprio Jeneci. Com o tempo, certamente seu filtro ficará mais apertado e o som terá ainda mais a sua cara.

Nada disso atrapalha simplesmente porque as composições são excelentes. Boas letras, bons caminhos melódicas e uma sinceridade conquistadora. Quanto mais ele topar as próprias ideias, melhor vai ficar.

Em uma música inédita, sozinho ao piano, Jeneci explicou ter dado como pronto apenas com o refrão porque achava que não tinha mais o que dizer. O haikai musical começa com “a chuva é a vontade do céu de tocar o mar” entra em loop e vai hipnotizando. Um achado. E esse é só dele.


Jeneci & Camelo

Feliz da vida, Jeneci recebeu o que declara ser sua maior influência, Marcelo Camelo, para um dueto de duas músicas da carreira solo e uma do Los Hermanos. Todo suado, Jeneci ainda brincou que tinha que aprender com Camelo, que apareceu de bermuda.

As melhores participações, até porque estavam integradas no repertório do disco e do show, foram a da cantora Tulipa. A química entre os dois é gigante e a inédita “Dia a Dia, Lado a Lado” foi o destaque do show.

Restam 9 vagas na lista dos 10 melhores shows de 2011. E o ano nem embalou.

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Carnaval Pop ’09


fotos: Bruno Natal/URBe Fotos

Do politicamente incorreto a homenagem, o escracho é a única regra das fantasias dos blocos de carnaval, grande termômetro de popularidade de nomes e assuntos em evidência.

No Cordão do Boi Tatá, Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e Amy Winehouse eram onipresentes, além da Paula Oliveira, Padre Adelir Antônio, o Coringa de Heath Ledger e da pirataria.

Tem mais Carnaval Pop no URBe Fotos.

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O passo do Camelo

O show começa com Marcelo Camelo sozinho no palco, dedilhando um tema ao violão, sem nenhum outro acompanhamento. A intimidade revela um violão sujo, com mais vontade do que técnica. Mais rock do que samba.

Esse deve ser o maior defeito de “Sou”, primeiro trabalho solo do ex-Los Hermanos: ao se levar a sério demais, Camelo perde um pouco da leveza que marca suas composições (mesmo quando letras sérias mascaram isso), atraindo análises mais críticas de suas virtudes como cantor e músico.

Ao vivo, sua banda de apoio (os paulistanos do Hurtmold) ganha espaço e o show cresce. Misturado aos outros músicos, o talento de compositor conta mais que as limitações técnicas de Camelo, transformadas em um elemento — como acontece (acontecia?) no Los Hermanos.

Solto no palco, Camelo interagiu com a platéia (a pedido do seu pai, como explicou), mesmo sem saber exatamente como fazer isso.

Com um sorriso no canto da boca, Marcelo cantou “Janta” e sua letra escancarada (composta com a atual namorada, a cantora Mallu Magalhães, de 16 anos, uma das relações mais patrulhadas da atualidade), falando de um amor que é um “eterno não dá”.

Durante a introdução da música seguinte, “Doce solidão” e após gritos da platéia, Marcelo comentou que “o melhor é que pode tudo, pode tudo”. Herança dos tempos de LH, o coro de roda de violão que se segue é desafinado que só, dificultado por músicas de letras e melodias difíceis de cantar.

As coisas melhoram quando o coral é abafado pela guitarra de Camelo. Aliás, o som todo melhora com a guitarra, quando apenas um dos pés está na MPB e tanto as composições soam mais criativas e a interação com o Hurtmold sobe bastante.

O septeto paulistano quase rouba o show quando, por uma música, Camelo se arrisca e deixa o grupo tocando sozinho. Marcelo é fã e faz questão que o resto do público tenha esse gostinho, espalhado por outras canções, como a versão reggae de “Morena”.

Para recuperar seu público, Camelo abre o bis com “Casa pré-fabricada” e enfileira algumas outras músicas do Los Hermanos. É infalível.

Ainda que sem dúvidas esteja acima do disco, para um show solo fica faltando mais constância e volume. Com um punhado de ótimas canções, uma coisa é inegável: o Camelo dá seu primeiro passo.

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Desenho


“Marcelo Camelo”


“A Dona Boceta pede a paz, e declara pra moçada o Verão do Amor!”


“Aleijadinho não impressiona as gatas”


“O sexo na geração playbOsklen”

O Elias Lazaroni é um figuraça que mora perto da minha casa e que eu conheço há anos. Ele escreve uns contos psicodélicos de tão doidos e agora entrou numa de fazer ilustrações.

Clique nos links para ver as imagens no tamanho que elas merecem.

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Do outro lado


Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, “Janta”

Quando a Mallu Magalhães surgiu já estava aqui em Londres. Foi uma tremenda inversão no fluxo de informação com o qual estou acostumado. Em vez de estar no Brasil acompanhando a cena local e ouvir falar de uma nova banda gringa, dessa vez estava acompanhando o surgimento de uma artista brasileira a distância.

Até agora, não entendi bem o motivo do alvoroço, além do fato da menina ter 15 anos e demonstrar uma maturidade acima da média (ou do que se espera da média), mesmo motivo que chamou atenção para artistas como Stevie Wonder ou de trocentos deejays jamaicanos, tal qual Barrington Levy.

Como ainda não vi o show, não tenho opinião formada. Porque pra ter certeza do que se trata, ainda mais num som intimista como esse , só vendo ao vivo. Por enquanto, só fica uma curiosidade grande de ver de perto isso tudo.

Mesmo assim, vendo o vídeo acima no Matias, é difícil não se emocionar junto com a menina. De certa forma, as lágrimas da Mallu são a cristalização do papel do Marcelo Camelo para as gerações vindouras.

Falando em Camelo, sua estréia solo, tem tomado pancada de tudo quanto é lado. Uma das principais críticas é de que soa como o “4″, último disco do Los Hermanos, como se isso fosse um atestado de má qualidade.

Apesar de estar abaixo do nível dos trabalhos anteriores, “4″ tem uma meia dúzia de músicas bem legais. Talvez não tão bem amarradas ou bem resolvidas em termos de estrutrura e de arranjo, mas ainda assim boas.

Pra mim, “Sou” é um disco bacana. Não é arrebatador, mas traz boas canções e tem onda. Ele pode ter pecado em ter engessado ou moldado demais o Hurtmold, banda de apoio, impedindo uma maior contribuição no resultado sonoro final. Pode ter sido pouco para aplacar a expectativa em torno de Camelo.

De qualquer jeito, hoje em dia é difícil agradar. Se o sujeito faz o que dele se espera, tá ultrapassado. Se inova, tá querendo inventar moda. Prefiro esperar mais um tempo, ouvir mais vezes, de preferência distante do frenesi do lançamento, pra concluir alguma coisa.

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Repercussão

Como acontecia com o Los Hermanos, é curioso como Marcelo Camelo vem despertando sentimentos pessoais na crítica especializada por conta do lançamento do seu disco solo. Tem pipocado comentários particulares nas resenhas, as vezes desviando da música. Como se o assunto fosse o cantor/compositor, não o disco.

Um passeio por algumas matérias serve pra ilustrar: o Globo e o CD-R, a Folha e o discurso do cantor , o JB e a estranheza, JB e as intenções e, novamente, JB e a vida de maneira geral.

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Vazou


Camelo e Mallu

O disco solo do Marcelo Camelo só sai na segunda, dia 08, mas é claro que “Sou” já vazou.

O Matias fez um apanhado, com links e algumas faixas pra escutar. Não concordo exatamente com tudo o que ele falou do disco, mas pra simplificar, dá um pulo lá enquanto eu não cozinho uma resenha aqui.

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Camelo


Camelo e a capa

A estréia solo de Marcelo Camelo, “Sou”, sai no dia 08 de setembro, com 10 das 14 faixas caindo oficialmente na rede no dia 28 do mesmo mês.

Chegando a hora do lançamento, cacos do disco começam a pipocar aqui e ali.

No bacana MPB Player (o nome é contraditório, mas contradição as vezes é bom), blogue editado por Leo Lichote e Rodrigo Pinto, apareceram a capa (um poema concreto de Rodrigo Linares) e a primeira música, “Doce solidão”, que já havia circulado em formato demo, num vídeo no YouTube, assim como a instrumental “Téo e a gaivota”.

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