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Arquivo: mayer hawthorne

A volta do Mayer Hawthorne

Primeiro artista a participar duas vezes do Queremos! – por merecimento, já que sua primeira passagem pelo Rio foi um sucesso – Mayer Hawthorne voltou ao Circo Voador  e provou que a visita foi proveitosa: um público muito maior e conhecendo melhor as músicas saudou o soulman branquelo de Detroit. A festa foi longe, até altas horas da madrugada, com os DJ sets do Nepal e do próprio Mayer.  Belezura de noite.

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Aquecimento Mayer Hawthorne 01: o anuncio da turnê mundial

Excelente vídeo!

Sexta feira o show é no Rio, no Circo Voador.

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Os pôsters do Mayer Hawthorne e The Rapture + Breakbot no Rio

A tempora 2012 do Queremos! vai começar logo três showzões. Não perca, sério.

O Gabriel Mar fez o cartaz do show do Mayer Hawthorne (quem foi ano passado, sabe que é imperdível).

E o Vagner Nascimento fez o do The Rapture + Breakbot.

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Melhores discos internacionais de 2011

 

Ano muito bom de discos e de músicas. O critério é o mesmo da lista de melhores discos nacionais de 2011 (e de sempre): a ordem dos discos é baseada no volume de audições. Sem falar que ao longo de 2012, sempre se pode encontrar um disco de 2011 que não conhecia e a lista mudar, como já aconteceu com o Tame Impala.

Deixe suas dicas nos comentários.

10.

Radiohead, “The King Of Limbs”

 

9.

The Weeknd, “House of Ballons”

 

8.

James Blake, “James Blake”

 

7.

Girls, “Father, Son, Holy Spirit”

 

6.

Real Estate“Days”

 

5.

Toro Y Moi, “Underneath The Pine”

4.

The Rapture, “In The Grace Of Your Love”

3.

Metronomy, “The English Riviera”

2.

SBTRKT, “SBTRKT”

1.

Peaking Lights, “936″

Bônus: outros bons discos de 2011 que merecem ser mencionados:

Ducktails, “Arcade Dynamics III”

Danger Mouse & Daniele Luppi, “Rome”

Mayer Hawthorne, “How Do You Do”

Lykke Li, “Wounded Rhymes”

Com Truise, “Galactic Melt”

Youth Lagoon, “The Year Of Hibernation”

Mark McGuire, “A Young Person’s Guide”

Shit Computer, “”

2562, “Fever”

Seun Kuti & Egypt 80, “From Africa With Fury: Rise”

Cerulean Crayons, “_Batch2″

Frank Ocean, “Nostalgia/Ultra”

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Mayer Hawthorne, “No Strings” (DJ Jazzy Jeff Roller Boogie Remix)

Remix da faixa do novo disco do Mayer Hawthorne produzida pelo Classixx.

Via Bota Pra F*der.

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Mayer Hawthorne, “How Do You Do”

Chegou o segundo disco do Mayer Hawthorne, “How Do You Do”. Só sai em 11 de outubro, blá, blá, blá…

Tá bem bom. Mais do mesmo, talvez, porém menos retrô, deixando as influências do hip hop, principalmente na bateria.

Abaixo, as duas músicas que já ganharam clipe:

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Mayer Hawthorne, “The Walk”

Olha música nova do Mayer Hawthorne aê.

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Mayer Hawthorne, “A Long Time”

Máqueclipe.

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Mayer Hawthorne, “Don’t turn the lights on” (Chromeo Cover)

Parte do EP de covers do Mayer Hawthorne, “Impressions”. Ficou muito melhor que a original. Vai ver se o Chrome fosse inteiro tocado por outras pessoas, melhorava um bocado, hein.

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Transcultura #046 (O Globo): The Weeknd, Rome, Mayer Hawthorne & Friendly Fires, Google Music Beta

Meu texto da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo (e completou um ano essa semana!):

Trailer musical completo
Três Quatro artistas permitem audição na íntegra dos seus novos discos
por Bruno Natal

O tempo em que o lançamento de um disco era um evento exclusivo vai, ainda bem, ficando para trás. Também comem poeira o pinga-pinga de faixas avulsas e a bisonha “sacação” de liberar alguns segundos de determinada canção – algo que pode funcionar no cinema, na literatura, porém totalmente sem sentido na música. Cientes de que a audição prévia tem o poder de alavancar as vendas, cada vez mais artistas oferecem uma audição completa do disco antes do lançamento para os fãs decidirem se gostam o suficiente antes de comprar, sem a necessidade de baixar as músicas ilegalmente.

Esta semana, os novos trabalhos do Friendly Fires e do produtor Danger Mouse foram disponibilizados no Hype Machine (onde também foi lançado o segundo disco de Lykke Li) e na NRP Music, respectivamente. Além deles, há um mês o estreante The Weeknd fez o mesmo no Soundcloud, além de permitir baixar o disco todo. Também de presente para os fãs, Mayer Hawthorne lançou um EP de versões pra baixar de graça na página de sua gravadora, Stones Throw Records.

“Rome”, Danger Mouse & Danielle Luppi (participação especial de Jack White e Norah Jones): Numa época em que todo ser humano parece ter um trabalho artístico, observar o tamanho e a quantidade de projetos do Danger Mouse nos últimos anos (um produtor que chamou a atenção inicialmente com um disco de mashups de Beatles com Jay Z, montou o Gnarls Barkley e produziu o Gorillaz), é ter certeza que da quantidade pode vir qualidade. E viva as facilidades digitais. Seu mais recente projeto é uma parceria com Daniele Luppi e conta com a participação de Jack White e Norah Jones nos vocais. Produzido ao longo de cinco anos e inspirado nas trilhas de Ennio Morricone, “Rome” foi gravado em… Roma, em formato analógico, com músicos originais das trilhas de Morricone, incluindo Edda Dell’Orso, uma das cantoras prediletas do compositor, presente também nas trilhas dos três principais filmes de Sergio Leone, mestre do western spaghetti. O resultado serviria perfeitamente para uma trilha de Tarantino. Bem contemplativo, “Rome” lembra em alguns momentos “Dark night of the soul”, outro projeto de Danger Mouse, sempre em boa companhia, com David Lynch e Sparklehorse. Os músicos disseram em entrevista que uma turnê está nos planos. É aguardar pra ver se conseguem juntar tanta gente num mesmo palco.

“House of balloons”, The Weeknd: A influência da estética do dubstep, mais do que o próprio estilo surgido na Inglaterra, vai cada vez mais longe, se distorcendo e se transformando, como mostram os recentes discos de James Blake ou Mount Kimbie. No caso do novato The Weeknd, que é formado pelo cantor Abel Tesfaye e os produtores Doc McKinney and Illangelo, as pancadas graves no vazio e os reverbs secos do dubstep encontram o r&b, resultando num melado trip hop de derreter a orelha e dançar devagarinho, como sugere a psicodelia soft porn da capa.

“Pala”, Friendly Fires: O trio inglês chegou de mansinho com “Paris”, acelerou com “Skeleton boy” e explodiu com “Jump in the pool”, rapidamente passando de aposta da semana para banda da vez, título que o Friendly Fires pretende consolidar com o segundo disco. O mais próximo do que se conhecia do Friendly Fires é “True love”, dançante, com bateria “disco” e baixo pulsando. “Pull me back to earth” e “Show me lights” também não passam tão longe. De resto, “Pala” (nome da ilha utópica do livro “A ilha”, de Aldous Huxley) é muito diferente, o que é ótimo. Muito influenciado pelos anos 80, às vezes de forma direta, outras perto da releitura da década proposta pelo hypnagogic/ chill wave e seus vocais filtrados e camadas de teclado, o trio pula a furada nu-rave e vai direto de rave, acid-house e tudo mais. O clipe da música que abre o disco, “Live those days tonight”, ganhou uma versão editada pela banda só com imagens de festas na virada dos anos 1980 para os 1990 encontradas no YouTube. Como todo bom disco, cresce a cada audição.

“Impressions”, Mayer Hawthorne: Com apenas um disco, Mayer Hawthorne conseguiu uma boa base de fãs para o seu soul retrô, com uma leve atualizada via hip hop. Bom de palco, um dos seus trunfos são as versões – a interpretação de “Gangsta Love”, do Snoop Dogg, faz frente a original. Por isso, enquanto o segundo disco não vem, Mayer dá uma acalmada oferecendo de graça um EP só de covers. São seis músicas: “Work To Do” (Isley Brothers), “Don’t Turn The Lights On” (Chromeo), “You’ve Got The Makings Of A Lover” (The Festivals), “Fantasy Girl” (Jon Brion), “Little Person” (Steve Salazar) e “Mr. Blue Sky” (Electric Light Orchestra). Fino.

Tchequirau

O Google lançou seu serviço de música, no qual o usuário hospeda sua discoteca de graça e pode acessá-lo de qualquer lugar, incluindo celulares rodando o sistema Android. É basicamente um Spotify gratuito com pontencial pirata, já que aparentemente não questiona a procedência das músicas.

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Mayer Hawthorne, “Impressions” (covers EP)

Enquanto o segundo disco não vem, Mayer Hawthorne presenteia os fãs com um EP de covers gratuito, só baixar direto na Stones Throw Records.

São seis músicas: “Work To Do” (Isley Brothers), “Don’t Turn The Lights On” (Chromeo), “You’ve Got The Makings Of A Lover” (The Festivals), ”Fantasy Girl” (Jon Brion), ”Little Person” (Steve Salazar) e ”Mr. Blue Sky” (Electric Light Orchestra).

Coisa fina. Só faltou botar o nome dos autores nos tags do MP3. Na página de lançamento do EP Mayer comenta todas as faixas.

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O vídeo oficial do Mayer Hawthorne no Rio

Trechos do show e depoimentos da banda falando da mobilização que a trouxe para o Rio.

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Mayer Hawthorne comenta Tim Maia, Black Rio, +2 e Cassiano

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Mayer Hawthorne encanta o Rio


História do Homem-Aranha + “Maybe So, Maybe No” + “Gangsta Love”

Nem as previsões mais otimistas poderiam prever o show antológico de Mayer Hawthorne no Circo Voador, na sexta. O próprio Mayer cravou no Twitter, logo após a apresentação, na legenda da foto que tirou do público: “Best.Show.Ever!#RIO”

Trazido ao Rio por 120 cariocas empolgados, com o apoio do Multishow e da Cantão, via Queremos, o soulman branquelo não decepcionou. Nem quem compareceu, gerando uma arrecadação gigante de doações (uma pessoa apareceu com uma caminhonete com 500 quilos de alimentos!).

Mayer enfileirou as músicas do seu disco de estreia, “A Strange Arrangent”, e para sublinhar as suas referências, versões de “Beautiful” e “Gangsta Love” (ambas do Snoop Dogg, a segunda inserida em “Maybe So, Maybe No”), “What a Fool Believes” (Doobie Brothers) e “Work To Do” (Isley Brothers).

Mesmo sem um naipe de metais ao vivo (disparados através de sampler), a The County, sua banda, é uma grosseria sem tamanho, emendando uma música na outra praticamente sem parar. A pegada hip hop da bateria ajuda a dar uma sonoridade contemporânea para um som de tantas influências sessentistas e setentistas (ainda que os bateristas de hip hop sejam influenciados pelos samples desses mesmos discos, completando o ciclo).

Ao longo do show o cantor conversou bastante com o público (como sobre ter sido confundido com Tobey “Homem-Aranha” Maguire no aeroporto de Floripa), e depois passou bastante tempo atendendo os fãs, assinando o poster do show ou tirando fotos, feliz da vida com a noitada espetacular no único show completo de sua passagem pelo Brasil.

O público também saiu contente, com um sorriso de orelha a orelha, feliz por ter ajudado o show acontecer. É impressionante como esse fator empurra o astral da noite lá pra cima, a atmosfera é muito boa.


Mayer Hawthorne (e Tim Maia, presente do Nepal)
foto: Lucas Bori

Antes e depois do show o DJ Nepal fez um set de soul caprichado. Atualmente, a impressão que dá é que Nepal tem um set bom pra qualquer situação. Se soltarem o cara num batizado ele vai tocar só coisa classe.

Foi uma bela abertura para o verão do Queremos, que trará ainda Two Door Cinema Club (30 de janeiro), Vampire Weekend (03 de fevereiro) e LCD Soundsystem (17 de fevereiro) ao Rio.

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Recado do Mayer Hawthorne para o público do show no Circo Voador

Mayer Hawthorne: “Venham ao show e tragam doações para Região Serrana”.

A passagem de som está demais!

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Hoje tem: Mayer Hawthorne (leve doações!)

Nos vemos no Circo Voador!

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Aquecimento Mayer Hawthorne 04: Snoop Dogg feat. Mayer Hawthorne, “Gangsta Luv” (G-Mix)

++ Amanhã no Circo recolheremos doações para Região Serrana. Água engarrafada, arroz, feijão, biscoito, macarrão, roupas (não vale açucar!). DOE! ++

Sexta, 14, no Circo Voador.

+ infos: www.queremos.com.br

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Aquecimento Mayer Hawthorne 03: “Your Easy Lovin’ Ain’t Pleasin’ Nothin’”

Sexta, 14, no Circo Voador.

+ infos: www.queremos.com.br

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Aquecimento Mayer Hawthorne 02: “Just Ain’t Gonna Work Out “

Sexta, 14, no Circo Voador.

+ infos: www.queremos.com.br

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Aquecimento Mayer Hawthorne 01: “Maybe So, Maybe No”

Sexta, 14, no Circo Voador, é o dia do show do Mayer Hawthorne, trazido ao Rio pelo público!

+ infos: www.queremos.com.br

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Feliz Natal!

Happy Holidays everyone,

All the best Christmas songs were written by Jews, and Chanukah songs suck. This is my favorite Christmas tune, sung over the Vince Guaraldi instrumental.

Cheers,
Mayer Hawthorne

Mayer Hawthorne, “Christmas Time is Here”

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Melhores shows de 2010

A lista de 2010, em nenhuma ordem específica:

Gil Scott-Heron (Coachella, EUA)

“Na tenda, longe da corrida do hype, Gil Scott-Heron mostrou como se faz. Magrinho, com o rosto escondido por uma boina e parecendo frágil, o herói do funk soul chegou devagar, na classe.”

Thom Yorke & Atoms For Peace (Coachella, EUA)

“Soltinho no palco, Thom Yorke parecia estar curtindo bem mais do que nos shows do Radiohead. Talvez eu também. As referências, principalmente pela influências mais escancaradas do dub e da música eletrônica, deixam Thom menos indie.”

LCD Soundsystem (Coachella, EUA)

“Tendo estado em duas das três tendas do festival em anos anteriores, o LCD Soundsystem assumiu o palco principal como penúltima atração da noite e confirmou a aposta, echendo o lugar.”

Seun Kuti (Back 2 Black, Rio)

“Responsável por levar o legado do afrobeat adiante, Seun apresenta-se acompanhado pela última banda do pai, a Egypt 80 e faz um show hipnótico. Para alguns, o trabalho de Seun é uma continuação natural de Fela (com quem tocou desde os 9 anos), para outros é uma imitação sem graça.”

Mayer Hawthorne (Coachella, EUA)

““Just Ain’t Gonna Work Out”, “Green Eyed Love” e até “Just A Friend”, do Biz Markie, foram mantendo o pique alto até Hawthorne sair com o público na mão e consagrado do salão.”

Air (Circo Voador)

“(…) a influência do Kraftwerk salta mais do que nos discos. A eletrônica gelada, os grooves retos, ainda que aquecidos pelo baixo ou entortados pelas teclas, serve como um filtro, por onde passa todo o resto: psicodelia floydiana, texturas kraut, transes trip hop, meditações dub e até mesmo l’amour da chanson francesa.”

Hypnotic Brass Ensemble (Field Day, Londres)

“Composta apenas por metais e uma bateria, a big band conquista assim que entra em cena, só pelo visual inusitado. Quando começam a tocar isso vira um detalhe e o que chama atenção é a tuba fazendo as vezes de baixo, a coreografia dos integrantes e o fato de tocarem perfeitamente encaixados sem partitura ou maestro.”

Leitieres Leite & Orkestra Rumpilezz (Teatro Rival)

“A frente da Orkestra Rumpilezz, o maestro Letieres Leite fez uma apresentação avassaladora no Teatro Rival.”

Phoenix (Coachella, EUA)

“Era por do sol e a luz natural apenas intensificou a beleza de “Love Like A Sunset”, até no telão funcionou. Embora as vezes possa não transparecer nos textos aqui, sei exatamente o tamanho da sorte que é poder vivenciar momentos assim, e esse foi, literalmente, de chorar.”

Bomba Estéreo (Teatro Rival, Rio)

Ligado no 440 volts, a vocalista Liliana Saumet toma conta do palco com uma segurança que Lily Allen ou M.I.A. (a colombiana fica em algum lugar entre as duas) apenas sonham. Cuspindo letras agressivas enquanto faz charminho, a menina desembesta e toma a frente da banda, que começou como um projeto solo de Simón Meíja.”

Flying Lotus (Coachella, EUA)

“As batidas instrumentais tem forte influência dos graves do dub, do clima soturno do trip hop e dos blips do EBM. Utilizando apenas um laptop e sem tirar o sorriso do rosto, ao vivo o Flying Lotus entortou ainda mais suas produções.”

Deodato (Multiplicidade, Rio)

“Foi uma noite totalmente fora do usual, felizmente de casa cheia. Vamos ver se o Deodato encolhe ainda mais os períodos de ausência por aqui.”

Franz Ferdinand (Fundição Progresso, Rio)

A guitarrinha funkeada de “No You Girls”, a versão deles de “All My Friends”, do LCD Soundsystem, a pegada disco de “Outsiders” e a batucada no final, os 15 minutos alucinógenos de “Lucid Dreams”, a presença dos sintetizadores do disco “Tonight: Franz Ferdinand” invadindo as outras músicas… Não há um minuto de descanso no show.”

Paul McCartney (Morumbi, São Paulo)

“A verdade é que fui até lá corrigir um erro histórico, quando tentando fugir do tumulto da saída do show do Paul no Coachella ano passado, perdi o segundo bis e a chuva de clássicos enquanto andava pro estacionamento dando socos na própria cabeça. Missão cumprida.”

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Conseguimos! Mayer Hawthorne no Rio


arte: Antonio Pedro Rezende

O show do Mayer Hawthorne no Rio está garantido e a venda de ingressos já começou.

Parabéns a todos que participaram da mobilização!

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Ben l’Oncle Soul, o Mayer Hawthorne francês

Quando você não esperava ouvir mais uma versão de “Seven Nation Army”, do White Stripes, muito menos uma que prestasse, pinta essa do Ben l’Oncle Soul.

Basta dizer que ele é contratado do braço francês da Motown (nem sabia que isso existia) para imediatamente se ter uma boa idéia do seu som, não muito distante da proposta do americano Mayer Hawthorne, adicionando gospel, soul e funk. O gosto por releituras pouco usuais de músicas conhecidas faz pensar em Mark Ronson.

Dica do meu informante francês, Felipe.

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Transcultura #015 (O Globo): Grime, Mayer Hawthorne


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Texto da semana passada da coluna coletiva que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Um gênero musical que sobrevive online
O grime conta com festas transmitidas ao vivo
por Bruno Natal

Passando pela porta do clube The Alibi, em Dalston, Londres, ninguém diria que ali acontece a Just Jam, uma das noites mais respeitada da cena de grime local. Descer as escadas e entrar também não ajuda muito a mudar essa percepção. Numa terça a noite cerca de 40 pessoas ocupavam o pequeno lugar. Na pista de dança, a proporção entre o número de MCs e câmeras em relação ao público era desigual. A impressão é que todos que estavam ali para se apresentar ou para registrar as apresentações. O rapaz com um laptop rodando o Final Cut não deixava dúvida: estavam mesmo. A festa era transmitida ao vivo, um fato normal para um gênero que (sobre)vive on-line.

Quando o Grime explodiu em 2003 e todas as grandes gravadoras estavam atrás do seu próprio Dizzee Rascal, grande expoente do gênero, o estilo parecia destinado ao sucesso comercial. Entretanto, apesar de referências ao estilo estarem presentes em trabalhos de artistas que repercutiram, como o de M.I.A., até mesmo Dizzee se afastou da sonoridade áspera, indo em busca de algo mais suave aos ouvidos, atingindo o primeiro lugar das paradas de sucesso em dois verões seguidos, com “Dance Wiv Me” e “Bonkers”.

Sem espaço nas rádios e ofuscado pelo estouro do filho bastardo dubstep, o grime retraiu-se. De volta as pequenas festas, apoiou-se na enorme base de fãs para continuar existindo. O caminho encontrado, é claro, foi a internet. Divulgar música online é algo trivial hoje em dia, a diferença é que no caso do grime, além dos artistas possuírem sua próprias páginas e perfis, surgiram canais independentes cobrindo o estilo de maneira ampla, atuando em rede e utilizando YouTube, Twitter e Facebook como ferramentas, não como plataforma. Mais do que forma de divulgação, coisa feita por tantos outros, o grime utilizou esses canais para sobreviver. Passou a existir online.

Enquanto páginas como grimepedia.co.uk, grimeforum.com facilitam o entendimento da cena, biografando artistas e mapeando gírias, saites e blogues especializados dão conta das resenhas e da agenda, as rádios online, notoriamente a Rinse.fm, tocam o som e saites dedicados a produção e divulgação de vídeos, como sbtv.co.uk (entre os 100 canais mais assistidos do YouTube) e dontwatchthat.tv, fazem os registros áudio-visual. Tão importante quanto uma boa atuação no mundo real, é ela estar bem coberto na rede.

Com o tempo, novas páginas surgiram (hyperfrank.blogspot.com, kidsoftheunderground.wordpress.com, grimedaily.com, butterz.co.uk, rwdmag.com) e a equação entrou em modo exponencial e o resultado foi uma segunda geração de artistas de sucesso. Tinchy Strider e Chipmunk atingiram o topo das paradas comerciais, ainda que para isso tenham adicionado bling e, como Dizzee, amaciado o som. Não importa. Donos dos seus próprios canais, somente os fãs podem decidir o que é grime.

Tchequirau

Dono de um dos discos mais legais do ano pasado, Mayer Hawthorne andou tuitando que deve vir ao Brasil em janeiro de 2011. Infelizmente muitas bandas estrangeiras vem ao país e pulam o Rio, por falta de público. Se ninguém sai de casa ou quer pagar ingresso, não dá mesmo pra reclamar.

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