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10 melhores discos nacionais de 2009

Listinha difícil de fazer esse ano, viu… Normalmente a briga é boa, dessa vez achei até bem tranquila. Os 10 são muito bons, porém normalmente pelo menos outros 10 candidatos ficam de fora. Esse ano não. Abaixo, a lista de melhores discos nacionais de 2009 do URBe.

10.

Otto, “Certa Manhã Acordei De Sonhos Intranquilos”

9.

Wado, “Atlântico Negro”

8.

Lulina, “Cristalina”

7.

Céu, “Vagarosa”

6.

Letuce, “Plano De Fuga Pra Cima Dos Outros e De Mim”

5.

Emicida, “Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro Por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe”

4.

Mallu Magalhães, “Mallu Magalhães”

3.

Arnaldo Antunes, “Iê, Iê, Iê”

2.

Cidadão Intigado, “Uhuuu!”

1.

Lucas Santtana, “Sem Nostalgia”

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10 melhores discos internacionais de 2009

Certeza que esqueci um monte de coisa, das que ouvi e, principalmente, do que não deu tempo de escutar. Não gosto muito de lista por isso, fico agoniado, mas é isso aí. Esses são os melhores discos internacionais de 2009 do URBe. Deixe seus escolhidos nos comentários.

10.

Julian Casablancas, “Phrazes For The Young”

9.

El Remolón, “Pibe Cosmo”

8.

Fuck Buttons, “Tarot Sport”

7.

Passion Pit, “Manners”

6.

6. Air, “Love 2″

5.

Mayer Hawthorne, “A Strange Arrangement”

4.

King Creosote, “Flick The Vs”

3.

The xx, “xx”

2.

Franz Ferdinand, “Tonight: Franz Ferdinand”

1.

Phoenix, “Wolfgang Amadeus Phoenix”

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Os melhores do Coluna MTV

Se não for o melhor, o Coluna MTV é o mais divertido programa sobre música da televisão brasileira (já falei isso uma vez). Algo que poderia facilmente ter pintado em algum blogue, mas apareceu mesmo na TV.

Faz sentido, a passividade da TV cai bem aqui. É muito mais prazeiroso assistir a isso deitado na cama antes de dormir do ficar parado olhando pro computador, tentando se concentrar enquanto zilhões de janelinhas piscam por toda tela.

Sempre se aprofundando num tema, artista ou disco específico, o formato é muito simples: trechos das músicas em questão, imagens aleatórias e informações em texto. Não tem VJ mala, não tem blá blá blá, é música e informação.

Esses dias as edições do programa estão dedicadas aos 20 melhores discos do ano. É de assistir mesmo para quem não compartilha das inclinações indies que norteiam as seleções do programa.

Aliás, uma idéia boa seria rolar editores convidados em algumas edições, pra dar uma variada. Fico pensando, por exemplo, no estrago que a  dupla responsável pelo (cada vez mais raro) informativo Under Mi Sensi faria num espaço desses.

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Iutúba


Sleeveface


François Macré – “Thriller” (64 tracks acappella version)


Mistabishi – “Printer Jam”

Esses e outros vídeos fazem parte da lista de favoritos da gerente de comunidades de música do YouTube, Michele Flannery, compilados a pedido da Wired.

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Os 5 melhores discos de 2007 – Brasil

A lista do URBe dos cinco melhores discos brasileiros de 2007.

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Luiz Melodia, “Estação Melodia” (Biscoito Fino)

Pela madrugada, que disco. Luiz Melodia na ponta dos cascos em sua incursão pelo universo do samba, com repertório finíssimo (focado nas décadas de 30, 40 e 50, com algumas músicas de outras épocas) e arranjos classudos de doer. O Negro Gato não titubeia, abrindo logo com sua versão para “Tive sim”, pérola irretocável de Cartola, como quem diz “me garanto”. Depois dessa introdução, o resto é um passeio. Cantando como nunca, segue por composições de seu pai, Oswaldo Melodia (“Não me quebro à toa”) e rasga o peito em “Eu agora fou feliz” (Jamelão e Mestre Galo). É um disco de intérpret, mas com tanta personalidade que é como se não fosse.

Autoramas, “Teletransporte” (Mondo 77)

No atual mercado fonográfico (ou de MP3), é cada vez mais raro uma banda ter a chance de lançar um segundo disco, muito menos ter tempo de ver seu trabalho evoluir. O negócio é tiro curto. Nesse contexto, é muito bom ver que alguns grupos tem a garra de insistir, a coragem de amadurecer. Embora seus outros três trabalhos tivessem ótimos momentos, é com “Teletransporte” que o Autoramas se desprende totalmente do cruzamento de suas muitas referências e começa finalmente a soar… bem, como eles mesmos. Guitarras alucinadas, melodias grudentas e boas letras, envelopadas pela produção impecável da dupla Berna Ceppas & Kassin.

Leia a entrevista com a banda sobre o disco, feita em setembro de 2007.

China, “Simulacro” (Candeeiro)

Com apenas um EP lançado antes do seu primeiro disco, o nome de China quase sempre vem acompanhado de parênteses: ex-Sheik Tosado, parceiro do Mombojó, cantor da banda tributo a Roberto Carlos Del Rey. Com calma, sem pressa, o pernambucano foi lapidando esse “Simulacro”, produzido pelo baterista da Nação Zumbi, Pupilo. China mistura todas as referências pelas quais é conhecido, de Jovem Guarda a Iggy Pop, de João Gilberto a Portishead, rodeado pelos conterrâneos do Mombojó, Bonsucesso Samba Clube e o próprio Pupilo. Ao som de rock e sambas psicodélicos, um aviso: “Nunca mais vou te deixar, pois agora sou uma canção”. Suinga, suinga.

Hurtmold, “Hurtmold” (Submarine)

O disco homônimo é sempre um marco na carreira de um grupo. Espécie de síntese conceitual, é um trabalho que, pelo título, sempre chama atenção numa discografia, principalmente quando não é o primeiro. Enquanto algumas bandas se sentem confortáveis em fazer isso logo na estréia (o Rage Against the Machine é um bom exemplo), outras levam mais tempo. Em “Hurtmold” (título que torna cruel a missão de encontrar o disco para baixar), o quarto do septeto paulistano (descontando-se EPs e splits), o post-rock encontra percussões com acento africano, metais de afrobeat, linhas de baixo cavalares e ambientações enviezadas. Se era onde eles queriam chegar, só eles podem responder. Pra quem ouve do lado de cá, está bom demais.

Orquestra Imperial, “Carnaval só ano que vem” (Som Livre / Ping Pong Discos)

Bailes atrás de bailes, um gravação pirata de uma apresentação no Ballroom (RJ) e um EP depois, a Orquestra Imperial atende aos apelos e estréia oficialmente em disco. Contrariando a lógica de gravar o repertório de versões do shows, a banda optou por músicas próprias, fortemente influenciadas pela gafieira que une os integrantes, sutilmente atualizadas e com um pouco da personalidade dos zilhões de trabalhos individuais de cada um dos seus 18 componentes. Um disco novo que soa como antigo ou um disco antigo novo. Tanto faz. É um clássico.

+ Dicas dos leitores:

Lucio K:
Maria Rita, “Samba meu”
Teresa Cristina, “Delicada”

Pedro Seiler
Siba e a Fuloresta, “Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar”

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