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Arquivo: melhores discos de 2008

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A Rough Trade soltou sua lista de 50 melhores discos de 2008 (a que normalmente fica colada na parede da loja durante o ano exibe 100), feita através do voto dos frequentadores da loja.

Eis o Top 10:

1 – Bon Iver, “For Emma, forever ago”
2 – Fleet Foxes – “Fleet Foxes”
3 – Vampire Weekend – “Vampire weekend”
4 – White Denin – “Workout holiday”
5 – Metronomy – “Nights out”
6 – El guincho – “Algranza”
7 – Benga – “Diary of a an afro warrior”
8 – Zombie Zombie – “A land for renegades”
9 – Vivian Girls – “Vivian girls”
10 – Ladyhawke – “Ladyhawke”

Lendo a lista completa percebi que não mencionei nada de dubstep nas minhas. Esse do Benga quer ser pop demais e atira pra todo lado. Já o “Aerial”, do holandês 2562, é bom demais.

Teve também o “Skeletal Lamping”, do Of Montreal. A ficha só caiu no final do ano. Primeiro metade do disco ficou muito boa, depois, a cada audição, o conjunto fica melhor. É o que eu sempre falo, disco bom sempre bate errado de primeira.

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(mais) Melhores discos de 2008

Omara Portuondo e Maria Bethânia - “Omara Portuondo & Maria Bethania”: Tive a honra de registrar em vídeo as sessões de gravação dessas duas juntas para o documentário que dirigi e saiu em DVD junto com o disco. Isso foi no começo de 2007, tanto tempo atrás que quase esqueci que essa pérola só saiu em 2008.

Metronomy“Nights Out”: Só a trinca “My heart rate rapid”, “Heartbreaker” e “A thing for me” credenciariam esse disco para qualquer lista de melhores do ano. Felizmente os timbres esquisitos e programação esquisitamente pop do Metronomy se espalham pelo resto da bolacha, como na excelente “On dancefloors”. Um lugar onde o rock e a eletrônica deixam de ser uma mistura para virar uma coisa só.

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João Brasil“Big forbidden dance”: Como esquecer do grande, do inigualável, do insuperável João Brasil. No mesmo ano em que lançou sua estréia solo, o clássico “8 hits”, o cara conseguiu se superar e produzir um dos discos de mashup mais divertidos já feitos.


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Os melhores discos de 2008


Late of the Pier“Fantasy black channel”: Rock e eletrônica em simbiose perfeita, chacoalhando referências de maneira inovadora, somado a melhor programação de bases do ano, há quilômetros de distância do segundo colocado (seja lá qual ele for). Pra não falar das letras alopradas.


Friendly Fires“Friendly Fires”: Alguns dos grooves mais ganchudos do ano, de fazer frente a clássicos da disco music, rock-eletrônica  em embalagem pop para as massas. Só falta multidão ser avisada para os estádios lotarem.


Vampire Weekend“Vampire Weekend”: A bateria mais criativa em muito tempo faz valer cada segundo desse disco, assim como frases de guitarra pegajosas e camadas de teclado bagaceira. Ao vivo as músicas crescem tanto que levantam o próprio disco.


MGMT“Oracular spetacular”: Paradoxalmente, a psicodelia retrô dá um passo a frente com um dos nomes mais comentados de 2008, num disco viajandão e coeso, ao mesmo tempo conservador (nas referências), inovador (na forma) e doidão (na musicalidade).


Lykke Li“Youth novels”: É música de menina para as garotas e para os rapazes. A sueca Lykke Li atualiza o formato diva para geração 2000, recheanto a performance clássica de chanteuse com atitudes e elementos estranhos ao meio, seja na escolha dos instrumentos, no formato das cancões ou na personalidade carimbada nas músicas pela intérprete.


Studio“Yearbook 2″: O remix em sua melhor forma. O segundo disco da dupla sueca reúne trabalhos com tanta personalidade que não apenas ultrapassa as versões originais, como também fazem o conjunto soar como um álbum autoral. Não é pouca coisa.


Beyond the Wizards Sleeve“Ark1″: Constantemente envolvido na produção de alguns dos melhores lançamentos de rock e eletrônica (Late of the Pier nesse ano, por exemplo), Erol Alkan esconde-se sob o pseudônimo para experimentar em um projeto prório.


Little Joy“Little Joy”: Como diversos bons discos, a estréia do Little Joy desce quadrado nas primeiras audições. Normal. Ultimamente anda tudo tão parecido que quando algo se distancia, pouco que seja, causa estranhamento. E estranhamento é bom demais.


Wado“Terceiro mundo festivo”: Chegará o dia que um disco do Wado terá a repercussão que um dos melhores compositores de sua geração merece. Pena que isso acontecerá já após esse excelente “Terceiro Mundo festivo”, onde Wado passeou com muita manha pelo universo da eletrônica, transformando beats em canções.


Curumin“Japan pop show”: O primeiro disco era legal, só que não decolava. Nesse segundo, Curumin solta o freio e desce a ladeira samba-rock, esquina com dub, quase em frente ao afrobeat. Endereço complicado, mas fácil de encontrar se o motorista for bom.


Guizado“Punx”: Instrumental cabeçudão, esquisitão, bem tocadão, bem gravadão e bonzão.

Orquestra Contemporânea de Olinda“Orquestra Contemporânea de Olinda”: O mangue bit encontra os blocos de frevo. Pernambuco pulsa, como sempre.

Kings of Leon“Only by the night”: Em seu quarto disco, o KoL quebra a linha ascendente que vinha fazendo, sem no entanto cair, faz uma curva e adentra outro terreno. Menos country rock e mais pop, os elementos caipiras deixam de ser o elemento principal, sentam no banco de trás e enfeitam a paisagem, sem perder a essência rancheira. Pode ser a pressão para estourar em casa, já que “só” fazem sucesso na Europa.

Essa é a lista, sem nenhum ordem específica além da imposta pela minha memória. Se for lembrando de outros discos (cite os seus favoritos nos comentários), adiciono.

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