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Pipa voada

O Rocketeer mexicano. Daqui a pouco o sujeito pinta no carnaval carioca.

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Cumbia digital

Um dos produtores da Dancing Cheetah, o DJ Chicodub escreveu um texto dando uma geral na cena da cumbia digital, que vem varrendo a América Latina, para o blogue da festa.

Sem dó nem piedade, tunguei o texto inteirinho, com todos os vídeos, links, MP3s e imagens. Fala aê, Chicodub:

colombia

A cumbia nasceu na região caribenha do que hoje é a Colômbia, principalmente nas províncias de Cartagena e Barranquila, durante o período de colonização espanhola. Tentando preservar suas tradições culturais, escravos trazidos da África pelos espanhóis começaram a usar sua danças típicas e forte percussão com intuitos de flerte.

Nessa época, a cumbia (que tem seu nome derivado do termo cambé, que significa festa) era mais conhecida como dança, já que a música era apenas percussiva – tambores e clavas, Numa segunda fase, influenciados pela música dos nativos habitantes de regiões montanhosas e seus instrumentos de sopro, criou-se no início do século 19 uma mistura tal que fez surgir a figura do gaitero, o intérprete.

Posteriormente, surge o violão e o acordeón dos espanhóis, acrescentando mais um elemento numa mistura sonora que conquistou, no século 20, Panamá, Mexico, Argentina, Chile, El Salvador, Honduras, Equador, Perú, Bolívia, entre outros, cada qual com a sua versão particular do gênero.

chicha libre

No Perú, por exemplo, surgiu nos anos 60 uma variação da cumbia chamada chicha. Basicamente, uma mistura de cumbia e rock, principalmente o surf rock de Dick Dale, só que com uma pegada andina nas melodias. Seleciono aqui três clássicas cumbias colombianas dos anos 60, sonoridade tida como supra-sumo pelos críticos especializados.

Destaque também para duas chichas coletadas na obra prima “The roots of chicha: psychedelic cumbias from Peru”. Por conta dessa coletânea, vejam vocês, até mesmo os norte-americanos tem explorado a sua peculiar sonoridade. Entrem no myspace do Chicha Libre e confiram.

Armando Hernandez – “La Zenaida”

Luiz Pérez – “La morena encarnacion”

Alfredo Gutierrez – “El diario de un borracho”

Los Mirlos – “El milagro verde”

Los Mirlos – “Sonido Amazonico”

Até o século 20, a cumbia era conhecida como uma dança vulgar praticada pelas camadas economicamente mais baixas da sociedade. Isso permaneceu pelo menos até o meio do século passado, quando o termo “cumbia” passou a ser mais assossiado a música. Ainda assim, o preconceito aristocrata permanece até hoje, mesmo com a explosão popular que tomou conta do gênero na segunda fase do século 20.

Durante muito tempo, seus temas não saiam muito de histórias de amor, romances impossíveis tipo novela mexicana, experiências do cotidiano, enfim, música pop. Eis que surge na Argentina uma nova sonoridade a partir dos anos 2000 através da cumbia villera, ou a cumbia das favelas.

Cansados dos mesmos temas e sentindo falta de músicas que retratassem de fato a (dura) vida nos guetos, a cumbia villera surge, talvez incluenciada pela grave crise que assolou aquele país, e inaugura uma espécie de fase gangsta rap na cumbia. E tome música falando de armas, crime, tráfico de drogas e sexo.

é um show de rock? de hardcore?? de speed-trash-metal??? não! é um show do damas gratis!!!
É um show de rock? Hardcore?? Speed-trash-metal??? Não! É o Damas Gratis!

Pablo Lescano, do Damas Gratis, é, talvez, o grande herói da cumbia villera, o cara que moldou esse tipo de som.

Damas Gratis – “Re loco re mamado”


Damas Gratis, “Alza la manos”

Quem duela pau a pau com o Damas Gratis em termos de popularidade na Argentina é o Pibes Chorros. Reparem como cai por completo o estereótipo que temos dos argentinos – Cadê as louras com carinha de européia? E os mullets?

Pibes Chorros – “Que calor”


Pibes Chorros, “Pamela”

Abaixo, um vídeo com Pibes Chorros e Damas Gratis duelando num programa de auditório argentino!


Pibes X Damas

E duas das maiores paixões portenhas: cumbia e futebol num vídeo do Yerba Brava:


Yerba Brava, “La cumbia de los trapos”

sonidero nacional

Só que foi do México, mais precisamente de Monterrey, estado com uma cena fortíssima de artistas de cumbia, que surgiu o hit que levou a cumbia ao crossover internacional, muito por causa do filme Babel.

Com produção de Toy Selectah, membro de um dos grupos mais famosos de hip-hop da história mexicana, o Control Machete, “Cumbia sobre el rio”, de Celso Piña, é uma bomba poderosa.

Celso Piña – “Cumbia sobre el rio”


Celso Piña, “El tren”

(em ambas as músicas acima os vocais estão a cargo do venezuelano Blanquito Man, da seminal banda King Changó)

tormenta tropical

Toy Selectah, também membro do Sonidero Nacional e hoje parte do elenco da Mad Decent, do Diplo, tem presença ativa num dos discos mais sensacionais dos anos 2000 em todos os estilos, o “Mexican Sessions”, dos ingleses do Up Bustle & Out. Disco que dá um panorama muito bom da cena de Monterrey, recheada de flertes com o reggae, o hip-hop e o reggaeton.

“Mundo Insolito” (Toy Selectah/ Control Machete Remix)


Up, Bustle & Out, “Cumbion Mountain”

zzk

É também da Argentina, através do coletivo Zizek, ou ZZK, que vem uma espécie de cumbia digital que não tem medo algum de absorver outros estilos, flertando com tudo quanto é guetto music, funk carioca inclusive. Festa, selo, e agência (os três beem hypados) com vários artistas portenhos liderados por Villa Diamante, o ZZK produz os sons mais interessantes da cumbia hoje em dia.

Por conta do cruzamento colossal com outros estilos – os Zizeks também são muito bons nos mashups – a cumbia está tomando conta dos Estados Unidos na forma do label Bersa Discos e da sua festa regular em São Francisco, a Tormenta Tropical.

Mês que vem, o ZZK estará representando a cumbia no mais importante festival de música hoje, o americano Coachella. Se hoje já tem até holandês fazendo cumbia, o sensacional Sonido Del Principe, depois do Coachella el cielo es el límite.

Termino este breve panorama cumbiambero com quatro pepitas do Zizek crew (uma delas com uma certa cantora que vocês devem conhecer) e um petardo subsônico do Sonido Del Principe via Bersa Discos. Cuuuuuuuuumbia!!!

frikstailers

Frikstailers – Ta duro kuduro”

El Trip Selector – “Cumbia del piano triste”

El Remolon feat. Marina – “Vem que tem”

Sonido del Principe – “El principe”

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Mondo Bizarro 27: titanic

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Entrevista – Luke Jenner (The Rapture)

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Num ano cheio de segundos discos de bandas que estouraram logo no primeiro (recapitulando, de cabeça: Mombojó, TV on the Radio, Kasabian, Nego Moçambique vindo por aí…), o Rapture também chega à “hora do vamos ver” com o ótimo “Pieces of the people we love”.

Encontrei essa entrevista com Luke Jenner, vocalista do Rapture, que simplesmente havia esquecido de publicar.

Feita em maio desse ano, durante a edição mexicana do Nokia Trends, em parceria com Lúcio Ribeiro, Luke fala sobre o novo disco, um pouco antes do lançamento.

———-

Bruno Natal – Vocês trabalharam com o produtor Danger Mouse no novo disco, não é? Já está pronto?

Sim. O disco já está pronto, estamos mixando. Temos que decidir o que vai entrar ou não.

BN – Uma das músicas novas, “W.A.Y.U.H.” vazou na internet.

O Mattie [Safer, baixista da banda] canta nessa música, ninguém sabe que ele canta, mas ele canta.

Lúcio Ribeiro – E não vai entrar no disco?

Vai, com certeza. O Mattie canta em metade das músicas. É uma grande mudança.

LR – O que “W.A.Y.U.H.” significa?

Significa “We’ll Alright, Yeah, Uh-Huh”.

LR – E o segundo disco, tá muito diferente?

Mattie canta em metade das músicas, o Gabe [Andruzzi] está na banda há mais tempo… [No primeiro disco] ele só gravou saxofone, em dois dias, agora ele teve mais opinião. Passamos mais tempo escrevendo as músicas também. O último disco era mais forçado algumas vezes, dessa vez está mais natural.

LR – E não está pronto ainda?

Está, estamos mixando, só temos que decidir a sequência e tal.

BN – Como vocês se juntaram com o produtor Danger Mouse? Ele está se tornando uma figura importante na música pop, depois de produzir o segundo disco do Gorillaz, o MF Doom e criar o Gnarls Barkley.

Nós o conhecemos antes dele ficar famoso. Nós tocamos com ele numa festa do Adult Swim [faixa de desenhos animados para adultos, do canal Cartoon Network] e não tinha mais ninguém lá, então nós ficamos juntos a noite toda. Ele falou, “quando tivermos uma chance, deveríamos trabalhar juntos”, e nós falamos “beleza”. Naquela época nós já tínhamos ouvido o “Grey album”, ouvimos umas outras coisas.

BN – Para nós, fora dos EUA, a impressão é que ele não era ninguém antes do “Grey album” e, de repente, explodiu, né?

É o que estou dizendo. Quando conhecemos a [gravadora] DFA eles também não eram ninguém. Espero que Paul Epworth e Ewan Pearson também se tornem nome maiores depois desse disco.

BN – Como foi trabalhar como Danger Mouse, ele sendo mais ligado ao hip hop?

Gravamos a maior parte do disco com o Ewan Pearson e Paul Epworth e eles são de uma escola mais dance, mais ou menos. Ewan Pearson ganha a vida fazendo remixes [para Franz Ferdinand, Royksopp e para o próprio Rapture] e como DJ e o Paul trabalha principalmente com bandas de rock.

BN – Quais?

Hum, não sei. Se você fizer uma busca no Google vai ser melhor do que eu tentando inventar [Bloc Party, Goldfrapp, Babyshambles, The Streets, Maximo Park, são algumas das mais conhecidas].

Ele foi nosso engenheiro de som, então o conhecemos como engenheiro, antes de produtor. A maior parte do tempo tentamos trabalhar com nossos amigos, porque é mais divertido que trabalhar com alguém que você não conhece.

BN – Qual foi o trabalho do Danger Mouse no disco então?

Nós passamos duas semanas em Los Angeles pra trabalhar com o Danger Mouse, provavelmente duas músicas vão estar no disco. Nós gravamos umas cinco.

BN – Então não foi o disco inteiro?

Não, não, não. A maneira como ele trabalha é bem diferente. Trabalhamos com ele mais pra dar uma variada, sabe, queríamos algo diferente. Fizemos a maior parte do disco e pensamos, bem, temos isso e está bom, mas queremos algo diferente. Foi assim.

BN – “W.A.Y.U.H.” foi uma das que ele produziu?

Não, o Paul e o Ewan produziram essa.

LR – No Soulseek a música está identificada como parte da “Danger Mouse sessions”.

As pessoas só conhecem o Danger Mouse, então elas querem escrever “Danger Mouse”. Quando nosso disco sair vai ser apenas “Danger Mouse”, que é uma besteira, mas o que a gente pode fazer? Eu não escrevo os artigos.

LR – O disco novo já tem nome?

Não, não sabemos. Mudamos o nome algumas vezes, a música de trabalho muda toda semana… A gente não sabe. Essa música vazou, as pessoas gostaram…

LR – Mas vocês têm que decidir.

Em duas semanas estará finalizado.

BN – Quando sai?

Provavelmente em setembro.

BN – Em meio a esse frenesi da internet atualmente, em que toda semana surge uma melhor banda do mundo…

Eu gosto, eu gosto.

BN – …vocês foram essa banda há uns anos atrás e estão tendo uma nova chance. Você acha que isso ajuda ou atrapalha?

(Risos) É, é! Acho que ajuda, porque é tão difícil colocar seu nome na consciência das pessoas, esse é o maior desafio pra qualquer artista. Quando você faz isso, é questão de você ser bom ou não. Depois que as pessoas ouvem seu nome elas podem decidir, mas se elas nunca ouviram, esquece, você não tem chance nenhuma. Acho que nós somos bons e as pessoas ouviram falar da gente, então agora elas podem decidir se somos bons ou não.

O que é bom dessa vez, porque não é mais apenas “você é a banda do momento e eu não sei o que pensar porque todas essas pessoas antenadas gostam e eu não tenho certeza se gosto disso”, sabe o que estou dizendo? O papo agora é somente se é bom ou não, saber isso é reconfortante.

BN – Mas em termos de atenção das pessoas, da imprensa, você acha que o segundo disco de vocês vai atrair mais atenção ou a reação vai ser “ah, é só o Rapture de novo”?

Não sei, vamos descobrir. É a nossa primeira vez nessa posição, vamos ver. Você pode escrever no final do seu artigo o que aconteceu de verdade, porque eu não sei.

LR – Você está por dentro dessas novas bandas inglesas, como o Klaxons, Shit Disco? São punk funk como o Rapture, não é?

O que eu ouvi do Klaxons eu gostei, porque soava como aquelas sirenes das raves, sabe? Eu gosto do primeiro disco do Prodigy e todo aquele exagero do começo das raves, é demais. E é disso que eles estão falando na Inglaterra agora, estou bem feliz com isso. Os ingleses sempre passam por períodos musicais de dois anos, em ciclos, e agora eles estão nessa um pouco. Fizemos uma matéria pra uma revista de lá e eles uma matéria sobre esse período das raves e tal.

BN – Você acha que isso está voltando?

Na Inglaterra, por agora. Punk funk re-começou lá, eles estão sempre definindo que período vai acontecer novamente. Eu gosto dessa música, acho que é tão boa quanto Led Zeppelin ou outra música que as pessoas dizem “isso é bom”. Gosto de Depeche Mode tanto quanto esse tipo de som. É interessante.

A Inglaterra é importante, especialmente no jornalismo e para as pessoas que amam música de verdade. Os jornalistas de lá sabem das coisas, não é como “quem é você ou com qual banda você parece?”. Eles sabem exatamente o que estão fazendo. Eles sabem, então é bom.

BN – Então o que de bom tem aparecido por aí? Quais bandas novas você tem ouvido?

Tem um selo novo de Nova York chamado What’s Your Rupture? que é interessante. Eles lançaram o Love Is All, The Long Blondes, uma banda chamada Bill Cosby and His White Pudding Pops, Cause Comotion… São todas bandas bem, especificamente, meio… pop, mas com uma pegada pós-punk, fazendo menção aos anos 80, mas é boa música, ingênua, da mesma maneira que a K Records é ingênua, sabe? Vocês podem me dizer se é bom mesmo quando ouvirem. Mas eu gosto.

BN – Vocês tem planos de ir ao Brasil novamente?

Se nós formos convidados!

BN – O que você lembra do Brasil?

Eu fui no Cristo gigante, no topo da montanha, à praia, tocamos no festival com o White Stripes. Lembro de estar sentado na piscina e a Meg White estava lá também. Tocamos no palco principal, isso foi legal.

BN – O show de vocês foi considerado um dos melhores do festival. Você teve essa sensação?

Demais! A platéia era muito legal. Toda vez que alguém vai tocar na América Latina, dizem que a platéia é assim, então era o que eu estava esperando. E quando foi muito bom eu pensei, “bom, então é assim!”. Vou ficar muito decepcionado se hoje a noite [se referindo ao show na Cidade do México] não for bom. Talvez não seja a melhor expectativa…

BN – As pessoas tem que pirar?

É melhor pra gente, não tem graça se for como em Nova York ou qualquer outro lugar. Tantas bandas passam por lá que ninguém não dá valor.

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Entrevista – Kasabian

Entrevista com Sergio Pizzorno e Christopher Edwards, do Kasabian, feita durante o Nokia Trends, na Cidade do México.

Existe um boato que vocês vão fazer uma turnê pelo Brasil. Isso é verdade?

Sergio Pizzorno – Acho que quando nós formos para os Estados Unidos nós vamos para lá também, deve ser em setembro.

O que vocês sabem sobre o país, expectativas, etc?

Sergio Pizzorno – É um lugar do mundo que eu quero muito conhecer. É lindo. Quero muito ir ao Cristo Redentor, é um lugar que você tem que conhecer antes de morrer. Quero jogar futebol na praia também.

Vocês são fãs de futebol?

Christopher Edwards – Sim, grandes fãs. Torço para o Leeds United.

Sergio Pizzorno – Eu torço pelo Leicester City.

E quais suas expectativas pra Copa do Mundo?

Sergio Pizzorno – Desde que não encontremos com o Brasil, vamos ficar bem. Seu ataque é como o time de 70, incrível.

O disco de estréia do Kasabian é de 2004 e, mesmo com essa correria provocada pela internet, vocês ainda não lançaram o segundo. A demora é proposital?

Sergio Pizzorno – Acabamos de terminar, na verdade. Sai em setembro.

Como vai se chamar e quem produziu?

Sergio Pizzorno – “Empire”. Nós mesmos produzimos, com Jim Abiss, o mesmo que fez o primeiro.

Tem alguma grande diferença entre os dois?

Sergio Pizzorno – Sim, acho que nós crescemos. A melhor maneira de descrever é como uma orgia.

Vocês são conhecidos por misturar bem rock e eletrônica. Isso continua no novo disco?

Christopher Edwards – Com certeza, é a mesma fonte. A maneira como usamos a crueza do rock, as guitarras, a bateria e misturamos com os sintetizadores e qualquer tecnologia que você conseguir por as mãos.

Para vocês, quando as pessoa ouvirem o novo disco vai parecer uma continuação do primeiro ou algo totalmente diferente?

Sergio Pizzorno – Totalmente diferente. Dessa vez nós soamos como nós mesmos e com nada mais. Esse disco soa como o Kasabian e não como alguma outra banda. No primeiro você pode identificar algumas coisas aqui e ali.

Como o quê? Quais bandas você destacaria?

Sergio Pizzorno – Várias que nunca foram mencionadas, como Pink Floyd ou Tangerine Dream. E, obviamente, Primal Scream e esse tipo de coisa. Mas esse disco soa como nós, Kasabian.

Num primeiro disco, uma banda tem as experiências de toda uma vida pra se basear na hora de escrever as músicas. No segundo, geralmente tem dois anos para ficar pronto. Isso foi uma questão pra vocês?

Sergio Pizzorno – Apenas acontece. Nós sempre tivemos bastante confiança em relação a nossa música, nós entramos no estúdio e vemos no que dá. Nós acabamos de voltar dos dois anos mais fantásticos de nossas vidas, foi ótimo.

Vocês sentem a banda crescendo ainda ou estão no seu ápice?

Christopher Edwards – Não. Conforme nós crescemos, as músicas vão crescer com a gente. Nós vamos crescer e ficar mais forte juntos.

Vocês acham que o fato de ser o segundo disco de vocês e o Kasabian não ser mais novidade ajuda ou atrapalha?

Sergio Pizzorno – Acho eu ajuda, porque é um bom disco. Não acho que vai decepcionar ninguém. Os fãs vão ficar felizes, excitados e orgulhosos que a banda que eles disseram pra todo mundo que é boa não os decepcionou.

Estão orgulhosos do disco novo então?

Christopher Edwards – Sim, sim!

Sergio Pizzorno – É o melhor disco dos últimos 50 anos! (risos)

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