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Franz Ferdinand no Rio, mais uma vez


Franz Ferdinand, “Auf Achse” – nem de longe a que  mais empolgou
(reparou o quanto a melodia de “Live Alone” se parece com a
de “Auf Achse”?)

Assistindo mais de cinco mil pessoas lotarem a Fundição Progresso e o Franz Ferdinand botar a multidão pra pular e cantar como se fossem o Los Hermanos, é impossível assistir um show da banda e não pensar na histórica apresentação da banda no Circo Voador.

Parâmetro de catarse coletiva, o que se viu naquela noite não tem como se repetir quando tocam em grandes festivais, quando fazem um show antológico e para poucos em São Paulo ou mesmo quando retornam ao Rio. E mesmo quando a loucura se repete, não dá pra dizer que foi igual.

A razão disso pode ser creditada ao inesperado. Se o Franz jamais poderia esperar uma reação daquela intensidade no Circo — e que continua tendo em seus muitos shows pelo país desde então –  a platéia, grande protagonista daquela noite, muito menos. Ninguém saiu de casa com uma intenção premeditada de participar aquela comoção.

Hoje, isso é um pouco diferente. Tanto a banda quanto público já sabem o que esperar. E se isso diminui o tamanho da surpresa, nem de longe tira a espontaneidade. No palco, fica clara a relação especial que o Franz Ferdinand tem com o Brasil.

Subindo nos amplificadores para solar, falando português, puxando um “Parabéns Pra Você” para o vocalista Alex Kapranos, preparando um repertório cheio de trocadilhos com os títulos da músicas (“Lucid Dreams” virou “Lewd Sid’s Dreams”) ou se jogando na platéia, os integrantes ficam a vontade e brincam como não se vê em outros países.


Moptop, “Sempre Igual”

Desde o início, com a abertura do Moptop, muito bem recebidos pelo público, até o Franz sair do palco, o que se viu foi muita gente amarradona de estar podendo ver esse show mais uma vez. A nota triste fica por conta da já conhecida deficiência do som da Fundição, principalmente em relação a acústica.

É uma pena que tantos shows bacanas que tem passado por lá sejam prejudicado pela massaroca sonora que preenche o ambiente. É frustrante.

Fica a sugestão de uma ação de marketing para alguma empresa com cacife: em vez de torrar o dinheiro em anúncios, eventos passageiros e coisas que ninguém se lembra depois, alguma marca poderia aparelhar as principais casas de show com melhores equipamentos e tratamento acústico. Pode chamar de “Marca X em campanha pelo bom som”.

A sorte é que o Franz não construiu essa empatia com o público carioca de graça. A energia e empolgação da banda bastam para fazer a festa. Até mesmo o telão no fundo do palco é uma firula desnecessária num show de uma banda com tanta presença de palco.

A guitarrinha funkeada de “No You Girls”, a versão deles de “All My Friends”, do LCD Soundsystem, a pegada disco de “Outsiders” e a batucada no final, os 15 minutos alucinógenos de “Lucid Dreams”, a presença dos sintetizadores do disco “Tonight: Franz Ferdinand” invadindo as outras músicas… Não há um minuto de descanso no show.

Não interessa se você estava ou não no Circo, qualquer comparação é uma besteira.  O que importa é se você estava em algum desses shows. Porque a chance de ver uma banda importante, no auge, é algo único e que não se deve desperdiçar.

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Hoje tem: Festival Universitário MTV (sorteio de ingresso)

Três pares de ingresso para jogo, um para cada dia do evento (três ganhadores no total). Deixe seu nome e qual dia gostaria de ver nos comentários e primeiro a escolher cada data leva o ingresso.

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The book is on the table


Moptop/Delux

Semana passada o Moptop decidiu reviver os tempos de início da banda, quando se chamava Delux e cantava em inglês e a semelhança com o Strokes era ainda maior (acredite). Desde a mudança para sua língua nativa, além de letras muito melhores, veio também algum distanciamento da sonoridade dos nova-iorquinos.

O ápice dessa primeira fase foi a confusão no fórum de discussão do saite dos americanos, quando músicas dos brasileiros foram tidas como um vazamento do segundo disco do Strokes, o que quase levou o Delux a se mudar para os EUA. Ele resolveram ficar, cantar em português, assinaram com uma multinacional e continuam na correria por aqui.

Na primeira metade dos anos 90, depois diversas bandas de rock tentarem escrever em inglês mesmo sem vislumbrar uma carreira no exterior, a coisa se inverteu. Culminando com o cabalístico ano de 1994 — e a ascensão de Chico Science, O Rappa, Planet Hemp, Raimundos e outros — cantar em português passou a ser regra.

Em saraus de colégio ou no circuito independente, o inglês foi perdendo espaço. Reorganizando-se politica e economicamente, a mudança era também sinal da brasilidade em alta, tanto aqui quanto lá fora.

O troço tomou uma proporção tão grande que mesmo o Sepultura, das poucas bandas brasileiras que conseguiu construir uma carreira internacional cantando em inglês, olhou para o próprio país em busca de novas referências, resultando em seu principal disco, o clássico “Roots”.

Veio a internet, o acesso facilitado a mercados internacionais (acompanhada de uma certa pasteurização global em certos estilos, da eletrônica ao rock a moda) e o sucesso do Cansei de Ser Sexy. O estouro na Inglaterra, conquistando a imprensa do velho mundo, coroou um novo momento. Cantar em inglês passou novamente a ser uma possibilidade.

Hoje uma penca de bandas não tem vergonha nenhuma de não escrever em português. E diferente da geração 80, a empreitada vem dando resultado, vide os casos do Mickey Gang, Copacabana Club e Boss in Drama, para ficar em exemplos bem recentes.

Nesse contexto, o retorno do Moptop ao formato Delux poderia até ser vista como uma aposta séria. As músicas no idioma da rainha estão inclusive disponíveis no saite da banda. A questão é saber se os integrantes terão energia pra começar tudo outra vez. Entre esquizofrenia e dupla personalidade, o mais fácil é ser tudo pura curtição.

Atualmente, aliás, quem pegar uma guitarra por qualquer outro motivo que não seja diversão está indo em direção a uma quase certeira frustração. Uma banda hoje em dia é uma roda de violão amplificada, é pra tocar para os amigos, como se cada galera tivessa sua própria trilha sonora original.

Na dificuldade de se  (alargar a barreira dos amigos ainda é possível). Por mais que se chegue em mais gente, o núcleo da brincadeira tende ao nível pessoal e os eventuais fãs.

Assistindo os amigos pra lá e pra cá no Cinemateque, tomando cervejas e dançando, vendo o Cabelo Veludo (o maior fã do Moptop, autor da sensacional “Azaração”) se esgoelando na primeira fila, dá a certeza de que furar esse círculo e chegar a grande massa é uma missão cada vez mais ingrata.

Fico curioso em saber como será a longo prazo. Se esse raciocínio se confirmar, as gerações vindouras não terão grandes ídolos (uma necessidade humana histórica, como nos mostra religiões milenares), nem denominadores comuns. Não morrerá outro Michael Jackson.

Pior que isso é que daqui há um tempo, talvez seja como grande parte das bandas não tivessem sequer existido (e não tem lista de 500 maiores músicas da década que dê jeito nisso). Vão sumir na poeira, ninguém vai lembrar.

Em algum ponto desse futuro, mesmo que ninguém esteja ouvindo, o refrão de uma das músicas do Moptop soará profético não apenas para própria banda: “Sem ninguém pra te esquecer”.

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Hoje tem

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É fantásticô


“Bom Par”

O Moptop é o convidado do dia (hoje, 06 de agosto) da TV Trama, participando da gravação do programa “10 Horas no Estúdio”, tempo que tem para gravar e mixar uma faixa. A música será a inédita “#13”.

Enquanto isso, fique com o clipe da boa “Bom Par”. Com oitentista de “clipe do fantástico”, vai direto para o excelente programa da MTV Lab Cult Trash.

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Domingo tem

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No estúdio

Um tanto atrasado (isso deveria ter aperecido ANTES do lançamento do disco) mas ainda assim legal, o Moptop soltou um registro da banda tocando ao vivo em um estúdio seu segundo disco, “Como se comportar”, do início ao fim. O vídeo foi dirigido por Felipe Continentino e editado por Gabriel Mellin.

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Meia-maratona


Nação Zumbi, “No olimpo”

Começou a sequência de shows do Claro Cine no Rio e, com isso, a chance de assistir tantos bons shows brasileiros que apareceram pela cidade espalhados durante o ano.

Pra começar, na primeira noite, a Nação Zumbi destroçou o palco, como de habitual, ainda que as músicas do último disco, “Fome de tudo”, não tenham a mesma força do anterior, “Futura”.  A excessão é a excelente “No olimpo”, que entra direto pro repertório de clássicos da banda.

Na mesa de som, Buguinha Dub entortava tudo, fazendo dub mixes ao vivo e sendo co-responsável por uma versão assassina de “Coco dub”.


Moptop, “Aonde quer chegar”

O Moptop fez um de seus melhores shows. Já que passavam de uma da manhã quando os cariocas começaram o show e a tenda permaneceu cheia e atenta até o final.

A banda está melhor no palco e a boa qualidade do som do evento (uma surpresa e tanto) ajudou bastante. Ouvia-se tudo, bem equalizado e sem distorções em todos os shows até aqui (tirando o da Ana Cañas, mas nesse caso, definitivamente não foiculpa do equipamento). Bem que podia ser assim sempre.

Tem gente que implica com o Moptop, por achar derivativo de outras tantas bandas gringas (o que de fato é, muito bem feito por sinal), porém o mais legal ali fica escondido entre as guitarras, baixo e bateria.

As letras de Gabriel Marques estão acima da média, mesmo que as vezes tanto papo de coração partido possa ser cansativo. É o segundo disco e a banda vai crescendo, tomara que tenham tempo de evoluir ainda mais.


Canastra: “Sociedade alternativa” + “Dois dedos de conhaque”

Antes do Moptop, tocou o Canastra . Atendendo ao clássico pedido da platéia, o grupo mandou “Sociedade alternativa”, do Raul Seixa, e seguiu com a sua própria “Dois dedos de conhaque”.

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Chegando


Moptop, “Aonde quer chegar?”

O Moptop chega ao temido segundo disco, aquele que pode definir o destino de uma banda, tido por muitos como a obra que confirma todas as especulações, para o bem e para o mal.

O URBe conversou com Gabriel Marques, vocalista e letrista da banda, para saber como a banda está encarando esse momento de transição.

Do título (“Como se comportar”), ao nome da música que abre o disco (“Aonde quer chegar?”), passando pela letras (“Olho para frente / não sei bem porque / prossigo nesse longo caminhar”, de “Bonanza”), um assunto parece recorrente, quase um recado: a afirmação de se fazer as coisas o jeito de vocês, sem abrir concessões, independente disso possivelmente reverter em menos exposição pela banda. É isso mesmo?

Gabriel Marques – Não sei se é um recado, mas certamente é um desabafo em alguns momentos. A letra de “Aonde quer Chegar?” foi escrita de madrugada mesmo, eu me questionando sobre a nossa situação como banda e os nossos atuais objetivos. Acho que “Desapego” e “Bonanza” também abordam o tema de maneira metafórica. Estamos tentando ser artisticamente relevantes dentro de um mercado atualmente um pouco avesso à ousadias musicais.

Como foi essa rápida transição de banda independente para ter o primeiro disco lançado por uma multi-nacional? Quais eram as expectativas e quais foram os resultados reais?

Gabriel Marques – O balanço é altamente positivo. Gravamos o primeiro (e o segundo) disco com o produtor que queríamos e tivemos um apoio significativo para divulgar o trabalho na imprensa, rádio e TV. Isso tudo, sem qualquer interferência artística da parte da Universal. Obviamente, gostaríamos de ter alcançado uma projeção maior, mas vejo isso mais como um problema de mercado do que uma falta de empenho da gravadora.

Vocês estão no segundo disco, numa gravadora grande. Em outros tempos isso seria sinônimo de fama e fortuna. Já deu pra largar os empregos “formais”? Será que ainda dá pra viver de banda de rock hoje em dia?

Gabriel Marques – Estamos vivendo em função do Moptop há algum tempo. Não estamos ricos, mas estamos pagando as contas. E isso é o que importa (pelo menos no momento). Na nossa cabeça, a experiência de vida que estamos ganhando vale muito mais do que fama e fortuna. De certa maneira, essa desvalorização do artista é positiva. Quem se dedica à musica hoje em dia, faz isso incondicionalmente, por amor à sua arte.

Esse disco soa diferente do anterior, mais calmo e introspectivo, ao mesmo tempo que a sonoridade está mais acessível, com menos referências indies, um rock ‘n’ roll mais cru. Concorda? O que vocês andaram ouvindo na época que estavam compondo o álbum?

Gabriel Marques – Acho que sim, mas confesso que ainda não consegui fazer uma leitura muita definida do álbum. Ainda estou tentando “entender” o que fizemos. Considero o disco mais completo que o anterior, com mais profundidade e uma prazo de validade maior. Quanto mais eu escuto, mais eu gosto. Escutamos muito Ennio Morricone mas tirando ele buscamos solucionar os arranjos internamente como banda mesmo.

Você acha que essa sonoridade pode se refletir em uma maior exposição pra banda?

Gabriel Marques – Não sei. Acho que o disco realmente tem uns quatro, cinco singles muito fortes. E vivemos na era dos singles. Vamos ver o que acontece…

Duas das músicas do novo disco já eram conhecidas de quem acompanha a banda: “Adeus” estava na demo “Moonrock” e “História pra contar”, que antes era inglês e você dizia que não conseguia botar fazer uma letra em português para ela. Como músicas tão antigas acabaram entrando no segundo disco?

Gabriel Marques – “Adeus” não estava nos planos. Em uma das etapas da pré-produção do disco fizemos uma sessão na toca do bandido com o Tomás Magno. Veio dele a sugestão de a incluir no disco. Mudamos o arranjo e a musica ficou bem diferente da demo. Confesso que tinha minhas dúvidas sobre a inclusão da faixa mas a resposta dos fãs (que a adoram) me tranqüilizou. “História pra contar” quase não entra. A letra ficou pronta aos 45 do segundo tempo. No começo achamos estranho mas em alguns ensaios vimos que a musica até cresceu em português.

Por falar em letras, as músicas novas também têm versões em inglês? Ainda faz parte dos planos do Moptop tentar cavar m espaço no exterior?

Gabriel Marques – Algumas sim. De vez em quando falamos sobre isso, mas teríamos que fazer um esforço conjunto para buscar esse espaço lá fora. E agora estamos focados no Brasil. Quem sabe ano que vem…

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Chegando


Moptop, “Aonde quer chegar?”

Dia 19 de agosto, o Moptop lança seu disco novo, “Como se comportar”.

Combinado com o nome do disco, o título da primeira música de trabalho, “Aonde quer chegar?”, é indicativo do momento que a banda atravessa, o famoso segundo disco, a hora da afirmação.

O Moptop está sendo corajoso em sair com uma música bem mais calma do que se conhece da banda no primeiro disco. Pode alienar parte da indiezada logo de cara, mas é capaz de atrair muita gente que nem os conhece ainda.

E se no primeiro disco a principal “crítica” era que pareciam demais com os Strokes, é bom o quarteto se preparar para as comparações de “Aonde quer chegar?” com “Open your eyes”, do Snow Patrol.

Se bem que conhecendo as figuras, já devem estar rolando trocentas piadas internas sobre o assunto.

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Moptóveis


URBe TV

Muito bom poder assistir Moptop e Móveis Coloniais de Acaju no Canecão, num evento que contou com o apoio do URBe. São bandas que merecem tocar num palco tão bacana, com som bom, num esquema decente.

No vídeo acima, você assiste a trechos dos shows e entrevistas com os vocalistas de ambos os grupos.

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2 anos, a festa

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A escalação

Demorou mais saiu. O aniversário “oficial” é dia 28 de abril, mas a festa de 2 anos do URBe só aconteceu na quarta passada. No entanto, a escalação caprichada fez a espera valer a pena. Mais diversificada do que em 2004, misturou show de rock, live pa de breakbeat, sets the tech-house e reggae e uma exposição de arte.

Bastante gente, entre leitores, coleguinhas, amigos e até alguns perdidos passaram pelo 00 para conferir as atrações, dar os parabéns, tomar uma cerveja, trocar idéias ou fatura um adesivo do URBe (aliás, quem quiser um, dá um toque por e-mail). É sempre bom sair do mundo virtual e encontrar pessoas no plano físico. Só por esse motivo já valeria a pena fazer a festa, mas teve muito mais.

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Yeah rock!

A tarefa de abrir as comemorações ficou para o Moptop, às 22h30. Gabriel Marques (voz e guitarra), Rodrigo Curi (guitarra), Daniel Campos (baixo) e Mario Mamede (bateria) fizeram uma apresentação enxuta e precisa, de apenas 40 minutos.

Apesar do lugar não possuir estrutura para shows, a qualidade do som estava boa (um obrigado à Lontra Music pelo PA e mesa de som!), o que ajudou bastante. No repertório, músicas da demo “Yeah rock!” (disponível para baixar no saite) e covers de White Stripes (“Seven Nation Army”) e Kinks (“You really got me”).

Após o show, foi minha vez de dar aquela tapeada no som. O set teve de tudo: Radio 4 (“Party crashers”), Bloc Party (“Banquet”), Les Rythmes Digitales (“What’s that sound”), Technotronic (“Pump up the jam”), Daddy Yankee (“Gasolina”), Chemical Brothers (Believe”), M.I.A. (“Galang”)… A mistureba segurou a pista direitinho por uma hora.

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Exposição “Vice Versa”

A essa altura, meia-noite, a festa já estava cheia e bastante gente ficou do lado de fora batendo papo e conferindo a exposição conjunta de telas de Antonio Bokel e TOZ, intitulada “Vice-versa”. Amigos desde os tempos de faculdade, a dupla exibe trabalhos complementares em sua simbiose.

Enquanto TOZ aproxima o grafite do universo das galerias, Antonio leva suas telas para respirar o ar das ruas. A exposição foi o encontro de dois caminhos, duas respostas para a mesma questão: como enxergar a cidade através da arte.

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Muchachas na pista

Enquanto isso, do lado de dentro, Spark, destaque da primeira festa e único repeteco desse ano, não decepcionou. O catarinense mandou um set irretocável de tech-house, breaks e electro. Classudo demais.

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Nepal entrando, Spark saindo

No auge da festa, 1h30, Nepal assumiu o comando. Era a estréia do Neskal, live pa da dupla Nepal e Fiskal. Infelizmente, por problemas pessoais, Fiskal não pôde se apresentar, deixando tudo a cargo do Nepal. O novo projeto com a marca do Apavoramento Sound System promete breakbeat com influências do funk de George Clinton e companhia. Promete e cumpre. Cheias de balanço, as produções agradaram em cheio, congestionando a pista quase imediatamente.

O Neskal mal começou e já está dando resultados. A primeira música de trabalho, “Don’t push”, recém-lançada pelo selo Groovemasters, do DJ espanhol Nitro, e está figurando no top 10 da Streetwise Music, uma das principais lojas do estilo.

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MPC e Cristiano Dubmaster

Finalizando a festa, MPC e Cristiano Dubmaster (Nelson Meirelles faltou), mais conhecidos como Digitaldubs, purificaram o ambiente alternando graves chapados do reggae setentista e pedradas de dancehall e ragga. Deve ser a tal chave de ouro.

Rumo ao ano 3!

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5 Perguntas – Moptop

Mais rápido do que eles mesmos esperavam, o Moptop vai conquistando seu espaço no cenário do rock independente. A demo “Moonrock” teve mais de mil downloads através do saite e não deve demorar muito para alguma gravadora crescer os olhos sobre o quarteto. Gabriel Marques, vocalista e guitarrista da banda, falou com o URBe.

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Em menos de dois anos de existência, o Moptop ganhou concursos de bandas novas, tocou em festivais bacanas, tem clipe passando na MTV… É questão de tempo pra banda estourar?

Estourar? Pode parecer clichê, mas não estamos muito preocupados com isso não. A gente quer crescer, a meta sempre foi essa. A gente quer poder viver disso durante um bom tempo, lançar um monte de discos, fazer shows cada vez maiores, etc. Acho que já conquistamos muita coisa nesses 2 anos, o resto vai acontecer naturalmente.

Qual a importância da internet na divulgação de vocês?

A internet é o escritório de qualquer banda independente hoje em dia. Antes mesmo da banda ser formada, já começamos a fazer o site. Deu muito trabalho mas o retorno é você fazer um show em Goiânia, em Juiz de Fora e ver as pessoas cantando suas músicas. A última vez que contamos, só esse ano já haviam tido 2 mil downloads da demo e cerca de 30 mil downloads de mp3 avulsos. É bastante coisa.

Esse burburinho todo já atraiu a atenção de alguma gravadora? Vocês acham que isso é necessário pra banda crescer?

Já tivemos contato com alguns selos e algumas gravadoras mas ainda não fechamos nada. Acho importante ter um parceiro que te ajude a crescer, pode ser gravadora, selo, uma equipe independente. Enfim, a verdade é que você não precisa de um orçamento gigantesco pra lançar um disco hoje em dia, o importante é ter pessoas competentes a sua volta e que entendam como colocar a sua música em evidência.

Quais são os planos da banda para o segundo semestre?

Plano 1: fazer mais e mais shows
Plano 2: lançar o site novo da banda, mês que vem
Plano 3: gravar nosso primeiro disco

O rock acabou?

Nada. As vezes ele se perde um pouco, por isso a letra da música ["O rock acabou", hit do grupo]. Mas tem uma geração muito boa, tanto no Brasil como lá fora, fazendo rock mesmo, de qualidade.

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