OEsquema

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Metrônomo

Constantemente colocados na mesma prateleira que o Klaxons, como parte da inexistente “nu-rave”, o Metronomy só tem a perder. Bem mais eletrônico que os supostos cavaleiros do apocalipse (o Backstreet Boys com guitarra, se você perguntar pra mim), o segundo disco, “Nights out”, se não é sensacional como dizem, é pelo menos bem interessante.

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KoL

Saiu “Only by the night”, quarto disco do Kings of Leon. Mais uma vez os rapazes fizeram um disco melhor que o anterior, sendo uma das poucas bandas que tem conseguido evitar os tradicionais passinhos para o lado e evoluir.

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LA Priest

No seu projeto paralelo, LA Priest, Samuel Dust, vocalista do Late of the Pier foca em suas referência eletrônicas, produzindo músicas para pista, sem abandonar as tendências caóticas do seu grupo original.

A ótima “Engine” já ganhou um remix do Erol Alkan e saiu em vinil apenas, por enquanto.

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Bloco

O Bloc Party agradou com o disco de estréia, “Silent alarm”, decepcionou bastante gente com a sequência, o introspectivo e arrastado “A weekend in the city” e agora muda os caminhos novamente com o terceiro, “Intimacy” (senha: blackpearl).

Dessa vez, os elementos eletrônicos saltaram a frente das guitarras, a voz de Kele Okereke chega a aparecer toda picotada, como num funk, na primeira música de trabalho, a pesada “Mercury”. Contrastando, as delicadas “Signs” e seus sininhos e os dedilhados de “Biko”.

Sem ter sido concebido para circular na internet — graves pesadões fazem a cama para boa parte das músicas, sons que uma audição nas caixinhas magrinhas de um computador não dão conta de reproduzir — programado para sair no final de outubro, o disco acabou sendo oficialmente lançado em formato digital no final de agosto.

Em tempos de uma mesmice insuportável dessas bandas de MySpace, só a ousadia de se reformatar a cada disco já merece atenção, independente do resultado final as vezes não agradar. No caso de “Intimacy”, como o próprio nome sugere, é pra ouvir de fone.

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FF

Cai na rede a belezura de estréia do Friendly Fires, simplesmente intitulada “Friendly Fires” e lançada pela bacanuda XL Recordings (não por acaso a gravadora escolhida pelo Radiohead para lançar a cópia física de “In rainbowns”).

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Vazou


Camelo e Mallu

O disco solo do Marcelo Camelo só sai na segunda, dia 08, mas é claro que “Sou” já vazou.

O Matias fez um apanhado, com links e algumas faixas pra escutar. Não concordo exatamente com tudo o que ele falou do disco, mas pra simplificar, dá um pulo lá enquanto eu não cozinho uma resenha aqui.

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Positive afrobeat


Lucas Santtana
foto: Joca Vidal

Gravando disco novo, cujo conceito está guardado num cofre, Lucas Santtana soltou uma versão com influências de afrobeat de “Positive vibration” (Bob Marley), gravada ao vivo, com todos seus erros e acertos.

Pelo pouco que ele se dispõe a contar do novo trabalho, não tem nada a ver com o que vem por aí.

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Episódio II

O The Twelves lançou uma nova mixtape.

Repleta de remixes inéditos para Radiohead, Lykke Li, Zeitgeist e Fleet Foxes, é garantia de arrancar suspiros molhadinhos dos blogues de MP3 desesperados para lançar as últimas novidades. “Episode II” está a um clique de distância, claro.

As músicas:

1 – Zeigeist – “Humanitarianism” (The Twelves Replay)
2 – Radiohead – “Reckoner” (The Twelves Replay)
3 – Mirwais – “Naive Song”
4 – Of Montreal – “Gronlandic Edit”
5 – David E. Sugar – “To Yourself”
6 – The Virgins – “Rich Girls” (The Twelves Replay)
7 – Daft Punk – “Voyager”
8 – Jupiter – “CHIP”
9 – Fleet Foxes – “White Winter Hymnal” (The Twelves Replay)
10 – Metronomy – “Heartbreaker
11 – The Twelves – “Works for Me” (The Twelves Replay)
12 – Lykke Li – “Dance Dance Dance” (The Twelves Replay)

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Música à metro

Meu sócio-fundador na maior festa do Brasil, a CALZONE, Filipe Mustache, vulgo Metro, tomou vergonha na cara e um ano após a quarta, lança sua quinta mixtape, a “One year simphony”.

Irmão de um dos Twelves, responsável pelas capas do “8 hits” e “Big forbidden dance”, do também CALZONE João Brasil, Filipe assina o visual ararárico da própria mixtape.

Na descrição do próprio Filipe, o set “tem melancolia, frenesi, swing, tem a fase bagaceira (música 07), nervosismo, glória, equilíbrio e calmaria. Mas tudo sem o perder o jogo de cintura e o rebolado!”.

As músicas:

01 – “Alan vs Gary” – Hedford Vachal
02 – “For You” – Pol Rax
03 – “Solid Ground” (Crazy P remix) – Eddy Meets Yannah
04 – “Robolove” (original mix) – Loud E
05 – “Fantasy” (Faze Action ’79 disco edit) – Johnny Hammond
06 – “Don’t Let Go” (Pete Herbert Edit) – Tony Orlando
07 – “Areia” – Rotciv
08 – “Afterski” – Ytre Rymden Dansskola
09 – “Bisco” (Original Mix) – Golden Bug
10 – “Lasagne For 10″ – Phantom Slasher
11 – “Shake-n-Skate” – Dr. York
12 – “21st Century Disko” (Original Arpeggio Mix) – Rob Webstar
13 – “Shulme” – Smith & Mudd

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Franz

Para quem está desesperado atrás de informações sobre o aguardado terceiro disco do Franz Ferdinand, o jornal Guardian organizou uma lista com links para vídeos e trechos de todas músicas que vazaram até agora.

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Bug

Kode 9 fez preparou um minimix para o lançamento de “London zoo”, do seu parceiro de dubstep The Bug. O disco tem participações de uma pancada de gente, de Tippa Irie a colaboradora constante Warrior Queen.

Desde que foi lançado, em julho passado, “The zoo” vem colecionando estrelinhas nas resenhas. Periga traçar um caminho parecido com o do Burial, que com seu “Untrue” foi indicado, e é o favorito nas bolsas de aposta, para levar o principal prêmio da indústria inglesa, o Mercury Prize.

Ano passado o prêmio, que já foi de Roni Size e seu “New forms”, foi para “Myths of the near future”, do Klaxons.

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Keeps kids dancing

Em mais uma encarnação eletrônica, o produtor e DJ Erol Alkan surge com o Beyond the Wizards Sleeve, misturando eletrônica e rock psicodélico.

No MySpace do projeto, entre outras coisas, tem um remix chapadão de “Battle scars”, do Chemical Brothers.

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“Álbum do ano”

Uma das funcões mais legais do Word Press, a ferramenta de publicação utilizada n’OEsquema, é que toda vez que alguém linka pra cá, rola um aviso. Dá pra acompanhar os caminhos que os textos fazem pela rede.

Foi nessa que encontrei o blogue Magrela Fever, falando do novo disco do João Brasil, a festa de bolso “Big forbidden dance”.

É um bom resumo das diferentes reações que o trabalho e o próprio João Brasil desperta. Nesse caso, a pessoa (que não assina) fala de preconceito, pressa e dessa suposta proximidade entre as pessoas através da internet, que nem de longe substitui o mundo real.

“Não é de hoje que eu ouço falar dos mashups do João, na verdade. Nunca dava muito crédito porque, ahn, pra mim ele era só o cara de Baranga, piada-hit da internet que eu nunca achei muito engraçada. Vai ver eu me identificava inconscientemente com a mocinha da letra ou coisa parecida, vai saber, mas o lance é que logo assim que eu recebi o “8 Hits”, por exemplo, despachei pro primeiro adolescente retardado que encontrei (ah, a arrogância dos jovens!). Logo depois, cruzei com o JB no trabalho por 3 segundos e ele foi tão gente boa e simpático e não-retardado que na minha cabeça até tocou uma daquelas musiquinhas no estilo Chaves-não-vai-para-acapulco: me senti muito mal por julgar sem conhecer. Daí que eu pirateei o cd (essa é a parte em que meu chefe que lê o blog me demite) e achei incrível, depois vi o clipe de Baranga e achei mais legal ainda e, por último, comi uma feijoada com o cara num lugar xexelento em Botafogo e ele ainda me serviu mais torresmo. Ganhou meu coração, HAHAH.”

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Irmandade

Ahã. Andy Yorke é irmão do Thom Yorke, vocalista do Radiohead e acabou de lançar “Simple”, seu primeiro disco solo (ele já foi parte da banda Unbelievable Truth).

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Mayday

Outro dia falei dos londrinos do autoKratz. Agora o remix dos paulistanos do Database (que acaba de lançar o “Ugly Edit Vol 1″) para “Electric KoolAid”, da Madame Mim, surge na mixtape dos caras, a “Mayday mix”. Vai vendo.

As faixas:

autoKratz – “False Flag Attack”
Hearts Revolution – “Switchblade” (LA Riots mix)
Wombats – “Backfire at the Disco” (South Central remix)
Madame Mim – “Electric KoolAid” (Database mix)
Alex Gopher – “Bingo”
Cazals – “Somebody Somewhere” (Blamma Blamma mix)
Midnight Juggernauts – “Shaddows” (Knightlife mix)
daveVT Vs iPunk – “Boxenluder”
Lissat & Voltaxx – “Initial Energie” (Tempered DJ’s Distortion mix)
SebastiAn – “Momy”

Pescado no Blah Blah Blah.

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Studio


Minimix com as músicas do “Yearbook 2″, do Studio

Em seu segundo disco, “Yearbook 2″, os suecos do Studio resolveram remixar.

Mas não procure nada pra pista, porque essa não é onda deles. “Impossible”, do Shout out Louds, e “2 Hearts”, da Kylie Minogue, disparam na frente.

Se eu fosse você aproveitava pra clicar logo aí em cima, porque vou te contar, com um nome desses, o Studio é um das buscas mais cruéis da rede.

Pode testar, põe lá Studio + music (e um mundaréu de estúdios se abre), Studio + yearbook (vai aparecer um monte de estúdio fotográfico)… Belo truque para se esconder, esse nome.

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Rio de Janeiro forever

Não sou eu que estou dizendo, são os franceses do New Waive Beaters, desse clipe simples e eficiente acima, em outra de suas músicas, simplesmente chamada “Janeiro”.

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Puta Merda

Os canadenses do Holy Fuck lançaram um disco de remixes, o “Holy Fuck remixes”, com entortadas em músicas como “Nude” (Radiohead) e “Paper planes” (M.I.A.).

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João Brasil – “Big forbidden dance”

Para inaugurar o saite com festa, a lenda, o mito, o gênio João Brasil lança, com exlusividade pelo OEsquema, sua mixtape de mashups, a “Big forbidden dance”. É só clicar e baixar.

O novo projeto já virou um show, que estréia nessa sexta, em que João manipula as músicas utilizando um laptop e uma MPC.

Abaixo, a lista das músicas e dos samples utilizados em cada faixa do disco proibidão:

1 – Mia too sexy in the bathroom (4:03)

“Bucky done gun” – M.I.A.
“Wild thing” – Tone Loc
“Four minutes” – Madonna ft. Justin Timberlake
“Whoomp there it is” – Tag Team
“Montagem minigame” – Autor desconhecido
“Eu quero ver o oco” – Raimundos
“The beginning” (no further delay) – Run Dmc
“We care a lot” – Faith No More
“Everybody nose” – N.E.R.D.
“Maniac” – Michael Sembello
“I’m too sexy” – Right Said Fred
“I Like Chopin” – Gazebo
“Crazy in love” – Beyoncé
“Fear of the dark” – Iron Maiden
“Chorando se foi” – Kaoma

2 – Sensual roll (3:48)

“Sensual seduction” – Snoop Dogg
“Wild thing” – Tone Loc
“All falls down” – Kanye West
“Tootsee roll” – 69 Boyz
“Amigo” – Roberto Carlos
“Thriller” – Michael Jackson
“Hung up” – Madonna
“Ghostbusters” – Theme song
“Feira de Acarí” – Mc Batata
“Bittersweet symphony” – The Verve
“Hallowed be thy name” – Iron Maiden
“Are you gonna go my way” – lenny kravitz

3 – Orgasmadance (4:19)

“Orgasmatron” – Sepultura
“Everybody dance now” – C&C Music Factory
“D.A.N.C.E” – Justice
“Don’t stop till you get enough” – Michael Jackson
“Push It” – Salt-N-Pepa
“Drop the pressure” – Mylo
“Super sonic” – Salt-N-Pepa
“Alala” – CSS
“Rock your body” – Justin Timberlake
“Keep’em seperated” – The Offspring
“Don’t stop the rock” –Freestyle
“Feira de Acarí” – Mc Batata
“Smells like teen spirit” – Nirvana
“Drop It like it’s hot” – Snoop Dog

4 – This is how we dance (3:42)

“Good times” – Chic
“This is how we do” – The Game ft. 50 Cent
“Im free” – The Soup Dragons
“Shoop” – Salt-N-Pepa
“Pump up the jam” – Technotronics
“Epic” – Faith No More
“Jacaré” – Farofa Carioca
“XR2″ – MIA
“Dead embryonic cells” – Sepultura
“Don’t stop the music” – Rihanna
“Sweet dreams” – Eurythmics
“Zdarlight” – Digitalism
“Gimme more” – Britney Spears
“Sping love” – Stevie B

5 – Classic baby (3:19)

“Move” – CSS
“Ice ice baby” – Vanilla Ice
“Bonafied lovin” – Chromeo
“Rap da Cidade de Deus” – Cidinho e Doca
“Salmon dance” – The Chemical Brothers
“Bonde da CDD” – Cidinho e Doca
“Regulate” – Warren G
“Rap da morena” – Mc William
“Thriller” – Michael Jackson
“Rap do Salgueiro” – Claudinho e Buchecha
“The message” – Grandmaster Flash
“This is how we do” – The Game ft. 50 Cent
“Wild thing” – Tone Loc
“The sweater song” – Weezer
“Dreamin’ of love” – Stevie B
“Heaven can wait” – Iron Maiden
“Indiana Jones” – Theme song

6 – Square screw (3:44)

“Big in Japan” – Alphaville
“Girlfriend” – Avril Lavigne
“Take on me” – A-Ha
“North American scum” – LCD Soundsystem
“All rights reversed” – The Chemical Brothers
“Time to pretend” – MGMT
“Dança do créu” – MC Créu
“Dança do quadrado” – Sharon
“Starlight” – Muse
“Purple haze” – Jimi Hendrix
“Enter Sandman” – Metallica

7 – I want it now (3:49)

“Adultério” – Mr. Catra
“The sweater song” – Weezer
“Big In Japan” – Alphaville
“Losing my religion” – REM
“Hollaback girl” – Gwen Steffani
“Gangsta’s paradise” – Coolio version
“Som de preto” – Amilka e Chocolate
“Tchubaruba” – Mallu Magalhães
“Play that funky music white boy” – Average White Band
“Wonderwall” – Oasis
“Encore” – Jay-z
“Paradise city” – Guns N’ Roses
“I want it all” – Queen
“Bounce that” – Girl Talk
“Paris” – Friendly Fires

8 – Low money (5:32)

“Double pump” – Girl Talk
“Money for nothing” – Dire Straits
“Low” – Flo Rida ft. T-Pain
“Smooth” – Santanna
“Hunting high And low” – A-ha
“Planet rock” – Afrika Bambaataa
“Light my fire” – The Doors
“1, 2, 3, 4″ – Feist
“Insane in the brain” – Cypress Hill
“A-Punk” – Vampire Weekend
“Good times” – Chic
“True” – Spandau Ballet
“Smooth criminal” – Michael Jackson
“Man in the box” – Alice In Chains
“The party” – Justice
“Play that funky music white boy” – Average White Band

9 – Big lambada (5:36)

“Play that funky music white boy” – Average White Band
“Another one bites the dust” – Queen
“The message” – Grandmaster Flash
“Besame mucho” – Ray Conniff
“Country grammar” – Nelly
“Radio pirata” – RPM
“Daft Punk is playing in my house” – LCD Soundsystem
“You give love a bad name” – Bon Jovi
“Without me” – Eminem
“Prince” – Purple Rain
“Just another day (Without You)” – Jonh Secada
“Let’s get retarded” – Black Eye Peas
“Every little thing she Does Is Magic” – The Police
“Intergalactic” – Beastie Boys
“Dançando lambada” – Kaoma

Todas as batidas foram sampleadas de funks cariocas “Planet Rock” (Afrika Bambaataa) e Volt Mix.

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Valter

Apesar do nome estranho, o Walter Meego é uma dupla, de Chicago. Soando como o Phoenix com timbragens do Daft Punk, o disco de estréia, “Voyager”, tem coisas interessantes, como “Forever” e “In my dreams”.

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Sons

Em semana inspirada, o Diginóis despeja música na rede:

- “Vitrola adubada”, o disco de estréia de Buguinha Dub, o responsável pela mesa de som nos shows da Nação Zumbi.

- A inédita de Black Alien, “Tudo o que tu qué”, a primeira gravada sem dos dreads.

- E o hit tecnobrega “Cai fora”, da DJ Catharina dee Jah.

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Fogo

Conhece o Waltel Branco?

Eu não, até esbarrar com o sujeito no Cavalo 23, Blog Eqüino de Música e ser levado ao documentário “Descobrindo Waltel”.

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Culpado

Beck colocou uma prévia das músicas do seu novo disco um saite especial feito para o lançamento de “Modern guilt”.

É isso ou então baixar o disco inteiro mesmo. Você escolhe.

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Curumin – “Japan pop show”

Essa tava lá no Diginóis: “Japan Pop Show”, nova bolacha do Curumin está pra jogo.

O disco está cheio de participações bacanas. O multiistrumentista pede a benção a Marku Ribas (“Dançando no escuro”), recebe os rappers Blackalicious e Lateef (“Kyoto”), Christopher “fique tranquilo” Lover (“Mal estar card”), a combinação inusitada de Lucas Santtana e BNegão (“Caixa preta”) e seu melhor parceiro, Tommy Guerrero (“Sambito”).

Dando continuidade em suas misturas de samba, funk e hip-hop, desde que fechou a ponte São Paulo-São Francisco e se aproximou da turma da Quannum, Curumin tem cavado seu lugar no exterior.

Atualmente excursionando com a cantora CéU, o paulistano teve até faixa selecionada por Natalie Portman para coletânea do iTunes.

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João Brasil – “8 hits”

Abaixo, o texto para imprensa que escrevi para o lançamento do disco do orgeiro da porra, João Brasil.

João Brasil“8 Hits” (zShare)

Nesses tempos de interatividade total, João Brasil enfileira dez músicas em seu disco de estréia, mas deixa para o ouvinte escolher quais são os “8 hits” que dão nome a bolacha. Modesto, o rapaz.

Pra desfazer qualquer desconfiança, o disco abre logo com o maior deles, aquele que estará em qualquer lista dos tais oito hits e será tocado em casamentos, batizados e churrascos por anos e anos: “Baranga”.

O swing eletrônico e apelo pop da declaração de amor à marra das meninas de “cintura de ovo” e que parecem “uma empadinha”, primeira composição do hitmaker, catapultou o nome de João Brasil.

Como não poderia deixar de ser, primeiro a música se espalhou por blogues. Depois, João ganhou o mundo “real”. Foi parar nas páginas da revista Rolling Stone e do jornal O Globo, fez várias participações nos programas do apresentador Marcos Mion na MTV, cantou no Domingão do Faustão e, por fim, fechou a distribuição do seu disco pela Som Livre.

O próprio João produz todas as bases, toca os instrumentos e canta em todas as faixas. É, portanto, um gênio, uma lenda, um mito. Fortemente inspirado pelo universo dos bailes funk, a influência é escancarada nas batidas de “Quero fazer amor” e “Cobrinha fanfarrona”, que já entrou nos sets do DJ Sany Pitbull.

O forte do compositor são mesmo as letras auto-biográficas.

Da sádica prostituta “Elisa” ao encontro apaixonado com a jornalista “Mônica Valvogeu” (escrito errado mesmo e aprovada pela musa inspiradora), passando pela dor de cotovelo “Don’t go to Austrália” (com a participação da amiga e atriz Maria Flor), as mulheres são tema recorrente.

Ele sabe também fazer graça de si mesmo. Da épica “O carnaval acabou com o meu fígado” e sua explosão de bumbos e pratos, à gafe num show do Mr. Catra em um inferninho em Copacabana na auto-explicativa “Pau-molão” (campeã de clipes caseiros no YouTube), João Brasil também descreve (ridiculariza?) seu próprio círculo de amigos em “Supercool”.

A confissão “Mamãe, virei capitalista” conta com a única parceria do disco. O rapper niteroiense De Leve duela com João num encontro que, depois de pronto, soa como se fosse a coisa mais lógica do mundo.

A parte gráfica do disco foi feita pelo diretor de arte Felipe Raposo, da Mustache Design, o mesmo que faz as elogiadas filipetas da festa carioca CALZONE, núcleo do qual também fazem parte o fotógrafo Lucas Bori, autor dos cliques do encarte, Pedro Seiler (produtor do João Brasil) e esse escriba. Ou seja, está tudo em casa.

Os oito hits cabe a cada um escolher, mas talvez seja melhor refazer as contas. Na verdade, são dez.

Bruno Natal
Março/2008

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