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Arquivo: música eletrônica

Da David Guetização do mundo

Mais um capítulo da David Guetização do mundo:

“DJs discovered by TV show will be as worthless and vapid as all reality TV stars, successful due to a slick haircut or by default as being the least annoying person on the screen at the time.

“It’d be nice to think that this won’t really affect any of us, that we could just watch it all on TV and smirk smugly at the X Factor awfulness of it all. But think about this for a moment…who will be getting the big bookings in a year’s time, pricing others out of the market place and restricting the “real” artists in the industry in a similar way to the acting, pop music or modelling industry before us?

“The celebrity DJ of course.”

É, Simon Cowell, sujeito com participação decisiva nos programas American Idol e The X-Factor, mira a música eletrônica. Isso não pode ser bom, como explica o Club Tickets.

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Daft Punk em cinco minutos

A história do Daft Punk resumida numa reportagem.

Via Matias Tati.

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Digitalism, “Blitz” EP

Vazou o novo EP do Digitalism, “Blitz”, incluindo além da faixa-título de dois remixes (do Harvard Bass e do Villa), a também inédita “Stratosphere”.

Via Bate Estaca.

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Aperitivo do novo Digitalism

Enquanto 08 de novembro, dia do lançamento, não chega, o Digitalism liberou um trailer (?!) do novo EP, “Blitz”.

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Hounds of Hate


“I Like Triangles”

Bizarrice boa esse Hounds of Hate.


Snoop Dogg, “Sensual Seduction” (melodica version by Hounds of Hate)


Thieves Like Us, “Never Known Love” (Hounds of Hate re-up)

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Chemical Brothers, “Further”

Só esses dias soube que o novo disco do Chemical Brothers, “Further”, já havia sido lançado, sem muito barulho. Um dos trabalhos recentes mais legais da dupla foi pouco comentado.

Tirando o atraso, tuitei um faixa-a-faixa enquanto dava a primeira volta na nave. Aproveitando o trabalho, reproduzo as impressões aqui, ilustradas pelos vídeos que fazem parte do DVD que acompanha o disco.


“Snow”

“Snow” vem mansa, naquele clima ripongo 21 que o Chemical Brothers cria tão bem, repetindo o mantra “your love keeps me lifting me, lifting me higher”…


“Escape Velocity”

Os vocais de “Snow” escorregam sobre “Escape Velocity”, que vai crescendo aos poucos. Mais de seis minutos adentro, o disco estoura em um 4×4, coberto por um zunido vuvuzelense digital, logo quebrado pela batida de uma caixa e blips retrô. Primeira faixa a vazar, não parecia tão boa antes. “Escape Velocity” vai alegrar a turma da fritação. Anos 90 voltando, alguém disse rave?


“Another World”

Após os quase 12 minutos de espancação de “Escape Velocity”, “Another World” relê os estacatos de grave do dubstep e vem macia, como uma prima não tão distante de “Star Guitar”. É um Chemical Brothes melhor que o dos discos anteriores “Push The Button” ou “We Are The Night”.


“Dissolve”

“Dissolve”. Baixou um Rush via psicodelia indiana na dupla.


“Horse Power”

“Horse Power” lembra um Chemical Brothers “Dig Your Own Hole” ou “Surrender”, menos fru fru e mais tenso. O teclado vibrando lembra “Hey Boy, Hey Girl”, lá longe.


“Swoon”

Chatinha a “Horse Power”, primeira ruim do disco. Os breaks de “Swoon” são cobertos por um insistente teclado agudo, meio desagradável. Tava indo tão bem… Aproveita para escutar o remix do Lindstrom & Prins Thomas.


“K+D+B”

Apontando pro fim, “K+D+B” é a “Golden Path” desse disco. Auto-referencial? Sim, mas com tanta coisa boa no repertório, tá valendo.


“Wonders Of The Deep”

Após o pouso de mais uma viagem psicodélica pelo espaço exaltando o amor com a belezura “K+D+B”, “Wonders Of The Deep” ambienta a volta. Próximos da cadência dos próprios shows, mais arena e menos clube e sem os convidados estrelados dos últimos discos, em “Further” o Chemical Brothers é somente Chemical Brothers. E isso é bom.

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Plastikman app

Estava tudo decidido para o encerramento do Coachella, domingo: era assistir o Thom Yorke e partir para Gorillaz, encaixava certinho.

Então… Chega um e-mail da assessoria de imprensa do festival falando de uma app para iPhone e iPod Touch chamada SYNK que deve ser baixada e utilizada durante apresentação que o prodígio tecnológico Ritchie Hawtin (um dos desenvolvedores do Final Scratch) fará como Plastikman no festival.

Você baixa e descobre isso aqui:

Até aqui a apresentação interativa só foi executada uma única vez, na Alemanha. As imagens pouca imagens divulgadas são de chapar. Se isso não é imperdível, não sei o que é. Gorillaz e Thom  Yorke vão ter que rebolar muito pra me tirar dessa tenda.

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“Pizza Samba – Mashups de Carnaval”, mixtape

Organizada e encomendada pela Agemda, a mixtape “Pizza Samba – Mashups de carnaval” é inspirada nos recentes mashups que João Brasil vem fazendo no seu projeto “365 Mashups”, misturando axé, samba e pop, pra garantir um carnaval eletrônico sem sair do compasso.

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Sync/Lost

“Os mineiros do estúdio de design de interação 3bits (…) criaram a instalação interativa Sync/Lost, um painel onde até três usuários (usando controles de wii) podem explorar um mapa de conexões e pontos de contato entre cada gênero da música eletrônica. Cada “verbete” leva a uma descrição textual e uma amostra sonora.”

Via rraurl.

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Chico Mann e o afrobeat digital


Chico Mann, “Ya Yo Se”

Até começar a ser chamado de coisas como “James Brown cubano do Casio” (pela turma da Turntable Lab) na época do lançamento de “Manifest Tone Vol. 1″, em 2007, o projeto paralelo do guitarrista do Antibalas Marcos Garcia era apenas uma brincadeira despretensiosa.

Não demorou muito para o afrobeat eletrônico com toques latinos do Chico Mann encontrar seu próprio público. Pouco mais de dois anos depois, já foram lançados quatro discos e dois EPs.

O quinto disco, “Trickster for Kids”, está a caminho. Marcos levantou os seis mil dólares necessários para produção direto com os fãs, através do saite Kick Starter. Agora é esperar.

Dica do Chicodub.

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Stylophone Beatbox

Via Gizmodo.

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The Twelves, “The Twelfth Hour”

O The Twelves lançou mais uma mixtape, com alguns remixes novos, no programa do Rob da Bank, na BBC Radio1. The “The Twelfth Hour” tem o balanço disco eletrônico que você já conhece.

O primeiro EP da dupla sai no começo de outubro, pelo selo Eye Industries.

Via Bass FX.

As músicas de “The Twelfth Hour”:

Methusalem – Robotism
Groove Armada – Drop the Tough ( The Twelves remix )
Glass Candy – Miss Broadway
Daft Punk – Da Funk
DJ Agent 86 – Wavestate
The Gossip – Standing in the Way of Control
Gaz Nevada – I-C Love Affair
Phoenix – Lisztomania
Arpadys – Mystery Rock ( Vlad Maywad edit )
The Do – On my Shoulders
Zoot Woman – Information First
The Jacksons – Shake Your Body
Mr. Oizo – Two Takes It
Bushy – Sqezy Soul
Zeigeist – Humanitarianism ( The Twelves remix )
Snoop Doggy Dogg – Sensual Seduction
Juan Maclean – No Time
DJ Agent 86 – Magic
K.I.D. – Hupendi Musiki
Franz Ferdinand – Ulysses
Siriusmo – Discoding
Dan Hartman – Vertigo / Relight My Fire
Air – Sexy Boy
Fever Ray – Seven ( The Twelves remix )
Pacific – Hot Lips ( The Twelves remix )
Patrick Alavi – Power
Dynasty – I Don’t Wanna Be a Freak
Metronomy – Radio Ladio
Siriusmo – Last Dear
Empire of the Sun – Walking on a Dream
Elitechnique – Spectral Escape
The Virgins – Rich Girls
Black Kids – …Dance With You ( The Twelves remake )
The Juan Maclean – Happy House
M.I.A. – Boyz
Cut Copy – So Haunted
Space – Magic Fly
Pnau – With You Forever
Eddie Tour – Up The Glitter
Mr. Oizo – Hun
Cerrone – Give me Love
Mr. Oizo – Steroids ( ft. Uffie )
Tiga – Shoes
Kano – It’s a War
Daft Punk – Revolution 909
Radiohead – Scatterbrain ( The Twelves remix )
Terry Poison – Comme Ci Comme Ça ( The Twelves remix )
Sebastien Tellier – Sexual Sportswear
Chemical Brothers – It Doesn’t Matter
Database vs. French Horn Rebellion – Beaches and Friends (The Twelves remi)

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Batidas brasileiras

Em seu blogue, Justin Timberlake comenta a cena eletrônica brasileira, com destaque para Boss in Drama (olha ele aí de novo…), Bonde do Rolê, CSS e Montage.

Via INMWT.

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ComFusões

Bonga – “Kapakiao” (Kassin e Berna Ceppas rmx)

“Muito interessante esse disco que acabou de sair, o Comfusões. Projeto do Maurício Pacheco (Stereo Maracanã) com lançamento pela Out/Here, da Alemanha, Comfusões reúne o melhor do pop angolano dos anos 60 e 70 remixado por alguns dos mais renomados produtores Brasileiros, como Mario Caldato, Berna & Kassin, DJ Dolores e Rica Amabis.”

O resto você lê no blogue da Dancing Cheetah.

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Introdução ao dubstep

Dia desses um amigo — não lembro quem — me perguntou o que diabos exatamente era dubstep. Mandei um e-mail (pra pessoa errada!) cheio de links e apontando alguns dos principais nomes. O Chicodub também estava na troca de mensagens e botou pilha pra jogar aqui. Então aqui está.


Kode9 & Spaceape, “9 Samurai”

Kode9 – O pensador do movimento, dono do selo Hyperdub e agitador da rapaziada e está sempre na escalação das principais festas, seja tocando na Dublime, na FWD>> ou DMZ (mais sobre essa última abaixo). Ele é um dos entrevistados do meu doc Dub Echoes, falando de dubstep em 2004, quando isso sequer existia direito. Só o Chico pra ter achado isso. Hoje o cara é uma estrela na Inglaterra. Foi colocado pela gravadora em destaque na capa do DVD do doc,  pra se ter uma idéia. Já tocou no Brasil e encerrou o festival Love Music Hate Racism.


Skream, “Midnight Request Live”

Skream – O hitmaker, até onde se pode considerar que o dubstep produz hits. Foi dele o primeiro sucesso a furar a barreira do nicho, “Midnight Request Live”. São dele os remixes “Not over yet” (Skream remix) (Klaxons) e “In for the kill” (Skream’s Let’s get ravey remix) (da queridinha da vez, La Roux). Ouça a original antes pra sacar o que o cara faz, remix é sempre bom pra dar essa dimensão, né. Tocou numa festinha da minha facul em Londres, eu e mais 20 doidos na platéia e só. Até lá o troço é underground!

Burial – O menino prodígio. Teve seu segundo disco indicado (e quase levou) ao Mercury Prize, o Grammy inglês. É visto como quem empurrou as fronteiras do gênero, falando com mais gente e divulgando o estilo para além do gueto a que estava restrito. Os dois discos, “Burial” e “Untrue”, realmente são muito bons.

Até pouco tempo ninguem sabia quem ele era, permanecia incógnito, gerando comparações com o Banksy. Não havia nenhum motivo especial para isso além de não querer tirar atenção do som (muitos pensavam que era o Kode9, já que os discos saem pela Hyberdub).

Na época da indicação ao Mercury, o cerco arrochou tanto que ele achou que o próprio anonimato estava tirando atenção das músicas e ele mesmo revelou sua identidade. Pode ter sido também pra poder lucrar com a fama, podendo se apresentar ao vivo, coisa que não fazia antes.


DMZ

DMZ – É a principal festa do gênero, que acontece numa antiga igreja, em Brixton, no breu total. Escrevi sobre a festa depois que lá estive.


Tranquera, ao vivo

Tranquera – Dubstep brasileiro, capitaneado por Bruno Belluomi, conhecido e respeitado no exterior.


Rusko, “Jahova” fez um adendo:

Chicodub fez um adendo:

“De cada 10 dubsteps, uns dois, talvez três, sejam bons. Mas quando é bom… Meu amigo, vou te contar: porrada! Os mais puxados pra Jamaica (tem de tudo, até mesmo coisas que nem parecem com dub – a maioria) são atualizações urbanóide-apocalípticas do King Tubby dos anos 70. Lindos, lindos… Porradas, claro. O resto é mais porrada ainda. É cru, esparso, ogro, psicopata, raivoso. Ainda assim, pode ser espacial e climático às vezes. E nessas vezes, mesmo dopado, a tensãozinha tá sempre lá.

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Tenório

O Tenori-on já foi mostrado por aqui. E o Tenori-off, conhece? Como tem pintado brincadeiras nessa onda. É tudo tão pré-fabricado que as pessoas devem estar sentindo falta de meter a mão e mudar as coisas.

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Donk


Blackout Crew, “Put A Donk On It”

No norte da Inglaterra, uma geração criada a base de hardcore e grime encontra as batidas e o timbres do pior do poperô dos anos 90. O resultado é o Donk.

É, tá pensando que a volta dos 90 é o que?

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“It begun in Africaaaaaa…”

O DJ Zhao, de Berlim, organizou a coletânea “NGoma2″, de música eletrônica via África, onde tudo começou.

Dica do Julin.

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Entrevista – Deeplick

Você pode não conhecer o DJ e produtor Deeplick, mas deve ter ouvido um de seus trabalhos, mesmo que tenha sido sem querer ou sem saber.

É ele quem assina os remixes de artistas como Vanessa da Mata, Seu Jorge, Jota Quest, Marisa Monte, Marcelo D2 e outros, levando a música desses artistas as rádios pop onde alguns deles não chegam. E em alguns casos, ao topo da lista de mais executadas do ano — onde alguns deles também não chegam.

Outro dia o camarada Leo Lichote fez uma matéria com sujeito e fiquei interessado em falar com ele também.

Trata-se de um dos poucos produtores de música eletrônica residentes no Brasil que efetivamente transformaram isso num negócio lucrativo. Goste ou não goste, não dá pra ignorar o trabalho do Deeplick.

Seus remixes recente figuram entre as músicas mais executadas do ano. Qual foi o seu primeiro sucesso comercial e de que maneira você conseguiu essas oportunidades?

O primeiro sucesso foi o remix do Claudio Zoli – “Cada um cada um”. Nessa época eu já conhecia algumas pessoas de gravadora, inclusive da Trama, que é a gravadora do Claudio Zoli. Já tinha feito trabalhos menores, mas de qualidade. Eles resolveram arriscar fazer comigo e o resultado foi muito bom.

Como ocorre o contato para fazer esses trabalhos? É um pedido direto das gravadora, querendo emplacar a música em rádios de perfis diferentes do artista?

As vezes a gravadora pede com o objetivo de tocar em rádio de perfis diferentes, as vezes ela pede com o objetivo de distribuir para os DJs e tocar na noite. No meu caso é muito comum também o próprio artista encomendar o remix.

Qual o seu contato com os artistas no processo? Tem algum papo? Muitos deles são muito distantes desse universo da música eletrônica, como é a reação deles ao resultado final?

Quase sempre tenho contato com eles. Dependendo do trabalho eu até converso antes com o artista na hora que eu estou achando um caminho para a música. Na verdade falamos remix , mas o que acontece mais é produzir uma versão nova do zero.

No caso do Seu Jorge por exemplo, fiz o instrumental todo e ele gravou a voz. Não tem nada da original. Conversamos muito durante esse trabalho. Aliás ele é uma pessoa muito legal e muito engraçada. São 30 minutos gravando a voz e 3 horas conversando um papo ótimo, sempre.

A reação deles é sempre positiva. Esses artistas que eu estou trabalhando estão muito modernos e pensando com a cabeça bem aberta.

De que maneira a pressão para fazer uma música que precisa chegar ao número 1 das paradas afeta o seu trabalho?

Não afeta em nada. Trabalho para o resultado ficar bom. Uma música boa e honesta tem mais chance de fazer sucesso do que as outras. Faço com o coração e com o maior respeito pelo artista e isso me traz boas consequências. Quando aparece alguem falando que quer fazer um remix pra virar primeiro lugar eu não faço.

Como você encontrou esse formato de remix comercialmente viável?

Eu trabalhei em rádios e toquei como DJ minha vida inteira. Gosto de fazer o som para o público , acho que DJ tem que agradar e fazer as pessoas felizes. Isso já está na minha essencia como DJ, acaba saindo naturalmente. E claro, muita pesquisa em cima de novas tecnologias pra me dar conhecimento e me ajudar colocar em prática tudo que eu penso.

Como é sua negociação com as gravadoras? você recebe apenas pelo trabalho executado ou tem participação nas vendas e na arrecadação por execução nas rádios?

Recebo por trabalho, das gravadoras ou dos artistas. As vezes tenho participação nas vendas e as vezes não, mas quando a música e executada eu recebo direitos conexos pagos pelo Ecad, como músico acompanhante, afinal acabo, quase sempre, tocando junto com meu parceiro de produção, o Miller, todos os instrumentos daquela versão remix.

Quanto custa um remix seu?

Pode variar muito, faço vários tipos de negociação. Em média de 4000 a 7000 Reais. E se esse trabalho vira hit acaba rendendo de outras maneiras, como já respondi.

Quais são suas referências, o que você gosta de ouvir por prazer, longe do trabalho?

Rock , aquele rock com infuências de outros estilos, como The Clash. Acid jazz , adoro! Flash back, principalmente os clássicos do funk como Funkdelic. E música eletrônica dos anos 80. Ah, um chill out as vezes vai muito bem também.

Você já fez remixes de artistas menos sucedidos comercialmente no brasil, como “Hardest button to button” (White Stripes), “Technologic” (Daft Punk), “Superluz” (Nego Moçambique) e “LDN” (Lily Allen). Esses você fez por vontade própria? Como escolheu as músicas?

O Nego Mocambique , o White Stripes e a Lily Allen foram encomendados sim pela gravadora. Fiz eles da mesma maneira que fiz todos os outros.

No caso do Daft Punk, foi uma experiência. Eu tinha feito uma música que parecia do Daft Punk e coloquei a voz do “Technologic” pra testar, como ficou bom comecei a usar em festas que eu tocava. Esse tipo de coisa é legal para meu trabalho como DJ, porque acabo tocando uma versao exclusiva que só eu tenho e acabo tendo um diferencial na minha apresentação.

O que você acha da cena alternativa de música eletrônica, de DJs e produtores que fazem música que não tem sucesso comercial? Você é aceito pela “elite” dos produtores bacanudos ou visto com maus olhos?

Amo música eletrônica. Admiro os grande nomes da música eletrônica como Fatboy Slim, Moby, Chemical Brothers, Daft Punk , etc. Gosto desse eletrônico porque é um alternativo mas é inteligente, musicalmente rico e sem preconceitos da parte de quem faz, por isso foram tao longe.

Existem nomes menos conhecidos que fazem esse mesmo tipo de música e eu acho tudo muito bom. Gosto muito do eletro barulhento mesmo, com influências de artistas dos anos 80. Frequento essa cena e toco em festas assim de vez em quando , então eu acho que faco parte disso também.

Você falou de produtores bacanudos e o maior exemplo é o Gui Boratto , o maior produtor de música eletrônica no Brasil e muito meu amigo, somos parecidos em muitos aspectos pessoais, ele me respeita muito e eu respeitos muito ele. Já fizemos trabalhos juntos, mesmo tendo estilos diferentes.

Outra pessoa que eu tenho uma grande afinidade é o Dudu Marote, foi ele que me pediu o remix do Nego Moçambique e ficou muito feliz com o resultado. Tenho grandes amigos como Patife e Ramilson Maia, trabalho com eles de vez em quando, são pessoas maravilhosas de muito bom gosto e de nenhum preconceito musical. É nesse eletrônico que eu acredito.

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Rebolation

Se liga no rebolation, o tecktonik brasileiro.

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Conferindo

Nos moldes da Miami Winter Music Conference, maior encontro de indústria da música eletrônica, em 2009 acontece a Rio Music Conference.

Porque praia a gente tem.

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Kitsuné Maison 6

Kitsuné Masion Compilation 6 – “The melodic one” (pass: Schopenhauer)

As músicas:

1. Lo-Fi-Fnk – “Want U”
2. La Roux – “Quicksand”
3. Pnau – “With You Forever”
4. You Love Her Coz She’s Dead – “Superheroes”
5. Ted & Francis – “I Wish I Was A Polar Bear” (Arctic Urgency Edit)
6. Digitalism – “Taken Away” (Instrumental)
7. Autokratz – “Stay The Same” (Edit)
8. Beni – “My Love Sees You”
9. Fischerspooner – “Danse En France” (D.I.M. Remix)
10. Etienne De Crecy Et Monsieur Jo – “Hanukkah”
11. Streetlife DJs – “We Love the Disco Sound” (Radio Edit)
12. A-Trak – “Say Whoa”
13. We Have Band – “Hear It in the Cans” (DIY Version)
14. Heartsrevolution – “Ultraviolence”
15. Grovesnor – “Drive Your Car “(Hot Chip Remix)
16. David E Sugar – “Although You May Laugh”
17. Appaloosa – “The Day We Fell In Love”
18. Piste Presque Fantome – “Piste Presque Fantome”
19. The Shoes – “Let’s Go”

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Meninada Casio


URBe TV: Casiokids, entrevista (legendada) + “Togen hule” ao vivo

Esse Casiokids foi uma das melhores coisas que vi esse ano. Em termos de música eletrônica ao vivo, fica lado a lado com o Soulwax. É muito bom ver um show em vez de assistir um sujeito no laptop.

Bati o olho num EP independente deles na na Rough Trade um tempo atrás, achei o nome curioso, mas não comprei na hora. Quando voltei, já tinha acabado. Procurando por links no Rapidshare, Zshare, Hype Machine e Google não achei anda. Sei lá como esses caras fizeram pra esconder as músicas deles on line hoje em dia.


Casiokids – “Fot i hose”

Nem vale a pena tentar definir o som do Casiokids. Tem referências bem diversas, de música africana a eletrônica maximalista. A galera no palco e a quantidade de teclados lembra o Hot Chip; a pegada alucinada de pista o Soulwax; os ruídos eletrônicos o Late of the Pier; o teatro de sombras, as cabeças de papel machê e o monstro vermelho que invade a platéia, o Flaming Lips.

A música da vídeo entrevista que abre o texto é “Togens hule”, mais calminha, logo na abertura do show. O encerramento foi com o coice “Fot i hose”, clica aí em cima e sente a pressão. A verdade é que estava querendo tanto ver esse show que filmei logo a primeira música pra ficar quicando o resto da noite.


Casiokids – “Gront lys i alle ledd”


Casiokids – “Togens hule”

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Discoland

Discoland
James Murphy & Pat Mahoney
Glass Candy
Ewan Pearson
Efdemin
Badenov & Gustavo MM
04 de outubro (sábado), Rio de Janeiro

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SupaTrigga

Lá de Belzonte vem o Retrigger, o mesmo sujeito responsável pelo Arrebite (já comentado por aqui).

A pesada “Reckless driving is not a sin”, do clipe acima, não é muito representativa do som produzido por Raul Costa. Ouça a metaleira de “Jeanie and Caroline”, o frevo de “Don Augusto Shitlife remix” ou o rock “Mean a swing”. Grosseria pura.

O ponto de ligação entre tudo são batidas quebradas e uma produção esquizofrênica, misturando, como lista o próprio sujeito, breakcore, psicodelia sessentista, drill and bass, surf music, rock e hip hop.

Fica um set ao vivo desse psicopata. Prendam esse rapaz.

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