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Hipnose

Se você não tiver NADA, absolutamente NADA pra fazer, veja a que nível chega o desespero da direita com a vitória de Barack Obama.

Pra aliviar, conheça 50 fatos que você não sabia sobre Obama, o colecionador de revistinhas do Homem-Aranha, cujo filme favorito é “Um estranho no ninho” e que levanta 100 quilos no supino.

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Hello

Em 2004, após a reeleição de George W. Bush, um sujeito criou o saite Sorry Everybody. Nele, americanos que não votaram em Bush enviavam mensagens para o mundo, através de fotos, sinalizando que nem todos os americanos apoiavam a política bélica do presidente reeleito.

Pois bem, quatro anos depois o Sorry Everybody se transformou no Hello Everybody. Dessa vez os americanos perguntam: estamos numa boa?

Sim, estamos. E sempre estivemos, acredito, porque qualquer generalização é burra. Não há como negar, no entanto, que nesses oito anos os americanos aprenderam bastante sobre como o resto do mundo os vê em momentos em que sua liderança é falha.

O que nos traz as enormes celebrações pelo planeta, comemorando a chegada de Barack Obama ao poder. Todo mundo reclama, mas no fundo está louco por um salvador, um messias.

Como nos quadrinhos de super-herói, eternizados pelos próprios americanos, há um desejo de que os EUA consertem os problemas do universo e além. Não é bem assim.

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Gradual

Já fazem pelo menos dois anos que o nome de Obama vem sempre colado as palavras “primeiro presidente negro” sempre que é mencionado. É quase um sobrenome. Com sua eleição, está difícil encontrar uma matéria sequer que não fale isso.

Como num Long Tail, que começa com um pico até encontrar uma constância, gostaria de ver uma pesquisa diária na imprensa mundial para analisar o ritmo em que a frequência da utilização desse apêndice vai diminuir, até finalmente desaparecer.

Em quanto tempo ele vira apenas o presidente Obama? Se é que deixam ele virar.

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True

Pesquei no Lúcio. E pra quem não lembra/conhece do original, é só assistir aí embaixo.

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Mudança?

A julgar pela recepção religiosa do primeiro discurso de Barack Obama como presidente eleito dos EUA na noite passada, em Chicago, ele tem em mãos a chance da verdadeira mudança que vem… hmmm… pregando.

Comandando a massa como um pastor gospel, enfatizando o bordão vitorioso yes we can ao final de suas colocações, sendo acompanhado pelo coro de milhares, Obama fez um discurso conciliador, convocando a população a participar.

De qualquer maneira, não se engane. Os interesses que ele defenderá serão, naturalmente, os do EUA. A esperança chegou, mas é para eles. Nós temos que construir nossas próprias soluções.

Até porque, isso aqui não é a Europa ou EUA e nem tudo que funciona lá, funcionaria cá. Se fosse simples assim, apenas copiar, seria até fácil, questão de dinheiro. Não é. Grande parte dos nossos problemas são culturais, de educação. Mentalidade não é coisa fácil de se cambiar.

Com a vitória nas urnas, o retrato guevaresco feito por Shepherd “Obey Giant” Fairey, se tranformará numas das imagens icônicas desse início de século. Pode apostar.

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Barack Obina

O sonho continua.

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Vai Obama!

Obama e McCain numa road de b-boys. Há nem tanto tempo atrás, um troço desses custaria uma fábula pra ser produzido.

No Brasil, onde política e web ainda engatinham, Gabeira vai dando exemplo com sua campanha limpa. É impressionante. O segundo turno a milhão, a cara do Eduardo Paes em toda parte e NADA de propaganda impressa do Gabeira emporcalhando as ruas.

No domingo, quando ele ganhar a eleição, será um marco na propaganda política brasileira, pois está provado que não é necessário tornar a cidade num chiqueiro para ganhar votos.

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Bio

Obama em quadrinhos.

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No interior dos EUA

Obama e Palin disputam os corações e mentes do americano médio. Assustador.

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Afudê

A versão Hillary-Obama para a música “I’m fucking Matt Damon”, da comediante Sarah Silverman.

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Pop


foto: Guardian

Obama resolveu oficializar a adesão de tantos artistas a sua campanha e lança um disco com a trilha sonora oficial, para arrecadar fundos, com a participação de Stevie Wonder, Kanye West, John Mayer, John Legend, Sheryl Crow e Adam Levine, entre outros.

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A esperança

Barack Obama ainda é apenas um candidato a presidência dos EUA, mas uma exposição em Denver, EUA, tenta tranformá-lo num ícone da esperança. Qualquer que seja o resultado, essa eleição promete mais por suas consequências no campo emocional do que no político.

Uma derrota de Obama será uma grande decepção. Obama ganhando e não conseguindo ser a força de transformação que promete ser (o que é bem provável que aconteça), uma desilusão coletive abaterá o mundo. Ou pelos menos aqueles que ainda acreditam.

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Batalha musical


ilustração: Blender

Tudo bem, a idéia não é lá tão original, mas ainda assim é divertida. A revista Blender pediu para os candidatos a presidência dos EUA listarem as dez mais dos seus respectivos iPods. Depois ainda pediu parao Girl Talk comentar as escolhas.

Veja a lista de Obama e McCain. Alguns nomes de música são bem sugestivos, como se tivessem sido propositalmente colocados na lista para causar efeito. Peraí, “como se tivessem”? Sei…

Top 10 Barack Obama:

1. Fugees – “Ready Or Not”
2. Marvin Gaye – “What’s Going On”
3. Bruce Springsteen – “I’m On Fire”
4. The Rolling Stones – “Gimme Shelter”
5. Nina Simone – “Sinnerman”
6. Kanye West – “Touch The Sky”
7. Frank Sinatra – “You’d Be So Easy To Love”
8. Aretha Franklin – “Think”
9. U2 – “City of Blinding Lights”
10. will.i.am – “Yes We Can”

Top 10 John McCain:

1. ABBA – “Dancing Queen”
2. Roy Orbison – “Blue Bayou”
3. ABBA – “Take A Chance On Me”
4. Merle Haggard – “If We Make It Through December”
5. Dooley Wilson – “As Time Goes By”
6. The Beach Boys – “Good Vibrations”
7. Louis Armstrong – “What A Wonderful World”
8. Frank Sinatra – “I’ve Got You Under My Skin”
9. Neil Diamond – “Sweet Caroline”
10. The Platters – “Smoke Gets In Your Eyes”

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Embaralha


O discurso de Mikheil Saakashvili

Tendo França, Alemanha e EUA como mediadores, Georgia e Rússia assinaram um cessar-fogo. A Europa está assustada de ter, novamente, uma guerra tão perto de seu território.

Durante a coletiva de imprensa para anunciar a assinatura de um cessar fogo Geórgia e Rússia (que disputam a região separatista de Nova Ossétia), o presidente da Geórgia Mikheil Saakashvili fez um discurso duro, emocionado, acusando a Europa de omissão e de não ter ouvido seus alertas da invasão iminente a seu país.

Mais do que isso, Mikheil alertou o ocidente sobre o perigo que a Rússia novamente representa para paz mundial (quando foi mesmo que isso existiu?).

Pode ser uma declaração parcial, afinal ele acaba de ser invadido, mas não por isso menos forte, num momento em que todos os olhares estão virados para Geórgia.

A Rússia hoje não parece tão longe quanto durante a guerra fria. Suas fronteiras tocam hoje países que fizeram parte da Cortina de Ferro e hoje são parte da União Européia (Estônia, Látvia e Lituânia) e está bem pertinho de outros tantos (Polônia, Eslováquia, Hungria e Romênia).

A guerra está, portanto, bem perto. Não bastasse isso, o ocidente tem especial interesse econômico no assunto, pois é pela Geórgia, e especificamente na região em questão de Nova Ossétia, por onde passa parte do gás e petróleo vindos do Mar Negro.


O pronunciamento de George W. Bush

Para Bush, a nova guerra veio em boa hora, uma última chance de se despedir do cargo por cima. E lá vamos nós para mais uma rodada de EUA x Rússia. Os dois países começaram a se bicar mais intensamente por ocasião da invasão do russos a Geórgia.

Posando de estadista, fez esse belo discurso acima, condenando a invasão russa a Geórgia, por mais que soe totalmente contraditório em relação a suas próprias atitudes.

Para a campanha do candidato republicano a presidência dos EUA, John McCain, a notícia não podia ter vindo em melhor hora.

Há meses correndo atrás de Obama nas pesquisas, um estranhamento com um velho inimigo pode ser crucial para aumentar suas chances. Afinal, McCain é um herói de guerra, Obama é só um garoto querendo (ou dizendo que vai) mudar o mundo.

Como estilhaços de uma granada, essa guerra deixa consequências políticas para todos os lados.

Numa nota paralela, deixo abaixo esse vídeo impressionante de uma equipe de reportagem turca sendo atacada por combatentes enquanto cobriam o conflito.

A câmera, jogada no bando de trás, estava rodando, então dá pra ver o vidro sendo varado por balas a medida que o motorista (muito sagaz) dá ré, enquanto os jornalistas gritam desesperadamente “Press! Press!”. Parada de doido.

Na boa, quando é que o mundo NÃO esteve em guerra mesmo? Faz pensar se tem algum sentido tentar a paz.

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