OEsquema

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Diginóis n’OEsquema

Mais uma estreia n’OEsquema: Diginóis, editado pelo músico Lucas Santtana. Não é página de artista – isso ele fará em sua página pessoal . É o blogue que Lucas vem mantendo há anos, com conteúdo relacionado a música e tecnologia. Ele fala mais disso no seu post de apresentação, inclusive da influência do URBe e do Trabalho Sujo na sua vida digital, e dá uma volta pelo condomínio para apresentar os outros blogues para seus leitores.

Essa semana ainda o Lucas promete lançar seu novo disco, “O Deus que Devasta Mas Também Cura”, o quinto da carreira, cuja  primeira música você já escutou por aqui. Olho no Diginóis!

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OEsquema: melhor site de 2011

OEsquema foi eleito “melhor site de 2011″ pelo júri convocado pelo Scream & Yell (o Trabalho Sujo ainda levou melhor blogue).

E estamos apenas começando ;)

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O documentário sobre OEsquema

A Colmeia.TV produziu três curtas documentários sobre coletivos para uma série própria chamada Diálogos Coletivos, sobre a Soma, Fora do Eixo e sobre OEsquema. As entrevistas foram feitas em São Paulo com Matias e Mini (eu e Arnaldo estávamos no Rio) e, ainda que não nos consideremos um coletivo (por não produzirmos nada coletivamente) o vídeo é uma boa apresentação do portal.

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Mais novos blogues n’OEsquema

Mais uma leva de blogues entram n’OEsquema, e a família segue crescendo: Camilo Rocha e seu Bate-Estaca, o blog do Bracin e os Caracteres Com Espaço da Helô. Como de costume, só coisa fina. Bem-vindos!

 

Para visitar, basta tocar o mouse em BLOGS no cabeçalho ou visitar a página inicial d’OEsquema, compilando as principais notícias de todos os blogues do portal. O Matias escreveu um pouco mais a respeito de cada um dos novos vizinhos.

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O novos blogues d’OEsquema

Começou. Depois de muitos adiamentos, problemas e soluções (valeu Arterial e Leo pela execução!), finalmente a página inicial do OEsquema funcionando (misturando o principal conteúdo de todos os blogues). E desde segunda-feira, quem estava atento, já percebeu: estrearam quatro novos blogues. E tem vários outros vindo.

Vou deixar eles mesmo se apresentarem.

Primeiro o Chico Dub, aqui do Rio, co-realizador do “Dub Echoes”, produtor do festival Novas Freqüências) e minha maior fonte e influência nos sons graves:

Por sei anos, de 2002 a 2008, tive um blog sobre dub e música jamaicana. Posso categoricamente afirmar que o “Dub Blogger” foi nos seus primeiros três anos uma das principais fontes de notícias sobre dub e os novos sons inspirados no bass jamaicano. Depois de escrever anos e anos sobre Jamaica, Londres, Berlim e afins, de ter participado da criação do principal documentário sobre o dub já produzido no mundo (junto com o mais que parceiro Bruno Natal), de ter tocado em festas a rodo, e de ter contribuído para a divulgação de uma música que é muito maior do que falam que ela é, me sinto hoje com o dever cumprido. Surgiu então, em 2009, a Dancing Cheetah, um movimento em prol de ritmos latinos, africanos, caribenhos, asiáticos. Com um foco mais contemporâneo, batizado por alguns especialistas de global guettotech (por conta das misturas com música eletrônica), a Dancing Cheetah já tem quase 3 anos de existência. Foi a primeira festa assumidamente desse estilo no país. E é muito bacana ver outras idéias como a nossa (divido a labuta com o João Brasil e o Pedro Seiler) surgindo no Brasil todo.

Bom, toda essa looooonga introdução se justifica para falar do meu blog atual, o “Chico Dub”. Criei o tamagotchizinho nos primeiros dias de 2011 para ser uma plataforma que mesclasse todas as fases musicais da minha vida recente dando prioridade ao que acontece HOJE dentro da música – os últimos lançamentos, as tendências, os festivais. Ter o blog em menos de um ano hospedado dentro do OEsquema, lugar de máximo respeito e que eu simplesmente entro todo santo dia, me enche muito de orgulho. Não poderia estar em melhor lugar e com melhores companhias.

A Rafa também é do Rio e mora Londres, de onde atualiza o seu Patchwork:

O Patchwork é uma colcha de retalhos formada por pedacinhos de informação sobre arte, ciência, fotografia, música, ecologia e o que mais me der na telha. Conexão Brasil – Londres, o blog é movido à curiosidade e admiração pela criatividade, em todas as suas formas, tamanhos, cores e texturas – sem preconceitos e com direito a algumas nojeiras e esquisitices (afinal, a beleza está nos olhos de quem vê, né não?).

A Ana esteva na Holanda e agora está de volta a São Paulo com seu Olhômetro:

O Olhômetro foi criado pra ser um observatório de coisas interessantes – na música, no showbiz, no mundo das notícias engraçadas, na internet, no dia-a-dia. A idéia é falar de tudo que acontece e o que eu acho disso, mas de um jeito pretensiosamente engraçado. Isso já tira toda a graça da coisa, mas acho que ninguém liga mais.

O blog estreou em 2007 e desde então segue meio esquizofrênico, mas isso é só um reflexo de como eu mudei nos últimos quatro anos, então nada mais natural.

Eu sempre fui péssima pra nomes, mas meu irmão diz que Olhômetro é bom, então tudo bem. Eu também gosto, mas certa vez me dei conta que poderia estar roubando um nome incrível para um blog de fotografia. Uma pena.

Pra fechar, a Babee, do Boo Monster Bop (reparou que OEsquema tá florido, né), também mora em São Paulo:

Boo Monster Bop é um blog sem firulas, feito para aqueles que amam música e procuram novidades nada óbvias. Além de vídeos e pôsteres, tem também a mixtape semanal Boombop Shuffle, criada a partir do shuffle do iPod e que traz uma sequência de músicas novas e (quase sempre) desconhecidas.

Bem vindos ChicodubPatchworkOlhômetro e Boo Monster Bop! Deem um confere nos arquivos deles, todos tem muito conteúdo bacana que merece a leitura. Aproveite!

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11/11/11 – OEsquema, fase 2

Nessa data cabalística, inicia-se a fase 2 d’OEsquema, um processo que começou em 08/08/08, com a criação do portal – e que por diversas razões, demorou muito mais do que gostaríamos para ser implementado. Agora vai.

As mudanças começam hoje – o visual foi só o começo – com a abertura da home, um lugar para visualizar as principais atualizações dos blogues do portal.

O negócio começa a ficar bom mesmo na seqüência: mais e mais blogues entrarão n’OEsquema, só gente muito boa e que, graças a eles, deve consolidar esse portal que você já conhece como um dos veículos de cultura mais interessantes do Brasil.

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OEsquema novo chegando…

Repara a bagunça não. A vida em beta opera também aqui n’OEsquema. As repetidamente anunciadas mudanças finalmente estão em cursos e o ensaio é aberto. Finge que não tá reparando pra fazer cara de surpresa na estreia.

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OEsquema: Três anos e dois dias

Uma conversa sobre o aniversário de três anos d’OEsquema entre os fundadores: eu, Matias, Mini e Arnaldo.

Mini: Matias, como começou a história de fazer OEsquema?

Matias: Começou porque o Gardenal começou a dar pau. Pra quem não pegou a época, o Gardenal foi um site criado pelo Pablo Miyazawa, que hoje é editor da Rolling Stone Brasil, para abrigar sites que estavam espalhados por aí. O Trabalho Sujo ficava no Geocities e foi um dos primeiros a ser chamados. Depois que o projeto começou a tomar forma – antes de outros portais conhecidos aparecerem, como o Interney e o Wunderblogs – chamei o Bruno e o Arnaldo para entrar no time. Mas em 2005 o portal teve um baque no servidor, perdeu tudo que tínhamos até ali e, desde então, passou a funcionar de forma capenga. Em 2008 a situação ficou insustentável – não dava nem pra publicar direito – e resolvemos cair fora. Perguntei pro Bruno, que pilhou, e ele falou em chamar o Arnaldo, que também estava ficando de cabelo branco por causa do Gardenal. Como achamos que três era pouco, resolvi te chamar e, depois de fritar em alguns nomes – o nome original era Sistema – chegamos aOEsquema.
Foi assim mesmo, Bruno e Arnaldo? Minha memória, vocês sabem, é um lixo…

Bruno: Além da URL Sistema estar tomada, estreava um programa da Globo com esse nome bem na época, né?

Matias: E o nome do protagonista da série?

Bruno: Hahaha. É legal OEsquema ter surgido de uma necessidade, precisar de uma casa nova, não algo de caso pensado. Faz muita diferença isso. Quando a gente começou a conversar sobre isso, logo vimos que era uma oportunidade de começar outra história. O projeto de expansão no entanto existe desde início. O objetivo final é hospedar os blogues mais relevantes da rede brasileira. Logo a gente chega lá.

Mini, como foi que você recebeu o convite? Não conhecia nenhum de nós, né? Aliás, nunca nos encontramos os quatro, é surreal. Você mesmo eu só encontrei uma vez, naquele show do Radiohead, em Londres. Você já conhecia os outros blogues?

Mini: O Matias eu conhecia há muitos anos do Trabalho Sujo de papel, ele como jornalista/editor e eu como guitarrista dos Walverdes. A gente também “frequentava” a Poplist, uma lista de emails com um monte de gente interessante no fim dos anos 90. Matias, você estava na indie brasil também? Então ali já rolava um esquema. E eu escrevia um pouco de ficção também e o Matias me convidou pra escrever semanalmente num site chamado 1999 que tinha também o Fábio Bianchini e a Cecília Gianetti como colunistas. Eu escrevi uma série de ficção científica, alguns contos meio indies, não lembro direito. Depois, o Matias me convidou pra colaborar com a Play – que foi talvez a primeira publicação de cultura digital que tivemos no Brasil… Ou seja, eu já estava acostumado a topar as histórias que o Matias inventava, sempre curtia, achava uma boa, sempre dava em caldos interessantes com gente interessante. Quando ele me convidou pra integrar OEsquema, não pensei duas vezes. Eu tinha um blog tosco no blogspot e sempre gostei de bandas e de bandos, de estar numa turma, numa história com mais gente. O Bruno e o Arnaldo eu lia no Gardenal. O Arnaldo eu nunca encontrei. Aliás, é interessante esse arranjo, porque de fato a coisa vai andando sem nunca termos nos encontrado ou feito grandes discussões por email.

Matias: Eu já tinha escrito sobre os Walverdes em 1994 – lembro de um Trabalho Sujo do início de 96, falando que era uma banda pra ficar de olho… E, além da Poplist, que frequento até hoje, trombei com o Mini várias vezes nos caminhos do indie brasileiro – e, não, eu não frequentei a Indie-Brasil. Mini já havia deixado de ser só o guitarrista de uma banda gaúcha, pois conheci seu trabalho com o Renan, que hoje tem a Disc-O-Nexo em Porto Alegre – os dois editavam um zine chamado Poneifax. Deov ter até hoje, a edição número 2 era especialmente memorável (hehehe). O Bruno eu conheci dos comentários no Sujo, peguei ele no colo quando ele ainda nem sabia como se pronunciava “dub”. Já o Arnaldo, eu conheço desde os anos 70, quando aprontávamos todas nos bailinhos de carnaval da Zona Sul do Rio, ao lado do Carlos Imperial, Fausto Wolff, Fred Leal, Jaguar, Allan Sieber e Matias Maxx. Bons tempos…

Bruno: O Arnaldo taí, mantendo o habitual silêncio, hahaha!

Mini: Ele tá fazendo um “cartum de entrevista” hahahahaha…

Matias: Acorda, Arnaldo! Já sao 5 da tarde!

Arnaldo: Cheguei agora da Policia Federal, onde fiquei 5 horas e não consegui tirar passaporte :( O que é pra dizer?

Matias: Sempre a desculpa da Polícia Federal… Fala do Gardenal e da criação dOEsquema.

Arnaldo: O Gardenal era bacana, mas era muita gente, tinha até aquelas tentativas de surfar a onda de blog mulherzinha roots – antes do trend de tirar foto no espelho pra mostrar como estou linda hoje, viva o meu cartão de crédito etc.

Matias: Ah, o início dos anos 00…

Arnaldo: Acho que nunca consegui ler todos os blogs direito. Mas tinha muita fera, Ovelha Elétrica, Ressaca Moral… Eu nem encrencava taaanto assim com os paus do servidor, eu que sou velho não conseguia acreditar que podia publicar cartum e quadrinho de graça, sem nem pagar anuidade. Mas quando a gente perdeu tudo eu fiquei com dor no coração. Se bem que revendo coisas antigas que sobraram no ar e no HD (um blogspot do Mau Humor aqui, uns desenhos que ficaram perdidos em pastas escondidas depois de milhares de trocas de computador e formatações), de repente foi bom perder tudo. Aliás, quem era o Pablo? O Sr. Bonzinho ou o Sr. Muita Grana (hehe)?

Matias: O Pablo era o Sr. Bonzinho.

Arnaldo: OEsquema foi a bóia de salvação, achei o convite natural porque eu, Bruno e Matias já fazíamos parte de uma semi lista de discussão (nossa troca de emails) para reclamar nas quedas do servidor…

Matias: Como os sites de vocês mudaram depois dOEsquema?

Bruno: No início do URBe, escrevi mais sobre música, resenhas, etc. após OEsquema o leque de assuntos foi abrindo. como estou sempre lendo os vizinhos, existe também uma influência em relação ao conteúdo. Além disso, tem a questão complementar, de um assunto de um dos blogues gerar uma pauta, ou mesmo ficar atendo para não se repetir. Isso vai se intensificar com a implementação da home, juntando todo conteúdo do portal.

Arnaldo: OEsquema coincidiu com a fase em que começaram a me contratar pra fazer livro, quadrinho, etc, então ele passou a estar mais a reboque do meu trabalho para as grandes, antigas e malvadas corporações. E também porque ele era mais bonitinho, comecei a caprichar um pouquinho mais em desenho, apresentação, mas ninguém reparou :( Agora pretendo deixar de lado um certo pudor de usar o Mau Humor pra outra coisa que não divulgar material próprio, transformar em uma espécie de tumblr, sei lá. Não dá pra ficar parado como está, esse é o país da Copa do Mundo???!!1

Matias: “Pode reparar, quem tem blog bom, normalmente é desempregado. Quando o cara arruma um emprego, não tem tempo pra ter um blog bom”. Ouvi essa frase do Mr. Mason em algum debate no tempo em que “monetização” era trending topic na era dos blogs pre-Twitter. Foi na mesma época em que eu já era editor do Link – e resolvi assumir isso como desafio. Por isso tive que mudar drasticamente o ritmo de posts do Sujo – menos textos imensos, mais comentários curtos, links pra outros sites, vídeos, fotos e MP3. Posto coisas que eu sei que amigos vão curtir, que leitores vão comentar e que eu possa talvez querer lembrar disso no futuro – então o Sujo acaba sendo uma espécie de arquivo pessoal, mais do que uma carta aos navegantes. É um StumbleUpon domado na unha. Falta o Mini comentar o que mudou no Conector.

Mini: Pois então, não tenho dúvida de que faz diferença blogar com mais tempo livre. Eu também andei reduzindo meu ritmo no Conector por conta de outros compromissos profissionais e pessoais. Uma das coisas que me mudou pra mim nos últimos dois anos foram os comentários diários na Oi. Porque apesar do Minimalismo ser gravado, ele exige pesquisa e redação diárias, é um fluxo constante de conteúdo sendo que eu tenho o trampo na publicidade, família, banda e outros projetos. Então estou aproveitando a mudança que vem aí d’OEsquema pra repensar como eu vou lidar com o Conector no próximo ano. A questão é que eu GOSTO de escrever textos maiores, não tenho muito prazer em produzir uma blogagem mais estilo Tumblr, mas ao mesmo tempo preciso manter o blog vivo, então vou ter que encontrar um meio termo.

Bruno: Costumo dizer que leio o URBe. Não que leria, que leio mesmo, prq realmente é um weblog pra mim, vira um arquivão de referencia pra mim mesmo.
Agora, Matias, diz pra gente: qual o segredo das duas mil listagens, com links e imagens upadas, por minuto? Somos todos lerdos ou vc tem técnicas secretas pra driblar nossa versão de museu do WP?

Matias: Eu deixo um monte de posts prontos. E acordo cedo. Mas tou cogitando contratar estagiárias…

Bruno: Cheio de segredos. A primeira vez que vi o Matias de frente pra um teclado, na primeira vez que ficou lá em casa, lembro que fiquei assustado com a quantidade de atalhos. E olha que meus amigos me acham super rápido, hahaha!

Matias: Atalho nao é segredo ;)

Mini: Eu queria fazer uma pergunta para o Arnaldo: como ele se sente a respeito de produzir material só para o blog? Ele costumava fazer isso, agora não faz mais. Não rola umas sobras? Como funciona isso pra ti, Arnaldo? Seria jogar fora material que pode ser vendido? Como funciona pra ti essa dinâmica? Pra mim é mais fácil, porque fora a Oi eu não costumo vender meus textos, poucas vezes vendi. E quando entrou o Minimalismo na minha vida eu comecei a fazer algumas reservas de mercado pra mim mesmo. Tipo “opa, isso rende programa pra rádio, não vai pro blog tão cedo”. E também queria saber da experiência dele com o Casseta e Planeta, tenho a maior curiosidade.

Arnaldo: Sobras rolam, falta é tempo de atualizar, juro. Sério, tenho alguns planos de migrar definitivamente para TV e cinema, e manter quadrinho e cartum como hobby, tirando dois ou três trabalhos para algum órgão e o Mau Humor, naturalmente. Dava pra manter o blog alimentado só com as colaborações para O Globo, G1, Folha, Monet e com os investimentos a fundo perdido, ou seja, projetos para editais e coisas do tipo. Eu não costumo guardar muito não, trato com idéia como trato com dinheiro, tendo a gastar porque acho que Deus pune a avareza ;)

O Casseta é demais, porque o único briefing é não fazer humor hermético, coisa que evito de qualquer forma em qualquer trabalho que faça, pra não entender é preciso má vontade profunda ou ser analfabeto funcional (não gostar, outra história, hehe). Sempre entrego junto com o Allan material que assinaria sem pestanejar, alguns exemplos até postei no Mau Humor. Esta nova fase do programa (deve estrear ano que vem) é diferente da anterior nesse ponto: depois que os Cassetas recebiam o material eles assumiam a bola e moldavam o texto no formato do programa, e agora o material volta com as considerações deles e devolvemos (e recebemos de volta novamente etc) até os quadros ficarem de um jeito que caibam no programa e tenham nosso estilo. As reuniões são o melhor, gostaria de criar um reality show chamado “Reunião”, só deixar a câmera ligada lá e editar as melhores partes. E são todos ídolos, tenho minhas edições do Planeta Diário e da Casseta Popular encardenadas.

Mini: Uma última coisa que me ocorreu, que me esqueci de dizer. Muita gente acha que o nome Conector tem a ver com tecnologia… mas na verdade eu comecei o blog e botei esse nome pra conectar assuntos e universos diferentes que me interessam. Então o blog nasceu – e eu sempre tento resgatar e manter isso – pra eu processar coisas que eu leio, vejo, assisto, ouço, penso. É um processador multi uso, de certa forma.

Matias: E o que vem a seguir? Mantemos o mistério?

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OEsquema, 3 anos

Três anos atrás, após um ano de elucubrações, estreiamos OEsquema. Nos próximos dias eu aqui no URBe, Matias no Trabalho Sujo, Mini no Conector e o Arnado e seu Mau Humor vamos finalmente encerrar a fase beta mais longa da história da internet brasileira.

O papo está ficando velho, sabemos disso, toda hora falamos nas “mudanças que vem por aí”. Porém, fazemos isso aqui com gosto e diversão, o tempo passa num ritmo diferente por aqui. Agora vai. A casa vai crescer, OEsquema se ampliar, dizem até que as ferramentas socias vão finalmente aportar por aqui.

E pra não parecer mais uma conversinha, deixo uma imagem com um dos testes da nova página inicial – que no fim não vi ficar assim. Só pra mostrar serviço mesmo.

Muito orgulho do projeto com esses três. Parabéns pro OEsquema!

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Hoje tem: 15 anos de Trabalho Sujo

Ano passado o Matias comemorou os 15 anos do seu Trabalho Sujo. Vizinho virtual de longa data e sócio aqui n’OEsquema, ele deixou pra fazer a festança esse ano, com um grande time. Infelizmente, só em SP (precisamos fazer uma juntos, hein!).

Bati um papo por email com meu guru digital (hahaha!) sobre esses 15 anos e o futuro desse amado portal.

Redes sociais, conteúdo colaborativo, blá, blá, blá… O que mudou de verdade na rede, para além das ferramentas, na mentalidade das pessoas, nesses 15 anos?

Alexandre Matias – Acho que, apesar de não parecer, as pessoas estão mais tolerantes umas com as outras. Ainda há quem se incomode com religião, opção política ou time de futebol, mas acho que a internet mostrou individualmente, para cada um de nós, que perceba que, mais importante do que aparência e escolhas pessoais, o que vale é o que pessoa realmente é. E está cada vez mais fácil saber quando é que alguém é legal de verdade ou apenas online.

Nesses 15 anos, qual foi o trabalho mais sujo que você teve que fazer?

Alexandre Matias - Sou limpinho. Acho que o mais difícil que já fiz foi matar a versão em papel, quando saí do Diário do Povo, em 1999. Não quis levar o nome para o Correio Popular, onde fui editar o caderno de cultura, para não ter conflitos entre os jornais. Mas não consegui ficar sem fazer, daí abri a versão digital no saudoso Geocities.com

Descreva como seria o nêmesis do TS, o Trabalho Limpo.

Alexandre Matias - O Trabalho Limpo seria tipo uma coluna de um senhor de 50 anos, parado no tempo há uns trinta, cagando regra sobre os sons que gostaria que as pessoas ouvissem numa coluna de jornal em um caderno para adolescente. Provavelmente, mal falaria de Brasil – e quando falasse, falaria com nojinho -, de cultura independente e se deslumbraria com o iPad.

Num chute lá pra cima, comparando a evolução digital de 15 anos atrás com a de hoje, quais as possibilidades do Trabalho Sujo em 30 anos?

Alexandre Matias - 50 posts por minuto, sobre todos os assuntos que eu gosto, feitos apenas na base do pensamento. Links para todas as coisas legais que vejo. Tudo de graça e com gente querendo me pagar só porque o que eu faço é legal. E eu, provavelmente, morando com a minha família em alguma fazenda com teletransporte no interior do Goiás.

E esse OEsquema novo? Vamos conseguir botar de pé ou não? Aproveitando a ocasião, adianta um bocado das nossas reuniões secretas e conta um pouco das mudanças que vem por aí.

Alexandre Matias - Tá difícil. Acho que a grande mudança vai ser a troca de nome, quando vamos mudar o nome do site para www.ositedomatiasbrunominiearnaldo.org, e viraremos uma ONG destinada a salvar jornalistas legais das redações do mundo. Mas isso é papo pra fase 4. Por enquanto, adianto: teremos home, layout novo, botão para Twitter e Facebook [N.E. Tumblr, agenda, sessões de foto e vídeo], espaço específico para os projetos paralelos de cada um de nós e, principalmente, e eis a grande novidade, MAIS BLOGS. Pra quando? Podia chutar “neste semestre”, mas vou deixar quieto pra criar expectativa…

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OEsquema, 2 anos

No dia 08/08/08, eu, MatiasMiniArnaldo fundamos OEsquema. Ontem completamos dois anos, a fase 2 está a caminho. Como diz uma grande amiga: “espere e aguarde”.

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Agente Arnaldo

Meu vizinho Arnaldo anda atarefado, contribuindo para tantas publicações que fica complicado acompanhar. Ao menos as tiras que ele publica no jornal O Globo, sobre o Agente Zero Treze (nada a ver com a ilustração acima), estão sendo reunidas por uma boa alma em um blogue.

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Robô

O New York Times publicou recentemente uma matéria em vídeo e em texto contando sobre experiências do uso de robótica em salas de aula. O grande trabalho dos pesquisadores, pelo que entendi, não é só fazer com que os robôs desenvolvam a capacidade de ensinar, mas sim de aprender, de absorver determinadas respostas do aluno pra refinar a sua atuação nas situações seguintes.

Continue a leitura no meu vizinho Conector.

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Beastie Boys sampleando

Porra, olha isso que o Pattoli descolou: um cara reuniu TODAS as músicas que foram sampleadas nos seis discos dos Beastie Boys e disponibilizou pra download. Não tem preço.

Dica do Matias.

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“OViolão” se espalha


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Leo Lichote fez uma matéria bacana sobre coletâneas online de novos artistas para o Segundo Caderno do jornal O Globo e falou da nossa  “OViolão”, organizada por mim e pelo Matias e lançada aqui no OEsquema.

Abaixo está a íntegra do papo que ele bateu com a gente por e-mail.

Por que fazer um projeto como “OViolão”? E por que só voz e violão?

Bruno Natal: Não tinha muita pretensão, era mais pra juntar num mesmo projeto artistas independentes que fazem parte do dia-a-dia das notícias dos nossos blogues. A idéia do voz e violão é o batido “valorizar a composição”. Alguns desses artistas tem trabalhos experimentais, o que as vezes dificulta o entendimento por um público menos paciente.

Alexandre Matias: Queríamos também registrar essa geração como tal – não é um “movimento” ou uma “cena”, mas uma safra de compositores que nasceram na mesma época, aprenderam a gostar de música de um jeito parecido e teve que aprender como lidar com a música pós-MP3. A própria natureza do projeto – das gravações informais ao fato de ter sido lançado em dois blogs, sem dinheiro envolvido – acaba abordando esse ponto também.

Qual a importância (documental, cultural) de um projeto desse tipo?

BN: Apresentar esses artistas de uma maneira mais intimista, o que raramente eles fazem, é interessante.

AM: E mostrar que não importa se um é DJ, o outro é do rock ou da MPB. É tudo música.

Há o desejo de lançá-la fisicamente?

BN: A coletânea não foi feita com essa intenção, sequer foi masterizada apropriadamente. Poderia ser legal até, porém acho que o público de um projeto desses é forte online mesmo.

AM: O apelo é imediatista, é quase uma polaróide, enquanto registro…

Quantas composições são inéditas, quantas são novas versões?

BN: Todas são versões inéditas de músicas já compostas e gravadas com outros arranjos.

Vocês se inspiraram em outras iniciativas do tipo? Aliás, quais são as outras iniciativas do tipo (gringas e daqui)?

BN: Esse formato acústico não é exatamente uma novidade, mas também não tivemos essa preocupação. Foi mais pela curtição mesmo, pra ver no que dava. Uma iniciativa parecida, só que em vídeo, muito bacana são os “Les Concerts A Emporte”, do blogue francês La Blogoteque. Tem também o Música de Bolso, de São Paulo e o Pitchfork promove algumas coisas inéditas em vídeo.

AM: Estamos testando esses formatos não como uma gravadora ou um selo, mas como jornalistas mesmo. Jornalistas podem lançar discos? Outro dia o New York Times botou o disco do National inteiro pra ser ouvido no site do jornal – não era widget de gravadora nem embed do MySpace, tava hospedado no jornal. Tá tudo mudando, né? Não dá pra ficar parado, esperando o que vai acontecer…

Que critérios vocês usaram para escolher os artistas?

BN: Gosto pessoal e relevância artística em sua geração.

AM: E a amizade. Somos amigos de quase todos os envolvidos – um abraço a eles, aliás.

Conversamos sobre a proximidade que há entre esse tipo de projeto (canções lançadas sozinhas, sem um álbum a uni-las) e os antigos compactos. Mas a lógica não é exatamente a mesma, não? Que diferenças e semelhanças você vê entre um projeto como “OViolão” e, os singles atuais e os velhos compactos de vinil?

BN: No caso do “OViolão”, apesar de todos os artistas terem contribuído com músicas avulsas, todos obedeceram o mesmo critério, de experimentar e brincar com arranjos mais crus para suas canções.

AM: Acho que também nenhuma música se propõe “single” no sentido “música de trabalho”. São músicas que cairiam bem no meio do disco, numa roda de violão, no meio do show.

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É noize

“OEsquema/, um dos ajuntamentos de blogs mais legais que já se viu por esses lados da América”

A edição de julho da revista Noize traz uma matéria sobre os principais blogues que tratam de música. A família OEsquema está lá, com o URBe, Trabalho Sujo, Conector e Mau Humor.

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Boss in Drama x Superpose

Falou o Matias sobre o Boss in Drama (agora sem os cifrões no lugar da letra “S”):

“A nova cena eletrônica do Sul aos poucos começa a dar as mãos – saca esse remix que os catarinas do Superpose fizeram pro curitibano Bo$$ in Drama. Vi lá no INMWT. Isso me lembra de falar dessa cena de Floripa, que anda esquentando cada vez mais…”

A tungada do texto do meu vizinho tem motivo e a explicação vem logo mais. Lembra que tem festa do URBe no dia 20 de junho, no Cine Glória? Pois então, as peças começam a se encaixar.


Bo$$ in Drama – “Favorite Song (Superpose Remix)

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Unidades Básicas de Cultura Pop

O Gustavo Mini está em ótima fase, rabiscando bons textos atrás de bons textos.

Nos últimos dias tem falado do que tem chamado das Unidades Básicas de Cultura Pop, indo de Harry Potter a Trapalhões e Guerra nas Estrelas em milisegundos e fazendo a ponte com a cultura inclusiva produzida de 2001 pra cá:

“(…) se você não está acompanhando a série [Harry Potter] agora em algum nível, prepare-se para ser excluído: você vai perder o fio da meada da maior parte dos produtos da cultura pop dos próximos trinta anos. (…) Se você tem aí entre 25 e 35 anos, com certeza teve algum nível de contato com a série Guerra nas Estrelas ou Os Trapalhões. Da mesma forma, deve ter amigos que não absorveram essas referências e hoje têm dificuldades em serem engajados por determinadas músicas, programas de televisão, filmes ou seriados produzidos hoje.”

Segue o Mini:

“O punk, o new wave e o grunge traziam a marca da exclusão. O punk brigava com o “sistema”, a new wave com a simplicidade, o grunge com o sistema de novo. Os anos 2001 não vieram pra brigar com ninguém. Sua arma foi a inclusão. Tá todo mundo no mesmo barco. Strokes com Cristina Aguillera, guitarras com pista de dança, 45 músicas onde Emerson Lake and Palmer convivem com Basement Jaxx, um aparelho que permite carregar toda sua biblioteca musical junta, um filme no qual um garoto com poderes mágicos transita entre o mundo da magia e o mundo dos trouxas.”

Você deveria estar lendo isso.

A vizinhança por aqui, como se vê, é uma beleza. E dizem que tem gente boa de mudança pra cá. Hein? Opa, não era pra falar disso agora. Mal aê.

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Petroblogue

“Nessa época em que as notícias correm rápido demais pra gente registrar onde leu primeiro uma informação, a profundidade não deveria valer mais?”

Em meio ao  salseiro sobre o polêmico blogue da Petrobrás, Fatos e Dados, discutido em toda parte (mas porque tanto medo?), o Arnaldo falou do assunto e terminou llevantando essa boa questão sobre o tão persguido furo jornalístico.

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Fiasco

Tendo como ponto de partida essa bizarrice aí de cima, o Mini escreveu sua segunda análise sobre a Lógica do Fiasco, iniciada com o caso da sátira de Ronald Rios a campanha de uma marca de cerveja que acabou saindo do ar.

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Zine

Essa semana saiu o primeiro número de um zine que estou editando com o pessoal da Sal pra rede Koni Store, com notícias curtas de música, entretenimento, design, cinema, cultura digital e o que mais entrar. Não é mole não, na era da informação até restaurante japonês tem que entrar na roda. Edito os textos sozinho, mas a assinatura é OEsquema, inaugurando mais um serviço do seu portal favorito: agência de conteúdo.

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Pseudo

Arnaldo Branco, orgulho da nação.

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OEsquema

- Pirataria: Matias conversou com Lawrence Lessig e com Matt Mason sobre seus novos livros, respectivamente “Remix: Making Art and Commerce Thrive in the Hybrid Economy” “The Pirate’s Dilemma”.  Se não der para ler os livros, leia ao menos as entrevistas.

- Na mira: Mini comenta o curso rápido de como utilizar banheiros masculinos, oferecido pela rede Starbucks.

- Cheio de história: Arnaldo revela bastidores do antigo Festival da Canção.

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Tá tudo dominado

Momento assessoria de imprensa: saíram os resultados do prêmio Melhores de 2008 do Scream & Yell, onde a maior parte dos votantes faz parte da cena musical, sejam músicos, jornalistas ou produtores.

OEsquema ficou em terceiro lugar na categoria melhor saite (como disse o Matias, “atrás do Twitter e do MySpace, na frente do Omelete, do Pitchfork, do All Music Guide e da Last.fm – nada mal, hein…”) e meu vizinho e sócio Trabalho Sujo faturou melhor blogue, pelo segundo ano consecutivo.

Pra quem estiver na pilha de votar, O Matias e eu estamos na final da categoria “melhor blog” no site da DJ mag

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2009

Lá se vai 2008 e é uma alegria ver que fechamos o ano tendo realizado grande parte da nossa missão com OEsquema: nos organizar sobre o mesmo teto. O plano é maior.

Sei que isso parece papo — como o D2 falando ao longo de três discos que vai “misturar o rap com o samba” (pára de falar e mistura essa porra logo!), para no mais recente… voltar ao rock –  mas é a verdade. Se tudo der certo, e vai dar, em 2009 a brincadeira começa de verdade.

Enquanto isso, deixo um abraço para os vizinhos e em vez de sugerir alguns links, aconselho você a clicar no Trabalho Sujo, Conector e Mau Humor acima e navegar por eles. Só tem coisa fina.

Agora, vamos as listas de melhores de 2008.

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