“OEsquema/, um dos ajuntamentos de blogs mais legais que já se viu por esses lados da América”
A edição de julho da revista Noize traz uma matéria sobre os principais blogues que tratam de música. A família OEsquema está lá, com o URBe, Trabalho Sujo, Conector e Mau Humor.
Falou o Matias sobre o Boss in Drama (agora sem os cifrões no lugar da letra “S”):
“A nova cena eletrônica do Sul aos poucos começa a dar as mãos - saca esse remix que os catarinas do Superpose fizeram pro curitibano Bo$$ in Drama. Vi lá no INMWT. Isso me lembra de falar dessa cena de Floripa, que anda esquentando cada vez mais…”
A tungada do texto do meu vizinho tem motivo e a explicação vem logo mais. Lembra que tem festa do URBe no dia 20 de junho, no Cine Glória? Pois então, as peças começam a se encaixar.
Bo$$ in Drama - “Favorite Song (Superpose Remix)“

O Gustavo Mini está em ótima fase, rabiscando bons textos atrás de bons textos.
Nos últimos dias tem falado do que tem chamado das Unidades Básicas de Cultura Pop, indo de Harry Potter a Trapalhões e Guerra nas Estrelas em milisegundos e fazendo a ponte com a cultura inclusiva produzida de 2001 pra cá:
“(…) se você não está acompanhando a série [Harry Potter] agora em algum nível, prepare-se para ser excluído: você vai perder o fio da meada da maior parte dos produtos da cultura pop dos próximos trinta anos. (…) Se você tem aí entre 25 e 35 anos, com certeza teve algum nível de contato com a série Guerra nas Estrelas ou Os Trapalhões. Da mesma forma, deve ter amigos que não absorveram essas referências e hoje têm dificuldades em serem engajados por determinadas músicas, programas de televisão, filmes ou seriados produzidos hoje.”
Segue o Mini:
“O punk, o new wave e o grunge traziam a marca da exclusão. O punk brigava com o “sistema”, a new wave com a simplicidade, o grunge com o sistema de novo. Os anos 2001 não vieram pra brigar com ninguém. Sua arma foi a inclusão. Tá todo mundo no mesmo barco. Strokes com Cristina Aguillera, guitarras com pista de dança, 45 músicas onde Emerson Lake and Palmer convivem com Basement Jaxx, um aparelho que permite carregar toda sua biblioteca musical junta, um filme no qual um garoto com poderes mágicos transita entre o mundo da magia e o mundo dos trouxas.”
Você deveria estar lendo isso.
A vizinhança por aqui, como se vê, é uma beleza. E dizem que tem gente boa de mudança pra cá. Hein? Opa, não era pra falar disso agora. Mal aê.
“Nessa época em que as notícias correm rápido demais pra gente registrar onde leu primeiro uma informação, a profundidade não deveria valer mais?”
Em meio ao salseiro sobre o polêmico blogue da Petrobrás, Fatos e Dados, discutido em toda parte (mas porque tanto medo?), o Arnaldo falou do assunto e terminou llevantando essa boa questão sobre o tão persguido furo jornalístico.
Tendo como ponto de partida essa bizarrice aí de cima, o Mini escreveu sua segunda análise sobre a Lógica do Fiasco, iniciada com o caso da sátira de Ronald Rios a campanha de uma marca de cerveja que acabou saindo do ar.

Essa semana saiu o primeiro número de um zine que estou editando com o pessoal da Sal pra rede Koni Store, com notícias curtas de música, entretenimento, design, cinema, cultura digital e o que mais entrar. Não é mole não, na era da informação até restaurante japonês tem que entrar na roda. Edito os textos sozinho, mas a assinatura é OEsquema, inaugurando mais um serviço do seu portal favorito: agência de conteúdo.
Arnaldo Branco, orgulho da nação.

- Pirataria: Matias conversou com Lawrence Lessig e com Matt Mason sobre seus novos livros, respectivamente “Remix: Making Art and Commerce Thrive in the Hybrid Economy” “The Pirate’s Dilemma”. Se não der para ler os livros, leia ao menos as entrevistas.
- Na mira: Mini comenta o curso rápido de como utilizar banheiros masculinos, oferecido pela rede Starbucks.
- Cheio de história: Arnaldo revela bastidores do antigo Festival da Canção.
Momento assessoria de imprensa: saíram os resultados do prêmio Melhores de 2008 do Scream & Yell, onde a maior parte dos votantes faz parte da cena musical, sejam músicos, jornalistas ou produtores.
OEsquema ficou em terceiro lugar na categoria melhor saite (como disse o Matias, “atrás do Twitter e do MySpace, na frente do Omelete, do Pitchfork, do All Music Guide e da Last.fm - nada mal, hein…”) e meu vizinho e sócio Trabalho Sujo faturou melhor blogue, pelo segundo ano consecutivo.
Pra quem estiver na pilha de votar, O Matias e eu estamos na final da categoria “melhor blog” no site da DJ mag
Lá se vai 2008 e é uma alegria ver que fechamos o ano tendo realizado grande parte da nossa missão com OEsquema: nos organizar sobre o mesmo teto. O plano é maior.
Sei que isso parece papo — como o D2 falando ao longo de três discos que vai “misturar o rap com o samba” (pára de falar e mistura essa porra logo!), para no mais recente… voltar ao rock – mas é a verdade. Se tudo der certo, e vai dar, em 2009 a brincadeira começa de verdade.
Enquanto isso, deixo um abraço para os vizinhos e em vez de sugerir alguns links, aconselho você a clicar no Trabalho Sujo, Conector e Mau Humor acima e navegar por eles. Só tem coisa fina.
Agora, vamos as listas de melhores de 2008.
Parabéns para o Trabalho Sujo. Hoje o meu vizinho comemora 13 anos.
E como sempre, Matias diz que esse vai ser O ano. Todo ano é assim.
- Mini mete o pé na sua Auto-Pista
- Arnaldo esteve cara-a-cara com o maior xingador da TV brasileira, entrevistando o Gil Brother
- Matias noticia a tragédia em de Santa Katrina e os esforços para ajudar que estão sendo feitos on line
João Donato manda “Só love” (Claudinho & Buchecha),
dica do Arnaldo em um dos trocentos blogues corporativos
nos quais ele dá expediente das 10h as 18h.
Mini lista a abençoada série de feriadões de 2009, sempre caindo as terças ou quintas
Matias comenta sobre a Orquestra YouTube
Arnaldo e as neuras do desemprego
- Matias esmiuça o jogo midiático (com bons vídeos para acompanhar) das eleições presidenciais dos EUA
Matias relembra os 70 anos da primeira invasão alienígena.
No mesmo dia que o Matias falou do vídeo acima, encontrei por acaso dois textos interessantes no Overmundo sobre Creative Commons, um do Hermano, outro do Ronaldo que complementa bem o assunto.
Não entendo bem porque o povo da CC tenta fazer o troço parecer mais complicado do que de fato é, ainda mais quando vendem a idéia de simplificar o processo.
Quem já lidou com contratos, sabe que é preciso um advogado para redigir minutas e definir as condições do acordo. Isso, obviamente, custa dinheiro.
O que o Creative Commons faz, como se numa ação benevolente de um escritório de direito, é disponibilizar uma série de minutas pré-redigidas e inter-relacionadas, abertas ao uso por qualquer um.
Uma tremenda mão na roda, mas não é nenhuma nova lei ou processo paralelo, como muita gente parece acreditar.
Excelente matéria falando da influência das imitações da Tina Fey na carreira política de Sarah Palin, pescada na coluna do Ricardo Calil (linkado pelo Matias).
O principal assunto é um esquete em que Tina Fey simplesmente repetiu, palavra por palavra, as respostas de Sarah Palin numa entrevista. Não precisou mudar nada para soar absurdo e provocar risadas.
Os gênios do Hermes & Renato e a noite paulistana. Via Matias.
Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, “Janta”
Quando a Mallu Magalhães surgiu já estava aqui em Londres. Foi uma tremenda inversão no fluxo de informação com o qual estou acostumado. Em vez de estar no Brasil acompanhando a cena local e ouvir falar de uma nova banda gringa, dessa vez estava acompanhando o surgimento de uma artista brasileira a distância.
Até agora, não entendi bem o motivo do alvoroço, além do fato da menina ter 15 anos e demonstrar uma maturidade acima da média (ou do que se espera da média), mesmo motivo que chamou atenção para artistas como Stevie Wonder ou de trocentos deejays jamaicanos, tal qual Barrington Levy.
Como ainda não vi o show, não tenho opinião formada. Porque pra ter certeza do que se trata, ainda mais num som intimista como esse , só vendo ao vivo. Por enquanto, só fica uma curiosidade grande de ver de perto isso tudo.
Mesmo assim, vendo o vídeo acima no Matias, é difícil não se emocionar junto com a menina. De certa forma, as lágrimas da Mallu são a cristalização do papel do Marcelo Camelo para as gerações vindouras.
Falando em Camelo, sua estréia solo, tem tomado pancada de tudo quanto é lado. Uma das principais críticas é de que soa como o “4″, último disco do Los Hermanos, como se isso fosse um atestado de má qualidade.
Apesar de estar abaixo do nível dos trabalhos anteriores, “4″ tem uma meia dúzia de músicas bem legais. Talvez não tão bem amarradas ou bem resolvidas em termos de estrutrura e de arranjo, mas ainda assim boas.
Pra mim, “Sou” é um disco bacana. Não é arrebatador, mas traz boas canções e tem onda. Ele pode ter pecado em ter engessado ou moldado demais o Hurtmold, banda de apoio, impedindo uma maior contribuição no resultado sonoro final. Pode ter sido pouco para aplacar a expectativa em torno de Camelo.
De qualquer jeito, hoje em dia é difícil agradar. Se o sujeito faz o que dele se espera, tá ultrapassado. Se inova, tá querendo inventar moda. Prefiro esperar mais um tempo, ouvir mais vezes, de preferência distante do frenesi do lançamento, pra concluir alguma coisa.
Matias dá uma geral nas notícias da rede em mais duas edições do seu Leitura Aleatória
Arnaldo retoma a tira “Seja na terra, seja no mar”, dedicada ao mais querido do Brasil.
Mini comenta o espetáculo “Fuerza Bruta”, em cartaz em SP.
Matias dá um link para baixar 1001 discos para ouvir antes de morrer.
Mini lança “Minimalismo”, nova música do seu Walverdes.
Arnaldo, ainda bem, continua alfinetando o sub-mundo intelectualóide.
O disco solo do Marcelo Camelo só sai na segunda, dia 08, mas é claro que “Sou” já vazou.
O Matias fez um apanhado, com links e algumas faixas pra escutar. Não concordo exatamente com tudo o que ele falou do disco, mas pra simplificar, dá um pulo lá enquanto eu não cozinho uma resenha aqui.
João Brasil @ SP
O mito João Brasil passou por São Paulo, pra tocar na festa Gente Bonita e, segundo relatos, derrubou a casa. O Matias, dono da festa, fez esse vídeo no escuro, mas dá pra sentir o clima.
Free Air Waves
Matias fala do projeto de wi-fi Free Air Waves, do Google.
Mini mostra as referências oitentistas do novo comercial da Sony.
Arnaldo, pra variar, alfineta o mundo do cinema.
Finalmente, OEsquema.
Não se trata de um saite, de um blogue coletivo ou de uma revista eletrônica. Se for pra resumir, OEsquema é a intercessão de quatro blogues, que continuam rodando de maneira independente, porém agora com um ponto de contato comum.
A idéia é antiga, sempre foi ventilada em bate-papos, mas nunca com a seriedade necessária pra de fato sair do papel.
Desde 2004 era vizinho do Matias (Trabalho Sujo) e do Arnaldo (Mau Humor) no Gardenal.org. Bem antes disso, porém, nossos caminhos se esbarram, tanto on line quanto off line.
Conheci o Arnaldo em 2000, quando trabalhamos juntos numa empresa de desenvolvimento de saites. O Matias conheci pouco depois, em 2003, primeiro via e-mail, depois pessoalmente no último show do Planet Hemp, no Canecão. O Gustavo Mini (Conector) só fui conhecer ao vivo agora em 2008, aqui em Londres, no show do Radiohead.
Sempre lendo e lincando uns aos outros, além de termos leitores em comum, o papo de que seria muito mais fácil estar sob o mesmo teto virtual foi crescendo. Aos poucos, sem pressa, depois de muitas conversas, nasceu OEsquema.
A casa ainda está um pouco bagunçada, o Gabriel Lupi e Bruno Nogueira, responsáveis pelo design e desenvolvimento d’OEsquema, ainda vão implementar algumas novidades.
Como a página principal, que não será nem de longe parecida com o que está no ar essa semana. Estréia boa é assim mesmo, ao vivo.
Qual é exatamente o tal esquema, vamos descobrir a partir de agora. A resposta deve estar em algum lugar, mas a graça mesmo é procurar.
Atualizem o RSS: http://www.oesquema.com.br/urbe/feed/
Na terça-feira, 27, vai rolar a etapa carioca do Info Sessions, parte do Red Bull Music Academy. Estarei presente na mesa de discussão, sobre os novos papéis que um músico tem que assumir para se estabelecer no mercado hoje.
Rio Scenarium (Rua do Lavradio, 20 – Centro)
Red Bull Music Academy - Info Sessions
Palestrantes: Marechal, Marcelo Lobato (O Rappa), Dr. Nehemias Gueiros (direito autoral), Bruno Natal (URBe) e Alexandre Matias (Trabalho Sujo)
+ show da Jam Session (Big Band formada com músicos locais)
27/03 (terça-feira)
19h
Grátis (entrada por ordem de chegada, sujeito a lotação da casa)

No dia 26 de janeiro, surgiu um vídeo no YouTube que supostamente devendava os segredos do Google TV, ainda em versão beta, serviço que transmitiria a programação de três das maiores redes de TV americanas, gratuitamente.
Não satisfeito, o autor da façanha, Mark Erickson, ensinava como qualquer um poderia se auto-convidar para ser um dos primeiros usuários da novidade. A história está bem explicada pelo Alexandre Matias, no Trabalho Sujo.
A notícia veio em uma edição do videocast Infinite Solutions. Apresentado e dirigido pelo tal Mark Erickson, o programa dá dicas de tecnologia e soluções para problemas técnicos tão inusitados quanto como aumentar seu sinal Wi-Fi enrolando um cabo de internet em torno de um celular, como atualizar seu iPod automaticamente com conteúdo do YouTube ou recarregar pilhas.
Naturalmente, em se tratando de Google, o vídeo sobre o Google TV causou um auê e rapidamente a história foi replicada pela rede. Dois dias depois, no dia 28, o Techcrunch desmentia a história, embora com poucos argumentos. O próprio Mark fez um vídeo resposta, defendendo sua descoberta, assim como fizeram outros internautas, para confirmar a veracidade das informações. O Google TV era pra valer.

A história estava bem contada e, principalmente, bem montada. Tão bem montada, que gerou desconfianças. Uma das pistas capazes de entregar a farsa do “Infinite Solutions”, ademais do próprio histórico de vídeos absurdos do programa, foi justamente o excesso de zelo com o dizáine.
A Fatal Farm, produtora do vídeo, deve ter se empolgado com a oportunidade de criar um visual tosco, tão em voga atualmente, e exagerou na dose.
Do apresentador, um tipo que lembra um Napoleon Dynamite mais velho e de cabelo alisado, ao logo do programa, o capricho no clima retrô-tosco tem como objetivo criar uma atmosfera caseira e, com isso, imprimir credibilidade.
Essa estética está na moda e mandar um dizáine retrô bem feito assim, tão bom que parece natural, não é brincadeira. É coisa de profissional. O cuidado em cada escolha é perceptível. Ator, locação, objetos de cena, tudo milimetricamente pensado para parecer verdadeiro. Feito para se tornar — atenção, marqueteiros, para a palavra do momento em 10 entre 10 agências — viral.
Funcionou. O esquete foi assistido mais de 280 mil vezes em dez dias, mesmo com um artigo na Wikipedia sobre o Google TV mostrando, ponto por ponto, a mentira ou do Technorati explorar a mesma mídia para questionar o vídeo. A quantidade de conteúdo gerado para discutir o vídeo é espantosa.
Alguns incrédulos questionaram, “mas fazer um viral desses pra promover o que, se o serviço (ainda?) não existe?”. Ora, para promover a Fatal Farm, o ator, eles mesmos, enfim, o que não é pouca coisa. Imagina-se que tenha dado certo, um “Tapa na pantera” em proporções maiores.

A fixação com os virais aqueceu após a bem sucedida campanha da Virgin, “Exercise you music muscle, que escondia 75 bandas codificadas numa figura. Segundo consta, a expectativa dos criadores não era que tomasse a proporção que tomou.
Daí pra frente, toda empresa está a trás do seu viral, a ação de markteing perfeita, que se espalha sem fazer força, em alguns casos confundindo o simples ato de despejar propaganda na rede com a troca espontânea de um bom vídeo entre os usuários.
Converse com algum publicitário ou gente de departamento de marketing de alguma empresa grande e é só isso que você vai ouvir. Trazendo o exemplo pra perto, do ano passado pra cá, absolutamente todos os vídeos que venho produzindo vêm com a observação para “prestar atenção nos possíveis virais escondidos no material”.
Essa obsessão tem consequências que merecem ser discutidas. Tateando o novo caminho, agências especializadas no chamado marketing de guerrilha, vem alternando boas idéias com outras péssimas.
Os virais começaram a se tornar um festival de pegadinhas, apontada para os desavisados e, em alguns casos, abusando da boa fé das pessoas. Parte deles, hoje, consistem em mentiras bem contadas, sem um fundo de verdade sequer.
O assunto está presente também no cinema, muito antes do sucesso de Borat. De “Vérités et mensonges”, de Orson Wells, também conhecido como “F for fake - verdades e mentiras” (1974), à “Mera coincidência” (1997), o poder das verdades midiáticas é constantemente debatido.
Ou mesmo antes disso, quando em 1938 — de novo ele — Orson Welles fez uma leitura de “Guerra dos mundos” (de H.G. Wells) no rádio, apavorando os ouvintes.
É cedo pra dizer se o uso desses atalhos, pra não dizer trapaças, pode diminuir o mérito do sucesso de algumas dessas campanhas ou mesma fazê-las ter efeito contrário: repulsão no público alvo, seja por questionamentos éticos ou por sentir-se enganado.

Se você acompanha o URBe regularmente, pode estar pensando, “sei, mas e o faking of?”. Salvo engano, o documentário sobre as gravações do disco do Moptop que mistura realidade e ficção, tem a função explícita de divulgar a banda. Não há nada escondido.
Enquanto o Google TV não vem pra valer (se é que já não veio), o SopCast, apoiando-se nas redes P2P, faz suas transmissões.
Complicado é conseguir alguma informação concreta sobre o saite. Na Wikipedia, por algum motivo, o verbete referente ao SopCast foi deletado pela administração do saite, que aproveitou pra imperdir que ele seja recriado.
Apesar do sucesso do YouTube, TV na internet continua um mistério.

Lista, de qualquer coisa, definitivamente, não é comigo. Em dezembro sempre tento fazer uma com os melhores do ano que passou e acabo confundindo ano de lançamento de disco, esqueço uma pancada de coisas, não dá certo. Mesmo porque, não consigo muito hierarquizar música.
Algum ano organizarei um planilha de Excel com tudo que vi e ouvi, como faz um psicopata que conheço.
Enquanto isso não acontece, por afinidade, indico a lista do Matias. E também por possibilitar, via podcast, a audição de quase tudo que lá está. Vai que é quente.

Podcast, pra quem não sabe, são programas de áudio (como os de rádio) distribuídos em formato MP3 pela internet.
Esses programas podem ser “assinados” e atualizados automaticamente no seu computador utilizando agregadores de conteúdo (como o iTunes, no caso de áudio), através de um código RSS. Ferramentas da tal Web 2.0, cada vez menos restrita aos geeks.
Simplificando: programas de rádio, geralmente caseiros, que podem ser baixados e escutados no computador, tocadores de MP3 ou mesmo on line. O termo vem da junção das palavras iPod e broadcast (transmissão de rádio e TV).
A tecnologia também serve para textos. Caso você nunca tenha notado, há um botão laranja escrito “RSS” na caixinha de busca ao lado. Copie o link (botão direito em cima da caixinha / copiar atalho), adicione a um agregador de textos (o del.icio.us é um bom exemplo) e assine o URBe.
O assunto está longe de ser novidade e (fora a propaganda do RSS do saite) a explicação foi só pra acompanhar uma listinha de alguns bons podcasts que deveria estar por aqui faz tempo.
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XLR8R - Novidades da música eletrônica direto da redação da revista. Tem o formato mais legal. Curto e sem locução, semanalmente apresenta quatro músicas, oferecidas pra baixar na íntegra no saite.
Vida Fodona - O grande Matias e sua verborragia cultural, acompanhada por grandes músicas e bons papos.
Discofonia - Sem periodicidade definida, a cada programa Guilherme Werneck explora temas como “Instrumental brasileiro”, “Música abstrata” ou recebe convidados.
rraurl - Eclético, não tem um responsável apenas e é feito por diversos colaboradores do saite.
URBe - Qualquer hora vem, preciso de um microfone…

Frank Jorge, o professor
via Matias > Cardoso > sabe como é…
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