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22 de dezembro de 2009 às 13h12
10 melhores discos internacionais de 2009
Certeza que esqueci um monte de coisa, das que ouvi e, principalmente, do que não deu tempo de escutar. Não gosto muito de lista por isso, fico agoniado, mas é isso aí. Esses são os melhores discos internacionais de 2009 do URBe. Deixe seus escolhidos nos comentários.
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10.

Julian Casablancas, “Phrazes For The Young”
8.

Fuck Buttons, “Tarot Sport”
7.

Passion Pit, “Manners”
6.

6. Air, “Love 2″
5.

Mayer Hawthorne, “A Strange Arrangement”
4.

King Creosote, “Flick The Vs”
3.

The xx, “xx”
2.

Franz Ferdinand, “Tonight: Franz Ferdinand”
1.

Phoenix, “Wolfgang Amadeus Phoenix”
16 de dezembro de 2009 às 15h01
Jacob Ruefer, “indie covers & originals”
“Moth’s Wings” (Passion Pit cover)
Não há nada como os caminhos aleatórios da internet para encontrar surpresas. Procurando por uma música do Yo La Tengo, fui parar na versão de um desconhecido para a tal faixa e descobri que fazer boas reinterpretações é um hobby do sujeito.
Em um canal no YouTube, Jacob Ruefer vem desenvolvendo um projeto curioso. Para ajudar a divulgar a sua própria banda, Satellite Heart, ele grava versões de dezenas de músicas conhecidas e faz clipes utilizando cenas de algum filme bacana.
Entre as canções conhecidas, ele insere músicas próprias, que seguem a mesma linha das versões e também ilustradas por cenas de bons filmes, como forma de hackear o cérebro do ouvinte.
Organizado, em todos os vídeo Jacob linka as músicas originais e também aponta para o torrent com todas as suas versões.
Satellite Heart, “Slightly Dead”
“Dance Dance Dance” (Lykke Li cover)
“Hard to Explain” (The Strokes cover)
“Off The Hook” (CSS cover)
5 de outubro de 2009 às 14h14
Phoenix engole o Central Park
Phoenix, “1901″
vídeo e fotos: URBe
Quem acompanha esse espaço sabe que o Phoenix tornou-se uma obsessão por aqui, agravada após o lançamento do quarto disco, “Wolgang Amadeus Phoenix”. Por isso, a expectativa em relação ao show em NY era alta.
Lá pela metade da apresentação dos franceses no Rumsey Playfield, parte do Central Park Summerstage, pintou uma questão: como resenhar algo tão perfeito? Diante de tanto acerto, resta muito pouco além de elogios.
De cima do palco fincado entre as árvores no final de verão/início de outono nova-iorquino, com um público extasiado a sua frente, a banda deve ter se feito a mesma pergunta.
Sem saber o que dizer além dos trocentos “thank you” ao longo do show, o vocalista Thomas Mars encontrou uma maneira de demonstrar sua alegria no final da primeira parte, antes do bis. Microfone em punho, decidiu passear no meio da platéia, talvez tentando entender do ponto de vista do público o que havia acabado de acontecer.

Passion Pit
Voltar um pouco no tempo pode ajudar a entender o que deu tão certo. Antes do Phoenix colocar o Central Park no bolso, os americanos do Passion Pit fizeram o show de abertura. A expectavia era grande, porém, infelizmente, a apresentação falhou em todos os aspectos que o Phoenix acertou.
O Passion Pit teve uma enorme dificuldade em transpor o bom disco de estréia “Manners” para o formato ao vivo, a começar pelos falsetes do vocalista. Michael Angelakos não consegue atingir ou sustentar os agudos da gravação e por algum motivo prefere não utilizar os recursos digitais que poderiam auxiliá-lo (e certamente foram utilzados no disco).
Não é apenas a voz, todo o som do Passion Pit emagrece no palco. Os sintetizadores deixam para trás camadas (harmônicos, oitavas, dobras) que dão peso as músicas, a bateria foge dos pads eletrônicos, a banda ainda parece desentrosada.
A tentativa de reproduzir organicamente um disco que conta com tantos sons eletrônicos, como se isso fosse uma espécie de evolução, falha justamente por se afastar demais da proposta original. Ainda assim, algumas músicas, como “Sleepyhead”, funcionam. Com o tempo as outras podem acompanhar.

Phoenix
Com bem mais tempo de estrada, o Phoenix demonstrou segurança ao abrir direto com “Liztomania”, principal hit de “Wolfgang Amadeus Phoenix”, lançado esse ano. Era como se dissessem “Estão ouvindo essa música? Temos muitas outras tão boas quanto, não se preocupem”. E tem mesmo.
O Phoenix esteve no Brasil em 2007 e o show foi bem elogiado. Porém, muita coisa mudou de lá pra cá.
No começo do ano o Phoenix passou por NY para tocar três músicas no Saturday Night Live (normalmente são duas) e também no David Letterman. Poucos meses depois, a banda volta a Grande Maça e faz dois shows esgotados no Central Park, um surpresa na Apple Store do Soho e, pra não perder a viagem, aproveita e visita o programa do Jimmy Fallon.
O responsável por tantas mudanças na carreira de uma banda até então nem tão conhecida foi o seu quarto disco, o melhor até aqui, catapultando o nome do Phoenix e levando faixas a serem incluídas até em comercial de carro. Uma surpresa para os próprios integrantes.
Prova disso é o quanto a platéia respondia mais a essas canções do que ao resto do repertório.
Poder assistir uma banda na turnê de um bom disco é muito bacana. No seu melhor então, nem se fala, ainda mais num show próprio, longo, além dos tradicionais 40 minutos dos festivais.
Restava saber se o quarteto conseguiria repetir ao vivo os timbres e arranjos que fazem “Wolfgang Amadeus Phoenix” tão bom. Os vídeos das participações em programas de TV que pipocavam na internet faziam crer que sim.
“Wolfgang…” foi tocado praticamente na íntegra (faltando apenas a parte 1 de “Love Like a Sunset”), intercaladas por alguns dos melhores momentos da banda em seus primeiros discos, como “Too Young”, “Long Distance Call”, “If I Ever Feel Better” e “Consolation Prizes”.
Muito bem ensaiados, com direito a paradinhas e movimentos coreografados, o show conta com cenário simples e funcional, baseado numa iluminação bem cuidada, na medida. Acompanhados por dois músicos de apoio, um tecladista/percussionista e um baterista monstruoso, os franceses repetem as gravações com uma precisão assustadora.
Para alguns isso pode ser algo menor, só que se tratando de músicas tão ricas em detalhes, climas, trocas de andamento, não apenas é muito difícil, como seria uma decepção se elas surgissem transfiguradas. Não há no que se mexer ali.
Não é todo dia que se ouve músicas tão bem produzidas serem reproduzidas tão fielmente ao vivo. Aliás, não é todo dia que se presencia um show tão bom. Direto pro Top 5 da vida, sem titubear.
No bis, Thomas Mars e o guitarrista Christian Mazzalai fizeram uma versão acústica de “Playground Love”, do Air, da trilha do filme “Virgens Suicidas”, da mulher do vocalista, Sophia Coppola, enquanto uma chuva começava a cair.
Era hora de se retirar em grande estilo e “1901″ serviu a esse papel. Pulação, gritaria, mais alguns “thank you” e fim de festa.
Numa rápida conversa após o show, Thomas Mars disse que há grande possibilidade da banda passar por aqui no ano que vem. A torcida já começou.
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As músicas:
“Lisztomania”
“Long Distance Call”
“Lasso”
“Run Run Run”
“Fences”
“Girlfriend”
“Armistice”
“Love Like a Sunset Part 2″
“Too Young”
“Rally”
“Consolation Prizes”
“Rome”
“Funky Squaredance”
Bis:
“Everything is Everything” (Thomas and Laurent)
“Playground Love” (Thomas and Laurent)
“If I Ever Feel Better”
“1901″
25 de setembro de 2009 às 15h34
P, PP, FF 2
25 de setembro de 2009 às 10h34
P, PP, FF
24 de setembro de 2009 às 16h04
Phoenix e Passion Pit em NY, Franz Ferdinand em SP
Férias! Curtas, mas ainda assim férias.
Nada melhor pra descansar a cabeça do que conferir ao vivo três dos discos que mais rodaram por aqui esse ano.
Começa com Phoenix em turnê com “Wolfgang Amadeus Phoenix” e Passion Pit com sua estréia, “Manners”. No Central Park. Juntos.
Na volta desembarco direto em Sampa City para conferir (novamente) o Franz Ferdinand desfilar ”Tonight: Franz Ferdinand” na The Week, que promete ao menos se equiparar ao antológico show do Circo Voador (barrar vai ser difícil…).
O URBe, você sabe, não pára. Desacelera, mas vão pintando coisas por aqui de todo jeito.
Enquanto isso, vamos escutar música.
Phoenix, “Too Young”
Franz Ferdinand, “No You Girls”
Passion Pit, “Kingdom come”
25 de maio de 2009 às 16h09
Paixonite

Filhos de famosos: os rebentos de Michel Melamed, JPCuenca,
Rodrigo Amarante c/ Ronald Rios, Rivers Cuomo com João Brasil
e Rodrigo Penna (legendado por tcompagnoni)
foto: Elizabeth Weinberg/divulgação
Quando Michael Angelakos gravou algumas músicas para dar de presente para namorada, talvez não pensasse que as mesmas se tranformariam no EP “Chunk of Change”, lançado em 2008, muito menos que isso o levaria a montar uma banda e gravar um disco.
A aguardada estréia do Passion Pit confirmou as expectativas e “Manners” desponta como um dos prováveis discos de 2009.
“Sleepyhead”
Confirmando a boa e velha teoria de que disco bom não desce bem de primeira, “Manners” cresce a cada audição, a cada detalhe descoberto na cuidadosa produção das canções aparentemente bobas do grupo de synth pop.
A princípio não tem nada demais ali, até as referências começarem a se entregar. Um Metronomy com uma pegada mais pop aqui, um Klaxons amansado e disco ali, os vocais do MGMT, as melodias do LCD Soundsystem.
“Little Secrets” ao vivo
O constante falseto do vocalista tinha tudo pra irritar. Em vez disso, a semelhança com as tentativas de cantar de quem não o sabe fazer (aquela voz fininha tentanto acertar as notas, saca?), esquenta o disco. Com a diferença de que Angelakos é afinado.
O disco implora pra ser tocado vária vezes. E tem um potencial importante, que não pode deixar de ser mencionado: meninas, preparem-se, o Passion Pit pode ser sua próxima banda favorita.
Reportagem da Fader feita durante um dia de gravação
Num disco que mantém a qualidade lá em cima, duas faixas dão pico. Se o disco não entrar nas listas de melhores do ano, certamente “Little Secrets” e a espetacular “The Reeling” ficarão na memória de quem ouvir “Manners” por bastante tempo.





Documentarista, jornalista, carioca, boto som mas não sou DJ e provavelmente passo tempo demais online.

















