Arquivo: phoenix ’
25 de agosto de 2011 às 13h02
Philippe Zdar e a mixagem de “Wolfgang Amadeus Phoenix”
Produtor do último disco do Phoenix (e do The Rapture), Philippe Zdar, do Cassius, fala sobre a mixagem de “Wolfgang Amadeus Phoenix”. Tem mais vídeos no Strictly Social.
Atrasado quase dois anos, porém ainda interessante, mesmo que o imediatismo tome conta da rede. No futuro é que esse tipo de registro será ainda mais valioso, quando alguém descobrir, por exemplo, um disco e ter toda essa informação a disposição.
20 de dezembro de 2010 às 12h02
Melhores shows de 2010
A lista de 2010, em nenhuma ordem específica:
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Gil Scott-Heron (Coachella, EUA)
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Thom Yorke & Atoms For Peace (Coachella, EUA)
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LCD Soundsystem (Coachella, EUA)
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Seun Kuti (Back 2 Black, Rio)
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Mayer Hawthorne (Coachella, EUA)
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Air (Circo Voador)
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Hypnotic Brass Ensemble (Field Day, Londres)
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Leitieres Leite & Orkestra Rumpilezz (Teatro Rival)
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Phoenix (Coachella, EUA)
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Bomba Estéreo (Teatro Rival, Rio)
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Flying Lotus (Coachella, EUA)
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Deodato (Multiplicidade, Rio)
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Franz Ferdinand (Fundição Progresso, Rio)
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Paul McCartney (Morumbi, São Paulo)
21 de outubro de 2010 às 4h10
Phoenix e Daft Punk juntos ao vivo
Sem se apresentar desde 2006, o Daft Punk fez uma participação especial no show do Phoenix no Madison Square Garden nessa quarta feira.
No bis, a dupla participou de “If I Ever Feel Better”, introduzindo bases de “Harder Better Faster Stronger” e “Around The World”, na versão com final apoteótico de “1901″ da atual turnê, encerrando a apresentação, com direito ao tema de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, como nos shows da pirâmide que passou pelo Brasil.
Além do fato de serem todos franceses, o guitarrista do Phoenix, Branco Mazzalai Laurent Brancowitz, integrou uma banda com a dupla que hoje forma o Daft Punk, chamada Darlin’. São amigos.
A turnê vai chegado ao final e o show do Brasil tá quase aí, no Planeta Terra, em São Paulo.
12 de agosto de 2010 às 14h55
Abaixo assinado: Phoenix no Rio
O papo que rola é que enquanto o Rio não se definia, Belo Horizonte foi mais rápido e garantiu a data que estava em aberto para um show do Phoenix no Brasil, dia 23 de setembro.
Agora é fazer pressão pra ver se a banda vem tocar no Rio nos dias 22 ou 23 de novembro. Abaixo assinado não costuma adiantar muita coisa, mas ao menos serve pra mostrar pra banda que tem gente querendo vê-los aqui.
Assisti três vezes e recomendo. Pode assinar sem medo.
6 de agosto de 2010 às 14h05
Field Day Festival 2010
O Field Day Festival, semana passada em Londres, foi assim (escrevi a resenha pra minha coluna no Globo, saiu hoje, logo mais colo aqui):
Hypnotic Brass Ensemble
Mount Kimbie
Dâm Funk
Atlas Sound
Chilly Gonzales
Egyptian Hip Hop
Memory Tapes
Caribou
Phoenix
23 de junho de 2010 às 12h06
MTV Unplugged – Phoenix
Gravado em Abril em Nova York, com uma platéia de fãs, o Acústico MTV do Phoenix está inteiro na rede, disponibilizado pelo próprio canal.
As músicas não decolam nem naufragam no formato. Porém… Depois de um disco de remixes oficiais e uma penca de versões não-oficiais (e tem diferença?), circularem por Paris e Austrália em versões acústicas e de ganharem cover até do Paramore, tá na hora dos franceses darem um tempo no “Wolfgang Amadeus Phoenix” sob o risco de esgotarem as canções.
E isso vindo de um grande fã. Muitas vezes, menos é mais.
“Liztomania”
“1901″
“Long Distance Call”
“Rome”
“Playground Love” (Air)
“Armstice”
Via MTV.
18 de junho de 2010 às 13h12
O trailer de “Somewhere”
Tinha guardado essa pra coluna do Globo “Transcultura” dessa semana, só que acabou saindo antes no jornal. Contando com as boas trilhas de sempre, vale assistir ao trailer novo filme da Sofia Coppola, “Somewhere”, só para escutar Phoenix (cujo vocalista é marido da diretora) e a tiração de onda ao utilizar a versão demo de “You only live once”, dos Strokes, chamada “I’ll try anything once”.
Como bem apontou o Matias, é um festival de referências (não tão) indies e a menininha da história (algo autobiográfica) é Elle Fanning, irmã da Dakota.
4 de junho de 2010 às 11h46
Paramore faz cover do Phoenix
As chances do fenômeno adolescente Paramore pintar por aqui eram nulas. O nome da banda traz visitas, mas se a intenção fosse essa seria muito melhor publicar as fotos da vocalista Hayley Williams de peito de fora, postadas pela própria no Twitter e depois apagadas (opa, acabei de fazer justamente isso, né?).
Em todo caso, a banda aparece aqui por conta da versão levemente amaciada que fizeram num programa de TV francês de “Long Distance Call”, do Phoenix. Ficou legal, só que o bom mesmo é ver o Phoenix ampliando sua área de influência.
Via @danielferro.
20 de maio de 2010 às 15h12
Phoenix, “Liztomania” ao vivo em Londres
Falando em Phoenix, saca esse vídeo da banda ao vivo em Londres, tungado do Creators Project.
* Não havia código pra embutir o vídeo, então dei meus pulos aqui e rolou desse jeito, estourando a coluna. Esses tipos de problemas e bugs técnicos e visuais estão em vias de acabar por aqui. Né não, Chris? Aguarde.
20 de maio de 2010 às 13h49
Phoenix e Joy Division
O Phoenix anda postando em seu blogue algumas músicas que influenciaram a banda. A primeira foi essa versão ao vivo em Paris de “Disorder”, do Joy Division (a propósito, essa semana marcou os 30 anos da morte do vocalista Ian Curtis).
Joy Division – “Disorder” (live at Bain Douche, Paris, 1979)
Ouviu? Então agora escuta “1901″ dos franceses e se liga na bateria “inspirada” na banda inglesa:
26 de abril de 2010 às 9h38
Coachella 2010, tamanho GG

fotos e vídeos: URBe
+ alguns outros encontrados no YouTube
Atmosfera hippie, nuvens, instalações, vento, fumacê e marola, poeira, sorvete de limão, engarrafamentos e, obviamente, apresentações antológicas, daquelas que fazem valer cada centavo investido na viagem.
O Coachella 2010 foi marcado pelo crescimento, tanto do festival como das bandas que por lá passaram. Desde o anúncio de suas mais de 100 atrações essa edição do festival californiano estava sendo chamada de “o maior Coachella de todos os tempos”.
Com uma escalação desesperadora de tão caprichada, decidir que apresentações perder foi mais difícil do que eleger o que ver. De qualquer forma, assimilar 30 shows ao longo de apenas três dias não é fácil. Mesmo espalhados ao longo de um ano seria bastante.
Leva algum tempo até as idéias se organizarem, os detalhes vão ressurgindo, o volume de informação se diluindo, até começar a se ter um entendimento completo do que aconteceu e o prazer de redescobrir as memórias dura um bocado.
Com a natureza enlouquecida do jeito que está , a apreensão de um terremoto atingir o sul da Califórnia durante o festival, ainda bem, não se confirmou. Porém nem assim o Coachella escapou de problemas ou mesmo dos desastres naturais.
A erupção do vulcão na Islândia interrompeu os vôos na Europa e provocou o cancelamento de vários artistas. Esse foi o menor dos problemas.
Esse ano foram vendidos 25% mais ingressos do que nas últimas edições, aumentando de 60 para 75 mil o número de frequentadores espalhados num espaço físico exatamente do mesmo tamanho de outros anos, prejudicando a tranquilidade, uma das características mais positivas do festival.
Pra agravar a situação, não houve venda de entradas avulsas, somente o pacote para o três dias, superlotando o lugar (a liberação de entrar e sair do acampamento não resolveu esse giro) e gerando vários problemas de organização, o maior deles o estacionamento, além da sujeirada.
Pode parecer chororô, até saber-se que no primeiro dia muita gente (o/) levou até quatro horas para conseguir entrar no evento e em média três para sair. Nos outros dias a situação melhorou, porém a melhor opção foi mesmo chegar muito cedo e pagar 20 dólares para utilizar um dos estacionamentos privados que pipocaram em quintais de casas das redondezas.
Para sorte dos organizadores, o que realmente será lembrado é a passagem do Jay Z pelo festival. Foi o Coachella do Hova, só dava ele, em toda parte, o tempo todo. O rapper monopolizou as atenções de uma maneira que nem Paul McCartney fez, com quase todos os artistas perguntando ao público sobre o show do rapper.
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Dia 1: Chegando devagar
She & Him, Gil Scott-Heron, Them Crooked Vultures, LCD Soundsystem, Vampire Weekend e Jay Z
Vencida a lentidão do trânsito e da fila da porta, não sobrou tempo para lamentar a perda dos shows do Wale e do Yeasayer. Já passavam das 17h e foi preciso correr pra chegar a tempo ao palco menor para conferir o She & Him.
She & Him, “Why Don’t You Let Me Stay Here”
Com o sol batendo na sua pele branquinha e refletindo no vestido azul de corte retrô, Zooey Deschanel encantou os marmanjos e as meninas com sua meiguice, bonita voz e mais entusiasmo do que técnica no teclado, pulando sem parar.
A combinação de folk, indie, anos 50, Fleetwood Mac é um acerto, mesmo que não seja realmente empolgante. Não fosse pela estrela de Hollywood, provavelmente a banda teria passado despercebida, o que só mostra como o guitarrista M. Ward, o Him da dupla, é um sujeito de visão.
Gil Scott-Heron, “Three Miles Down”
Na tenda, longe da corrida do hype, Gil Scott-Heron mostrou como se faz. Magrinho, com o rosto escondido por uma boina e parecendo frágil, o herói do funk soul chegou devagar, na classe.
Antes de começar o show, foi a frente do palco bater um papo com o público. Comentou sobre a falta de tempo para passar o som adequadamente, agradeceu a presença de todos, sentou em frente ao Rhodes e, quando abriu a boca, mostrou que sua voz grave continua firme, mesmo que um tantinho mais fraca.
Acompanhado apenas por um percussionista, outro tecladista e um saxofista/gaitista, Scott Heron transformou suas músicas em temas mântricos, como grandes introduções marcadas pelo improviso nas letras, sem nunca estourar.
Mostrando bom humor, Heron perguntou quem já tinha escutado a música do Common. “Fui sampleado”, disse, arrancando risos. “Não é tão ruim quanto soa e não dói, é ótimo para apresentar minha música para outras pessoas”.
E continuou: “Quando isso acontece, a primeira coisa que você faz é chegar em casa e ouvir o seu disco, pra ter certeza que está soando direito”, disse antes de emendar “Home is Where the Hatred Is” (sampleada por Common e Kanye West) e “Did You Hear What They Said?” (sampleada por Freeway). No seu novo disco, “I’m New Here”, foi Scott-Heron quem sampleou “Flashing Lights”, do Kanye West.
Após o encerramento com “In The Bottle”, algo que Scott-Heron falou logo no início fez ainda mais sentido: “para aqueles que apostaram que eu não estaria aqui, vocês perderam”. Perfeito.
Já era noite e o Them Crooked Vultures foi o primeiro a arrastar uma multidão para o palco principal. Mesmo com a presença de Jon Paul Jones (Led Zeppelin) e Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters) tocando bateria, a liderança de Josh Homme é aparente, talvez até porque em seu caso o projeto seja maior que sua banda principal, coisa que não acontece com os outros.
Por mais que a contribuição dos outros integrantes seja perceptível, a sonoridade não esconde que Homme conseguiu montar uma formação dos sonhos para o seu Queens Of The Stone Age. Fosse somente mais uma banda nova, o Them Crooked Vultures já seria relevante. Poder ver Dave Grohl na bateria e Jon Paul Jones no baixo só faz tudo mais especial.
Them Crooked Vultures, “Gunman” e “New Fang”
Em casa no deserto, Hommes estava feliz da vida, dedicando música para James Murphy, líder da sua “banda favorita, LCD Soundsystem”.
De terno branco, foi justamente Murphy quem ocupou o palco principal em seguida. Iluminada apenas pela luz rebatida pelo globo de espelhos gigantesco pendurado em cima do palco, a entrada do LCD Soundsystem no palco principal sinalizou a grande mudança apresentada pelo Coachella 2010.
Passada a primeira década das “bandas de internet” lutando pra chegar ao seu público através de blogues e redes sociais, observa-se agora a consolidação de muitos desses nomes como grandes destaques.
Tendo estado em duas das três tendas do festival em anos anteriores, o LCD Soundsystem assumiu o palco principal como penúltima atração da noite e confirmou a aposta, echendo o lugar.
LCD Soundsystem, “Yeah”
Falante, Murphy comparou a situação com um restaurante. Se antes ele era o amendoim aperitivo, hoje ele ainda não era o filé de carne (esse era o Jay Z, disse Murphy), mas já podia ser considerado o peixe.
Num restaurante vegetariano essa comparação perderia todo sentido, como também perdeu embaixo dos holofotes. Ou Murphy tem baixa auto estima ou então até hoje não entendeu que no Coachella essa hierarquia não existe. Os diferentes palcos e tendas são somente diferentes ambientes, tanto é que Daft Punk e Madonna já tocaram nas tendas.
Em muitos momentos, a ironia de Murphy se confunde com arrogância e falsa modéstia, como antes da chatóide “Drunk Girls” debochou ao comentar sobre o vazamento online do seu terceiro disco.
Felizmente, o sujeito é bom mesmo comandando sua banda e é com isso que ele se ocupa a maior parte do tempo. As versões violentas de “Loosing My Edge” (dedicada a Gil Scott-Heron) e “Yeah”, ambas numa fúria crescente, “All My Friends” quase arrancando o dedo do pianista mostram que o LCD nunca foi amendoim.
A transmissão pelo telão estava espetacular, simplesmente não tinha um plano feio, nada mal enquadrado ou fotografado, um corte mal feito. Faz tempo que não basta uma câmera de frente para o palco para se ter um telão e o Coachella sobra nesse quesito. Cada show poderia render um DVD.
O Vampire Weekend já tocava no segundo palco quando a apresentação arrebatadora terminou, pra baixo, com “New York I Love You”.
Dava pra entender a presença da música quando a turnê era do disco em questão ou mesmo quando o LCD se apresenta em Nova York. Terminar um show tão animado dessa maneira é muito anti-climático.
O público levantou novamentequando viu pelo telão Murphy e Jay Z conversando nos bastidores, assim que o LCD saiu do palco.
Vampire Weekend, “Cousins”
Antes de Jay Z entrar em ação, a boa foi correr para assistir o que fosse possível do Vampire Weekend. Com o seu disco tendo conquistado o primeiro lugar da Billboard, em vendas físicas, não era surpresa nenhuma o quarteto lotar o lugar.
O Vampire Weekend foi o primeiro artista a transformar o Outdoor Stage, mais intimista, numa filial do palco principal, sendo mais uma banda a mostrar que cresceu bastante. A quantidade de pessoas assistindo o show era, no mínimo, o dobro do que se costumava ver ali.
A música independente chegou as massas. Pode até ter sido que a escalação do Vampire no palco menor tenha sido proposital, forçando uma super lotação para mostrar a força da banda, essas coisas de gravadora. Eles estariam mais confortáveis no palco principal.
Mesmo tendo aumentado consideravelmente seu público, o show da banda continua no mesmo clima de antes, apenas amplificado. É uma pena que as passagens entre as músicas levem tanto tempo.
Jay Z, “99 Problems”
Pegando de onde o LCD Soundsystem deixou, o nova-iorquino Jay Z entrou em cena a la Michael Jackson, emergindo de um buraco no chão para exaltar a cidade que nunca dorme e convocar a platéia para quicar, com seus tradicionais gritos de “bounce!”.
Antes, é claro, tirou uma onda. Com 15 minutos de atraso, o telão passou a exibir uma contagem regressive de 10 minutos, ao som de “Don’t Stop Till Brooklyn” (Beastie Boys), so tema do James Bond e “Live And Let Die” (McCartney), como quem diz, “eu decido a hora que o show começa”.
O cenário era composto por objetos retangulares, multi-facetados, que recebiam diferentes projeções a cada música, podendo se transformar em Nova York (em “New York State Of Mind”) ou em uma torre de amplificadores (em “99 Problems”).
A banda é uma grosseria, gigante, conta com coral, metais, baixo, guitarra, duas baterias e um DJ, encorpando as versões ao vivo. A cada hit – e nos EUA são muitos – a platéia urrava, mostrando a força de um ícone americano cuja importância cultural é tremendamente difícil de transpor fora desse contexto.
Jogando pra galera, Jay Z repetiu a brincadeira do Glastonbury do ano passado tocado “Wonderwall” e convidou a primeira dama, Beyoncé, para cantar com ele “Forever Young” (Alphaville). O boato de que Dr. Dre faria uma participação nunca se confirmou.
Uma maneira ruim de encerrar um excelente show. Pior que isso, só mesmo o tumulto pra sair.
Dia 2: Coachella I love you, but you are bringing me down
Girls, Camera Obscura, Temper Trap, Edward Sharpe and The Magnetic Zeros, The xx, Hot Chip, MGMT, Devo, Aterciopelados, Major Lazer, Flying Lotus, Dead Weather, David Gueta e 2ManyDJs
O desespero pra não passar pela mesma provação do primeiro dia fez bastante gente chegar bem cedo, o que foi ótimo, já que muitas vezes bandas interessantes tem pouco público devido ao horário.
O campo de polo onde acontece o festival continuava lotado e, pela primeira vez, sujo. As latas de lixo transbordavam e garrafas de plástico, copos e latas se espalhavam pelo chão.
Logo no Coachella, um festival conhecido pelas preocupações verdes e que em pleno calor do deserto dá uma garrafa de água para quem entregar dez vazias nos postos de troca, algo que sempre fez as garrafas serem disputadas.
O segundo dia era também um dia com poucos conflitos de horários e menos shows imperdíveis, de maneira que durante boa parte do dia a boa era ficar pulando de um para o outro.
O primeiro foi o do Girls, que queimou a largada abrindo com “Lust For Life” e depois não conseguiu segurar a onda. Na tenda ao lado, o Camera Obscura fechava seu show com canções muito lentas para o início de uma maratona musical.
No palco menor, coube ao Temper Trap cumprir a função de sonorizar um momento tradicional do Coachella: assistir algum show sentado na grama, bem de longe, descansando as pernas.
Com algumas boas músicas, no geral são parecidas demais com o único hit do grupo, “Sweet Disposition”, da trilha do filme “500 Dias Com Ela”.
Assim que os australianos terminaram de tocar, foi a deixa para se enfiar na multidão e pegar um bom lugar pra assistir o The xx. Pra garantir, a melhor saída era entrar já no show anterior, dos desconhecidos Edward Sharpe and The Magnetic Zeros.

Edward Sharpe and The Magnetic Zeros
Desconhecidos o quê. Uma multidão aguardava ansiosamente o insano grupo de bluegrass, uma grata surpresa, com a presença de palco do Gogol Bordello, a grandiosidade do Arcade Fire e o (des)apego a tradição do Kings of Leon. Falando assim soa melhor do que de fato é, mas “Home” é muito boa e foi cantada aos gritos.
The xx, “Shelter”
Bem colocado, estava tudo pronto para o The xx. Quer dizer, por parte da platéia, porque a banda penou um bocado. Em mais um ineditismo do Coachella 2010, até o som apresentou problemas.
Os amplificadores chiaram o show inteiro, tirando a concentração da inexperiente banda, que já tinha bastante com o que se preocupar de frente para aquela multidão.
Quando o The xx começou a se soltar, o teto do palco principal teve um princípio de incêndio, desviando a atenção de todos. Tentando manter o espírito elevado, o baixista simplesmente disse “the roof is on fire”, arrancando gargalhadas (mas nada de “burn motherfucker, let the motherfucker burn”).
Quando tudo ia se encaixando, tchanan, mais uma distração. Ninguém menos que o dono do festival, Jay Z, estava no fosso dos fotógrafos assistindo a banda com Beyoncé (o casal assistiu o Beach House do meio da platéia). Bastou mostrá-lo no telão ao lado da mulher para as mãos fazendo um diamante pipocarem no horizonte.
As músicas continuam lindas ao vivo e são muito bem executadas, tanto a voz da vocalista quanto as guitarras e o baixo tem pegada, só que falta pressão. O que não decepciona é a parte eletrônica e de programação.
O sujeito é um monstro na MPC, tocando dois samplers simultaneamente de uma maneira pouco usual, dedilhando-os como se fosse um piano.
O encerramento foi épico, com o “baterista” tocado o terror na combinação de batidas e um prato microfonado (com efeitos) sendo espancado ritmicamente pelo baixista.
Se falta chão pra banda, o caminho deve ser macio. Só a coragem de enfrentar um palco aberto com um som tão introspectivo (como foi bem dito na resenha do LA Times), mesmo sabendo que se dariam bem melhor em uma das tendas, mostra personalidade.
A sequência de artistas do segundo palco só fazia o local inchar cada vez mais. Vieram Hot Chip, sempre sem convencer ao vivo, e MGMT, quando a quantidade de gente já estava insuportável.
A essa altura, o único lugar disponível para assistir o show era na praça de alimentação e mesmo assim através dos telões, que de tão distantes pareciam miúdos.
Com um bom som o MGMT melhora bastante no palco, pena que as músicas novas definitivamente não ajudam. E eles ainda inventaram de não tocar “Kids”, ousando demais.
De qualquer maneira, eram mais sinais das transformações do Coachella. Duas bandas que dois anos antes faziam shows nas tendas, sugando multidões nunca antes vistas no palco dois. Mudou o festival ou mudou o público, difícil afirmar, muito embora continue não se escutando esses grupos em toda parte.
Outra vaga cativa do Coachella é reservada para ao menos uma grande banda latina, afinal, estamos na Califórnia. Ozomatli, Café Tacuba, Los Amigos Invisibles, Manu Chao, Kinky, todos passaram por ali em algum momento. Esse ano foi a vez do Aterciopelados.
Os colombianos honraram a tradição de show bombásticos na tenda media e não se apertaram. Veteranos, sabem exatamente os atalhos do palco. Fecharam com “Baracunatana” e uma farta distribuição de frisbees de papel machê, entre mensagens de paz e amor.
No caminho para o Major Lazer deu tempo de ouvir o Devo tocando “Whip It”. A curiosidade falou mais alto, silenciando o bom senso e o trajeto até a outra tenda continuou, o que se provou um equívoco.
A tenda explodiu assim que o show começou e o projeto da dupla Diplo e Switch foi um dos mais comentados no dia seguinte. Porque, não sei.
Vestidos com ternos sem nenhum propósito aparente, já que as vestimentas não tinham nada a ver com cenário e figurino dos outros integrantes no palco, a dupla soltou um festival de bases de gosto duvidoso, um despedício de boas referências (baile funk, tecnobrega, reggaeton, dancehall), cobertas por berros do MC, trechos de Ace of Base e outras maravilhas.
David Gueta tocava na tenda ao lado, se esforçando na farofa, hits de FM e mesmo assim perdeu a disputa. O histórico de más escolhas de atrações eletrônicas do Cochella continua.
Flying Lotus, “Idioteque” (Radiohead)
Graças ao bom Deus uma verdadeira higienização auricular veio em seguida. Pela segunda vez no festival, dessa vez o Flying Lotus teve muito mais destaque. As pessoas se acotevelaram para ouvir o hip hop experimental produzido por Steven Ellison.
As batidas instrumentais tem forte influência dos graves do dub, do clima soturno do trip hop e dos blips do EBM. Utilizando apenas um laptop e sem tirar o sorriso do rosto, ao vivo o Flying Lotus entortou ainda mais suas produções.
A frente de um telão, Steven adiciona camadas de elementos uma sobre as outras de uma maneira que demoram a se encaixar, até soltar o elemento unificador e que dá a liga ao groove. Foi assim com as músicas do seu segundo disco, “Los Angeles”, assim como as reconstruções de “Idioteque” (Radiohead), “Avril 14” (Aphex Twin) ou nos passeios pelo deep house ou drum n bass.
Uma das melhores apresentações do festival, coisa fina.
Na saída, ainda deu tempo de pegar o finalzinho do Dead Weather, mais um projeto bacana do Jack White, que teve seus momentos minimalistas atrapalhados pelo que vinha do palco principal, a cargo do DJ Tiesto.
2ManyDJs
Botando a tampa, o 2ManyDJs reuniu alguns dos seus principais remixes e mashups num set perfeito em que o grande destaque foi o telão. Cada faixa ganhou animações próprias, com visual de capa de disco, se adaptando conforme as mixagens avançavam.
Betty Ditto cantava na capa de um disco do Gossip, assim como MGMT, Vitalic, Joy Division e todos os outros, sempre acompanhando as mixagens. O efeito prático foi um melhor entendimento, principalmente para quem não consegue identificar cada uma das músicas utilizadas, esquentando a relação com o público.
A tempestade de papel picado indicou o fim da festa. Era hora de partir pra casa e descancar para o último e mais promissor dia.
Dia 3: Enfim, Coachella
Soft Pack, Local Natives, Rusko, Mayer Hawthorne, Florence & The Machine, Yo La Tengo, Spoon, Phoenix, Thom Yorke, Sly Stone e Gorillaz
Logo na chegada, notar que o campo de polo não mais parecia mais um formigueiro foi alentador, mesmo que pudesse ser pelo horário. O que parecia uma breve visão de tempos mais agradáveis do festival, se confirmou como o dia com mais cara de Coachella de todos.
Provavelmente muitas das pessoas obrigadas a comprar o passe para os três dias já estavam na estrada de volta pra casa a essa altura. Para contrastar com essa grande notícia, veio a triste informação de que o Hypnotic Brass Essemble havia sido cancelado.
Restou assistir o Soft Pack, legal, e o fraco Local Natives, mais um da barca do nu-folk, fortemente representada esse ano, salvando-se com a boa “Aeroplane”.
Enquanto isso, Rusko lançava dubstep em um dos cenários mais distantes daquele onde o estilo normalmente é tocado. No lugar de uma sala escura, com pessoas encasacadas, lá estava ele em plena luz do dia, as pessoas de chinelo. Uma mudança e tanto.
Foi só quando Mayer Hawthorne apareceu que as coisas esquentaram, com sua músicas de baile de formatura inspiradas na Motown dos anos 50 e 60. O que poderia ser mera cópia se revela bastante criativo.
Se a voz não é exatamente avassaladora, dá conta da proposta, emitindo inclusive os falsetos do disco, coisa que o vocalista do Passion Pit não consegue chegar nem perto ao vivo. A banda de apoio, The County, é uma beleza.
Antes de “Maybe So, Maybe No”, Hawthorne contou que uma fã o perguntou no Twitter se ele iria tocar sua música favorita, aproveitando pra divulgar o seu endereço e pedir seguidores.
“Just Ain’t Gonna Work Out”, “Green Eyed Love” e até “Just A Friend”, do Biz Markie, foram mantendo o pique alto até Hawthorne sair com o público na mão e consagrado do salão.
Demorou bastante até a Florence & The Machine resolver dar as caras. O atraso somado a chatice que foi a primeira música foram a deixa para abandonar a menina e ir atrás do que realmente interessava.
Yo La Tengo, “You Can Have It All”
Há muito tempo atrás, houve um show do Yo La Tengo no extinto (e, quem diria, saudoso) Ballroom. Uma noite clássica, produzida por Rodrigo Lariú e que eu faltei. Mesmo sem ser um fã obsessivo do trio, ter perdido a chance de vê-los tão perto de casa foi uma mancada e tanto.
Anos depois, finalmente estava de frente com o Yo La Tengo. Como bem disse o Pedro, 50 minutos é muito pouco para uma banda com um repertório tão amplo, podendo ir do indie ao noise `a fofura em segundos.
Tentar fazer um show que cobrisse tantas nuances acabou prejudicando o YLT. Não tinha muita gente e a magnitude do palco principal piorou isso, uma pena, pois quem viu a coreografia de “You Can’t Have It All” (do George McCrae), feita a pedido do Sly Stone, segundo a banda, sabe o quanto foi sensacional.
Do Spoon deu pra ver apenas cinco músicas, todas muito boas, num palco bonito, decorado com fios com lâmpadas incandescentes esperando o por do sol para serem acesas durante o show do Pavement. Assim que Jonsi, vocalista do Sigur Rós, liberou o palco, começou a corrida por um lugar para o Phoenix no Outdoor Stage.
Phoenix, “Fences”
Em nenhum momento durante a crise dos cancelamentos dos vôo na Europa passou pela cabeça a possibilidade do Phoenix não aparecer. Por isso, quando a banda entrou e contou que por pouco isso não aconteceu, mesmo já os vendo no palco, deu alívio.
Por conta das dificuldades de chegar aos EUA, a banda se apresentou sem seus iluminadores e desfalcada da decoração do palco, motivo pelo o qual eles pediram desculpas, falando que “a noite será apenas sobre a música”.
Provavelmente por decisão da banda, todas as luzes de palco estavam apagadas e o Phoenix se apresentou utilizando apenas algumas luzes brancas, em vários momentos coordenando a marcação, determinando de que lado para que lado deveriam ser acesas.
Era por do sol e a luz natural apenas intensificou a beleza de “Love Like A Sunset”, até no telão funcionou. Embora as vezes possa não transparecer nos textos aqui, sei exatamente o tamanho da sorte que é poder vivenciar momentos assim, e esse foi, literalmente, de chorar.
Enfileirando quase todas as músicas do “Wolfgang Amadeus Phoenix”, a banda fez até um bis (na verdade uma extensão do final de “1901”), coisa raramente vista no Coachella.
Em se tratando de shows, poucas coisas são melhores do que ver uma banda na turnê de um disco que você gosta. Num lugar desses, com esse visual e o astral da platéia lá em cima, todo mundo numa boa, não tem comparação. Clássico.
Thom Yorke & Atoms For Peace, “The Clock”
Se antes falei que Thom Yorke e seu Atoms For Peace teriam que rebolar muito pra não me fazer sair no meio do show para conferir o show multimídia do Ritchie Hawtin e seu Plastikman, foi exatamente isso que aconteceu.
Não sei porque, não estava esperando muito desse show. De qualquer forma, a apresentação multimídia do Plastikman ficou pra um outro dia. Nada como baixas expectativas para gerar grandes surpresas.
Pesou também o fato de, com a rapidez das atuais mudanças tecnológicas, amanhã tudo parecer uma besteira. Acredito que o experimento interativo com iPhones e iPods tenha sido demais. Porém, se há dez anos atrás houvesse tido um show utilizando SMS, hoje imagino que não seria algo do qual me lembrasse com muita empolgação.
Soltinho no palco, Thom Yorke parecia estar curtindo bem mais do que nos shows do Radiohead. Talvez eu também. As referências, principalmente pela influências mais escancaradas do dub e da música eletrônica, deixam Thom menos indie.
Depois de tantas bolas fora do Red Hot Chilli Peppers, estava com preguiça, ou ao menos não muito empolgado, para ouvir o Flea tocar. Por isso, foi uma grande alegria ter tido novamente tanto gosto em ver o baixista tocar.
Contorcendo-se no palco no compasso dos slaps, Flea fazia o instrumento estalar como se estivesse no Primus e pesar como se fosse o Robbie Shakespeare, com linhas de baixo cavalares. Até melódica o cara tocou.
O percussionista brasileiro Mauro Refosco, do Forró In The Dark, tem participação crucial na sonoridade do show. É ele quem faz a quebradeira andar com um instrumentos de percussão totalmente brasileiro, injetando batidas do zabumba e o toque do berimbau.
Nigel Godrich, produtor dos últimos discos do Radiohead, e o baterista estava mais recatados, porém precisos.
Quem esteve no Coachella esse ano vai lembrar do vento que soprou forte todas as noites e vai reconhecer os shows só pelas imagens, lembrando da brisa batendo no rosto. Durante o Atoms For Peace, a ventania se intensificou, como se fosse uma reação a pressão que saía do palco.
A decoração toda baseada em tubos de luz, lembrava a do Radiohead, porem estavam na horizontal em vez da vertical, piscando freneticamente em vez de movimentos lentos, hora pintando o palco de verde, hora de azul ou verde.
Thom Yorke, “Giving Up The Ghost”
No bis, Yorke tocou sozinho “Airbag” no violão e “Everything In It’s Right Place” no piano, coisa pra fã nenhum reclamar.
Voltando ao Plastikman, tecnologia por tecnologia, tenho a impressão que ter visto o bis de Thom Yorke, sozinho no palco com o violão, construindo um arranjo utilizando um pedal de loop, vá ter mais valor, mesmo que apenas sentimental, do que uma interação via celular.
Ao apresentar a música, Thom falou: “essa vocês não devem conhecer, a não ser que você passe tempo demais no YouTube”, tocando num ponto interessante, sobre como a busca desenfreado por saber tudo o mais rápido possível pode arruinar grande surpresas.
Felizmente, nunca tinha ouvido a canção e fui arrebatado na hora. Não estar por dentro as vezes tem suas recompensas. Foi o show do festival.
Sly Stone
Outra surpresa, justamente no sentido oposto, foi o que aconteceu no show do Sly Stone. Após um quase adiamento e uma mudança de horário, o rei do funk soul foi uma das últimas atrações do festival a tocar. O que se viu foi umas das cenas mais tristes que já presenciei na música.
A passagem de som, sendo feita na hora, prometia. Só timbre bonito, o groove rolando, a banda pronta esperando seu líder. Eis que Sly Stone adentra o palco, fantasiado de policia, com uma peruca e uma boina que impediam ver o seu rosto.
Totalmente acabado, Sly mal se aguentava em pé. Totalmente perdido, com menos 10 minutos de “show”, perguntava no microfone quanto tempo fazia que estava ali. Os músicos, principalmente uma das integrantes do coral e os roadies, faziam de tudo para cena parecer normal. Era impossível.
Sem conseguir tocar nem metade de alguma música, Sly mudava de idéia no meio das canções, dava ordens a banda e ainda apresentou ao público seus constrangedores experimentos com eletrônica. Não dá pra entender que motivo$ permitiram uma lenda da música ter sido exposta dessa maneira, uma coisa realmente deprimente. Ele não merecia isso.
Na saída, ainda deu pra conferir o final do Gorillaz, “Clint Eastwood” e “Feel Good”. Mesmo com uma banda grande no palco e cenário grandioso, Damon Albarn e sua turma pareciam xoxos e sem força, sem justificar a moral de encerrar o festival.
Exausto, restava finalmente dormir, feliz, sem nem pensar em tanta coisa ficou de fora, praticamente um outro festival (A bagunça do Club 75, Miike Snow, da turma da Ed Banger com um dos integrantes do Justice, Deadmau5, Pavement, Specials, PiL, Erol Alkan, La Roux, Faith No More, Raveonettes, Dirty Projectors, Little Boots, Plastikman, Mutemath, Julian Casablancas…).
Tudo certo. Ano que vem tem mais.
14 de abril de 2010 às 12h20
Aquecimento Coachella ’10 (20)
3 de fevereiro de 2010 às 15h04
Phoenix, “Live & Unplugged”
Que ano o Phoenix vem tendo desde o lançamento do melhor disco de 2009, “Wolfgang Amadeus Phoenix”.
Eleitos os artistas do ano no Hype Machine, os franceses Tocaram no Saturday Night Live, fizeram coletânea pra Kitsuné e falaram dos seus artistas favoritos, gravaram vídeos por Paris, fizeram shows especiais em estúdios de rádios, lançaram um disco oficial de remixes, foram remixados por uma outra penca de produtores, apresentaram-se no Central Park…
O que mais podia faltar, você pode perguntar. Acertou quem lembrou do famigerado acústico. Não mais. Gravado num show em Hamburgo, o EP não-oficial “Live & Unplugged” preenche essa lacuna.
Vai saber o que mais vem da banda por aí. Tomara que um próximo disco a altura desse último.
Dica do Antológico.
3 de fevereiro de 2010 às 11h09
Os melhores de 2009 do Hype Machine

Lista são sempre polêmicas e geram discussão. A do Hype Machine no entanto é interessante porque não se baseia na opinião de uma redação ou gosto pessoal. Um dos principais agregadores de blogues musicais da rede, a Music Blog Zeitgeist é feita a partir dos dados coletados no tráfego do próprio saite, como buscas, links, etc.
São três categorias, artistas, discos e músicas. O Phoenix faturou melhor artista e o Animal Collective teve melhor álbum com o seu “Merriweather Post Pavilion”.
A relação de músicas não obedece uma ordem e o remix dos brasileiros do The Twelves para “I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You” esta lá.
O saite ainda convidou um ilustrador pra criar uma peça para cada um dos 50 artistas da lista. Fino.
24 de dezembro de 2009 às 13h13
Melhores shows de 2009
Esse deve ter sido o ano em que menos fui a shows em muito, muito tempo. Culpa do cronograma de gravações mais cruel que já enfrentei (sempre noturnas, sempre em dias de bons shows). Ainda assim, teve MUITA coisa boa. Segue a lista, em nenhuma ordem específica.
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Paul McCartney (Coachella, EUA)
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Phoenix (Central Park, EUA)
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Curumin (Cinemateque, Rio)

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TV On The Radio (Coachella, EUA)
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Lucas Santtana & Seleção Natural (Vale Open Air, Rio)
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Radiohead (Apoteose, Rio)
“’Bom pra caralho’, como disse a banda em bom português ao final do show. Foi mesmo.”
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Kraftwerk (Apoteose, Rio)
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Franz Ferdinand (The Week, SP)
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Siba e a Fuloresta (Teatro Rival, Rio)
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Late Of The Pier (Coachella, EUA)
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M.I.A. (Coachella, EUA)
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Dirty projectors (Teatro Odisséia, Rio)
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Friendly Fires (Circo Voador, Rio)
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Lykke Li (Coachella, EUA)
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Little Joy (Circo Voador, Rio)
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Faith No More (Metropolitan, Rio)
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Skatalites (Circo Voador, Rio)
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Nação Zumbi (Circo Voador, Rio)
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Mexican Institute of Sound (Coachella, EUA)
22 de dezembro de 2009 às 13h12
10 melhores discos internacionais de 2009
Certeza que esqueci um monte de coisa, das que ouvi e, principalmente, do que não deu tempo de escutar. Não gosto muito de lista por isso, fico agoniado, mas é isso aí. Esses são os melhores discos internacionais de 2009 do URBe. Deixe seus escolhidos nos comentários.
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10.

Julian Casablancas, “Phrazes For The Young”
8.

Fuck Buttons, “Tarot Sport”
7.

Passion Pit, “Manners”
6.

6. Air, “Love 2″
5.

Mayer Hawthorne, “A Strange Arrangement”
4.

King Creosote, “Flick The Vs”
3.

The xx, “xx”
2.

Franz Ferdinand, “Tonight: Franz Ferdinand”
1.

Phoenix, “Wolfgang Amadeus Phoenix”
4 de dezembro de 2009 às 9h04
Phoenix ataca turistas em Paris
O Mura mandou um e-mail avisando desses vídeos sensacionais do Phoenix tocando para desavisados nos pontos turísticos de Paris, parte da série “Les Concerts à Emporter”, do saite francês La Blogoteque.
Presta atenção no povo na rua, lentamente desconfiando de quem se trata, alguns reconhecendo de imediato. É a volta pra casa da banda após o sucesso mundial do disco “Wolfgang Amadeus Phoenix”.
Phoenix, “1901″
Phoenix, “Lizstomania” / “One time too many”
Phoenix, “Long distance call”
27 de outubro de 2009 às 14h26
Phoenix, “Wolfgang Amadeus Phoenix (Remix Collection)”
Agora é pra valer. Trocentos remixes oficiais e não-oficiais depois, saiu “Wolfgang Amadeus Phoenix (Remix Collection)”, do Phoenix. Também dá pra ouvir em streaming.
16 de outubro de 2009 às 14h48
A vitrola do Phoenix
Mais Phoenix? Mais Phoenix!
O diretor Guillaume Delaperriere
convidou os integrantes da banda para mostrarem alguns sons que curtem ouvir, filmou as bolachas rodando, inseriu comentários sobre as faixas aqui e ali e voilá. Simples e funcional, uma horinha de som guiado pelos franceses.
Dica do @rafaelsalim.
16 de outubro de 2009 às 11h15
Phoenix remix
Até versão rasta de “1901″ já apareceu… E não foi só essa do
felipemusica não, tem o “Ivan Beck dub” também.
Ainda que nenhum remix sequer arranhe as versões originais, é assustadora a quantidade de versões de músicas do disco “Wolgang Amadeus Phoenix”, do Phoenix, que se pode encontrar solta por aí, quase todas de “1901″ ou “Listomania”.
De nomes conhecidos até iniciantes, todos querem tirar uma casquinha do melhor disco do ano.
A banda reuniu alguns para o vindouro “Wolfgang Amadeus Phoenix (Remix Collection)”, coletânea com as interpretações de gente como Alex Metric, Passion Pit, Soft Pack, Friendly Fires, Yatch, Chairlift, Devandra Banhart e Animal Collective.
Existem muito mais remixes do que poderia ser colocado num disco, então juntei alguns aqui (em negrito as melhores do que deu pra escutar atéa gora). A primeira lista e os devidos links foi copiada do Música Social:
“Fences” (Friendly Fires remix)
“Love Like A Sunset” (Animal Collective Remix – Deakin’s Jam)
“Rome” (Neighbours & Devendra Banhart Remix)
“Lisztomania” (Felipe Musica’ 1982 Remix)
“1901″ (L’Aiglon Remix)
“1901″ (Felipe Musica’ Cool Remix)
“1901″ (Ivan Beck’ Dub Remix)
Clicando aqui dá pra baixar um pacote com todas as músicas da lista abaixo, tungada do Music Under Fire:
“1901″ (Alan Wilkis Remix)
“1901″ (Build Remix)
“1901″ (Diese Remix)
“1901″ (Fabian Remix)
“1901″ (Ivan Beck Dub Remix)
“1901″ (JMP Remix)
“1901″ (Lapse Remix)
“1901″ (Mr Vega Remix)
“1901″ (NightWaves Remix)
“1901″ (One For The Team Remix)
“1901″ (Pete Herrs Symphonic Remix)
“1901″ (RAC Maury)
“1901″ (Remco Durez Remix)
“1901″ (Saycet Remix)
“1901″ (Tatelarock and Troublemaker Remix)
“1901″ (TheTeenagers Remix)
“1901″ (Tremulance Remix)
“Fences” (Jongleur Remix)
“Lisztomania” (A Fight For Love (25 Hours A Day Remix)
“Lisztomania” (Alex Metric Remix)
“Lisztomania” (Classixx Remix)
“Lisztomania” (Doctor Rosen Remix)
“Lisztomania” (Holy Ghost! Love Paris Remix)
“Lisztomania” (The Girls Can Hear Us Remix)
“Lisztomania” (The Tremulance Remix)
“Lisztomania” (Yuksek Remix)
“Lizstomania” (DerDieDas Remix)
“Long Distance Call” (25 Hours A Day remix)
“Rome” (Lanny Merge Remix)
“Lizstomania” (Toma Club Remix)
5 de outubro de 2009 às 14h14
Phoenix engole o Central Park
Phoenix, “1901″
vídeo e fotos: URBe
Quem acompanha esse espaço sabe que o Phoenix tornou-se uma obsessão por aqui, agravada após o lançamento do quarto disco, “Wolgang Amadeus Phoenix”. Por isso, a expectativa em relação ao show em NY era alta.
Lá pela metade da apresentação dos franceses no Rumsey Playfield, parte do Central Park Summerstage, pintou uma questão: como resenhar algo tão perfeito? Diante de tanto acerto, resta muito pouco além de elogios.
De cima do palco fincado entre as árvores no final de verão/início de outono nova-iorquino, com um público extasiado a sua frente, a banda deve ter se feito a mesma pergunta.
Sem saber o que dizer além dos trocentos “thank you” ao longo do show, o vocalista Thomas Mars encontrou uma maneira de demonstrar sua alegria no final da primeira parte, antes do bis. Microfone em punho, decidiu passear no meio da platéia, talvez tentando entender do ponto de vista do público o que havia acabado de acontecer.

Passion Pit
Voltar um pouco no tempo pode ajudar a entender o que deu tão certo. Antes do Phoenix colocar o Central Park no bolso, os americanos do Passion Pit fizeram o show de abertura. A expectavia era grande, porém, infelizmente, a apresentação falhou em todos os aspectos que o Phoenix acertou.
O Passion Pit teve uma enorme dificuldade em transpor o bom disco de estréia “Manners” para o formato ao vivo, a começar pelos falsetes do vocalista. Michael Angelakos não consegue atingir ou sustentar os agudos da gravação e por algum motivo prefere não utilizar os recursos digitais que poderiam auxiliá-lo (e certamente foram utilzados no disco).
Não é apenas a voz, todo o som do Passion Pit emagrece no palco. Os sintetizadores deixam para trás camadas (harmônicos, oitavas, dobras) que dão peso as músicas, a bateria foge dos pads eletrônicos, a banda ainda parece desentrosada.
A tentativa de reproduzir organicamente um disco que conta com tantos sons eletrônicos, como se isso fosse uma espécie de evolução, falha justamente por se afastar demais da proposta original. Ainda assim, algumas músicas, como “Sleepyhead”, funcionam. Com o tempo as outras podem acompanhar.

Phoenix
Com bem mais tempo de estrada, o Phoenix demonstrou segurança ao abrir direto com “Liztomania”, principal hit de “Wolfgang Amadeus Phoenix”, lançado esse ano. Era como se dissessem “Estão ouvindo essa música? Temos muitas outras tão boas quanto, não se preocupem”. E tem mesmo.
O Phoenix esteve no Brasil em 2007 e o show foi bem elogiado. Porém, muita coisa mudou de lá pra cá.
No começo do ano o Phoenix passou por NY para tocar três músicas no Saturday Night Live (normalmente são duas) e também no David Letterman. Poucos meses depois, a banda volta a Grande Maça e faz dois shows esgotados no Central Park, um surpresa na Apple Store do Soho e, pra não perder a viagem, aproveita e visita o programa do Jimmy Fallon.
O responsável por tantas mudanças na carreira de uma banda até então nem tão conhecida foi o seu quarto disco, o melhor até aqui, catapultando o nome do Phoenix e levando faixas a serem incluídas até em comercial de carro. Uma surpresa para os próprios integrantes.
Prova disso é o quanto a platéia respondia mais a essas canções do que ao resto do repertório.
Poder assistir uma banda na turnê de um bom disco é muito bacana. No seu melhor então, nem se fala, ainda mais num show próprio, longo, além dos tradicionais 40 minutos dos festivais.
Restava saber se o quarteto conseguiria repetir ao vivo os timbres e arranjos que fazem “Wolfgang Amadeus Phoenix” tão bom. Os vídeos das participações em programas de TV que pipocavam na internet faziam crer que sim.
“Wolfgang…” foi tocado praticamente na íntegra (faltando apenas a parte 1 de “Love Like a Sunset”), intercaladas por alguns dos melhores momentos da banda em seus primeiros discos, como “Too Young”, “Long Distance Call”, “If I Ever Feel Better” e “Consolation Prizes”.
Muito bem ensaiados, com direito a paradinhas e movimentos coreografados, o show conta com cenário simples e funcional, baseado numa iluminação bem cuidada, na medida. Acompanhados por dois músicos de apoio, um tecladista/percussionista e um baterista monstruoso, os franceses repetem as gravações com uma precisão assustadora.
Para alguns isso pode ser algo menor, só que se tratando de músicas tão ricas em detalhes, climas, trocas de andamento, não apenas é muito difícil, como seria uma decepção se elas surgissem transfiguradas. Não há no que se mexer ali.
Não é todo dia que se ouve músicas tão bem produzidas serem reproduzidas tão fielmente ao vivo. Aliás, não é todo dia que se presencia um show tão bom. Direto pro Top 5 da vida, sem titubear.
No bis, Thomas Mars e o guitarrista Christian Mazzalai fizeram uma versão acústica de “Playground Love”, do Air, da trilha do filme “Virgens Suicidas”, da mulher do vocalista, Sophia Coppola, enquanto uma chuva começava a cair.
Era hora de se retirar em grande estilo e “1901″ serviu a esse papel. Pulação, gritaria, mais alguns “thank you” e fim de festa.
Numa rápida conversa após o show, Thomas Mars disse que há grande possibilidade da banda passar por aqui no ano que vem. A torcida já começou.
–
As músicas:
“Lisztomania”
“Long Distance Call”
“Lasso”
“Run Run Run”
“Fences”
“Girlfriend”
“Armistice”
“Love Like a Sunset Part 2″
“Too Young”
“Rally”
“Consolation Prizes”
“Rome”
“Funky Squaredance”
Bis:
“Everything is Everything” (Thomas and Laurent)
“Playground Love” (Thomas and Laurent)
“If I Ever Feel Better”
“1901″
1 de outubro de 2009 às 15h02
De volta
Quatro dias em NY devem equivalr culturalmente a dois anos no Rio.
O show do Phoenix valeu cada centavo, bom demais, assustador de tão perfeito.
Por enquanto fica essa fotinho chulé. Estou em SP pro VMB (e ontem ainda teve o Franz Ferdinand matador na The Week), chegando em casa subo vídeos, fotos melhores, resenhas, aquele esquema que você já conhece.


































Documentarista, jornalista, carioca, boto som mas não sou DJ e provavelmente passo tempo demais online.

















