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Arquivo: pirataria

Disney pirateia o Joy Division

A Disney está(va) vendendo uma camiseta em seus parques “livremente inspirada” na capa do “Unknown Pleasures”, do Joy Division. Os integrantes da banda dizem que não foram consultados. Bonito, muito bonito…

Atualização: Nos comentários o YCK esclareceu que a imagem original apareceu num caderno de astronomia. Mesmo assim, não há muita dúvida de onde a Disney tirou a ideia, né. Ainda mais considerando a horda de quarentões que frequentam seus parques.

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Guia: como lucrar com o compartilhamento gratuito de conteúdo

Era pra ser um vídeo contra o compartilhamento não-autorizado de conteúdo, feito por uma cineasta como parte de uma campanha anti-pirataria.

Mas… É um atestado de como é possível monetizar na era digital mesmo cedendo o conteúdo “de graça”, uma lição de formato de negócios dada pelos piratas para um indústria que continua insistindo em operar no formato antigo.

Sinto-me confortável para falar a respeito: meu documentário “Dub Echoes” circula em torrents desde sempre (em duas versões, uma delas não finalizada, isso sim me incomoda) e não vejo como algo negativo tanta gente querendo assistir o filme. Não enxergo como vendas perdidas, mesmo porque as vendas foram muito superiores a expectativa da Soul Jazz Records.

Fico é triste assistindo isso, porque se isso fosse um formato estabelecido, o filme poderia até ter capitalizado. Pirataria sempre vai existir, mas o principal motivo desses saites estarem lucrando tanto (o que não está correto, de maneira nenhuma) é o fato do espaço não estar sendo explorado oficialmente.

Se todo filme ou disco tivesse esse planejamento, as pessoas correriam para os canais oficiais, até pela facilidade, e esse lucro poderia ser revertido para os criadores de conteúdo.

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Nos Arcos da Lapa.

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Pirata vs original

É pra pensar.

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Jornalismo musical e pirataria


Logo do Hype Machine: principal agregador de blogues de mp3

Google fecha arbitrariamente seis blogues de música hospedados no Blogger e a pergunta está no ar: o jornalismo musical é a nova pirataria?

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Lily Allen, troca de arquivos, olho grande e onde você entra nisso tudo


“Desconstrução”: meu primeiro milhão?

A notícia se espalhou rapidamente: a cantora Lily Allen criou um blogue e convidou os artistas contrários ao compartilhamento de arquivos para se manifestarem no novo espaço.

A atitude causa espanto, pelo simples motivo de que Lily Allen deve sua carreira justamente a internet. Um dos primeiro casos de sucesso do MySpace, foi o burburinho na rede que fortaleceu seu nome.

A decisão de criar o blogue veio em resposta ao movimento Featured Artists Coalition, que inclui nomes como Radiohead, Pink Floyd, Blur e  Robbie Williams, criado para tentar brecar a ameaça de censura na rede que ameaça o Reino Unido.

A FAC no entanto defende as trocas não comerciais de arquivos. Os que fazem uso comercial dos arquivos trocados, cobrando pelos downloas ou por streamings, por exemplo, devem ser mesmo alvo das leis já existentes.

A exemplo da França, o projeto de lei britânico utiliza a música como desculpa, mas vai bem além, pois propõe vasculhar todas as trocas de arquivos feitas na rede, as legais e as ilegais, a de quem troca músicas e a de quem nunca fez e nem pretende fazer isso na vida. Todos serão vigiados.

É uma questão de privacidade do interesse de todos. Aqui no Brasil, a ameaça é a medonha Lei Azeredo, nos mesmos moldes da França e Inglaterra.

Ao indicar que é favorável a proibição das trocas de arquivo Lily Allen pisa num terreno perigoso. E sua atitude pode (e provavelmente será) usada como bandeira de políticos com interesses duvidosos.

A cantora argumenta que é muito fácil para artista estabelecidos como os do FAC defenderam o livre compatilhamento de arquivos após terem construído suas carreiras (e fortunas) no modelo antigo, vendendo discos. Seria injusto com os novos artistas defender o “liberou geral”, privando-o dessa fonte de renda.

Como argumento, Lily diz que apesar de alguns artistas lucrarem com shows, as pessoas envolvidas no processo de gravação não seriam remuneradas.

Estou pra ver técnicos de som, designers, divulgadores e etc. que recebam participação nas vendas de discos, em todo caso, seria um problema de fácil solução, bastando que os artistas pagassem pelas gravações independente de serem comercializadas ou  não (como aliás já devem fazer).

O que parece mesmo é que Lily Allen (e outros artistas) está de olho mesmo é numa fatia de um bolo que não existe mais. Num pensamento torto, a menina deseja os lucros provenientes de um outro formato de negócio, que caminha para extinção.

Quando dirigi o documentário “Desconstrução”, sobre as gravações do mais recente disco do Chico Buarque, “Carioca”, pensei sobre a mesma coisa, embora de brincadeira.

O DVD com o filme vinha encartado com a edição especial do CD e considerando que as vendas do disco foram boas, se fossem outros tempos talvez tivesse vendido aos milhões. Teria ficado milionário com a participação nas vendas.

A pegadinha é o seguinte: se fossem os tempos pré-digitais, dificilmente teria tido a chance de sequer ter feito o filme, principalmente pelos custos de produção e falta de acesso aos equipamentos necessários. Muito menos ter lucrado alguma coisa direta ou indiretamente com ele.

Não dá pra entrar nessa viagem. São dois tempos distintos, quase sem cruzamentos. O negócio é parecido, mas mudou bastante.

Portanto, em vez de reclamar que seus discos não vendem, Lily Allen deveria simplesmente aproveitar uma carreira que, se fossem outros tempos, talvez ela sequer tivesse.

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Piratas ao ataque

O vídeo promocional da campanha européia pró-compartilhamento de arquivos vem em momento apropriado, agora que o partido sueco Pirate Bay elegeu seu primeiro representante para o Parlamento Europeu.

Via Trabalho Sujo.

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A crise e os discos

Desde janeiro o aviso continua pregado na porta do ponto que um dia abrigou uma das mais populares(cas) lojas de discos de Londres, a Virgin/Zavvi cravada no epicentro turístico da cidade, Piccadilly Circus.

Hoje parece tudo óbvio, porém há nem tanto tempo assim coisas assim pareciam bem improváveis.

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Os pirata


foto: graphicalstatus

O resultado do julgamento do caso do Pirate Bay na Suécia está previsto para sair no dia 17 de abril. Antes disso saiu um outro veredito, no Guardian, num artigo espinafrando o saite.

A argumentação começa pelo fato do Pirate Bay vender espaço para anúncios (e portanto lucrar diretamente com o alto número de acessos do saite de buscas de arquivos compartilhados de maneira considerada ilegal).

A crítica avança citando o recém-lançado serviço pago para mascarar as atividades dos usuários, chamado IPREDator. O nome é uma brincadeira com o nome de uma nova lei de direitos autorias sueca, chamada IPRED, que entrou em vigor no dia 1º de abril.

A discussão é parecida com a que cerca o conflito do YouTube com algumas sociedades de coleta de direitos autorias, que se consideram lesadas por não serem remuneradas a contento de acordo com o tráfego que clipes e músicas geram para o saite.

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Indústria vs Consumidor

A nova campanha contra pirataria da indústria cinematográfica inglesa, chamada You Make the Movies, muda a abordagem usual de generalizar e chamar todo espectador de um ladrão em potencial. Sem falar da antipadia que são aqueles avisos anti-pirataria que você é obrigado a assistir quando COMPROU um DVD.

A nova abordagem, bem mais simpática, trata o espectador como parte da indústria, como o financiador dos filmes que tanto gosta de assistir. Pegando carona na onda faça você mesmo do “Rebobine Por Favor”, de Michel Gondry, a campanha incentiva usuários a recriar suas próprias versões de filmes conhecidos.

O furo fica por conta do saite não oferecer os códigos das peças publicitárias para colar os vídeos em outras páginas. Deve ser preocupação com direito autoral, o que seria no mínimo irônico.

Enquanto isso, nos EUA, até o FBI foi acionado para investigar o caso do vazamento de uma versão de “Wolverine”, um mês antes do lançamento.

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MP3 usado

O saite Bopaboo oferece um espaço para as pessoas comprarem e venderem MP3 usados.

É justo, afinal quem compra MP3 legalmente deve ter o direito de se desfazer dos mesmos. O lance é que mesmo depois de negociado, o arquivo continua no computador do vendedor. O sujeito pode ainda vender o mesmo arquivo milhares de vezes.

Arquivar em “idéias de jerico”.

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