Ampliando um pouco o tema do ensaio “Carnaval Pop” do ano passado, ainda na mesma onda. Fui a menos blocos, mesmo assim deu pra ver muita coisa.

Encontrei Jesu! Encontrei Jesus! Encontrei Jesus!

Funk na passarela com a Mangueira
O carnaval de rua do Rio tá tão grande que tem espaço até bloco sound system. Na foto, MPC (do Digitaldubs) pilota a torre montada pelo Interferência Sistema de Som na Lagoa, que contou com vários outros convidados em dois dias de muito grave.

foto: qarlos_ruiz
Esses dias começou o papo de uma proibição da venda de coco na orla carioca. O motivo é a sujeirada causada por banhistas imundos que vão a praia e “esquecem” de encestar o lixo que geram.
Raramente concordo com o sujeito, porém dessa vez o prefeito Eduardo Paes tocou num ponto importante, ainda que tenha simplificado a questão:
Complicado é cobrar educação de uma população que quase não tem acesso a isso. E quem tem, não coopera.

foto: @tcompagnoni
Enquanto isso, na sessão de promoções da Urban Outfitters do Soho, em NY…
Falando em humoristas, quadrinhos e Senado, não deixe de assistir o capítulo único da novela “Dollas”, feita pelo Schiavon.
Só rindo mesmo, porque nada dá em nada nesse país mesmo. É impressionante.
Via Allan Sieber.
Nesse final de semana o Capitão Presença, personagem criado pelo meu vizinho Arnaldo Branco, invadiu o jornal O Globo, com traço do Leonardo.
Em visita ao senado, nosso herói largou uma penca de verdades por lá. E não foi uma tirinha não, foi uma página INTEIRA.
Tá ruim de arrumar emprego? Pede pro Sarney!
E aí, Sergio Cabral, vai continuar tirando o corpo fora da crise no Senado até quando?
“Como criar seu próprio país”, uma excelente dica enviada pelo Lucas Bori.
A posse de José Sarney em 1966 pelos olhos de Glauber Rocha. Encomendado pelo governador eleito, o filme acabou não sendo utilizado pelo contratante.
Dica do Millos.

Via O Alquimista.
“Tudo que você precisa é de três caras e um barco pequeno e no dia seguinte vocês estão milionários”
Essa história dos piratas atuando na costa da Somália é tão surreal que assusta a falta de contextualização nas matérias que tem saído por aqui.
O NYT esclarece a questão, explicando que os piratas começaram a atuar como milícias, afugentando barcos de pesca comerciais que estavam varrendo o atum da costa do país sem pagar impostos após o desmoronamento do governo local.
Essa modalidade de assalto/sequestro não tem no Rio. Ainda.

A cabeça do mergulhador, perfurada por um arpão, no Rio. Ele sobreviveu!
Uma história digna desse primeiro de abril.
É o que os americanso chama de photo opportunity ou photo op.

foto: Marcelo Valle
Se você tem uma conta de e-mail já deve ter recebido umas 20 vezes uma mensagem indignada de alguém pedindo apoio ao Projeto de Lei do Senador Cristovão Buarque, determinando a “obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014″.
Não sei você, mas pra mim isso soa um bocado estranho.
Em vez de brigarmos por uma escola pública melhor para todos, vamos sedimentar o ensino público como uma sucursal do inferno, um castigo medonho, perfeito para os filhos dos políticos corruptos.
Embora não tenha dúvidas da boa intenção do Senador, essa lógica não parece fazer muito sentido.
Fala-se muito da qualidade do ensino público nos países do primeiro mundo, porém fala-se pouco de como nesses lugares a comunidade toda se envolve nas questões da escola.
Em vez de esperarmos esse problema afetar os políticos e desejar que eles resolvam a questão, seria mais sensato a própria população matricular seus filhos nas escolas públicas e brigar por melhoras.
Não? Idealista demais? O que você acha?
Falando em Obama, essa semana ele soltou um vídeo, chamado a população americana para se envolver diretamente no processo de aprovação do novo orçamento.
O assunto em questão pouco importa. O que interessa é observar como essas ferramentas podem ser utilizadas muito além do marketing político ou da publicidade.
Podem — e estão — sendo usadas para mudar o paradigma político vigente, em que o povo assiste (e reclama) dos governantes, mas não participa ativamente do processo, fora das eleições.
Não vai demorar muito para o esquema de representação como conhecemos, com Deputados e Senadores, ser transformado por isso. Pode começar devagar, com votações online em vez de reuniões de condomínio, por exemplo.
Menino usa YouTube para conseguir emprego para o pai. Conseguiu.
Para uma geração mais velha isso pode soar como chatice, mais uma coisa pra prestar atenção. Para geração digital isso fará parte do dia-a-dia, tanto quanto coordenar sua vida em trocentas redes sociais. A mobilização é uma realidade.

O poster de Shepard Fairey faturou o Brit Insurance Design Award 2009 e segue construindo sua história de uma das imagens mais icônicas do século 21.
“Closed zone” é um curta sobre a ocupação de Gaza, do mesmo diretor do premiado docu-drama em animação “Waltz with Bashir”.

Faltando apenas algumas semanas para a votação de uma lei contra o compartilhamento de arquivos on line na França, apresentada pelo partido do presidente francês UMP, Nicolas Sarkozy, surge a notícia que o próprio partido de centro-direita utilizou um música do MGMT em suas campanhas e saite sem pedir autorização e sem pagar.
Belo de um FAIL.
Justo o que o mundo precisa nesse momento de crise global: uma teoria da conspiração cascuda, vinda de uma fonte supostamente confiável e replicada em jornais pelo planeta.
Só pode ser esse o recado nem tão subliminar do Deputado Federal Edmar Moreira, dono do “castelo” acima, quer dar para todos nós.
Isso pra não falar no mau gosto… Vai vendo:
“Seu otário”.


ilustração: Schubart
O jornal inglês Guardian disseca o legado musical deixado por George W. Bush.
Alguns americanos começam a preparar a festa de despedida de George W. Bush da presidência dos EUA. É a Bush Bash 09.

foto: Ozier Muhammad/The New York Times
Candidato que utilizou a internet, por questões de segurança Obama terá que aposentar seu Blackberry e suas contas de e-mail.
O pôster criado por Shepard Fairey, remixado.
Se você não tiver NADA, absolutamente NADA pra fazer, veja a que nível chega o desespero da direita com a vitória de Barack Obama.
Pra aliviar, conheça 50 fatos que você não sabia sobre Obama, o colecionador de revistinhas do Homem-Aranha, cujo filme favorito é “Um estranho no ninho” e que levanta 100 quilos no supino.
Segue a guerra das carteirinhas de estudante, agora com a discussão de uma lei federal para reger o benefício. O problema só faz crescer.
Enquanto isso, quem segue pagando a conta é o público frequentador de eventos culturais e que não falsificam o documento, pagando o dobro do valor dos ingressos.
Já fazem pelo menos dois anos que o nome de Obama vem sempre colado as palavras “primeiro presidente negro” sempre que é mencionado. É quase um sobrenome. Com sua eleição, está difícil encontrar uma matéria sequer que não fale isso.
Como num Long Tail, que começa com um pico até encontrar uma constância, gostaria de ver uma pesquisa diária na imprensa mundial para analisar o ritmo em que a frequência da utilização desse apêndice vai diminuir, até finalmente desaparecer.
Em quanto tempo ele vira apenas o presidente Obama? Se é que deixam ele virar.
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