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Arquivo: protesto

Vai vendo: #OccupyImprensa?

Autor do filme-denúncia sobre as desocupações em Pinheirinho “Eu queria matar a presidenta: depoimentos da guerra civil brasileira em Pinheirinho”, bastante compartilhado no Facebook essa semana, Pedro Rios algemou-se na frente da sede da TV Globo em protesto contra o silêncio da grande mídia em relação a esses fatos.

Ainda que isso dificilmente vá resultar em alguma coisa – e pela rede, a boca pequena, comentem sobre outros “surtos” do rapaz – os acontecimentos em Pinheirinho foram noticiados até no Guardianem vídeos no YouTube mas, salvo raras excessões como a fala do Boechat, está passando em branco por aqui.

Pra quem acha que a principal consequência da especulação imobiliária insana é aumento do aluguel, é só esperar. A bagunça está só começando. Ou você acha que Rio Cidade, UPP e distribuição de posse (todas ótimas ideias) está mesmo sendo feita com os pobres em mente? Numa cidade como o Rio, sem um palmo para se construir, os espaços “disponíveis” nos morros fazem as construtoras babar.

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O parkour diário das cadeiras de roda

Inteligente campanha de conscientização pelo direito de ir e vir dos cadeirantes.

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O império contra-ataca #OccupyWallSt

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Belo Monte e as celebridades

Mais um vídeo fraco sobre Belo Monte. Não importa. Goste ou não goste dos vídeos, o debate alcançou outro patamar, agora ao menos o assunto está sendo mais debatido e isso é positivo.

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O estranho mundo da moda

As poses do mundo da moda aplicadas no mundo real para ressaltar os exageros da indústria, é o mote do projeto “Poses”.

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Gota d’água: artistas de TV contra a usina de Belo Monte

Os artistas da Globo contra a Belo Monte. É, turma, protestar está pop. E isso pode ser bom.

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Dia da ação no #OccupyWallSt

Watch live streaming video from globalrevolution at livestream.com

ATUALIZAÇÃO: transmissão ao vivo da manifestação, 10 mil pessoas nas ruas

Após o desmanche do acampamento no parque Zuccotti, o clima esquentou no #OccupyWallSt, com enfrentamento entre manifestantes e a polícia. Hoje, aniversário de dois meses do movimento, foi marcado o Day Of Action.

Já voltei, mas o fotógrafo Lucas Bori está bem perto e subindo vídeos em tempo real no YouTube, começando por essas convocações para se juntar ao movimento que estão sendo feitas no metrô, agora no final de tarde em Nova York.

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Doc curta: “I Am Not Moving” #occupywallstreet

O poder da justaposição…

A tensão só aumenta nas manifestações em Wall Street, conhecidas pelo hashtag #occupywallstreet. Com a adesão de diversos músicos a causa, a atenção ao movimento cresce.

 

 

 

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Você precisa sair do Facebook

Isso me lembra que a @carolluck abandou ou Facebook e está devendo uma pauta sobre a vida fora da rede social para a Transcultura. Vou cobrar.

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Doc: “A criminalização do artista – Como se fabricam marginais em nosso país”

“Abril de 2011. A intolerância ao diferente apoiada por uma campanha de higienização social em Belo Horizonte, assume ares de politica repressiva de caráter criminal.

“À administração municipal, policia militar e mídia se associam na tarefa de criminalizar o artista de rua, artesãos nômades portadores de um patrimônio cultural brasileiro que deriva da resignificação do movimento hippie das décadas de 60 e 70. Uma cultura com mais de 40 anos.

“Mas quem criminaliza o estado?

“Com expressões próprias na arte, na música e no estilo de vida, os artesãos são perseguidos, saqueados em seus bens pessoais e presos por desacato ao exercer a legitima desobediência civil.”

Um protesto em forma de documentário, gerando uma discussão grande na página do curta.

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Doc: “Bed Peace” (Lennon & Yoko)

“Dear Friends,

“In 1969, John and I were so naïve to think that doing the Bed-In would help change the world.
Well, it might have. But at the time, we didn’t know.

“It was good that we filmed it, though.
“The film is powerful now.
“What we said then could have been said now.

“In fact, there are things that we said then in the film, which may give some encouragement and inspiration to the activists of today. Good luck to us all.

“Let’s remember WAR IS OVER if we want it.
“It’s up to us, and nobody else.
“John would have wanted to say that.

“Love, yoko

“Yoko Ono Lennon
“London, UK
“August 2011″

Motivada pelos recentes distúrbios em Londres, Yoko Ono disponibilizou a íntegra de “Bed Peace”, até o dia 21 de agosto.

O documentário foi filmado em 1969, quando John e Yoko organizaram um protesto pacífico pela paz mundial, direto de suas camas de hotel em Amsterdã e Montreal, conhecidos como bed-ins. Os eventos chamaram muita atenção da mídia, funcionando como palanque para propagar os ideiais do casal.

Eles queriam a paz. E os malucos são eles.

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Revolução no dos outros é refresco


fotos: El Pais

Ao contrário das revoluções por democracia no norte da África e nos países arábes que receberam ampla cobertura da imprensa mundial, as manifestações em Madri são tratadas como nota de rodapé nos veículos de comunicação, mesmo com o hashtag #spanishrevolution frequentando os TTs do Twitter sem parar.

Revolução boa é lá longe. Quem tem medo do que? De quem?

Chamado Democracia Real, a mobilização é apolítica apartidária, capitaneada por jovens em busca de melhores condições de vida – a Espanha anda numa pindaíba braba, com 45% dos jovens desempregados em algumas regiões. As manifestações se espalham pela Espanha (praça Catalunya tomada) e pelo mundo, com espanhóis se juntando em frente as embaixadas.

A ocupação da praça (sempre a praça) Puerta del Sol, em Madri, iniciou-se dia 15 e não tem hora pra acabar. Ou melhor, tem: domingo tem eleições na Espanha e por lei manifestações são proibidas a partir desse sábado. Vem coisa quente por aí.

Enquanto isso, aqui no Brasil, confunde-se crescimento econômico – acesso ao crédito e posterior escravização pelos bancos – com crescimento social – educação, cultura, que poderiam gerar movimentos como o espanhol.

A estrada é longa, e como é. E esse silêncio todo é inspirador.


Live TV : Ustream

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Protesto contra o aumento das passagens de ônibus

Contra o aumento das passagens de ônibus, raciocínio parecido com o movimento Na Mesma Moeda: utilizar a lei para transferir o prejuízo.

Sugestão de trilha, “Rap do Calote”, do Quinto Andar:

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Na mesma moeda

O movimento Na Mesma Moeda começou pela internet e incentivamos a continuação do mesmo. A idéia é mostrar a nossa indignação contra os aumentos abusivos do preço dos combustíveis.

Basta marcar um local e divulgar para que as pessoas possam se encontramos em algum lugar e é feito uma carreata até ao posto de gasolina escolhido.

Chegando lá, cada um abastece no máximo 50 centavos, pede a nota fiscal e tudo que você tiver direito. A intenção é tornar o custo desse abastecimento mais alto que o lucro que o posto teria com a venda do combustível. Fazendo com que sintam no bolso o quanto pesa o pagamento de impostos.

Bem inteligente a ação do grupo Na Mesma Moeda.

Pessoalmente, espero que a gasolina fique cada vez mais caro, para desestimular as pessoas a usarem carros, aumentar a pressão por um transporte público decente e movido a energia limpa. Sonho distante.

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Relatos do Egito

Os protestos no Egito contra o ditador Hosni Mubarak estão esquentando. Recebi, através de uma amiga, o relato da egípcia Dana Omran sobre o primeiro dia de manifestações. Pedi autorização para publicar e ela topou. Peço desculpar por não ter traduzido, falta de tempo. Se alguém se empolgar a fazer, é só me mandar que substituo aqui.

It started in Tunis, sparked protests in Sana’a, triggered tensions in Tripoli and ended with chanting in Cairo. Some are calling it a revolution others and uprising. I’m not sure it’s a revolution, but something amazing happened here today. Amidst the acrid smell of tear gas, vinegar and cigarette smoke, there was a whiff of hope for the first time in over 30 years in Egypt.

Today was the National Police day so the whole country was on holiday. Grassroots organizations and facebook revolutionaries declared today a “National Day of Anger” – a day that everyone thought would end up with a few hundred protestors at most and a couple of arrests and brutal police beatings. The usual.

Maybe it was the rest of the region erupting in anger or maybe it’s a delayed reaction to our recent fraudulent elections, but something got people out in the streets today. By noon a couple of thousand protestors walked through Shubra (a middle class neighborhood in Cairo) and began chanting for the downfall of the regime. My sister was a critical part of the first wave of protestors along with a group of lawyers who were there to make sure that no one was unlawfully arrested. To see her on Al Jazeera check this out (she’s the red head in the beige t-shirt): http://www.aljazeera.net/NR/exeres/73463CB8-AA85-43AA-9903-446735AF1090.htm

With each hour that passed a few more thousand joined and eventually the protestors walked across Kasr El Nil Bridge to Tahrir Square, the throbbing heart of downtown Cairo. As the crowds grew, security police threw tear gas, but for the most part the demonstration was non-violent.
Throughout all this, not one word was mentioned on Arab satellite TV. By 4 PM, Twitter was blocked and one of the main mobile carriers (Mobinil) had disrupted all calls in and around the Tahrir Square area. The government tried to stop the organizers from communicating, but despite the scare tactics, people still went down the streets in protest.

There was a lull at around 6 PM and I watched in awe as the resourcefulness and generosity of the Egyptian people shone through. One guy drove his motorcycle with hundreds of loaves of baladi bread and started distributing it. Others came in with bags of foul and taameya sandwiches and koshari to feed the hungry who had been out since noon without food. Young men carried boxes of bottled water on their shoulders and gave it to the thirsty chanting masses. Cigarettes were passed around and face masks were handed out. One man recited beautiful poetry about the struggle. Most amazing of all, people walked around picking up the trash in the street with their bare hands. This was an Egypt we rarely see…but man was it beautiful to watch.

By about 8 PM Al-Jazeera got access to Tahrir and beamed images of us around the world, causing even more people to make their way to downtown and the crowds to swell to record levels. By 10 PM thousands of people flooded into Tahrir square from all directions. I stood with over 100,000 of my countrymen in defiance of the naysayers, the government and the tens of thousands of security police and I sang my national anthem with pride for the first time in my life: “Belady Belady Belady, Laky Hoby wa Fouady” (“My country, my country, my country you have my love and my loyalty”).

The crowd began thinning out around midnight as people got colder and the chanting lost direction. I left with my group around then to get some food and water…so that’s where my reporting ends. From friends who stayed behind, we heard that things turned ugly around 1 AM because the volume of people had shrunk to a manageable size and the police were just so damn hungry and tired (at some point the police confiscated over 10,000 falafel sandwiches that a group of organizers had bought for the crowds so that they could eat it themselves). More tear gas and rubber bullets were fired, and we’re hearing reports that the wounded are being refused from some of the public hospitals…

No one knows what tomorrow will bring. One thing is for sure, the government is pretending like this never happened. The headline of the main newspaper tomorrow, Al-Ahram, will be about the protests in Lebanon (nothing about Egypt). But at least I’m going to bed tonight knowing that we finally broke the silence.

God bless my motherland,
Dana Omran
January 25, 2011

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Carnaval Pop ’10

Ampliando um pouco o tema do ensaio “Carnaval Pop” do ano passado, ainda na mesma onda. Fui a menos blocos, mesmo assim deu pra ver muita coisa.


Praticamenteeeee…


Encontrei Jesu! Encontrei Jesus! Encontrei Jesus!


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Dharma


Choque de ordem


Funk na passarela com a Mangueira

O carnaval de rua do Rio tá tão grande que tem espaço até bloco sound system. Na foto, MPC (do Digitaldubs) pilota a torre montada pelo Interferência Sistema de Som na Lagoa, que contou com vários outros convidados em dois dias de muito grave.

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Manifesto Porta Na Cara

Indignados com a diferença de tratamento dada as pessoas na entrada dos bancos, o Circo Voador produziu esse vídeo para apoiar o seu Manifesto Porta Na Cara.

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Pausa para um protesto

Foto de Antonio Engelke.

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Banksy Verde


foto: Daniel Berehulak/Getty Images

Rapidamente apelidado de “Banksy Verde”, um sujeito invadiu uma estação de energia movida a carvão, desligou uma das turbinas e saiu.

Foi um protesto ambientalista silencioso, cujo efeitos práticos — uma redução nas emissões de gases — é nulo. A mensagem, no entanto, é forte.

A bola estava quicando na área e alguém chutou: um mashup das táticas do grafite e street art com a postura ecologicamente correta. Isso vai dar caldo.

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