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Promo Queremos! The Horrors + We Have Band

Quinta-feira tem The Horrors e We Have Band no Circo Voador, via Queremos!, e até amanhã (terça), tem ingresso com preço promocional. Tá avisado.

Ouça algumas músicas das bandas na seleção abaixo:

 

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Mogwai (ou James Blake de cabeça pra baixo)


foto: Filipe Marques

O SHOW DO MOGWAI FOI UMA EXPERIÊNCIA TRANSCENDENTAL, UMA ELEVAÇÃO ESPIRITUAL CAUSADA PELA ENTREGA AOS TRANSES PROPOSTOS PELOS ESCOCESES. OS QUE PRESENCIARAM O MASSACRE ESTÃO ASSIM HOJE, FALANDO ALTO A BEÇA, COM OS OUVIDOS AINDA ZUNINDO DE ONTEM.

Dois dias depois do James Blake embasbacar os presentes com um show repleto de silêncios e ambiências, onde os “shhhh” quase viraram parte dos arranjos em determinados momentos, o Mogwai fez o extremo oposto no Circo Voador: amassou a moleira de mais de 700 pessoas com uma parede sonora ensurdecedora, fazendo a tenda tremer.

Mogwai
foto: Joca Vidal

Dez anos depois da histórica apresentação no Armazém do Cais do Porto, onde rebocos do teto caiam devido a pressão sonora, a banda voltou a cidade. O que para ouvidos fechados pode simplesmente soar como uma maçaroca sonora, é repleta de detalhes e sutilezas, reveladas pela excelente mixagem do técnico de som da banda.

O volume espantoso não é mera tiração de onda adolescente, é fundamental para que as melodias produzidas pelo Mogwai, enterradas em densas camadas de guitarra, consigam escapar e brilhar. O que se vê no palco é um exercício de domesticação de guitarras em fúria.

Quando conseguem acalmar o som (algo que, de maneira geral, vem mesmo acontecendo nos últimos discos), um desavisado pode se deixar enganar e cair nas armadilhas das dinâmicas poderosas da banda. Correndo o sério risco de cair pra trás de susto, o ouvinte acredita no teclado na frente, esquecendo-se que a qualquer momento as guitarras explodiram novamente. Um engano e tanto.

As músicas:


foto: Joca Vidal

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James Blake & Little Dragon para poucos no Circo Voador

Já dizia Tony Wilson, mostrado no filme “24 Hour Party People”, em referência estréia nos palcos do Sex Pistols, quanto menos gente num show, maior sua importância histórica. Pois bem. Domingo a noite, as 320 testemunhas da noite de pior venda de ingressos da história do Queremos! assistiram, se não o melhor, certamente um dos três melhores já promovidos pelo projeto.

Some isso a crescente fama desse escriba de não gostar de show nenhum (exigência para uns, chatice e velhice para outros, faça sua escolha) e não pode ser coincidência essa ser, desde já, uma das apresentações do ano. James Blake deixou os presentes que “enfrentaram” a chuva (e bota aspas nisso) de queixo caído com a sutileza, elegância e aparente simplicidade dos arranjos de suas canções. E as porradas dos graves, ah, os graves..

Antes dele, contrariando a lógica do BPM, os suecos do Little Dragon sacudiram a tenda.

ABBA e excessões como Roxette, Cardigans e Ace of Base a parte, já foi o tempo que bandas pop vindas da Suécia estourarem mundo a fora eram uma exceção. A lista hoje em dia é extensa: Miike Snow, Lykke Li, Peter, Bjorn and John, Robyn, Fever Ray, Jens Lekman, The Knife, Radio Dept, The Tallest Man on Earth, Studio, JJ, nomes o suficiente pra inspirar um festival chamado Invasão Sueca em Recife.

O Little Dragon não fica atrás de nenhum de seus pares. Na real, fica a frente, principalmente quando pesa a mão nos graves e deixa de lado as batidinhas dançantes mais manjadas 2×4.  A formação colabora, baixo e bateria (com pads) são cortadas pelo teclado, alma da banda, com modulações que adicionam a aspereza que dá personalidade e faz da banda algo mais que um synth pop básico.

E tem a animada vocalista Yukimi Nagano, claro. É daqueles shows que fazem você voltar ao disco e gostar ainda mais – e esse pode ser o grande ponto de contato entre o Little Dragon e o James Blake, o poder das suas apresentações ao vivo.

Listar as influências de James Blake (soul, folk, r&b, gospel, [des]amarrados pela espacialidade do dubstep) não chegam perto de descrever o som. Isso porque, tudo que ele pega dessas referências é reprocessado por alguma outra, de maneira que o resultado final se torna uma sombra da matriz, o que é ótimo. O que ele faz com o dubstep, por exemplo, é paralelo ao que faz Skrillex, láááá na outra ponta: aplicar o conceito, não replicar o som.

O piano clássico é entortado por timbragens pesadas; batidas sincopadas de dubstep ecoam fora do grave; reverbs abertos emulando os ecos de uma catedral são filtrados por vocoder, potencializando o alcance vocal e afastando-os de simplesmente remeter a uma igreja. Você ouve Blake e pensa: o problema é a ferramenta ou quem não sabe usá-la? Pois é.

Acompanhado por guitarra e bateria, os arranjos são tão perfeitos que faz pensar quantas horas de ensaio se levou até chegar aquele formato. Um formato muito original, vale ressaltar. Com a cena inundada de bandas com formações idênticas (guitarra + bateria + baixo + sintetizador), é um alento só ver alguém ousando nesse sentido.

É um trio em que nenhum dos instrumentos faz feijão com arroz, pelo contrário, são esticados, distorcidos, reimaginados. Ousadia que vem desde o formato das composições, sem medo de explodir ou soar barulhentas quando desemboca nessa solução. O que poderia ser tanto um projeto mela cueca (bom, é um pouco), quanto um dubstep erudito (o que também é um pouco), flutua entre as duas coisas, criando um terceiro lugar.

Ouvindo os discos se pode ter uma ideia da proposta, porém ao vivo a coisa muda totalmente de figura. Visualizando as músicas serem executadas a mão inverte, fica mais difícil imaginar o processo solitário de gravação de composição e gravação de Blake.

Não é tarefa fácil transpor um som tão delicado para o palco. Além das dificuldades técnicas, há que se contar com a participação do público, ou melhor a não-participação do mesmo. Não é show pra tomar uma cervejinha, bater um papo ou mesmo cantar junto. É uma experiência de transe coletivo, onde o silêncio mais do que uma necessidade, é um elemento essencial.

Exigência da banda, os sub-woofers extras gigantescos colocados a frente do palco são apenas parte disso. Cada pancada, cada sacolejo das sub-frequências eram a certeza de que sim, você estava ali e, sim, a banda também e que aquela experiência era impossível de ser repetida em casa, com fones de ouvido ou qualquer outro auxílio orgânico.

A pegada steppas de “Limit To Your Love”, da Feist, poderia ter sido o encerramento perfeito. Ou a linda “”Wilhelm Scream”, que fechou a primeira parte de um show normalmente sem bis. Feliz da vida com a apresentação (“a segunda melhor da turnê, atrás de Buenos Aires”, contou ele depois), Blake voltou para o bis, tocando “A Case of You”, da Joni Mitchell (grato pela info, Seiler), parte do EP “Enough Thunder”.

Não precisava, mas se ele quisesse poderia ter tocado o show todo outra vez e ninguém iria embora. Tirando um grupo de tagarelas bêbados perdidos ali (talvez procurando outro James, o Blunt?), a entrega da plateia foi total, podendo se ouvir o tilintar da chuva do lado de fora. Como se fosse uma noite londrina, azul, melancólica. Como se fosse um sonho, de chorar de tão lindo.

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A missa do James Blake


foto do Instagram do @queremos

Quem enfrentou a chuva de ontem (infelizmente apenas umas 400 pessoas) foi premiado com uma das melhores noites da história do Queremos!, da abertura com o Little Dragon ao show DE CHORAR de tão bonito do James Blake. Foi bom demais. Logo mais escrevo a respeito.

E pra quem ficou com medinhdo de ficar molhado…

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A vida continua na chuva

#ChoveChuva

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Hoje tem: James Blake & Little Dragon

Sim, está chovendo e, sim, dá uma preguiiiiiça de sair…

Mas… Arrisco dizer que esse clima londrino está perfeito para conferir o James Blake no Circo Voador, afinal ele é de lá. Segundo relatos, o show dele no  Sónar SP ontem foi lindo.

E depois dele, Little Dragon esquenta as coisas. Deixa a preguiça debaixo do cobertor e parte pro Circo Voador pra conferir dois showzões!

Infos na página do evento no FB.

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Hoje tem: Chromeo

Queremos! Chromeo!

Todas as infos na página do evento no FB e ingressos nas bilheterias do Circo Voador e na ingresso.com.

Só botar a seleção abaixo pra tocar e começar a esquentar!

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Chromeo: é sábado!

Algumas músicas pra empolgar, depois do pulo.

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Vídeo da noite histórica do Tony Allen no Circo Voador

Que noite.

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Hoje tem: Tony Allen

É o primeiro show no Rio do lendário baterista, um dos criadores do afrobeat, com Fela Kuti. Os relatos do show em SP, ontem, falam apenas em IMPERDÍVEL, portanto: não perca!

A abertura é da Abayomy Afrobeat Orquestra, com os DJs da festa Makula tocando antes e depois dos shows.

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