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sábado, 20 de março, 2010

Franz Ferdinand no Rio, mais uma vez


Franz Ferdinand, “Auf Achse” - nem de longe a que  mais empolgou
(reparou o quanto a melodia de “Live Alone” se parece com a
de “Auf Achse”?)

Assistindo mais de cinco mil pessoas lotarem a Fundição Progresso e o Franz Ferdinand botar a multidão pra pular e cantar como se fossem o Los Hermanos, é impossível assistir um show da banda e não pensar na histórica apresentação da banda no Circo Voador.

Parâmetro de catarse coletiva, o que se viu naquela noite não tem como se repetir quando tocam em grandes festivais, quando fazem um show antológico e para poucos em São Paulo ou mesmo quando retornam ao Rio. E mesmo quando a loucura se repete, não dá pra dizer que foi igual.

A razão disso pode ser creditada ao inesperado. Se o Franz jamais poderia esperar uma reação daquela intensidade no Circo — e que continua tendo em seus muitos shows pelo país desde então –  a platéia, grande protagonista daquela noite, muito menos. Ninguém saiu de casa com uma intenção premeditada de participar aquela comoção.

Hoje, isso é um pouco diferente. Tanto a banda quanto público já sabem o que esperar. E se isso diminui o tamanho da surpresa, nem de longe tira a espontaneidade. No palco, fica clara a relação especial que o Franz Ferdinand tem com o Brasil.

Subindo nos amplificadores para solar, falando português, puxando um “Parabéns Pra Você” para o vocalista Alex Kapranos, preparando um repertório cheio de trocadilhos com os títulos da músicas (”Lucid Dreams” virou “Lewd Sid’s Dreams”) ou se jogando na platéia, os integrantes ficam a vontade e brincam como não se vê em outros países.


Moptop, “Sempre Igual”

Desde o início, com a abertura do Moptop, muito bem recebidos pelo público, até o Franz sair do palco, o que se viu foi muita gente amarradona de estar podendo ver esse show mais uma vez. A nota triste fica por conta da já conhecida deficiência do som da Fundição, principalmente em relação a acústica.

É uma pena que tantos shows bacanas que tem passado por lá sejam prejudicado pela massaroca sonora que preenche o ambiente. É frustrante.

Fica a sugestão de uma ação de marketing para alguma empresa com cacife: em vez de torrar o dinheiro em anúncios, eventos passageiros e coisas que ninguém se lembra depois, alguma marca poderia aparelhar as principais casas de show com melhores equipamentos e tratamento acústico. Pode chamar de “Marca X em campanha pelo bom som”.

A sorte é que o Franz não construiu essa empatia com o público carioca de graça. A energia e empolgação da banda bastam para fazer a festa. Até mesmo o telão no fundo do palco é uma firula desnecessária num show de uma banda com tanta presença de palco.

A guitarrinha funkeada de “No You Girls”, a versão deles de “All My Friends”, do LCD Soundsystem, a pegada disco de “Outsiders” e a batucada no final, os 15 minutos alucinógenos de “Lucid Dreams”, a presença dos sintetizadores do disco “Tonight: Franz Ferdinand” invadindo as outras músicas… Não há um minuto de descanso no show.

Não interessa se você estava ou não no Circo, qualquer comparação é uma besteira.  O que importa é se você estava em algum desses shows. Porque a chance de ver uma banda importante, no auge, é algo único e que não se deve desperdiçar.

Postado por Bruno Natal às 18:24 | 1 Comentário | Permalink

terça-feira, 22 de dezembro, 2009

Lula e a Rio 2016

No discurso não tem pra ninguém, Lula é imbatível. Maior orador da história do país, um dia será dito.

Uma pena que nem tudo que ele fala possa se tornar realidade, na maior parte das vezes por forças além do seu alcance.

Por enquanto, ouvimos. Um dia veremos alguém fazer.

Postado por Bruno Natal às 9:09 | 5 Comentários | Permalink

quinta-feira, 17 de dezembro, 2009

Whitest Boy Alive ao vivo no Rio


Piada irrestível: um dos melhores momentos, o TWBA em silêncio

Semana passada o The Whitest Boy Alive tocou no Rio e, pra resumir em uma palava, foi uma catarse. A platéia adorou, cantou junto como se todas as músicas tocassem no rádio e a banda brincou por uns momentos de ser maior do que é.

Voto vencido, fui dos poucos que não acharam isso tudo.

O baterista é um relógio, não erra nada. O problema é ser preciso demais para um som que pede suingue. O baixista, animalesco, até ajuda a balançar a coisa e o tecladista faz o papel principal, criando as melodias e fazendo a cama.

O problema pode ter sido o líder da banda, o guitarrista e vocalista Erland Øye, que passa boa parte do show dando esporro da platéia que fala demais — “como há quatro anos atrás”, disse, referindo-se ao show do Kings of Convenience no TIM Fest.

Os discos são muito bacanas. Ao vivo, sei não, falta sal naquilo ali.

Postado por Bruno Natal às 10:27 | 6 Comentários | Permalink

terça-feira, 15 de dezembro, 2009

Entrevista - Fabio Lopez

O designer Fabio Lopez ficou conhecido em 2007, quando divulgou na internet uma de suas criações, uma polêmica adaptaçnao do jogo “War” chamada “War In Rio”, e viu seu nome aparecer em tudo quanto é jornal. São dele também os Pictogramas Cariocas Rio 2016 e a Batalha Na Vala.  

Nunca havia converado com o Fabio. Autor de dois dos cartazes do hexa do Flamengo publicados por aqui. Isso até “No Sapatinho We Can” (a já clássica versão do pôster de Shepar Fairey com  o técnico Andrade no lugar de Obama) ter parado na capa da Globo.com (que citou o URBe como fonte) e descobrirmos uma tonelada de amigos em comum.

Nesse papo informal por e-mail ele contou histórias dos bastidores da repercussão do “War In Rio”, assunto que ele costuma abordar em sua palestra “Minhas Idéias São Minhas Putas”.

O jogo não é novidade, porém o tema, infelizmente, continua atual. Além disso, é importante registrar o processo pelo qual o Fábio passou e a proporção que seu trabalho inesperadamente tomou. Pedi então pra publicar essa conversa e ele autorizou.

Como não foi uma entrevista propriamente dita, separei os assuntos em tópicos.

Reações ao “War in Rio”

Fábio Lopez - Ainda recebo e-mails de gente pedindo o tabuleiro ou perguntando onde encontra pra comprar. A maioria dessas mensagens ficou sem resposta, pela falta de tempo e porque eu acho que não entenderam exatamente a essência do projeto. Por outro lado, outros me contactaram elogiando a iniciativa ou contando histórias relacionadas à violência. Com essas eu troquei mensagens interessantes sobre segurança pública, sobre a função do design como instrumento de crítica social e outras iniciativas parecidas. Acompanhei opiniões em blogues e na própria página do projeto sem editar nada. Queria ver como as pessoas estava reagindo ao projeto.

A polícia e o “War in Rio”

Fábio Lopez - Teve um episódio com um soldado do BOPE que foi foda. Havia um parágrafo no texto do blogue em que eu me referia a PM e ao BOPE como ‘marginais do bem’. Então um sujeito escreveu dizendo que tinha se amarrado no projeto e tal, mas queria fazer uma observação muito séria. E começou a dizer em letras garrafais que ‘marginal do bem é o CARALHO’, que o BOPE se mete na lama pra enxugar gelo enquanto playboy que nem eu vai pra festinha fumar maconha, e encerrou assinando ‘CAVEIRA’ (!!!).

Como eu não sabia que merda ia dar aquilo tudo - isso rolou nas primeiras três horas de repercussão - fiquei bolado e removi o parágrafo, sem deixar de responder a mensagem do cara e questionar o tom dos comentários. Fiz isso também pra sacar se o cara era um combatente mesmo ou era apenas um maluco querendo dar uma escrotada.

A conversa por e-mail tomou um rumo mais civilizado, o cara passou a assinar o próprio nome e escreveu de maneira bem mais respeitosa. Eu também pude me colocar melhor em relação ao projeto e a gente seguiu trocando ideia: acabei entrando em contato com um personagem do tabuleiro a partir de um esbarrão completamente inesperado. Era um ‘caveira’ mesmo, um cara da minha idade, de classe média e mestrando que nem eu (na época), só que trabalhava no CORE combatendo marginais de 15 anos armados com fuzis de guerra e artilharia anti-aérea. Por que? Por que o cara acreditava que alguém precisava fazer isso pra barbárie não dominar a cidade do Rio de Janeiro, e aceitava o sacrifício para preservar uma sociedade na qual ele parecia estar cada vez mais desacreditado.

No momento em que me escreveu eu simbolizava pra ele um sujeito criativo, mas pertencente a raça de hipócritas pelos quais seus companheiros morriam gratuitamente (ele estava transtornado por ter perdido um parceiro alvejado num helicóptero na semana anterior). Depois viu que eu era um cara politizado, consciente e que estava usando o projeto pra discutir um assunto importante. Teve a hombridade de reconhecer o exagero, e desejou que eu continuasse, à minha maneira, lutando pelo que acreditava. Desejei o mesmo. Volta e meia releio aquelas mensagens e respiro fundo, refletindo sobre a brutalidade daquele cotidiano de guerra e sobre as palavras de apoio que trocamos.

Confesso que fiz bem em tirar esse trecho sobre as milícias, por que havia incluído as MILÍCIAS como ‘marginais do bem’ e umas três pessoas questionaram essa afirmação. Eu concordei com elas. É que na época havia pouca informação sobre a atividade marginal das milícias - que estourou junto com a violência nos dois anos seguintes. Por isso a ‘censura’ acabou servindo pra preservar o texto do projeto de um equívoco verdadeiro.

Responsabilidade surgidas com o projeto

Fábio Lopez - A ideia inicial do projeto era um questionamento social profundo? Não, não era. Mas a ideia era atingir as pessoas em cheio, e estava acontecendo. O projeto nasceu, cresceu e virou um monstro, e eu fui obrigado a assumir um papel diferente como autor. Não comercializar, não distribuir, não tratar como brincadeira o que era uma realidade escrota pra muitos - e a paródia acabou virando um manifesto de verdade.

Conhecendo o tabuleiro

Fábio Lopez - Outro episódio marcante foi quando apresentei o projeto numa mini-palestra na escola de artes visuais Kabum! Uma amiga trabalhava lá na época (Mariana Aurélio) e me chamou pra apresentar o projeto pros alunos. Porra, eu sabia que ela dava aula pra uma molecada vinda de comunidade carente, e achei que ela estava me desafiando. Algo do tipo: quero ver se tu tem coragem de trazer essa merda pra cá ou se tua parada é fazer piadinha pra televisão (o projeto mexeu muito comigo, e eu fiquei muito tocado pelas questões morais que envolvia). Então eu tinha que ir, ou seria um rato pra mim mesmo - mas foi foda.

Na Kabum! eles trabalham com garotos indicados por outros programas sociais (uma garotada que manda bem, se destaca e ganha a oportunidade de aprender mais) e com uma galera que eles chamam de borderlines, cuja participação simboliza a ultima chance de reintegrar meninos que estão a um passo da marginalidade. (Eu conhecia a escola, mas não conhecia esse detalhe). Então lá fui eu, com o desafio de apresentar um projeto que trazia representado no mapa a casa de quase todos ali.

A primeira reação dos meninos foi achar divertido encontrar o nome de suas comunidades no tabuleiro. Achei isso muito estranho: eu tava falando de guerra, mas eles ficaram felizes simplesmente por existir no mapa. Entendi o sentido humano da expressão ‘comunidade carente’, e tive alguma ideia do que é morar num lugar ignorado pelo Estado.

Então comecei a falar de design gráfico, de projetos pessoais, explicar porque eu tinha feito aquilo, quais os meus motivos, qual a minha revolta… Aos poucos eles foram baixando a guarda (não era um playboy zoando com a gente) e comecei a escutar as histórias deles também: de um BOPE que entra na favela metendo o pé na porta, de policial fazendo merda, de parente executado, de tiroteio na hora da escola… Viver no front é um inferno que a gente não faz ideia.

A turma sentava meio dividida, e levou mais tempo pra metade ‘borderline’ confiar em mim: ali ninguém tinha visto porra nenhuma na internet, não conhecia War, blogue e o escambau. Foi tenso, mas acho que no final eu consegui romper uma barreira social óbvia que nos separava, e acho que eles ganharam alguma coisa com as minhas palavras também.

Conversei com a Mariana, e ela disse que não tinha me chamado por desafio nenhum - e eu percebi que precisava descansar daquela história. Eu tava sendo consumido por todas as questões que o projeto arrastava: saí e tive vontade de tacar o jogo no canal do mangue, como se isso fosse resolver alguma coisa.

Os desafios morais

Fábio Lopez - A maioria das pessoas que lembra do “War in Rio” associa o projeto ao oba-oba, a fama repentina, e ao sucesso de um jogo que circulava loucamente pela internet. Mas as pessoas não tem muita ideia do quanto foi difícil manter a integridade moral diante de tanta merda que eu podia ter feito ou falado com aquele projeto debaixo do braço. Eu tive a sorte de ser escutado naquele momento e precisei assumir a responsabilidade de passar uma mensagem positiva: era isso ou ficar marcado pra sempre como ‘o babaca do War in Rio’.

Relação com a imprensa

Além dessas histórias, leve em consideração o caos pessoal de um dia estar em casa na encolha, e no dia seguinte estar sendo solicitado por todas as emissoras de TV aberta, seis jornais, revistas e etc.

Por sorte, na época, eu namorava uma menina que era do meio jornalístico, e ela sugeriu que eu me preparasse pra ser intensamente consumido pela notícia e logo depois descartado. Para que me preparasse psicologicamente pra esse abismo. A fama instantânea traz prestígio, mas isso some com a mesma rapidez. Ela também me orientou a tratar os jornalistas com educação e muita paciência, mesmo se fizessem as perguntas mais idiotas do mundo - e fizeram - pois no dia seguinte a palavra final é deles. Para tomar cuidado com tudo que eu dissesse, e mesmo assim eu vi entrevista editada e foto substituída pra moldar meu perfil de acordo com a repercussão do projeto.

Vi editor de jornal grande ir atrás das autoridades de segurança do Estado com o microfone na mão, pra captar opiniões absurdas em relação a notícia que eles haviam publicado. Acordei com a manchete ‘Autoridades abrem fogo contra War Tropa de Elite’ e tive medo. Um repórter da TV perguntou se eu queria algum efeito de distorção na minha cara: eu disse que não tinha feito nada de errado e não tinha porque me esconder. Mas nessa manhã eu achei que estava perdendo o controle da situação e desmarquei uma entrevista já dentro do carro da emissora. Percebi que a ideia da jornalista era fazer piada com a parada, e depois quem ia levar fumo era eu. Expliquei isso pra equipe e eles mudaram a pauta, na hora e literalmente nas coxas da repórter.

Ainda assim, me recusei a sorrir nas fotos e nas gravações com medo de virar alvo fácil de patrulheiros morais - a ponto da minha vó de 90 anos reclamar que eu estava sério demais, rs… Dei uma entrevista ao vivo pra uma rádio agachado embaixo de uma mesa na redação da RedeTV (por conta do barulho), e todas as perguntas diziam respeito apenas aos comentários do secretário de Segurança do Estado. Não dei entrevista em casa pra ninguém mostrar que eu não morava na favela, e tive que tomar cuidado pra ninguém me filmar ou fotografar com a carta ‘eliminar o Comando Vermelho da cidade do Rio de Janeiro’, por que minha mãe sonha um dia em ter netos, rs…

Recebi e-mail de apoio de gente que eu admirava pra caralho, e de gente que resolveu dar uma surfada na onda pra se promover com o jogo. Vi advogado conceituado escrevendo artigo sugerindo que eu processasse o secretário Beltrame por ter me acusado de estar fazendo apologia à violência, e também ouvi o Chefe da Polícia Civil dizendo que nunca tinha jogado War na vida. Dei entrevista ao jornal da Globo com uma camisa da Esdi, e recebi a ligação carinhosa do diretor da escola. :)

Resultados profissionais

Não ganhei um centavo direto com esse projeto: sabia das questões legais que isto envolveria e não quis assumir o passivo moral de vender um jogo que banalizava o problema da violência na cidade - isso era exatamente o que eu NÃO queria fazer. A outra questão é que eu jamais poderia imaginar o que estava por vir, e não tinha como estar preparado para o interesse comercial que o trabalho despertou. Era pra ser daquele jeito.

Profissionalmente o retorno foi bastante positivo. Com os colegas designers a repercussão foi bem mais duradoura e consistente, como se eu tivesse conquistado uma pontinha de admiração eterna - e isso é muito melhor que escutar um elogio desconhecido de qualquer autoridade.

Também tive medo de virar apenas o ‘cara do War In Rio’, mas depois aprendi a lidar com esse ‘fantasma’ positivamente. Tenho uma atuação profissional diversificada, e os colegas de profissão me conhecem por outros projetos (curso de tipografia, estampas, textos). Mas “War in Rio” é um patrimônio do qual eu também não tenho porque me envergonhar. Virou um cartão de visita interessante, e um tema divertido para palestras e rodas de bate-papo - apesar de eu sentir um pouco de vergonha pra falar do projeto (eu me empolgo, melhor desconversar).

O projeto hoje em dia é uma espécie de ponto turístico da internet e ainda recebe umas 2.000 visitas mensais e e-mails, mesmo eu não tendo postado nada no blog desde novembro de 2007. Em 2009 o jogo (objeto físico) participou de duas exposições em São Paulo: uma de design e uma de arte contemporânea.

Joguei “War in Rio” uma vez no fim de 2007 pra experimentar o tabuleiro, e vi que o mapa diferente atrapalha um pouco a dinâmica do jogo. Nas duas primeiras rodadas era curioso: ‘Três contra dois da Rocinha pro Vidigal’. Aí foi perdendo a graça, por que toda piada de mau gosto sempre desce um pouco atravessada. No final não foi divertido, e nunca mais usei o projeto.

“War in Rio” em números

• 70.000 acessos ao blog nos três primeiros dias de projeto – hoje a visitação total do projeto gira em torno de 160.000 visitantes;
• 2.200 mensagens eletrônicas (a maioria interessada na compra do projeto);
• Capa de cinco jornais de grande circulação: Extra (por 2 dias), Diário de São Paulo, Destak, Estado de São Paulo e Metro. Matéria interna em outros 3 grandes jornais: O Globo, Folha de São Paulo – caderno Folhateen e Jornal do Comércio (PE);
• Entrevistas concedidas a sete emissoras de televisão e duas de rádio: Globo (Jornal da Noite), Band Rio, RedeTV!, TV Record, GloboNews,TV Brasil (programa Recorte Cultural) e PlayTV (grupo Band); rádio Paradiso e Band FM;
• Publicado em 5 revistas: IstoÉ, Revista da Semana, Computer Arts, Jungle Drums (ING) e Tabu (jornal Sol - POR). Noticiado em versões digitais de outras cinco revistas: Cult, Trip, Galileu, Rolling Stones e Mac Magazine;
• Entrevistas concedidas para diversos jornais na internet: Globo, Folha, Extra e Estadão on line. Noticiado em portais de notícia: G1, MSN Notícias, iG, Yahoo e Terra Notícias, Agência AFP, Agência Estado e Observatório da Imprensa. Entrevistado pelo portal DesignBrasil.org.br;
• Apresentado na escola Kabum! de artes visuais;
• Noticiado em mais de 120 saites e blogs, como: Designers Justiceiros, Pedro Dória, Sydney Resende, São Paulo Fashion Week, Omelete, Nice to meet you (US), Banco Real, Computer Love, Coletivo Mobile, Design Gráfico e outros;
• Participação do projeto em dua exposições: 9ª Bienal de Design Gráfico da ADG 2009, e exposição “Outros Passatempos”, organizada pelo SESC da Vila Mariana em SP, março de 2009

Postado por Bruno Natal às 9:08 | 9 Comentários | Permalink

sexta-feira, 11 de dezembro, 2009

E não é?


foto: Letrúcia

Postado por Bruno Natal às 14:21 | Sem comentários | Permalink

sexta-feira, 4 de dezembro, 2009

Espaço, ontem e hoje


Projeto para Rua Jardim Botânico. Já pensou?

Uma visita a exposição “Glaziou e os Jardins Sinuosos”, em cartaz no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico, desperta melancolia. Conhecer os projetos do paisagista francês é passear por um Rio de Janeiro que poderia ter sido.

Se é triste constatar o abandono em que se encontra suas realizações que sobreviveram, o que dizer dos projetos que sumiram no tempo? Pior ainda é lembrar da degradação de áreas onde estão localizadas jóias arquitetônicas cariocas.

Entre imagens de época para serem vistas com aqueles óculos 3D de papel e instalações de vídeo, o visitante faz uma passeio virtual por um Rio que já passou. Pode também fazer um programa que há muito deixou de ser tranquilo: sentar num banco de  parque e observar o vai e vem no Campo de Santana.

Num lugar em que cada palmo de terra desperta a ganância da construção de um prédio, nota-se que no Rio que conquistou o título de Cidade Maravilhosa havia, sobretudo, espaço.

Enquanto isso, no domingo passado a Revista (do jornal O Globo) publicou uma idéia interessantíssima, parte da série Rio na Cabeça, que convidou alguns cariocas a imaginarem melhorias para cidade.

O livreiro Rui Campos e a arquiteta Bel Lobo propõe a transferência do trânsito do Jardim do Botânico para um mergulhão, uma polêmica desapropriação do Jockey Club e a criação de uma área pública que iria do parque Jardim Botânico até a Lagoa Rodrigo de Freitas.

Seria, sem dúvidas, um dos mais lindos espaços da cidade mais linda do mundo. Um parque gigantesco, uma área de lazer privilegiada, um lugar para shows e eventos, para passear, para espairecer, para respirar.

Difícil é imaginar esse local, se fosse possível existir, recebendo o cuidado adequado, principalmente depois do oba-boa de uma inauguração.

Essa cidade precisa de espaço. E precisa ainda mais de espaços que possam existir mesmo quando estão vazios. Tremendo desafio.

Postado por Bruno Natal às 12:00 | 6 Comentários | Permalink

segunda-feira, 23 de novembro, 2009

O coco somo nozes


foto: qarlos_ruiz

Esses dias começou o papo de uma proibição da venda de coco na orla carioca. O motivo é a sujeirada causada por banhistas imundos que vão a praia e “esquecem” de encestar o lixo que geram.

Raramente concordo com o sujeito, porém dessa vez o prefeito Eduardo Paes tocou num ponto importante, ainda que tenha simplificado a questão:

“O coco não é o problema. Proibir o coco é tirar o bode da sala. A Avenida Rio Branco é varrida cinco vezes por dia. Isso não existe em nenhum lugar do mundo, e a praia é outro exemplo. A população precisa ter mais educação, higiene e respeito ao espaço público. A Comlurb custa 900 milhões por ano ao governo, e o lixo coletado hoje na rua é quatro vezes mais caro do que a coleta domiciliar. Uma meta boa para a sociedade era reduzir esse gasto com lixo público”.

Complicado é cobrar educação de uma população que quase não tem acesso a isso. E quem tem, não coopera.

Postado por Bruno Natal às 14:05 | 12 Comentários | Permalink

quinta-feira, 19 de novembro, 2009

Gogol Bordello no Indie Rock Festival, Rio


“Start Wearing Purple”

Quem pensou que o festival Indie Rock não contava com uma grande atração, capaz de arrastar público para encarar a desesperadora acústica da Fundição Progresso, foi surpreendido, duas vezes quase.

Mas só quase, porque o som da Fundição continua ruim, porém melhorou um bocado com algumas reformas acústica. Quem sabe um dia acerta.

Gogol Bordello estava em casa em sua segunda apresentação no Rio, provavelmente ajudado pela catequização Lapa afora feita pelo vocalista Eugene Hutz durante a longa temporada que passou na cidade.

Seriam os ciganos o novo Manu Chao? JP Cuenca arriscou um “The Clash com Chiclete Com Banana”. A comparação logo começou a ser repetida, com maldade. Um engano. Não apenas é uma boa combinação, como o Gogol Bordello prova que daria certo, se esse for o caso.

As cerca de 2 mil pessoas presentes pularam sem parar e pareciam ter ido lá mesmo para assistir mais uma apresentação teatral do grupo, deixando o resto da escalação (Holger, Super Furry Animals e El Mató A Un Polizia Motorizado) como abertura de luxo.

Postado por Bruno Natal às 9:48 | 3 Comentários | Permalink

Super Furry Animals no Indie Rock Festival, Rio

Empolgadões, comunicando-se com a platéia através de cartazes com frases em português, o Super Furry Animals fez um bom show no festival Indie Rock, sábado pasado. Até Nick McCarthy, do Franz Ferdinand, fez uma participação especial através os mesmos cartazes.

Mais as outras apresentações do festival (Gogol Bordello, Holger e El Mató A Un Polizia Motorizado) já já. Pra quem perdeu, fica a belezura “Juxtaposed With U” de presente.

Postado por Bruno Natal às 9:09 | Sem comentários | Permalink

quarta-feira, 11 de novembro, 2009

O Rio de Janeiro saindo do apagão

Essa belezura foi feita pelo Tiago Lins.

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quinta-feira, 22 de outubro, 2009

Linhares e sua turma

Qualquer semelhança com fatos recentes terá sido mera coincidência.

Como sempre, inédito ou em arquivo, Hermes & Renato na mosca.

Postado por Bruno Natal às 14:34 | Sem comentários | Permalink

Que PORRA é essa?!?!

Câmeras flagram assassinato de, Evandro João da Silva, coordenador do AfroReggae e omissão de socorro por PMs:

Dois policiais. Que nojo. Não tem outra coisa pra se dizer de gente assim, é triste demais.

Isso arranha a imagem não só do Rio, mas do Brasil inteiro, muito, mas muito mais do que o caso do helicóptero da PM abatido a tiros por traficantes.

Dos bandidos não se espera outra coisa mesmo.

Postado por Bruno Natal às 0:58 | 19 Comentários | Permalink

sexta-feira, 2 de outubro, 2009

Rioooooooo!


foto: Diario El TIEMPO

Que legal, quanto tempo não aparece uma notícia tão boa relacionada ao Rio. É um chance  histórica, importante.

Ouvi o resultado no avião, vendo o Rio lá embaixo, foi demais.

O Lula falando sobre o Rio e do Brasil após a coletiva foi emocionante demais.

Postado por Bruno Natal às 16:15 | 10 Comentários | Permalink

sexta-feira, 18 de setembro, 2009

Surpresa! Lily Allen, a garota normal


Lily Allen no Rio
fotos e vídeos: URBe

A fama de ruim de palco que persegue Lily Allen não é gratuita. Quem presenciou sua primeira apresentação no Brasil, no Planeta Terra 07, diz que a menina estava tão breaca que estragou o show, errou letras… Nem ela gostou. No Coachella ela também já passou vergonha.

As expectativas, portanto, eram as mais baixas possíveis para o show da inglesinha no Rio. As coisas começaram a dar pinta de que poderiam ser diferentes quando surgiram os primeiros comentários elogiosos sobre o show de São Paulo, na noite anterior.

Em todo caso, baixas expectativas aumentam as chances de uma boa surpresa e Lily bom uso desse fator. Acompanhada por uma banda fazendo o feijão-com-arroz, sem nenhum destaque (e com a guitarra inaudível), desfilou seus hits, afinadinha (aparentemente com o auxílio de uma dobra de voz pré-gravada e auto-tunada), jogando charme e enlouquecendo a meninas e os marmanjos.


Lily Allen, “Day n Night” (Kid KuDi)” + “Womanizer” (Britney Spears)

E é exatamente tudo que precisa. O que Lily Allen tem de interessante pra oferecer não são composições elaboradas, sonzeira ou mesmo muita inovação. Apesar de bem feito — a versão de “Womanizer”, da Britney Spear, “Smile”, “LDN”, “The Fear” tão aí pra provar — o som mesmo é uma veículo para o discurso, esse sim o principal

O forte são as letras, o dia-a-dia de uma menina “normal”, que passa por coisas que qualquer menina da idade dela também passa: namorados, medos, as dificuldade de entrar na vida adulta, amadurecimento.

O que ela conseguiu fazer, seu grande mérito, foi botar isso tudo pra fora, no papel e em forma de música. E graças a internet conseguir encontrar um público pra ouvir suas canções.

Claro que sua vida mudou bastante desde que resolveu externar tanta intimidade. Com tanta exposição, Lily Allen tornou-se uma celebridade e vive nas páginas dos tablóides ingleses. O cerne das suas angústias, no entanto não muda, são comuns a qualquer menina, como prova o sucesso do segundo disco, em muitos aspectos melhor que o primeiro.

Numa entrevista que foi capa da Observer Music Monthly em dezembro de 2008, Lily falava de quanto ser chamada de gorda nos jornais todos os dias destruiu sua auto-estima, a fazendo beber ainda mais, ficando mais feia e piorando a situação. Tira o jornal da equação e qualquer menina se identifica.

Do jeito que os fãs cantavam todas as letras, a língua não deve estar sendo barreira para ela se comunicar com jovens fora da Inglaterra. Afinal, são temas universais.

Postado por Bruno Natal às 16:16 | 4 Comentários | Permalink

Arrastão WIN?


foto: Fernando Quevedo/O Globo

A confusão se houve ou não houve um arrastão no túnel Zuzu Angel, quarta-feira, prossegue, diz o jornal O Globo:

O roubo de uma moto foi o que provocou pânico entre os motoristas que passavam pelo Túnel Zuzu Angel, na noite de quarta-feira. O crime ocorreu por volta das 21h, na mesma hora em que o túnel foi fechado por suspeita de arrastão. A vítima registrou a ocorrência logo depois na 16ª DP (Barra) e chegou a avisar sobre o roubo pelo 190 no percurso até a delegacia.

Nada, absolutamente nada é simples no Rio de Janeiro hoje em dia.

Postado por Bruno Natal às 2:35 | Sem comentários | Permalink

quinta-feira, 17 de setembro, 2009

Arrastão FAIL?


frame da reportagem da Globo.com

Horas depois do tumulto, a notícia: o arrastão no túnel Zuzu Angel nunca houve. Foi tudo um grande mal entendido.

A pergunta é: e faz diferença?

Lembra aquela velha questão: se uma árvore cai no meio da floresta e ninguém está lá para ouvir, há barulho?

De certa maneira é ainda pior ver a que ponto a paranóia coletiva chegou.

Postado por Bruno Natal às 13:07 | 5 Comentários | Permalink

quarta-feira, 16 de setembro, 2009

Arrastão no túnel Zuzu Angel e o Rio de quatro


foto tirada com celular, vídeo do caos a caminho

São 21h25 e há dez minutos vi uma cena que nunca vou esquecer: o Rio de Janeiro de quatro.

Estava voltando da produtora, em São Conrado, de carona com o Lins, quando notamos que o trânsito no sentido contrário, para Barra, estava interrompido. Entre as duas galerias do túnel Zuzu Angel, na parte a céu aberto, começamos a ver policiais a pé e carros abandonado pontuando a pista.

Os sinais eram claros, um arrastão tinha acabado de acontecer. Por questão de minutos — e muita sorte — não estávamos no local errado, na hora errada.

Dentro do túnel a cena era desoladora. Entre os carros abandonados, alguns de porta aberta, estilhaços de para-choques fruto das batidas de motoristas tentando fugir de ré. Com o túnel fechado, um engarrafamento gigantesco dá um nó na cidade nesse momento.

A sensação foi a de atravessar um set de filmagem de um desses filmes catástrofes, com a diferença de que era real. Em meio ao caos um funcionário da Cet-Rio anunciava que o túnel estava liberado e chamava os motoristas para retornar aos carros para que o trânsito possa voltar a fluir.

Na saída do túnel, os mostradores eletrônicos intercalavam informes do trânsito com a mensagem “Olimpíadas 2016. Rio, cidade candidata”.

É inacreditável a cegueira que toma conta desse lugar.

Postado por Bruno Natal às 21:49 | 15 Comentários | Permalink

segunda-feira, 17 de agosto, 2009

Friendly Fires sacode o Circo Voador


Friendly Fires, “In The Hospital”
vídeo: Carol*

“Superou todas as expectativas” é um clichê que pode ser usado pra falar de qualquer show. No caso da apresentação do Friendly Fires no Rio a definição se aplica muito bem — e isso não tem nada a ver com o fato de grande parte das pessoas ter ido ao Circo Voador sem saber muito o que esperar.

Se baixas expectativas são o combustível para uma grande surpresa, os ingleses fizeram sua parte. Confirmando a fama de bons de palco, os ingleses sacudiram a tenda sem parar com ótima presença de palco, principalmente do vocalista Ed MacFarlane, requebrando sem parar.

O legal do Friendly Fires é que mesmo para quem não conhece mais do que duas músicas (”Paris” e “Skeleton Boy” para maioria), ao vivo o som funciona como um bom DJ set, onde mesmo sem conhecer as músicas, as pessoas dançam sem parar.

Diferente das outras apresentações (foi a sexta vez que vi a banda), havia metais no palco. Pra ficar 100% falta só um tecladista pra tocar ao vivo as bases pré-gravadas em Mini Disc.

Era o show certo no lugar certo. O novo Circo Voador da sequência a própria tradição e vai se firmando como uma casa de shows clássicos. E a lista só faz crescer. A escolha foi um grande acerto da produção do Popload Gig, surpreendentemente priorizando o Rio no lugar de São Paulo, ao colocar o Friendly Fires em pleno sábado na cidade.

Após o show, o vocalista disse que “o público foi dez, mas a banda foi 6,5″. Não deu pra saber bem de onde ele tirou isso. Uma coisa é certa: ninguém saiu de lá com essa impressão.

Postado por Bruno Natal às 15:12 | 7 Comentários | Permalink

Bonde da laje

No sábado o Bonde do Rolê juntou uma rapaziada numa laje na comunidade de Tavares Bastos, no Rio, para levar versões de samba das músicas do seu próximo disco.

Os arranjos ficaram por conta do João Brasil e a bagunça foi filmada não se sabe ainda bem para que finalidade.

O grande Lucas Bori esteve lá e clicou.


Postado por Bruno Natal às 14:19 | 2 Comentários | Permalink

quarta-feira, 8 de julho, 2009

A cidade impossível


foto: URBe


“(…) a propósito da atual intenção de construir muros cercando o bairro [Rocinha], eu discordo frontalmente. A nossa proposta é de estabelecer os limites da Rocinha, através de uma escadaria periférica, que limitaria a expansão das invasões, sem a agressividade separatista de um muro, que reforça a sensação de gueto. Sou totalmente favorável a soluções gregárias e utilitárias (a escada tem dupla função, quando o muro é apenas limitador), ao contrário das soluções separatistas e preconceituosas, que só contribuem para o aumento da rejeição e, consequentemente, da violência.”

(Índio da Costa, arquiteto, em entrevista ao jornal O Globo)

Enquanto o avião sobrevoa a Restinga de Marambaia avista-se as praias serpenteando orla afora, enquanto as montanhas ondulantes brincam de pique esconde com as planícies e lagoas, lentamente revelando construções e esboços de uma cidade.

Pouco a pouco os pontos de concreto vão tomando conta da paisagem e quando se está acima do Engenhão em direção ao Maracanã, todo o vale já está salpicado de casas, prédios, ruas, viadutos. Os pontos verdes são minoria.

É uma visão um tanto absurda, criando um antagonismo entre o cenário e seus personagens. Algo não faz sentido, os prédios cravados no meio da floresta parecem totalmente fora de lugar.

A sensação é de que a área logo abaixo nunca pudesse ter sido escolhida pra abrigar uma metrópole. Ou ao menos que a tal metrópole tenha sido desenhada em total desacordo com o local.

É uma cidade que não se entende.

Postado por Bruno Natal às 15:47 | 2 Comentários | Permalink

quarta-feira, 24 de junho, 2009

Enquete: Tommy Guerrero

Skatista, ex-membro da clássica Bones Brigade, Tommy Guerrero hoje em dia tem uma banda e vai tocar em São Paulo no dia 3 de julho, no Festivalma. Como já é a regra atualmente, não vem ao Rio.

Caso alguém resolvesse trazê-lo para cá, você iria? Ele tem público aqui no Rio?

Responda e, se possível, espalhe a pergunta para quem você sabe que gosta do som dele, tuíte. Isso pode fazer diferença.

Postado por Bruno Natal às 14:43 | 14 Comentários | Permalink

sexta-feira, 5 de junho, 2009

Ninguém sabe, ninguém viu


House of Pain vs Klezmer, FAROFF Mashup

Ontem no Pista 3, aquela caveira de burro, o FAROFF fez sua primeira apresentação áudio-visual no Rio. As cerca de 40 testemunhas presentes no local se esbaldaram com as frenética colagens do brasiliense, com destaque

Ex-integrante e fundador do Móveis Coloniais de Acaju e cursando doutorado em economia em Harvard, hoje pela manhã Faroff, ou melhor, o Leo, tinha uma reunião num banco. O sujeito é a personificação do mashup. Tudo ao mesmo tempo agora.

A bagunça foi na festa Os Ritmos Digitais, produzida por uma molecada que está mandando bem e quase ninguém está vendo. Os sets do trio são divertidos, com boas mixagens e  diversificado sem ser bagunçado. Logicamente, sendo o Rio, o que é bom fica vazio.

A primeira temporada da festa foi encerrada, vamos ver se volta. Se não, anota aí: dia 20 de junho eles tocam na festa de 6 anos do URBe, no Cine Glória. Mais detalhes em breve.

Postado por Bruno Natal às 15:14 | 7 Comentários | Permalink

segunda-feira, 1 de junho, 2009

Rio

Não dá pra cansar de ver essas imagens do Rio de Janeiro feitas em 1936 para o programa Traveltalks.

Postado por Bruno Natal às 10:20 | 5 Comentários | Permalink

terça-feira, 19 de maio, 2009

Vou de táxi


foto: Bruno Leite via tcompagnoni

Em tempos de gripe suína não deve estar fácil ser  turista no Rio.

Postado por Bruno Natal às 15:22 | Sem comentários | Permalink

segunda-feira, 18 de maio, 2009

“E precisa?”


Tom Jobim, via patrikschulze

O caso Burguer King apareceu na 9a posição no ranking dos 10 assuntos mais importantes do dia 15 de maio, compilado pela revista Época, que também publicou nota sobre o assunto (onde felizmente sou citado dizendo que isso tudo é uma grande bobeira), e outros blogueiros comentaram o assunto.


Revista Época

Quero só ver quando as histórias da edição dedicada ao Brasil da Vice chegarem por aqui (não sei se a versão nacional, prestes a estreiar, vai republicar essas matérias).

Algo me diz que o humor corrosivo da revista para contar histórias, como a do repórter obrigado a entrevistar Oscar Niemeyer de bermudas após um assalto BIZARRO na noite anterior, não vai cair bem por aqui.

Pra encerrar a discussão iniciada pelo incidente do hamburguer, Tom Jobim (a partir de 3:54) comenta sobre a recorrente acusação de que falava mal do Brasil no exterior.

Postado por Bruno Natal às 14:08 | 2 Comentários | Permalink

sábado, 16 de maio, 2009

Síndrome de vira-lata

A histeria midiática e política que viria quando a campanha do Burguer King veiculada na Inglaterra se tornasse conhecida por aqui era prevista.

Comentários insandecidos, repletos de ufanismo barato, também. Era esperado até mesmo que a piada da campanha (sem graça e desrespeitosa, sim) fosse descontextualizada ou má interpretada.

Não é novidade. Foi assim com o episódio dos Simpsons passado no Rio ou com a campanha de moda italiana com PMs.

A peça da lanchonete faz referência ao conhecido (lá e cá) caso do inglês Ronald Biggs, que assaltou um trem pagador e fugiu para o Rio, onde viveu em liberdade. Seu filho inclusive integrou a Turma do Balão Mágico.

Impunidade e corrupção no Brasil são fatos, não é invenção. Preste atenção na notícia que estava na capa, publicada ao lado do incidente do hambúrguer.

Agora, uma canelada dessas não dava para prever. Difícil imaginar algo tão gratuito e oportunista quanto essa peça da Ediouro (alô, alô, W/Brasil!).

Em vez de atacar a lanchonete — o que já seria uma besteira — viraram o canhão contra… Londres! Que vergonha.

Pior mesmo é ver meu nome (creditando a foto da matéria) misturado na peça de publicidade. Não coloquei a foto no URBe como manifesto, muito menos um tão baixo quanto esse, apenas como notícia.

Quanto a generalização do título (”para quem mora no Rio nunca passou pela cabeça comprar uma passagem só de ida para Londres”), respondo: pela minha não apenas já passou a idéia, como inclusive já coloquei em prática e adorei. Repetiria a experiência feliz da vida.

Se como diz o ditado “a verdade dói”, em vez de perder tanto tempo combatendo um anúncio bobo desses, bem que os ultrajados poderiam redirecionar essa energia para fazer daqui um lugar melhor.

Postado por Bruno Natal às 14:06 | 17 Comentários | Permalink

sexta-feira, 15 de maio, 2009

Alegria carioca

Aproveitando a visita ao Brasil, o Little Joy gravou um clipe em Super 8 de “Next Time Around”, na Urca. Porque o Rio não é destino apenas de ladrões.

Postado por Bruno Natal às 13:53 | 3 Comentários | Permalink

Olha lá


Globo Online

Como previsto, a foto do anúncio do Burguer King que tirei em Londres foi parar na grande mídia e os políticos já falam em manifestar repúdio.

O vice-presidente da comissão de Turismo da Assembléia Legislativa do Rio, Glauco Lopes (PSDB), considerou a propaganda de mau gosto.

- Acho muito ruim fazer essa associação com a imagem do Rio, que vai sediar a Copa do Mundo de 2014 e está lutando pelas Olimpíadas de 2016. Não sei se a intenção é essa, mas a propaganda pode ser intepretada de várias maneiras, e isso prejudica o Rio - afirmou.

O deputado disse ainda que pretende propor que a comissão peça uma explicação à embaixada britânica no Brasil:

- Acho que cabe pedir um esclarecimento melhor sobre a campanha. É importante também que isso seja feito em conjunto com o município do Rio e a Riotur.

Mais rápido do que eu esperava. E as matérias seguem saindo:


IG


O Globo (versão impressa)

Postado por Bruno Natal às 2:50 | 26 Comentários | Permalink

quarta-feira, 13 de maio, 2009

Assalto ao trem pagador

Lembra que falei de como quando estava morando em Londres, ano passado, toda vez que falava que era do Brasil as pessoas perguntavam se era de São Paulo? Pois bem, em 2009 o Rio está de novo em alta na Inglaterra!

Veja que legal essa campanha do Burguer King anunciando seus preços imbatíveis:

“Não é necessário uma passagem só de ida para o Rio”

E a assinatura: “Você se sentirá como se tivesse nos roubado”

Tá brabo… Se bem que essa fama de terra sem lei, onde nada tem maiores consequências, na verdade não é só do Rio, é do país todo.

Avante Brasil!

(Aposta: quanto tempo você acha que leva até essa foto parar em algum grande veículo e a Secretaria de Turismo do Rio - se não for o Ministério das Relações Exteriores - processar a lanchonete?)

Postado por Bruno Natal às 21:07 | 10 Comentários | Permalink

segunda-feira, 13 de abril, 2009

Drinks e samba jazz em Copa


Copa Jam Band recebe Kassin
fotos e vídeo: URBeTV e URBe Fotos

Samba jazz, Copacabana, um hotel glamuroso… Os bons tempos estão de volta.

Na última quarta-feira, tarde da noite no BB Lanches, o baixista Alberto Continentino contava que estava vindo do Bar do Copa, novo bar do hotel Copacabana Palace, onde está tocando duas vezes por semana com a Copa Jam Band, completa por Marco Tommaso (piano), Widor Santiago (sax) e Renato Massa (bateria).

O programa sensacional tem apenas um porém: os proibitivos R$ 120 cobrados de entrada (sem direito a nenhuma bebida). Inviável.

Apesar disso, alguns detalhes da história daquela noite contados por Alberto aguçaram a busca por uma entrada para esse universo paralelo, ao mesmo tempo tão perto e tão distante.

Toda semana a Copa Jam Band recebe convidados. Na primeira semana foi Thalma de Freitas e naquela noite havia sido Kassin, com repeteco no dia seguinte. Nas próximas semanas participam Domenico Lancelotti e Moreno Veloso. É o +2 parcelado.

Alberto contou que Kassin tinha aparecido na beca, de gel e cabelo pro lado, sapato branco, blusa de botão e calça, fazendo papel de crooner e tocando guitarra. Só a descrição da cena dava vontade de rir. Além da sonzeira prometida, a temporada dava pinta de se tornar histórica.


Ah, o Copa…

Na noite seguinte, resolvido o empecilho da entrada, tudo se repetiu. O Bar do Copa, com seus espelhos e jaulas, cumpre tudo que se espera de um bar de hotel. O público misturava amigos dos músicos, hóspedes batucando fora do tempo nas mesinhas e membros da equipe do Kiss com companhias locais (enquanto Gene Simmons jantava na pérgula, do lado de fora).

A noite é dividida em dois atos, com um intervalo de uma hora entre eles. Em ambos o quarteto inicia os trabalhos tocando standards em levada samba jazz. Passado tantos anos desde a revolução do Beco das Garrafas, hoje isso soa “tradicional”.

O repeterório cumpre o papel de oferecer o que muitos visitante buscam — e raramente encontram — quando vem ao Brasil, como um turista em Cuba procurando o som do Buena Vista Social Club ou roots reggae em Kingston.

Ainda assim, há algo no ar, como se o Copa Jam Band buscasse quebrar a sisudez relacionada a bossa nova, ao samba jazz e a toda essa linhagem musical, por vezes levada a sério demais, canonizada de uma maneira talvez não planejada pelos próprios músicos protagonistas.


Copa Jam Band + Kassin

A maneira encontrada para realizar essa quebra foi a escolha dos convidados, apostando que eles não fariam cerimônia e ajudariam a descontrair o ambiente.

Assim que foi chamado, Kassin ligou sua guitarra, incluindo alguns pedais e foi emendando a sua “Esquecido”, “Meio Desligado” (Mutantes) e uma inédita, um bolero sobre a falta de potássio.

No final, convidou Thalma de Freitas pra cantar “Tranquilo” e mais uma inédita, parceria dela com João Donato, chamada “Enquanto a gente namora”.

Comportado e comedido, Kassin terminou sua apresentação sob aplausos timídos, como pedia a situação. Por uns instantes o bar voltou ao volume normal, após a jam ter se tranformado num show.

Rapidamente um DJ entrou em ação, pra garantir que o bar não esvaziasse. Tascou “Finally” (its happening to me…), da CeCe Peniston, e a noite continuou.

O que quer que tenha ocorrido a partir dali ninguém sabe, ninguém viu. O que acontece em Copacabana, morre em Copacabana.

Postado por Bruno Natal às 14:19 | 5 Comentários | Permalink

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