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Entrevista – Eduardo Paes, prefeito do Rio, sobre bicicletas (completa)


agradecimentos especiais: Tiago Lins e Flávio Machado
agradedimentos: Thiago Hirai, Cassius Augusto, Rafael Macedo, Rodrigo Hermann,
Eduardo Grandelle, Paula Faraco, Mariana Santarelli, que enviaram perguntas e levantaram
questões através do Facebook.
transcriçãoGabriel Mistuáureo

O gabinete do prefeito do Rio, Eduardo Paes, é um portifólio de suas ações mais populares. Estão expostos com destaque o pôster do filme “Rio”, flâmulas e medalhas da FIFA, um cinturão do UFC, uma das lixeiras de plástico feito de álcool, um guitarra do Rock in Rio, uma bandeira do Comitê Olímpico Internacional (num mastro levemente mais alto que os das bandeiras do Brasil e do Estado do Rio), uma maquete do BRT e dezenas de placas e quadros de homenagens empilhados num canto, dados por escolas de samba (comemorando o desfile como ritmista da Portela) ou do patrocinador da Seleção (uma blusa emoldurada com um texto falando da importância representativa da Amarelinha).

Nas paredes, entre as muitas fotos (de campanha, com Barack Obama, com Lula e, sim, com Sergio Cabral), dois emails impressos e enquadrados se destacam. São os registros de duas transferências volumosas da União para a cidade, uma de 800 milhões e outra de 300 milhões de Reais, para as obras do Porto Maravilha.

Na mesa do prefeito repousa um iMac. Do bolso, assim que chega e é apresentado, Eduardo Paes tira um iPhone. Encantado, disse que “esse Steve Jobs está matando muitas outras indústrias” ao comparar o aparelho com um que ganhou da Nike e nunca utilizou, mostrando em seguida o trajeto desenhado pelo GPS da sua pedalada da residência do prefeito na Gávea Pequena até a Mesa do Imperador.

Entramos então no assunto em questão. O uso da bicicleta como meio de transporte – e o potencial disso se tornar um dos grande diferenciais do Rio, que deveria ser uma cidade verde, exemplo para o mundo – é um dos meus assuntos favoritos e por isso solicitei a entrevista. Para minha surpresa, o pedido foi prontamente atendido e logo a conversa foi agendada. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o motivo da rapidez foi justamente o interesse de Paes na questão.

Antes da entrevista propriamente dita, é importante dizer duas coisas. Primeiro, em sendo ano eleitoral, convém dizer que a entrevista teve como foco o prefeito, que vem a ser Eduardo Paes, em busca de posições oficiais sobre as bicicletas no Rio. Segundo que, por esse ter sido o tema acordado, muita coisa ficou de fora. Outras oportunidades virão para debater outros assuntos, mas fique tranquilo; falou-se bastante sobre as bicicletas laranjas e o patrocínio do Itaú, a estrutura da cicade para o ciclismo, bicicletas elétricas, a geografia da cidade, urbanismo, campanhas de conscientização e educação para ciclistas, motoristas e pedestres.

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Entrevista – Eduardo Paes, prefeito do Rio, sobre bicicletas (parte 3/3)

Finalizando, a terceira e última parte da entrevista com o prefeito Eduardo Paes sobre bicicletas (leia a intro e a primeira parte e segunda parte), falando sobre bicicletas do sistema Bike Rio e o patrocínio do Itaú.

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Entrevista – Eduardo Paes, prefeito do Rio, sobre bicicletas (parte 2/3)

Continuando a entrevista com o prefeito Eduardo Paes sobre bicicletas (leia a intro e a primeira parte), agora falando sobre bicicletas elétricas, a geografia da cidade e urbanismo. Na quinta-feira vem a terceira e última parte, sobre as bicicletas laranjas.

(Matutando sobre as campanhas de conscientização e educação para ciclistas, motoristas e pedestres, pensei que seria legal se houvesse um selo oficial, recebido após um curso ou oficial, de repente até online, pra colar na bicicleta ou no carro e atestar que o ciclista ou motorista estão inteirados. Simbólico, claro, porém já é alguma coisa, já que não há um placa na magrela.)

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Entrevista – Eduardo Paes, prefeito do Rio, sobre bicicletas (parte 1/3)


agradecimentos especiais: Tiago Lins e Flávio Machado
agradedimentos: Thiago Hirai, Cassius Augusto, Rafael Macedo, Rodrigo Hermann,
Eduardo Grandelle, Paula Faraco, Mariana Santarelli, que enviaram perguntas e levantaram
questões através do Facebook.
transcriçãoGabriel Mistuáureo

O gabinete do prefeito do Rio, Eduardo Paes, é um portifólio de suas ações mais populares. Estão expostos com destaque o pôster do filme “Rio”, flâmulas e medalhas da FIFA, um cinturão do UFC, uma das lixeiras de plástico feito de álcool, um guitarra do Rock in Rio, uma bandeira do Comitê Olímpico Internacional (num mastro levemente mais alto que os das bandeiras do Brasil e do Estado do Rio), uma maquete do BRT e dezenas de placas e quadros de homenagens empilhados num canto, dados por escolas de samba (comemorando o desfile como ritmista da Portela) ou do patrocinador da Seleção (uma blusa emoldurada com um texto falando da importância representativa da Amarelinha).

Nas paredes, entre as muitas fotos (de campanha, com Barack Obama, com Lula e, sim, com Sergio Cabral), dois emails impressos e enquadrados se destacam. São os registros de duas transferências volumosas da União para a cidade, uma de 800 milhões e outra de 300 milhões de Reais, para as obras do Porto Maravilha.

Na mesa do prefeito repousa um iMac. Do bolso, assim que chega e é apresentado, Eduardo Paes tira um iPhone. Encantado, disse que “esse Steve Jobs está matando muitas outras indústrias” ao comparar o aparelho com um que ganhou da Nike e nunca utilizou, mostrando em seguida o trajeto desenhado pelo GPS da sua pedalada da residência do prefeito na Gávea Pequena até a Mesa do Imperador.

Entramos então no assunto em questão. O uso da bicicleta como meio de transporte – e o potencial disso se tornar um dos grande diferenciais do Rio, que deveria ser uma cidade verde, exemplo para o mundo – é um dos meus assuntos favoritos e por isso solicitei a entrevista. Para minha surpresa, o pedido foi prontamente atendido e logo a conversa foi agendada. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o motivo da rapidez foi justamente o interesse de Paes na questão.

Antes da entrevista propriamente dita, é importante dizer duas coisas. Primeiro, em sendo ano eleitoral, convém dizer que a entrevista teve como foco o prefeito, que vem a ser Eduardo Paes, em busca de posições oficiais sobre as bicicletas no Rio. Segundo que, por esse ter sido o tema acordado, muita coisa ficou de fora. Outras oportunidades virão para debater outros assuntos, mas fique tranquilo; falou-se bastante sobre as bicicletas laranjas.

Abaixo, a primeira parte, de um total de três, da conversa do URBe com o prefeito, falando da estrutura da cidade para bicicletas.

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E você achando que o trânsito do Rio era novidade

Vai vendo.

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Prefeitura do Rio proibirá publicidade – ou quase isso


fotomontagem com registros do SP No Logo, protesto contra bicicletas outdoor
e barraca de praia: dois pesos, duas medidas

A publicidade em imóveis será proibida pela prefeitura no Rio, em decreto a ser sancionado nessa quarta. Não se anima ainda não, porque a iniciativa está repleta de equívocos.

Seguir o exemplo de São Paulo, onde os anúncios foram inteiramente proibidos, livrando os habitantes da cidade da poluição visual e tornando-se um caso comentado internacionalmente, é um excelente notícia – e também uma discussão antiga.

O problema são as adaptações na ideia original, o primeira delas sendo reduzir a área atingida, limitando, é claro, a Zona Sul e ao Centro. O suburbanos que se entupam de anúncios em suas biroscas, não é mesmo?

Fica pior, tem as exceções. Bicicletas outdoor? Liberadas. Padronização das barracas de praia na cor vermelha para atender um patrocinador (entortando a lei que proíbe marcas nas areias, emporcalhando o visual)? Ok. Reveillón corporativo? Sem problemas.

Claro que patrocínios são bem vindos e óbvio que esses patrocinadores merecem o retorno desejado. Porém, ah, porém… Essencialmente, a prefeitura continua loteando a cidade e agora tem poder sobre onde publicidade pode e não pode ser exibida, um ativo que vale uma fortuna. Está proibido, “mas desde que você converse com a gente… tem jeito”.

Uma lei com exceções determinadas por uma única pessoa, com regras elásticas e repletas de incoerências. Não é muito difícil imaginar para que tipo de coisa isso pode abrir caminho. Uma boa iniciativa, ameaçada de virar um grande problema por ajustes mal feitos, aplicada “de surpresa”, sem discussão com sociedade. Mais uma.

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De uhhhs e shhhs

“Volta pro subúrbio que é o teu lugar”

E assim foi encerrada a discussão, minutos atrás, entre a moradora de uma rua da Zona Sul e o motorista de caminhão de entulhos credenciado pela prefeitura, autor de uma cagada fenomenal, ao quase capotar o veículo subindo a ladeira na contra-mão (como fazem mtos carros bonitos, todos os dias, sem causar a mesma fúria), espalhando lixo por toda parte.

Das janelas, apenas um única e tímida vaia, um “uuuh!” rapidamente silenciado por um “sssh! tem que reclamar mesmo!”.

Pois é, tem que reclamar. Mas de quê, né…

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Bicicletas e o amor

No domingo o protesto pacífico contra a publicidade agressiva das bicicletas do Rio aconteceu, na praia.

A Mirna, organizadora do evento, conta como foi:

“O evento ficou totalmente vazio. Acho que foram umas 15 pessoas, mas 10 delas são amigas íntimas minhas, gente que está junto comigo há mais de 20 anos. Então, todas nós contamos como 1 pessoa só, me entende?

“Depois de conversar tanto, quase exaustivamente, por mensagem privada no facebook com muitas e muitas pessoas, foi bastante significativo para mim o fato de apenas 2 destas pessoas estarem lá.

“Engraçado também que eu havia observado que a imensa maioria dos que se aproximaram de mim, me apoiaram, e me ajudaram a aprofundar a discussão, era de homens. Caramba, estamos ainda na Grécia, 5 séculos antes de Cristo? Ou não? Sei lá.

“E no dia do evento, quem compareceu? As mulheres. 11 mulheres e 4 homens. Enfim, complicado tirar conclusões. Mas instigante.

“Vocês me dizem: ‘Já valeu pelo debate’. Vocês me dizem: ‘Não pude ir porque era o último dia pra eu escrever minha tese’. ‘Não tive com quem deixar o bebê’. Vocês me dizem: ‘Muito legal! Valeu, Mirna!’

“Tantas mensagens de ‘Força aí, não rolou de ir, blá blá blá’. Risível.

“E sabe o que eu digo pra vocês sem nenhum rancor? ‘Perderam, playboys’.

“Quer dizer, alguns devem ter ganho. Não sei quanto foi o Fla-Flu ontem.”

Discordo da Mirna. Mobilização não é coisa fácil, conscientização leva tempo. A discussão foi aberta, muita gente se envolveu, expôs seus pontos e isso por si só é positivo.

Como diz o Bnegão, “o processo é lento

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Yuka será vice na chapa de Freixo

Dobradinha de Marcelos: Freixo e Yuka. Torço a favor, mas tenho muita dúvida se isso ajuda ou atrapalha a campanha – e tendo a pensar que dificulta.

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Sobre bicicletas, mobilidade, mobilização e o amor

A morte da ciclista atropelada na Avenida Paulista gerou protestos e mais uma vez chama atenção para a importância das bicicletas na mobilidade de uma cidade moderna. A propagação dos sistemas de compartilhamento de bicicletas demonstra que aos poucos a ficha vai caindo: bicicleta não é só lazer, é transporte.

Sentindo-se incomodada pela agressividade da publicidade das bicicletas laranjas do programa Bike Rio, além de questionar os valores não-revelados do acordo entre a prefeitura e o banco,  Mirna Ferraz realizou um protesto pacífico:

“É um sistema bacana, que está funcionando e pode trazer muitos ganhos para nossa cidade. Porém, acredito que a Prefeitura deveria fornecer informações sobre como o Banco Itaú foi o escolhido para patrocinar o programa.

“Acho inevitável que a Prefeitura procure parceiros para colocar o Bike Rio em prática. Mas tenho certeza que os benefícios de ter sua marca estampada nestas bicicletas são COLOSSAIS para a empresa escolhida.

“Bom, por conta destes questionamentos, não concordo em andar em bicicletas com a logomarca do Itaú e hoje pintei corações e adesivei na bicicleta.

“O resultado do meu ‘mini protesto’ foi assustador. Gente batendo palmas, buzinando, sorrindo. Gente pedindo pra tirar foto, mandando beijinhos. Mobilização.”

Com o resultado positivo da manifestação solitária, Mirna resolveu marcar um bicicletaço no próximo domingo, 11 de março, saindo do Arpoador, com bicicletas do programa adesivadas com o coração. Todos os detalhes e o manifesto estão na página do evento no Facebook.

Não tenho carro e pedalo o dia todo na minha própria bicicleta, não preciso usar o mais que bem vindo sistema. Por conta de um texto do Bosco, Tive uma longa discussão com um grupo de amigos por e-mail sobre exatamente essa ostentação e o custo-benefício disso.

A questão central é a seguinte: design é qualidade de vida, não é supérfluo. Poluição visual é coisa séria, como São Paulo demonstrou para o mundo.

No entanto, não basta vender o serviço como outdoor e esquecer todo o resto: oferecer estrutura decente de ciclovias e pavimentação (não basta simplesmente pintar o chão e achar que resolveu – na Dinamarca é pintado, mas não é SÓ pintado), oferecer lugares para estacionar também as bicicletas particulares, criar faixas especiais e, principalmente, fazer campanhas de educação e orientação para motoristas, pedestres E ciclistas.

Não vejo nada disso acontecendo. Simplesmente plantaram as bicicletas e aconteça o que tiver que acontecer.

Voltando a questão do design, vamos dar uma voltinha por outros sistemas pelo mundo, como comparativo:


conceitual, Dinamarca


Vélib, França


Open Bike, Dinamarca


Bixi, Canadá


Denver B Cycle, EUA


Helsinki City Bikes, Finlândia


BikeMi, Itália


Barclay’s Cycle Hire, Inglaterra


Stockholm City Bikes, Suécia

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Carnaval em miniatura

E chega de folia, bora começar esse ano que já está atrasado.

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Sim, eu sou carioca

Quero meu crachá.

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Venha curtir o carnaval de rua do Rio!

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Olimpíadas e remoções

Nem tudo é festa nas Olimpíadas do Rio – vai ter festa, afinal?

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Lá vem o sol

Ontem, o final de tarde dourado pós-pancada de chuva no Rio foi clicado por toda parte e o Instagram virou uma sessão de fotos do sol. É o verão dando as caras.

Fotos de: @joaomig, @yasminvilhena@ticianaporto, @faucom80, @egrandelle, @luisbaiia, @pattylaure, @nanimissai, @chastar, @suzyrt, @minikerti, @felipecontinentino@luciano12.

Hoje tem mais.

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Apoteose do Pearl Jam

Seis anos depois, o Pearl Jam voltou a tocar no Rio. Em termos gerais, não foi muito diferente da última visita - e dessa vez tocou “State of Love and Trust”.

Passei o show ouvindo um doido gritando “VTNC São Paulo! Riôôô!” a cada intervalo entre as músicas. Não deu pra ter ideia o motivo da revolta. Nem isso atrapalhou a noite.

As músicas:

1. “Unthought Known”
2. “Last Exit”
3. “Blood”
4. “Corduroy”
5. “Given To Fly”
6. “Nothingman”
7. “Faithfull”
8. “Even Flow”
9. “Daughter” 
(“Blitzkrieg Bop”, Ramones)
10. “Habit”
11. “Immortality”
12. “The Fixer”
13. “Got Some”
14. “Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town”
15. “Why Go”
16. “Rearviewmirror”

Bis

17. “Just Breathe”
18. “Come Back”
19. “I Believe In Miracles” 
(Ramones)
20. “State Of Love And Trust”
21. “Of The Earth”
22. “Do The Evolution”
23. “Jeremy”

Tris

24. “Mother” 
(Pink Floyd)
25. “Better Man”
26. “Black”
27. “Alive”
28. “Rockin’ in the Free World” 
(Neil Young)
29. “Indifference”
30. “Yellow Ledbetter”

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Domingo tem: Rio Parada Funk

Nesse domingo acontece a Rio Parada Funk, organizada pela turma do Eu Amo Baile Funk. O texto de divulgação explica assim o evento:

“Rio a Parada é Funk! 10 Equipes de Som, 50 DJs, 40 MCs.

“Serão montados 09 palcos pequenos ao longo da Av. Presidente Vargas, em suas transversais, e um palco principal na Cinelândia. Nestes será contada a história do movimento funk desde os anos 70 até os dias atuais. Cada palco terá palestras e debates sobre temas importantes no cotidiano dos jovens como sexo seguro, aborto, juventude sem drogas, entre muitos outros.

“Almejamos que esse evento entre para o calendário oficial da cidade, atingindo milhares de jovens cariocas, de outros estados e de todo o mundo, que virão participar de uma manifestação cultural pacifica e conscientizadora através do funk. Jovens de todas as classes sociais que vivem nas comunidades, favelas e bairros da zona sul, zona oeste, zona norte em uma tarde de funk pela paz. Todos estarão lá!”

Basicamente, se tudo correr como planejado, o maior evento de funk já organizado. Só isso. Tem tudo pra ser histórico.

ATUALIZAÇÃO: parece que a Parada ganhou uma chancela oficial além da conta (a meu ver), se tornando num evento político, participação do Governador e do Prefeito. Vamos ver o que isso significa exatamente no dia.

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O vídeo oficial do Warpaint no Rio

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Acidente com bondinho de Sta. Teresa: Marcelo Freixo ESCULHACHA Júlio Lopes no plenário

O deputado estadual Marcelo Freixo - futuro prefeito do Rio, se tudo der certo – ESCULHAMBOU o Secretário de Transportes, Júlio Lopes, em plenário, por conta de suas atitudes em relação ao acidente com o Bondinho de Santa Teresa.

Será que com essa postura o Freixo consegue ir longe? Será que se conseguir, mantém a postura? Aguarde os próximos capítulos. Porque seria bom demais, viu.

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Cine Paissandu

Há um ano, desde o fechamento do Cinemateque, Léo Feijó (Grupo Matriz) e Rodrigo Pinto estão trabalhando para reabrir o Cine Paissandu, fechado há três anos.

Com o apoio dos proprietários do imóvel, o projeto prevê, além de cinema permanente, com sessões diárias (incluindo a Sessão da Meia-Noite), um espaço multiuso, concentrando atividades que estimulem a nova produção artística brasileira.

Para mostrar que tem público interessado e atrair investidores, organizaram uma campanha no Facebook pela reabertura da casa.

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A íntegra do show do Nirvana no Rio (1993)

Além dos dois shows, a passagem do Nirvana rendeu passagens memoráveis, como a entrevista do Zeca Camargo na MTV e a exclusiva do Rodrigo Lariú no hotel da banda.

Aos 15 anos, perdi a apresentação porque era aniversário de um amigo. Sério. Ah, Marcelinho…

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O Rio sem as montanhas

Muito bom o ensaio clicado pela Marcia Foletto e editado por André Mello simulando como seria a zona sul do Rio se não fosse a paisagem das montanhas.

Não há dúvidas que, se tem algo de bom nessa paisagem, certamente não são os prédios, cortesia do gosto duvidoso das construtoras, cada vez contribuindo com coisas mas feias para cidade – e cobrando MUITO caro por isso.

Na página do Globo as fotos estão animadas, dá pra arrastar o cursor para ver o antes e depois, vendo como ficariam vários endereços sem o auxílio luxuoso da natureza.

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Wado resenha a temporada no Rio

Dias após a sequência de três shows em Ipanema, Wado manda o relato dos dias com sua banda de Alagoas no Rio:

Importei minha banda e Alagoas para quatro dias no Rio de Janeiro, alugamos uma Doblô pra caber todo mundo, e rodamos muito por lugares turísticos, alguns lugares do cotidiano da cidade e bibocas também. Temos um humor em viagem que não se perdeu nos 4 anos de covivência.

No dia anterior ao shows fizemos um ensaio com os convidados que já denotava que ia rolar uma liga. Domenico sempre de humor maravilhoso e tiradas engraçadíssimas nos empolgou e tocamos muito mais do que foi pro show, (esquecemos algumas no dia…) Momo botou pra quebrar nas harmonias, e Lucas Duque fez ajustes nos seus passinhos de funk e coreografia com mâo no joelho e tudo mais, além de sentar a mão na batera.

Desencontramos do Kassin por minha culpa que troquei o horário do ensaio sem perceber, mas eu já tinha feito um dever de casa com ele que agora é meu vizinho em Botafogo, inclusive ouvi o disco novo dele inteiro, tá maravilhoso e malucaço, com letras polêmicas e outras oníricas, e harmonias de voz bem sinuosas. Vai dar o que falar. Ficamos quatro horas tocando e lembrando as coisas e tomando uma cervejinha. Tava tudo na agulha pros três dias.

Isso aconteceu nos dias 15,16 e 17 do mês passado fizemos uma temporadinha no Oi Futuro de Ipanema que foi muito especial, Como era teatro tentamos fazer shows mais curtos que nossas gafieiras de inferninhos e pubs (que é onde nossos shows funcionam no espírito de clima de paquera, cervejinha, conversa paralela que gostamos tanto), porque sentado tem uma hora que cansa, dói a bunda, entâo o que tentamos foi nâo nos repetirmos muito, e foram três noites com repertórios bem diferentes. Foi bom assim porque alguns amigos foram em mais de uma noite e nâo queríamos entediá-los nem a nós mesmos.

Na sexta tocamos um pedaço do primeiro disco e muita coisa com o Momo que é meu amigão de mais de dez anos, fizemos coisas que sâo parcerias nossas e coisas que admiramos um do outro, Pendurado e Leão, minha e dele, e Amor e Restos Humanos e Tempestade que gostamos um do outro (se prepara pra nova pedra dele que sai em breve). No fim desovei alguns da banda na Lapa e fui dormir porque tinha trabalhado no dia pela manhâ, emendando passagem de som também e dei um jeito no pé que prejudicou um pouco meus passinhos, hehe.

Sábado foi massa e pra nossa surpresa, nâo sei como, baixou lá Marisa Monte pra ver junto com Silvia Machete, nâo ficaram o show todo mas foi uma alegria e tocamos o Manifesto da Arte Periférica Inteiro, foi um exercício de memória bacana voltar ao raciocínio das primeiras composições, pensava diferente, era menos canção tinha um tanto de Fugees, Beastie Boys nos sambas, era menos musical mas tinha seu charme.

Com Domenico e Momo fizemos coisas do Fino Coletivo, Boa hora dele e Alvinho Lancellotti, Telepata, que tiramos igualzinho do disco posso dizer com orgulho. Foi massa demais e pegada dele de batera é uma coisa, estou super curioso pra ouvir o novo dele. No fim fomos jogar sinuca e cantar Guilherme Arantes e Reginaldo Rossi num karaoke/boteco/sinuca da Lapa e foi hilário.

Domingo acordamos tarde e forramos o bucho em Niterói com direito a Visita ao lindo museu do Niemeyer. Com Kassin, na passagem de som fizemos uma porrada de coisas, ele cantou Tormenta (com colinha que a letra é quilométrica) e tocou os riffs de várias faixas, altos timbres o danado tirou. Tranquilo dele no show foi astral total, Lucia do Oi Futuro disse que passou semana com ela que nem chiclete na consciência.

Ele tocou várias, os riffzinhos de Cordâo de Isolamento que gravei e nunca fiz ao vivo porque nâo lembro e nem dá pra tocar e cantar, no fim apoteótico ainda trouxe Lucas Duque que conseguiu acertar sua coreografia e Sirimônio que estava por ali e tocamos nossas Tarja/Fafá tradicionais de fim de show.

Massa!
Abraço
Wado

Wado está outra vez morando no Rio.

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James Murphy feliz no Rio


foto: Lucas Bori

Showzaço do LCD Soundsystem ontem. A resenha vem logo mais, como sempre, com os prós e contras de tudo que aconteceu.

O James Murphy tava feliz da vida depois do show, ficou amarradão quando soube da mobilização para trazer a banda pro Rio, falou a beça (logo vem o vídeo) e ficou com o olho cheio d’água quando viu o pôster lindaço que o Tomas fez.

Tudo isso enquanto preparava um expresso pra minha mulher na sua máquina portátil. Boa gente demais.

Já volto.


foto: Daniel Ferro

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Aquecimento LCD 01: “Tribulations”

O show do LCD Soundsystem no Rio é nessa quinta, no Vivo Rio!

Todos shows deles que assisti foram sensacionais. Em abril a banda anunciou seu último show, em NY, antes de acabar.

É bom aproveitar essa que deve ser a derradeira chance de assistir uma das melhores e mais influentes bandas dos anos 00. Bom, até eles decidirem voltar, mas vai saber quando é isso…

O ingresso custa R$ 120 (meia-entrada e também o preço promocional para TODOS que estiverem com o nome na lista amiga ou confirmar presença no Facebook)

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