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Olimpíadas e remoções

Nem tudo é festa nas Olimpíadas do Rio – vai ter festa, afinal?

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Lá vem o sol

Ontem, o final de tarde dourado pós-pancada de chuva no Rio foi clicado por toda parte e o Instagram virou uma sessão de fotos do sol. É o verão dando as caras.

Fotos de: @joaomig, @yasminvilhena@ticianaporto, @faucom80, @egrandelle, @luisbaiia, @pattylaure, @nanimissai, @chastar, @suzyrt, @minikerti, @felipecontinentino@luciano12.

Hoje tem mais.

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Apoteose do Pearl Jam

Seis anos depois, o Pearl Jam voltou a tocar no Rio. Em termos gerais, não foi muito diferente da última visita - e dessa vez tocou “State of Love and Trust”.

Passei o show ouvindo um doido gritando “VTNC São Paulo! Riôôô!” a cada intervalo entre as músicas. Não deu pra ter ideia o motivo da revolta. Nem isso atrapalhou a noite.

As músicas:

1. “Unthought Known”
2. “Last Exit”
3. “Blood”
4. “Corduroy”
5. “Given To Fly”
6. “Nothingman”
7. “Faithfull”
8. “Even Flow”
9. “Daughter” 
(“Blitzkrieg Bop”, Ramones)
10. “Habit”
11. “Immortality”
12. “The Fixer”
13. “Got Some”
14. “Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town”
15. “Why Go”
16. “Rearviewmirror”

Bis

17. “Just Breathe”
18. “Come Back”
19. “I Believe In Miracles” 
(Ramones)
20. “State Of Love And Trust”
21. “Of The Earth”
22. “Do The Evolution”
23. “Jeremy”

Tris

24. “Mother” 
(Pink Floyd)
25. “Better Man”
26. “Black”
27. “Alive”
28. “Rockin’ in the Free World” 
(Neil Young)
29. “Indifference”
30. “Yellow Ledbetter”

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Domingo tem: Rio Parada Funk

Nesse domingo acontece a Rio Parada Funk, organizada pela turma do Eu Amo Baile Funk. O texto de divulgação explica assim o evento:

“Rio a Parada é Funk! 10 Equipes de Som, 50 DJs, 40 MCs.

“Serão montados 09 palcos pequenos ao longo da Av. Presidente Vargas, em suas transversais, e um palco principal na Cinelândia. Nestes será contada a história do movimento funk desde os anos 70 até os dias atuais. Cada palco terá palestras e debates sobre temas importantes no cotidiano dos jovens como sexo seguro, aborto, juventude sem drogas, entre muitos outros.

“Almejamos que esse evento entre para o calendário oficial da cidade, atingindo milhares de jovens cariocas, de outros estados e de todo o mundo, que virão participar de uma manifestação cultural pacifica e conscientizadora através do funk. Jovens de todas as classes sociais que vivem nas comunidades, favelas e bairros da zona sul, zona oeste, zona norte em uma tarde de funk pela paz. Todos estarão lá!”

Basicamente, se tudo correr como planejado, o maior evento de funk já organizado. Só isso. Tem tudo pra ser histórico.

ATUALIZAÇÃO: parece que a Parada ganhou uma chancela oficial além da conta (a meu ver), se tornando num evento político, participação do Governador e do Prefeito. Vamos ver o que isso significa exatamente no dia.

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O vídeo oficial do Warpaint no Rio

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Acidente com bondinho de Sta. Teresa: Marcelo Freixo ESCULHACHA Júlio Lopes no plenário

O deputado estadual Marcelo Freixo - futuro prefeito do Rio, se tudo der certo – ESCULHAMBOU o Secretário de Transportes, Júlio Lopes, em plenário, por conta de suas atitudes em relação ao acidente com o Bondinho de Santa Teresa.

Será que com essa postura o Freixo consegue ir longe? Será que se conseguir, mantém a postura? Aguarde os próximos capítulos. Porque seria bom demais, viu.

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Cine Paissandu

Há um ano, desde o fechamento do Cinemateque, Léo Feijó (Grupo Matriz) e Rodrigo Pinto estão trabalhando para reabrir o Cine Paissandu, fechado há três anos.

Com o apoio dos proprietários do imóvel, o projeto prevê, além de cinema permanente, com sessões diárias (incluindo a Sessão da Meia-Noite), um espaço multiuso, concentrando atividades que estimulem a nova produção artística brasileira.

Para mostrar que tem público interessado e atrair investidores, organizaram uma campanha no Facebook pela reabertura da casa.

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A íntegra do show do Nirvana no Rio (1993)

Além dos dois shows, a passagem do Nirvana rendeu passagens memoráveis, como a entrevista do Zeca Camargo na MTV e a exclusiva do Rodrigo Lariú no hotel da banda.

Aos 15 anos, perdi a apresentação porque era aniversário de um amigo. Sério. Ah, Marcelinho…

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O Rio sem as montanhas

Muito bom o ensaio clicado pela Marcia Foletto e editado por André Mello simulando como seria a zona sul do Rio se não fosse a paisagem das montanhas.

Não há dúvidas que, se tem algo de bom nessa paisagem, certamente não são os prédios, cortesia do gosto duvidoso das construtoras, cada vez contribuindo com coisas mas feias para cidade – e cobrando MUITO caro por isso.

Na página do Globo as fotos estão animadas, dá pra arrastar o cursor para ver o antes e depois, vendo como ficariam vários endereços sem o auxílio luxuoso da natureza.

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Wado resenha a temporada no Rio

Dias após a sequência de três shows em Ipanema, Wado manda o relato dos dias com sua banda de Alagoas no Rio:

Importei minha banda e Alagoas para quatro dias no Rio de Janeiro, alugamos uma Doblô pra caber todo mundo, e rodamos muito por lugares turísticos, alguns lugares do cotidiano da cidade e bibocas também. Temos um humor em viagem que não se perdeu nos 4 anos de covivência.

No dia anterior ao shows fizemos um ensaio com os convidados que já denotava que ia rolar uma liga. Domenico sempre de humor maravilhoso e tiradas engraçadíssimas nos empolgou e tocamos muito mais do que foi pro show, (esquecemos algumas no dia…) Momo botou pra quebrar nas harmonias, e Lucas Duque fez ajustes nos seus passinhos de funk e coreografia com mâo no joelho e tudo mais, além de sentar a mão na batera.

Desencontramos do Kassin por minha culpa que troquei o horário do ensaio sem perceber, mas eu já tinha feito um dever de casa com ele que agora é meu vizinho em Botafogo, inclusive ouvi o disco novo dele inteiro, tá maravilhoso e malucaço, com letras polêmicas e outras oníricas, e harmonias de voz bem sinuosas. Vai dar o que falar. Ficamos quatro horas tocando e lembrando as coisas e tomando uma cervejinha. Tava tudo na agulha pros três dias.

Isso aconteceu nos dias 15,16 e 17 do mês passado fizemos uma temporadinha no Oi Futuro de Ipanema que foi muito especial, Como era teatro tentamos fazer shows mais curtos que nossas gafieiras de inferninhos e pubs (que é onde nossos shows funcionam no espírito de clima de paquera, cervejinha, conversa paralela que gostamos tanto), porque sentado tem uma hora que cansa, dói a bunda, entâo o que tentamos foi nâo nos repetirmos muito, e foram três noites com repertórios bem diferentes. Foi bom assim porque alguns amigos foram em mais de uma noite e nâo queríamos entediá-los nem a nós mesmos.

Na sexta tocamos um pedaço do primeiro disco e muita coisa com o Momo que é meu amigão de mais de dez anos, fizemos coisas que sâo parcerias nossas e coisas que admiramos um do outro, Pendurado e Leão, minha e dele, e Amor e Restos Humanos e Tempestade que gostamos um do outro (se prepara pra nova pedra dele que sai em breve). No fim desovei alguns da banda na Lapa e fui dormir porque tinha trabalhado no dia pela manhâ, emendando passagem de som também e dei um jeito no pé que prejudicou um pouco meus passinhos, hehe.

Sábado foi massa e pra nossa surpresa, nâo sei como, baixou lá Marisa Monte pra ver junto com Silvia Machete, nâo ficaram o show todo mas foi uma alegria e tocamos o Manifesto da Arte Periférica Inteiro, foi um exercício de memória bacana voltar ao raciocínio das primeiras composições, pensava diferente, era menos canção tinha um tanto de Fugees, Beastie Boys nos sambas, era menos musical mas tinha seu charme.

Com Domenico e Momo fizemos coisas do Fino Coletivo, Boa hora dele e Alvinho Lancellotti, Telepata, que tiramos igualzinho do disco posso dizer com orgulho. Foi massa demais e pegada dele de batera é uma coisa, estou super curioso pra ouvir o novo dele. No fim fomos jogar sinuca e cantar Guilherme Arantes e Reginaldo Rossi num karaoke/boteco/sinuca da Lapa e foi hilário.

Domingo acordamos tarde e forramos o bucho em Niterói com direito a Visita ao lindo museu do Niemeyer. Com Kassin, na passagem de som fizemos uma porrada de coisas, ele cantou Tormenta (com colinha que a letra é quilométrica) e tocou os riffs de várias faixas, altos timbres o danado tirou. Tranquilo dele no show foi astral total, Lucia do Oi Futuro disse que passou semana com ela que nem chiclete na consciência.

Ele tocou várias, os riffzinhos de Cordâo de Isolamento que gravei e nunca fiz ao vivo porque nâo lembro e nem dá pra tocar e cantar, no fim apoteótico ainda trouxe Lucas Duque que conseguiu acertar sua coreografia e Sirimônio que estava por ali e tocamos nossas Tarja/Fafá tradicionais de fim de show.

Massa!
Abraço
Wado

Wado está outra vez morando no Rio.

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James Murphy feliz no Rio


foto: Lucas Bori

Showzaço do LCD Soundsystem ontem. A resenha vem logo mais, como sempre, com os prós e contras de tudo que aconteceu.

O James Murphy tava feliz da vida depois do show, ficou amarradão quando soube da mobilização para trazer a banda pro Rio, falou a beça (logo vem o vídeo) e ficou com o olho cheio d’água quando viu o pôster lindaço que o Tomas fez.

Tudo isso enquanto preparava um expresso pra minha mulher na sua máquina portátil. Boa gente demais.

Já volto.


foto: Daniel Ferro

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Aquecimento LCD 01: “Tribulations”

O show do LCD Soundsystem no Rio é nessa quinta, no Vivo Rio!

Todos shows deles que assisti foram sensacionais. Em abril a banda anunciou seu último show, em NY, antes de acabar.

É bom aproveitar essa que deve ser a derradeira chance de assistir uma das melhores e mais influentes bandas dos anos 00. Bom, até eles decidirem voltar, mas vai saber quando é isso…

O ingresso custa R$ 120 (meia-entrada e também o preço promocional para TODOS que estiverem com o nome na lista amiga ou confirmar presença no Facebook)

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Vampire Weekend faz calor no Circo


foto: Felipe Continentino

O Vampire Weekend ontem ferver no Circo Voador. Num calor colossal, os americanos enfileiraram quase todas as músicas dos dois discos e fizeram a festa. Tô chumbado e não vou me alongar, tem avaliação positiva do Tomnegativa do Bragatto.

No palco, a banda é tão certinha quanto fora dele. Quando se permitem uma bagunça, é calculada, arrumadinhas como os integrantes, o que as vezes tira a pressão. Porém, tanta disciplina também rende boas coisas. Show bem ensaiado, fluindo, basta ver as imagens do público pulando sem parar, até pogando.

Com esse show, lá se vão 3/4 do verão Queremos, até aqui com 100% de sucesso. Ontem a noite, mais uma vez, os Cariocas Empolgados que participaram da mobilização para trazer o VW ao Rio assistiram o show de graça. Tão ficando mal acostumados. ;)

Dia 17 tem LCD Soundsystem no Vivo Rio. Antes disso, dia 10 tem a encantada festa de 7 anos do URBe (só dez meses atrasada… hahaha!). Fora todo o resto. Preciso dormir.

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A portada do Two Door Cinema Club no Circo

Domingo de sol no Rio, show cedo, de uma banda que não toca no rádio e o Circo Voador abarrotado para assistir o Two Door Cinema Club.

Como o Mayer Hawthorne dias atrás, os integrantes da banda saíram do palco muito amarradões com a recepção calorosa. E bota calor nisso, o povo estava derretendo dentro da tenda, pulando sem parar nesse calor de verão que (ainda bem) não acaba.

Como tem apenas um disco, o trio, acompanhado de um baterista, esticou a apresentação com uma música inédita e uma cover de “Last Nite”, no segundo bis (o bom e velho tris, que está virando tradição nos shows realizados através do Queremos).

Focado na pista de dança, o 2DCC não complica a receita: bateria disco, linhas de baixo grooveadas, o vocalista, segurando bem a onda, prepara camadas sonoras em vez de acordes, servindo de cama para as frases da guitarra solo. Ao público, restou apenas a tarefa de quicar ao som de “I Can Talk”, “Something Good Can Work” e “Undercover Martyn”, numa suadeira feliz que só vendo.

Pra melhorar a noite, com o apoio do Multishow, da Cantão esucesso de público, todos os 236 empolgados que apostaram no show e fizeram acontecer, assistiram o show de graça.


“Obrigado, Cariocas Empolgados!”

O Ramon registrou três músicas e algumas imagens de bastidor da banda, jantando no Nova Capela, e o Bragatto tem o repertório do show. Se você não foi, pode ver o que perdeu.

Quinta-feira tem Vampire Weekend, de novo no Circo. No ritmo que vai, é quase certeza de tris. Não vai dar mole de perder.

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O Rio, em cima e embaixo


Ê beleza…

Ontem fui visitar um núcleo do projeto Ensina! na Cidade de Deus, um trabalho com educação muito bacana e importante, com potencial para colaborar com uma mudança de paradigma nas escolas brasileiras.

De lá, fui para uma outra reunião com o Flávio, em Curicica, encerrada de maneira espetacular com um passeio de ultraleve durante o pôr-do-sol. É o Rio e sua constante ambiguidade entre trabalho e lazer.

Lá de cima os problemas da cidade parecem pequenos, com possíveis soluções. O pensamento veio a mente enquanto dava uma volta ao redor do Cristo Redentor; imediatamente me dei conta da quantidade de interpretações que essa colocação permite.

Num dia que começou na CDD e terminou no céu, contrate típico do Rio, lá de cima parecia mesmo tudo muito fácil. Aqui embaixo, o trabalho é duro. Porém, possível.

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O que a Barra deveria ter sido

Uma explicação do projeto de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, num filme de 1970 de Paulo Martins (o mesmo do doc do Paulo Moura). Se bem que, olhando essas imagens, poderia ter ficado como estava. Que lugar lindo.

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Mayer Hawthorne comenta Tim Maia, Black Rio, +2 e Cassiano

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O Rock Juvenil ontem e hoje

Veterano dos palcos, Daniel Ferro, tirou a camisa preta e foi conferir um show dos coloridos Motion City Soundtrack e All Time Low, no Vivo Rio.

O Rock Juvenil ontem e hoje
por Daniel Ferro

Eu lembro bem de quando eu tinha 14 anos. Colocava minha camiseta preta do Nirvana, pegava o 179 até a Alvorada, depois o 755 e descia no Via Parque. Antes de sair de casa, minha mãe sempre falava “Meu filho, toma cuidado nesse lugar que você vai. Só gente de preto, sei lá… Reza muito, tá?”. “Ta mãe, fica tranquila.” Mãe é mãe né? Bonitinha.

Pronto. Lá estava eu. Dentro do Metropolitan, todo suado, neguinho se aquecendo ouvindo “Smells Like Teen Spirit” e “Fear of the Dark”. Black out geral. Galera grita. Raimundos entra no palco e a rodinha estancava. Tinha que ficar ligado com a rapaziada do jiu-jitsu. Adrenalina bombando, a molecada juntava as palmas das mãos abertas no ar e gritava “Buceta! Buceta!”.

Pausa. Já volto pra esse pensamento. Acompanha o raciocínio.

Hoje, com 31, ainda ouço Raimundos, mas também dei espaço pras bandas da nova geração. Uma das últimas que eu curti dessa safra “pós 2000″ foi o Motion City Soundtrack. Pegou o punk rock, somou o pop e jogou uns synths, além de tacar dois quilos de açúcar em cima. Gostei.

Me animei pra ver o show dos caras, mesmo não sendo o principal nome da noite, já que eles ficaram na função de “abrir” pro All Time Low, banda que até então tinha pouca opinião pra poder falar algo sobre.

Cheguei no Vivo Rio, dessa vez de carro (chega de pegar busão nessa vida, né). Show de Rock? Talvez. Galera de preto? Não mesmo. O colorido tá no auge. As calças apertadas, os tênis Nike coloridos tão bombando. Nem vou te dizer a porcentagem de público feminino, mas passou de 80%, mole.

O Motion City foi legal, mas perdi metade das músicas já que não esperava que esse show fosse tão cedo. Matinêzona. Mulecada de férias chega cedo, deveria saber. E olha que achei que cheguei cedo, às 19h45. Aham, Cláudia, senta lá! Do pouco que vi da banda de abertura, notei que o público não se importou muito. Talvez por eles serem gordos, feios e não usar roupinhas descoladas não causou muita empatia com a garotada. Tudo bem, eu curti do pouco que vi.

Restou ver a principal atração da noite.

Me posicionei no fundão da casa, longe das meninas que gritaram os shows inteiros. Até agora me pergunto se elas conseguiram ouvir o que saía do PA. Legal ver que de onde eu estava, a média de idade era outra, bem mais elevada. Fãs das bandas também? Pode ser, mas tava mais pros pais da criançada que ficou esperando seus filhos gritarem pra depois os levarem pra casa com segurança. Mãe é mãe né? Bonitinha. Quem agradece são os contratantes. Vai filho, vai pai pra levar também.

Antes de começar a atracão principal, fui no banheiro e me deparei com uma cena esquisita, no mínimo: dois jovens, super arrumadinhos, calça colando no corpinho franzino, camiseta apertada, cabelinho lambido colado na testa, que escorria até metade da bochecha. Aí, um deles tira da mochila uma máquina de fazer chapinha e outro uma câmera fotográfica. Enquanto termina de se “produzir” o outro fica posando em frente ao espelho do banheiro e bate algumas fotos. Deve ser pro fotolog deles. Fofo.

Entrou o All Time Low. O que era gritaria se transformou numa histeria coletiva que deixaria o Menudo com inveja. Era uma explosão de colorido. A cada música eles mandam um “”We love you Rio. You’re amazing!”. Parei de contar depois da 5a vez. Era muito amor. Sério. Tanto amor que não parava de chover soutiens no palco. Em vários deles, com recadinhos do tipo “Me come” ou “Fuck Me”, com o número de celular das meninas animadinhas (tá duvidando? Assiste o vídeo). Sorte que as mamães e papais lá no fundão não viram isso. De onde eles estavam, só viam as meninas fazendo os inocentes S2 com as mãos. Fofo.

Vi o show todo. OK, mentira. Foi quase todo. Não aguentei muito. Não sou o público alvo, então é sacanagem eu ficar metendo o malho. Mas fiquei pensando cá com meus botões: até que ponto um show “de rock” desses tem espontaneidade, tem atitude, tem a tal “rebeldia”? Me parece tudo ensaiadinho, penteadinho, bonitinho. Complica um pouco, visto que a molecada não pode se soltar já que papai e mamãe estão ali também, monitorando cada movimento. Imagina fazer um sinalzinho com a mão e gritar “Buceta!”?. É um mês sem mesada, com certeza.

Essa bajulação excessiva do público pra banda e, especialmente, vinda da banda pro público me incomoda. Até lembrei do Lobão numa entrevista recente: “o artista se põe a frente do tempo do público, ele desafia o público. Ele não lambe o saco do público.”

Por outro lado, o Restart, banda diretamente influenciada pelo All Time Low, argumentou: “ser rebelde também é fazer rock e poder tomar um suco de laranja”. Sem erro. Mas se jogar uma Grey Goose ou Absolut aí talvez o lance fique mais solto, não? Sei lá. Cada um na sua. O próprio integrante do All Time Low se defendeu também “O rock sempre foi jovem, os Beatles viraram fenômeno ainda jovens, os Stones e todas as grandes bandas começaram a pegar suas guitarras e a fazer musica ainda jovens. Nós temos todos mais de 20 anos e estamos na estrada desde 2003. O rock nunca deixará de ser feito por jovens e para jovens”.

Então talvez seja isso. De repente, eu fiquei velho, cínico, saudosista e cabeça dura. Talvez essa seja a evolução do rock. Vai saber. Só sei que voltei pra casa me sentindo muito mais velho. E com uma saudade daqueles shows do Raimundos, da adrenalina, da rebeldia, da bagunça, das camisetas pretas. Menos de pegar o busão no final, lógico.

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Time lapse do Reveillon Rio 2011

Através de 4.320 fotos captadas por câmeras posicionadas das 10h de 31 de dezembro até as 10h de 1 de janeiro, um registro do maior Reveillón do mundo, seguido da gigantesca operação de limpeza.

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Mayer Hawthorne encanta o Rio


História do Homem-Aranha + “Maybe So, Maybe No” + “Gangsta Love”

Nem as previsões mais otimistas poderiam prever o show antológico de Mayer Hawthorne no Circo Voador, na sexta. O próprio Mayer cravou no Twitter, logo após a apresentação, na legenda da foto que tirou do público: “Best.Show.Ever!#RIO”

Trazido ao Rio por 120 cariocas empolgados, com o apoio do Multishow e da Cantão, via Queremos, o soulman branquelo não decepcionou. Nem quem compareceu, gerando uma arrecadação gigante de doações (uma pessoa apareceu com uma caminhonete com 500 quilos de alimentos!).

Mayer enfileirou as músicas do seu disco de estreia, “A Strange Arrangent”, e para sublinhar as suas referências, versões de “Beautiful” e “Gangsta Love” (ambas do Snoop Dogg, a segunda inserida em “Maybe So, Maybe No”), “What a Fool Believes” (Doobie Brothers) e “Work To Do” (Isley Brothers).

Mesmo sem um naipe de metais ao vivo (disparados através de sampler), a The County, sua banda, é uma grosseria sem tamanho, emendando uma música na outra praticamente sem parar. A pegada hip hop da bateria ajuda a dar uma sonoridade contemporânea para um som de tantas influências sessentistas e setentistas (ainda que os bateristas de hip hop sejam influenciados pelos samples desses mesmos discos, completando o ciclo).

Ao longo do show o cantor conversou bastante com o público (como sobre ter sido confundido com Tobey “Homem-Aranha” Maguire no aeroporto de Floripa), e depois passou bastante tempo atendendo os fãs, assinando o poster do show ou tirando fotos, feliz da vida com a noitada espetacular no único show completo de sua passagem pelo Brasil.

O público também saiu contente, com um sorriso de orelha a orelha, feliz por ter ajudado o show acontecer. É impressionante como esse fator empurra o astral da noite lá pra cima, a atmosfera é muito boa.


Mayer Hawthorne (e Tim Maia, presente do Nepal)
foto: Lucas Bori

Antes e depois do show o DJ Nepal fez um set de soul caprichado. Atualmente, a impressão que dá é que Nepal tem um set bom pra qualquer situação. Se soltarem o cara num batizado ele vai tocar só coisa classe.

Foi uma bela abertura para o verão do Queremos, que trará ainda Two Door Cinema Club (30 de janeiro), Vampire Weekend (03 de fevereiro) e LCD Soundsystem (17 de fevereiro) ao Rio.

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Amy Winehouse, cercada de gente e sozinha no palco

Para alguns, o sofrimento de Amy Winehouse tomou a frente da música e em sua passagem pelo Brasil não foi diferente. Marcas criaram promoções em cima da desgraça, uma simples perda de equilíbrio no palco virou notícia e os “fãs” celebravam os goles na caneca misteriosa (sempre seguidos de um forte golpe com a cabeça para trás) durante o show. Amy tranformou-se num personagem de si mesma e seu sofrimento é o maior espetáculo.

Para quem realmente gosta de música, é de se lamentar assistir tanto talento se desmanchando. Não bastasse o teto de zinco e a estrutura de metal e concreto fazendo o som ricochetear, durante todo o show Amy enfrentou um inimigo maior na última terça (e em toda turnê): seus próprios demônios. Durante quase todo show ela abraça a si mesma, num esforço enorme para executar seu trabalho.

A expressão triste, o olhar perdido, o esforço para lembrar as letras, a despreocupação com o péssimo uso que fazia do microfone, a vontade de sair do palco a todo instante indicam que, apesar de estar lá em carne e osso, Amy não estava presente de alma. Para um artista de soul, isso é a morte.

A ótima banda segurou a onda, os vocais de apoio fazendo a cama para que Amy pudesse, na maior parte do tempo, fazer vocalizes e arremedos de letras, enquanto olhava entediada, enfadada para pista VIP (não é curioso que os ingressos milionários tenham surgido justo quando a classe C começa a ter algum crescimento econômico?).

A voz ainda está lá, o timbre inconfundível, lindo, quase intacto, sem potência. A cabeça de Amy estava a milhares de quilômetros dali. Dadas as circunstâncias, até que o show não foi terrível. Foi apenas triste.

Antes da diva, a performática Janelle Monáe mostrou que é muito boa de fantasias, de pintar quadros enquanto canta (se lançasse laranjas ela faria malabares) e de referências, porém, muito prejudicada pela péssima acústica da HSBC Arena e pelo blá blá blá de quem paga R$ 700 para conversar em frente ao palco, foi muita presepada para pouco som.

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Doc-curta: “Grosso Calibre”

O documentário de Guilherme Arruda, Ludmila Curi e Thiago Vieira, produzido para o concurso Shooting Poverty organizado pela Oxfam, faz um perfil do MC Smith, que se dedica aos proibidões.

Essa semana, alguns cantores de funk proibidã do Complexo do Alemão foram presos por associação e apologia ao tráfico. MC Smith é um deles.

Liberdade de expressão é algo complicado e delicado. Significa que tudo pode ser falado, sendo bom ou ruim, no julgamento de algumas pessoas. Em alguns poucos minutos o doc mostra que o proibidão é uma questão mais profunda do que aparenta ser.

No Complexo, nada é simples.

Dica do Leandro HBL.

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Eike no 60 Minutes

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Rio, violência e imprensa


Luis Eduardo Soares no Roda Viva: indispensável assistir
assista os blocos 2, 3 e 4.

Não se discute que a expulsão de traficantes do Complexo do Alemão é um fato positivo. É uma parte do problema que precisa ser resolvida, em todas as comunidades.

Outro fato positivo foi não tido um banho de sangue, embora tivesse sido o desejo de muita gente, inspirando até jogos online. Mesmo assim, houve acusações gravíssimas de moradores achacados pela polícia.

Tomada pela euforia, a cobertura da grande imprensa se absteve de dar espaço a uma série de questões que são fundamentais e inerentes ao problemática da violência urbana.

O problema é muito maior do que uma mera polarização entre policiais e bandidos. Quem dera fosse tão simples.

Por isso, compartilho aqui alguns textos que considero de leitura fundamental, mesmo para quem não é do Rio, para o entendimento do que está de fato está em curso — e em jogo.

Luis Eduardo Soares, “A crise no Rio e o pastiche midiático” (blogue pessoal)

Luiz Cláudio Souza Alves, “Guerra do Rio – A farsa e a geopolítica do crime” (Correio do Brasil)

Antonio Engelke, “O capitão Nascimento e o advogado John Adams” (Carta Capital)

Muniz Sodré, “Reality show em tempo real” (Observatório da Imprensa)

Sem debater e encarar essas questões, não vamos sair do lugar. Não tem jeito.


Tirinha de Andre Dahmer

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Queremos Two Door Cinema Club no Rio!

Lá vamos nós de novo! A missão da semana é confirmar o show do Two Door Cinema Club no Rio, dia 30 de janeiro, um Domingo, às 21:00.

Com o disco de estréia lançado esse ano, os irlandeses tocaram em alguns dos principais festivais da Europa e foram finalistas na votação “Som de 2010″ promovida pela BBC entre jornalistas e outros músicos e produtores.

Precisamos levantar 56 mil reais para cobrir os custos e garantir o show no Rio. A data limite é 6 de dezembro, segunda-feira.

São 280 ingressos reembolsáveis de R$200. Se não forem vendidos todos, o show não sai e esse valor é devolvido integralmente.

Compre o seu no nosso novo saite:

www.queremos.com.br

Confirmado o show, a venda de 1.400 ingressos (a R$ 60) garante o retorno integral de quem comprar o ingresso-reembolsável.

Com o possível apoio de empresas (limitados a 50% das unidades), esse número vai diminuindo e a chance de reaver o dinheiro aumenta, podendo chegar ao reembolso total com 700 ingressos vendidos.

Temos até 06 de dezembro. Espalhe a notícia e vamos nessa!

Obrigado!

@queremos

Partiu? É só querer.

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