OEsquema

Arquivo: rough trade

Os 100 mais de 2011 da Rough Trade

Começaram as listas.

Na imagem, os 20 primeiros da Rough Trade. Os outros 80 melhores discos de 2011 da loja/selo estão na página deles.

Comente

Darwin Deez

Até bem pouco tempo, ter tocado guitarra eventualmente no Creaky Boards, aquela banda que acusou o Coldplay de plágio ano passado, foi o mais perto do sucesso que o Darwin Deez esteve.

Ainda em nenhuma canção gravada adequadamente, a banda figurou na sessão New Band Of The Day do saite do jornal inglês Guardian e nas páginas da NME. Não demorou e o punhado de registros caseiros chamou atenção da inglesa Rough Trade, que em dezembro lança o compacto de “Constellations”.

Sem se levar muito a sério, desde que formou sua própria banda o nova-iorquino de cabelos encaracolados e faixinha na testa vem chamando atenção com apresentações performáticas e uma guitarra de quatro cordas com uma “afinação secreta”.

A sonoridade lo-fi cai bem na banda, dá pra arriscar dizer que uma produção mais rebuscada pode acabar com a graça do negócio. Com uma guitarrinha dançante empurrando a música, “Radar Detector” é uma belezura.


“Radar Detector”


“Constellations”

2 Comentários

Rough Trade doc

Essa semana estreiou um documentário com a história da loja e selo Rough Trade, produzido pela BBC.

No saite da emissora o conteúdo dos últimos sete dias está sempre a um clique de distância. O lance é que o conteúdo é bloqueado para endereços IP de fora do Reino Unido. Se alguém souber como driblar isso, avisa.

1 Comentário

Gabriel Thomaz abre o verbo

Em entrevista para o Last Splash, Gabriel Thomaz, o operário do rock, analisa o pacotão da Sony re-lançando vinis, fala da sua Gravadora Discos, Junta Tribo, Little Quail e o universo da música independente.

No saite ainda tem uma entrevista com Luiz Valente, da Vinyl Land, também conhecido como o homem que emplacou o Autoramas na Rough Trade.

1 Comentário

Franz


Franz Ferdinand, “Ulysses” na Rough Trade East

O Franz Ferdinand tocou na Rough Trade East na segunda passada e, como sempre, tinha brasileiro na parada. O sujeito comentou com eles que eles deveriam ir ao Brasil, mencionando o antológico show do Circo Voador, no Rio. Cordial, a banda disse que “definitivamente” tem que voltar:

Comente

Saudades de Londres – mesmo!

Chegou o e-mail avisando do show “surpresa” do Franz Ferdinand na Rough Trade East, para o lançamento do compacto de “Ulysses”. É hoje, grátis — e eu, certamente estaria lá.

1 Comentário

50

A Rough Trade soltou sua lista de 50 melhores discos de 2008 (a que normalmente fica colada na parede da loja durante o ano exibe 100), feita através do voto dos frequentadores da loja.

Eis o Top 10:

1 – Bon Iver, “For Emma, forever ago”
2 – Fleet Foxes – “Fleet Foxes”
3 – Vampire Weekend – “Vampire weekend”
4 – White Denin – “Workout holiday”
5 – Metronomy – “Nights out”
6 – El guincho – “Algranza”
7 – Benga – “Diary of a an afro warrior”
8 – Zombie Zombie – “A land for renegades”
9 – Vivian Girls – “Vivian girls”
10 – Ladyhawke – “Ladyhawke”

Lendo a lista completa percebi que não mencionei nada de dubstep nas minhas. Esse do Benga quer ser pop demais e atira pra todo lado. Já o “Aerial”, do holandês 2562, é bom demais.

Teve também o “Skeletal Lamping”, do Of Montreal. A ficha só caiu no final do ano. Primeiro metade do disco ficou muito boa, depois, a cada audição, o conjunto fica melhor. É o que eu sempre falo, disco bom sempre bate errado de primeira.

1 Comentário

Marcando


Metronomy, “My heart rate rapid”

Novamente na Rough Trade East (fazer o quê? show grátis vicia), o Metronomy fez um dos shows mais disputados da atual temporada da loja, formando uma fila de dobrar o quarteirão.

Após uma hora e meia de atraso, devido a um problema técnico com um dos equipamentos, o trio mostrou as músicas do bom “Nights out”. Abusando do laptop (mesmo com a guitarra em punho, soltavam trechos gravados) e das coreografias nerd, fizeram o público dançar como não se viu nenhuma vez por lá.

Eles alegaram cansaço devido a comemoração do aniversário de um dos integrantes na noite anterior. Ficou parecendo que falta um pouco mais mesmo. Mas hoje em dia, é sempre assim. A proposta é interessante.

Uma molecada forte apareceu para conferir o show, dançou o robozinho e o escambau. Como não podem entrar em quase show nenhum por aqui (com excessão do Underage Festival), esses shows cedo nas lojas é uma das poucas opções para os mais novos verem as bandas de perto.

1 Comentário

Manuva


Roots Manuva, “Again & again”

Um Roots Manuva meio breaco passou pela Rough Trade East para um mini apresentação, infelizmente acompanhado apenas de um DJ, sem banda. Entre novas como “Again & again” e “Buff nuff”, animou mesmo — ele próprio, inclusive — com a clássica “Witness (one hope)”.

1 Comentário

Saudades de Londres 07


foto: carol*

Passar a tarde na Rough Trade East, vendo shows, ouvindo discos, escolhendo o que baixar, tomando café, lendo jornais e revistas ou navegando na internet é um programa e tanto. Se todas as lojas de disco fossem tão legais e bacanas quanto essa, talvez a indústria da música não estivesse indo tão mal.

Comente

Entrevista – Yeasayer

Fechando as comemorações de aniversário da Rough Trade East, um show do Yeasayer, uma das mais interessantes bandas dessa safra recente.

Aproveitando a oportunidade, em entrevista para o URBe (legendada), Chris Keating, principal vocalista e responsável pelos elementos eletrônicos da banda, fala sobre liberdade criativa, psicodelia e a cena de Nova York.

Em dezembro, Chris pinta no Rio. Infelizmente, não para um show, mas para um casamento, já que ele namora uma brasileira.

1 Comentário

Espacial

Terça-feira foi a vez do Lindstrøm passar pela Rough Trade East para comemorar o primeiro aniversário da loja, aproveitando para lançar seu novo disco, “Where you go I go too”.

O norueguês se apresentou com um laptop (rodando o Live), soltando as bases e tocando alguns dos arranjos viajandões de teclado. Bem bacana.

2 Comentários

Kitsuné Sunday


autoKratz

A festa de aniversário da Rough Trade East continua. No domingo teve o Kitsuné Sunday, promovido pelo selo francês, com shows do autoKratz e do bizarro You Love Her Coz Shes Dead.

Comente

Dengue

Comemorando seu primeiro aniversário, a Rough Trade East está promovendo um mês de shows e eventos na própria loja, incluindo nomes como Lindstrom, Don Letts, Holy Fuck, Kitsuné Records, BLK JSK e Roots Manuva. Coisa fina.

Promovendo seu terceiro disco, “Venus on earth”, o Dengue Fever passou por lá essa semana para uma apresentação de uma hora.

Formada em Los Angeles pelos irmãos Ethan e Zac Holtzman, após uma viagem do primeiro ao Camboja, a auto-definição da sonoridade da banda fala em uma mistura de pop sessentista do Camboja, surf music e psicodelia.

Pra complicar um pouco mais as coisas, a vocalista Chhom Nimol, encontrada num bar em Los Angeles, canta em khmer. Pode parecer estranho, mas dá certo. Principalmente quando o tecladista toma conta, dedilhando escalas asiáticas hipnóticas.

Falta mesmo é alguém de frente, com carisma. Chhom Nimol, cantora de daraokê no Camboja, parece deslocada do resto dos músicos, como se estivesse fora do seu elemento.

No palco apertado, ela esbarrava nos instrumentos, se atrapalha com o microfone e é bastante tímida. Podia melhorar se ela tivesse algo pra tocar nos momentos instrumentais, quando parece totalmente perdida, sem saber o que fazer.

As circunstânicias não ajudavam, afinal o show era numa loja, cedo, com todas as luzes acesas. Pode ser que num lugar apropriado, ela se solte mais. Mesmo assim, o som é tão inusitado que supera esses pequenos problemas.

Comente