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Arquivo: sem nostalgia

O clipe de “Nighttime In The Backyard”, do Lucas Santtana

Simplificando ao máximo, pra fazer o clipe da minha música favorita do disco “Sem Nostalgia” do Lucas Santtana, “Night Time In The Backyard”, chamei o Tiago Lins e fomos ao Jardim Botânico, no Rio, com duas Digital Harinezumi e entregamos o material para Luis Baiia editar. Contamos ainda com a participação especial de Arto Lindsay e seu inseto.

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Lucas Santtana, “Cira, Regina e Nana”

Finalmente apareceu o primeiro clipe do “Sem Nostalgia”, do Lucas Santtana. Dirigido por Emílio Domingos e Gregório Mariz, “Cira, Regina e Nana” foi a música escolhida.

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10 melhores discos nacionais de 2009

Listinha difícil de fazer esse ano, viu… Normalmente a briga é boa, dessa vez achei até bem tranquila. Os 10 são muito bons, porém normalmente pelo menos outros 10 candidatos ficam de fora. Esse ano não. Abaixo, a lista de melhores discos nacionais de 2009 do URBe.

10.

Otto, “Certa Manhã Acordei De Sonhos Intranquilos”

9.

Wado, “Atlântico Negro”

8.

Lulina, “Cristalina”

7.

Céu, “Vagarosa”

6.

Letuce, “Plano De Fuga Pra Cima Dos Outros e De Mim”

5.

Emicida, “Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro Por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe”

4.

Mallu Magalhães, “Mallu Magalhães”

3.

Arnaldo Antunes, “Iê, Iê, Iê”

2.

Cidadão Intigado, “Uhuuu!”

1.

Lucas Santtana, “Sem Nostalgia”

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Lucas Santtana sem nostalgia com a Seleção Natural


Lucas Santtana & Seleção Natural, “Nighttime In The Backyard”
fotos e vídeo: URBe

Mesmo morando na cidade, show do Lucas Santtana no Rio é coisa rara. A turnê de lançamento do “Sem Nostalgia”, rodou o Nordeste, foi a São Paulo e ainda não tinha aterrisado por aqui.

Só isso já valeria a ida ao Vale Open Air. Some a oportunidade de ouvir ao vivo as canções do quarto disco do baiano, um dos melhores do ano, e o programa era praticamente obrigatório.

Como se não bastasse, havia ainda mais um atrativo. Para facilitar a agenda de shows e, principalmente, baixar os custos da turnê, Lucas montou três bandas diferentes: uma no Rio, uma em São Paulo e uma na Bahia.

O repertório pode ser o mesmo, porém cada formação da Seleção Natural traz sua própria pegada para os arranjos, transformando as músicas e tornando as apresentações em cada um desses lugares mais especiais.


Lucas Santtana

A escalação de cada formação é de luxo. Não tem reserva, é só titular.

No Rio, acompanhados da guitarra nervosa de  Gustavo Benjão (com o qual formam a banda Do Amor junto com Gabriel Bubu), o baterista Marcelo Callado e o baixista Ricardo Dias Gomes constróem as bases, enquanto David (efeitos e sampler) e Lucas Vasconcellos (do Binário e Letuce, nos teclados Rhodes e Mini Korg) criam as camadas e atmosferas.

Na Seleção  Natural, Marcelo e Ricardo eles podem escancarar a faceta Sly & Robbie da dupla, quando a comparação com os jamaicanos vai além do fato de serem uma das cozinhas mais entrosadas da música brasileira. Com a forte influência do dub nos arranjos, desde antes de “3 Sessions In a Green House” até, os dois podem amassar a platéia sem dó.


Monome

“Sem Nostalgia” é um disco experimental.  Inteiramente gravado utilizando apenas sons extraídos do violão, o resultado final soa como uma banda completa. Os métodos para se conseguir os mais variados sons e os processos aos quais foram submetidos é que enriquecem os arranjos.

Transpor essas músicas para o palco é complicado. Ainda mais porque algumas delas são bastante delicadas e bem resolvidas. Nesse sentido, Lucas Vasconcellos conseguiu uma façanha ao adicionar uma cama de teclados na balada “Nightime In The Backyard”, umas das melhores do disco, fazendo a canção crescer no palco.

Agora que só se apresenta totalmente sóbrio, em nome de melhorias no vocal, Lucas Santtana encontrou no Monome o parceiro perfeito. Tocando o sequenciador como um instrumento ritmico, Lucas batuca séries de programações, acompanhadas de luzes classudas.

A grande lástima é que muito provavelmente, Lucas Santtana será dos poucos que poderá conferir a apresentação com as três formações.

Seria uma beleza poder assistir o show de novo com a banda de São Paulo (Regis Damasceno – guitarra; Rian Batista – baixo; Bruno Buarque – bateria e mpc; e Dustan Gallas – Rhodes e sintetizadores) e da Bahia (Roberto barreto – guitarra; Seco – baixo; Emanuel Venâncio – bateria; Mangaio – sampler e sintetizador; e Jelber oliveira – Rhodes e sintetizador).

Num mundo ideal, haveria um show misturando todas elas. Nem que fosse para um DVD.

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Lucas Santtana fala sobre “Sem Nostalgia”

Em entrevista para o saite da livraria Saraiva, Lucas Santtana fala do novo disco, “Sem Nostalgia”, da nova geração de músicos, do ranço MPB e outras coisas.

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Lucas Santanna – “Sem Nostalgia”

Fiel ao nome, “Sem  Nostalgia”, quarto disco do Lucas Santtana, começa a circular pela rede antes mesmo de chegar as lojas.

Abaixo, o texto de apresentação que tive o prazer de escrever para a bolacha. Fácil um dos melhores discos do ano.


“Sem Nostalgia” – Lucas Santtana e Seleção Natural

Desde os tempos de Dorival Caymmi e João Gilberto que o consagrado voz e violão é mais do que um formato, é praticamente um gênero musical no Brasil. A força dessa tradição é tanta que a fez parar no tempo, repetindo os mesmos caminhos sem sair do lugar.

Em “Sem nostalgia”, seu quarto disco, Lucas Santtana entorta as supostas regras e convenções do estilo, mostrando que é possivel ir bem além de simplesmente sentar no famoso banquinho, dedilhar as cordas e cantar.

Todos os sons de “Sem Nostalgia” (com excessão dos ruídos de insetos, sampleados e orquestrados por Lucas) foram produzidos utilizando apenas a voz e o violão. Isso não significa que a gravação tenha ficado limitada a dois canais, ou mesmo que o uso de outros equipamentos — softwares, pedais, filtros, diferentes microfones e técnicas — não pudessem ser utilizados para montar os arranjos.

A exemplo do que fez com o baile funk (no disco “Parada de Lucas”) e com o dub (em “3 sessions in a green house”), Lucas Santtana desafiou essa instituição musical, expandindo seus limites a partir da sua própria estrutura, de tal forma que, se você não soubesse, nunca diria se tratar de um disco de vo e violão.

Explorando a tecnologia e as ferramentas disponíveis, esse “é um disco de voz, violão e ambiente”, como Lucas gosta de dizer. Foi essa postura que abriu os horizontes. Os músicos e produtores convidados experimentaram esse conceito de diversas formas.

Curumin tirou sons percussivos do violão, sampleou, carregou uma MPC e tocou as levadas de bateria de “Cira, Regina e Nana” e “Amor em Jacumã” (Dom Romão e Luiz Ramalho). O Do Amor traduziu sua sonoridade para apenas um instrumento e fez o violão soar como uma banda em “Who can say which way”.

Kabo Duca tocou percussão no corpo do violão em “I can’t live far from my music” e Regis “Mr. Spaceman” Damasceno tocou violão de 12 cordas e é co-autor de “Recado pro Pio Lobato”, resposta a uma música do próprio Pio, “Recado pra Lúcio Maia”.

Para atingir resultados sonoros variados, as faixas foram co-produzidas por Lucas e diversos colaboradores. Berna Ceppas é o responsável pelos climas atmosféricos e minimalistas de “Natureza #1 em mi maior” e “Hold me in”, onde uma trastejada do violão ecoa pelo espaço, como se fosse proposital. “Who can say which way” foi produzida por Chico Neves, assim como “Ripple of the water”, gravada de madrugada, dentro da floresta, no Jardim Botânico do Rio.

Gustavo Lenza e Lucas Martins produziram as colagens sonoras de “Super violão Mashup” e João Brasil a de “O Violão de Mario Bros”. Ambas foram construídas exclusivamente com samples de violões de Caymmi, Jorge Ben, Tom Zé, Novos Baianos, Gilberto Gil, Baden Powell e diversos outros. Mesmo que alguns trechos sejam mais identificáveis que outros, o resultado é algo original.

Buguinha Dub adicionou seus efeitos particulares em “Amor em Jacumã” e “Cira, Regina e Nana”, assim como fez Rica Amábis em “Recado pro Pio Lobato”.

Arto Lindsay, costumaz parceiro de Lucas Santtana é co-autor de “Hold me in”, “I can’t live far from my music” e a bela“Nighttime in the backyard”. Nessa última, de pegada setentista, a produção delicada de Gil Monte, deixando os microfones bem abertos, permite ouvir Lucas tomar ar para cantar e os estalos provocados pela dicção da letra sendo sussurada.

Com essas duas músicas, o disco acabou tendo mais letras em inglês do que em português, uma novidade no trabalho de Lucas. De uma nova parceria, com o conterrâneo soteropolitano Ronei Jorge, da banda Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, surgiu “Cá pra nós”.

Quando o conceito se sobrepõe a musicalidade e as canções, um disco conceitual corre o risco de precisar vir acompanhado de uma bula para fazer sentido. Não é o caso aqui. Repleto de boas composições, “Sem nostalgia” se sustenta independentemente do conceito que o constrói.

Bruno Natal
Julho / 2009

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Praieira

Apareceu mais uma faixa do novo disco do Lucas Santtana, “Sem Nostalgia”.

Trata-se de uma versão de “Amor em Jacumã”, parceria do mestre Dom Um Romão com Luiz Ramalho, do disco “Hotmosphere”, gravado nos EUA.

“Aconteceu uma coisa incrível no dia da gravação. Gravamos essa faixa no estúdio do Decinho 7, baterista do Rockes Control, que fica em Granja Viana, do lado do mato. Deixamos a janela do estúdio aberta para captar o ambiente. No momento que gravava o violão, pousou um passarinho na janela e começou a cantar. Quando fomos ouvir como ficou percebemos que ele não deu uma fora até o meio da música e depois foi embora. Portanto, o passarinho que rola nessa música não foi editado no computador, ele realmente cantou no tempo certo dos compassos, hahahahaha, foda!”

História de estúdio é sempre bom.

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Escolhe o lado


Do Amor


Lucas Santtana“Who can say which way”

Aos poucos Lucas Santtana vai pingando as músicas do seu quarto disco, “Sem nostalgia”, uma viagem de experimentos pelo formato voz e violão. Apareceu a segunda, “Who can say which way”, com base gravada pelo Do Amor e co-produzida por Chico Neves. A primeira a surgir na rede foi “Super violão mashup”.

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Olhando pra frente


foto não creditada, pescada
no saite do HPP

Há meses o cara estava escondendo o jogo. Mesmo tendo indicado produtores para participar do disco, não teve colher de chá: nada de poder ouvir as músicas enquanto todas não estivessem prontas.

Finalmente, depois de muito mistério, semana passada escutei “Sem nostalgia”, o quarto trabalho de Lucas Santtana. Valeu a espera.

Extrapolando o formato de voz & violão convencionais, Lucas mostra o quão além se pode ir de simplesmente sentar no famoso banquinho, dedilhar as cordas e cantar.

Todos os sons foram produzidos apenas com a voz e o violão. Isso não significa que a gravação tivesse que ficar limitada a dois canais, ou mesmo que o uso de outros equipamentos — pedais, filtros, diferentes microfones e técnicas, uma MPC carregada de samples do instrumento — não pudessem ser utilizados para montar os arranjos.

Foi essa postura que abriu os horizonte. Disco conceitual é um perigo, se bobear precisa vir com bula pra fazer sentido. Não é o caso aqui. Repleto de canções, “Sem nostalgia” se sustenta independentemente do conceito que o constrói.

Mesmo nas músicas que mais se aproximam da sonoridade tradicional (três baladas, uma delas a assassina “Nighttime in the backyard”, tá no repeat há dias), fica a quilômetros de distância do convencional.

Por conta da semelhança de timbre (também da emissão nas lentinhas, sem falar no sotaque baiano-inglês), quando o disco sair Lucas deve perder bastante tempo com as comparações com Caetano — a exemplo do que já ocorreu na versão de “Mensagem de amor” (Paralamas do Sucesso) gravada por Lucas em seu primeiro disco, “EletroBenDôdô” (que, mais careta, não tem NADA a ver com a sonoridade do disco novo).

Das participações de Ryan Batista Regis Damasceno (Cidadão Instigado), Curumin e Do Amor as colagens de samples de Caymmi, Ben e Tom Zé; de parcerias com Arto Lindsay (a bolacha tem mais letras em inglês do que em português) a produções de Berna Ceppas, João Brasil, Chico Neves e Buguinha Dub, é uma belezura de disco.

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Voz, violão e ambiente

foto: cássio abreu

Em seu quarto disco, Lucas Santtana segue experimentando. Ele já entortou o dub e o baile funk, agora mergulha no voz, violão e ambiente, expandindo os limites desse formato (praticamente um gênero musical no Brasil). O disco se chamará (aproriadamente) “Sem nostalgia” e foi produzido a diversas mãos, de Berna Ceppas a João Brasil.

Enquanto o disco não sai, Lucas resolveu soltar as músicas em doses homeopáticas, uma por vez. A primeira é a “Super violão mashup”, baile funk movido a samples de Baden Powell, Jorge Ben e Dorival Caymmi, parceria de Lucas com Gustavo Lenza. Pra ouvir de fone.

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