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Arquivo: teatro rival

Cidadão Instigado toca Legião Urbana com Dado Villa Lobos

No Teatro Rival o Cidadão Instigado recebeu Dado Villa Lobos e juntos tocaram “Andrea Doria” e “Tempo Perdido”, da Legião Urbana, com o inconfudível molho Catatau. O encontro foi registrado pela .

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Bomba Estéreo taca fuego

Quem esteve no Teatro Rival na última quinta-feira e viu o show do o Bomba Estéreo, promovido pela Dancing Cheetah, tem certeza de que quem perdeu, perdeu feio. Um dos principais grupos da cena latina de música pop, com os dois pés nas nas sonoridades terceiro-mundistas, os colombianos mostraram porque são um dos nomes mais comentados da “cena latino-americana” (uma generalização perigosa).

Ligado no 440 volts, a vocalista Liliana Saumet toma conta do palco com uma segurança que Lily Allen ou M.I.A. (a colombiana fica em algum lugar entre as duas) apenas sonham. Cuspindo letras agressivas enquanto faz charminho, a menina desembesta e toma a frente da banda, que começou como um projeto solo de Simón Meíja.

Fazendo jus ao termo “cumbia psicodélica” com o qual definem a própria música, a banda faz bom uso de efeitos e do poder dos graves, sem deixá-los alterar totalmente a essência das influências folclóricas/tradicionais colombianas, as frases de guitarra sempre lembrando a nossa guitarrada.

Foi a segunda vez que o Bomba Estéro tocou no Brasil (estiveram aqui dois anos atrás no RecBeat, em Recife). Mesmo com passagens elogiadas por festivais como SXSW, Summer Stage (NY), Sónar (Barcelona), Roskilde (Dinamarca) e Lovebox (Londres), a barreira das letras em espanhol ainda parece sólida por aqui.

É uma pena a casa não ter ficado lotada. Mas o público vai crescendo. Se houver terceira vez, não perca. Tem poucas banda voltadas para pista como o Bomba Estéreo.

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Lucas Santtana & Seleção Natural + Siba, ao vivo no Teatro Rival)

Não é todo dia que aparece uma escalação com Lucas Santtana e Siba na mesma noite. Ponto pro Rival Mais Tarde (e bota tarde nisso… deu pra pegar o segundo show mesmo depois do B2B terminar). No vídeo, o momento que os dois dividiram o palco.

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Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz, ao vivo no Teatro Rival

A frente da Orkestra Rumpilezz, o maestro Letieres Leite fez uma apresentação avassaladora no Teatro Rival semana passada. No vídeo acima você ouve trechos da apresentação mais um papo com o maestro, Charles Gavin, Arto Lindsay e Duani sobre o trabalho da Orkestra, feito logo após o show.

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Passo a passo

Em sua primeira vez tocando por conta própria e como atração principal no Rio, apresentando seu excelente disco “Toda Vez Que Eu Dou Um Passo o Mundo Sai do Lugar”, Siba fez um lindo show com a sua Fuloresta no reformado Teatro Rival.

A casa estava cheia, embora o público não obedecesse o perfil jovem típico das noitadas nordestinas comanadas por Cabruêra, Cordel do Fogo Encantado ou DJ Dolores por ali.

Não importa quanto tempo passe ou quantas vezes ele explique que seu trabalho não é de renovação ou resgate, o trabalho de Siba parece fadado a estar sempre visto como algo que faz exatamente isso com os sons da Mata Norte pernambucana. Como se não fizesse parte ele próprio de uma evolução natural dos sons da região.

Separada em duas partes, concerto e festa, a apresentação foi uma aula de frevo e maracatu. Ao vivo, os arranjos de metal e percussão ficam transparentes, quando os músicos enfileirados lado a lado praticamente desenham os sons no ar.

O cenário foi feito pelos Gêmeos, artistas que surgiram na rua e agora expõe em algumas das principais galerias e museus do mundo. Foram eles que fizeram a capa do disco, os recorrentes temas nordestinos da dupla feitos sob encomenda para Siba.

Alguns integrantes da Fuloresta ainda trabalham cortando cana em Pernambuco. É Siba quem tem que negociar a iberaração dos músicos quando tem show. Por isso, e por Siba estar montando um projeto em outro formato, essa foi uma das últimas apresentações dos mais velhos, como Biu Roque, de 75 anos.

Nesses tempos em que tudo tem que ser reembalado ou atualizado para ser novamente relevante, em entrevista para o Leo Lichote Siba disse: “A própria busca da subversão ou da ruptura no que a gente desenvolve pressupõe uma inércia criativa que não corresponde à realidade”.

É verdade. O trabalho de Siba só surpreende dessa maneira aqueles que pouco conhecem o resto da história musical da região. Pasmos com a “modernidade”, a “contemporaneidade” do que lá se produz. É um tapa na cara, um belo “acorda aê”.

O Bernardo também esteve lá e fala das participações do Jam da Silva, do break dance do Galego do Trombone e outras coisas mais.

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