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Arquivo: the rapture

The Rapture, “W.A.Y.U.H.” + “House of Jealous Lovers” (live @ Circo Voador, Rio)

Pra matar as saudades do show.

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O vídeo oficial do Queremos! The Rapture + Breakbot no Rio

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Rapture + Breakbot no Circo Voador: O arrebatamento

tem muitas fotos no I Hate Flash

Mesmo com muita chuva, cerca de 1.200 pessoas foram até o Circo Voador conferir o The Rapture. Em tocar no Rio desde 2003, muita coisa aconteceu de lá pra cá: a banda gravou mais um disco, um dos integrantes saiu, o grupo quase acabou e ressurgiu ano passado com o ótimo “In The Grace of Your Love”.

O tempo passou e isso ficou claro; tanto na atitude mais contida dos integrantes no palco quanto na evolução sonora, menos punk e mais bem acabada. Ganha-se de um lado, perde-se do outro, menos explosão em troca de músicas mais elaboradas. Porém é sempre melhor ver uma banda que não se repete do que eternos pastiches dela mesma.

Fez falta um clique para o baterista, perdendo o tempo diversas vezes, pra trás, quase sempre nas mudanças de desenho, tornando as músicas mais lentas do que o normal. Num som como o do The Rapture, em que bumbo e caixa empurram todo o resto, isso faz bastante diferença. Não prejudicou nem ninguém ligou. O público abraçou o repertório e levou a banda no colo até o fim do show.

Foi curto, faltaram “Sister Saviour” e “It Takes Time To Be a Man”. Do lado de fora, a chuva apertou e pressionou a platéia pra dentro da lona, dando mais pressão e garantindo que ninguém iria embora tão cedo. A noite seguiu com uma discotecagem de duas horas do Breakbot.

O francês  segurou a onda e a pista pegou até quase 4 da manhã. No final, um aparição surpresa do Mayer Hawthorne, aproveitando para anunciar seu show na semana que vem ali mesmo no Circo. Você que é feito de açúcar e ficou em casa perdeu uma noitada e tanto.

Compra um guarda-chuva, só pra se garantir para as próximas.

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É hoje! Aquecimento The Rapture + Breakbot 03: “Whoo! Alright! Yeah! Uh-huh!” e “Fantasy”

Em São Paulo o negócio foi quente na quarta – e hoje no Circo promete ser ainda melhor.

Circo Voador
The Rapture + Breakbot
27/Jan (sexta-feira)
23h
R$ 80 (confirmando presença no Facebook ou no ListaAmiga), R$ 160 (inteira)

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Hoje tem: The Rapture + Breakbot

Circo Voador
The Rapture + Breakbot
27/Jan (sexta-feira)
23h
R$ 80 (confirmando presença no Facebook ou no ListaAmiga), R$ 160 (inteira)

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Aquecimento The Rapture + Breakbot 02: “In The Grace of You Love” e “Baby”

É só dar uma busca pelo Instagram, Twiter ou Facebook pra ver que o The Rapture + Breakbot em São Paulo foi avassalador.  Sexta tem no Circo Voador, só connfirmar sua presençagarantir o seu ingresso e cair dentro.

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Aquecimento The Rapture + Breakbot 01: “How Deep Is Your Love” e “Baby I’m Yours”

Nessa sexta tem The Rapture + Breakbot no Circo Voador, mais uma do Queremos! Confirme sua presença e garanta o seu ingresso, em São Paulo já esgotou.

Começando com os hits.

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Os pôsters do Mayer Hawthorne e The Rapture + Breakbot no Rio

A tempora 2012 do Queremos! vai começar logo três showzões. Não perca, sério.

O Gabriel Mar fez o cartaz do show do Mayer Hawthorne (quem foi ano passado, sabe que é imperdível).

E o Vagner Nascimento fez o do The Rapture + Breakbot.

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Melhores discos internacionais de 2011

 

Ano muito bom de discos e de músicas. O critério é o mesmo da lista de melhores discos nacionais de 2011 (e de sempre): a ordem dos discos é baseada no volume de audições. Sem falar que ao longo de 2012, sempre se pode encontrar um disco de 2011 que não conhecia e a lista mudar, como já aconteceu com o Tame Impala.

Deixe suas dicas nos comentários.

10.

Radiohead, “The King Of Limbs”

 

9.

The Weeknd, “House of Ballons”

 

8.

James Blake, “James Blake”

 

7.

Girls, “Father, Son, Holy Spirit”

 

6.

Real Estate“Days”

 

5.

Toro Y Moi, “Underneath The Pine”

4.

The Rapture, “In The Grace Of Your Love”

3.

Metronomy, “The English Riviera”

2.

SBTRKT, “SBTRKT”

1.

Peaking Lights, “936″

Bônus: outros bons discos de 2011 que merecem ser mencionados:

Ducktails, “Arcade Dynamics III”

Danger Mouse & Daniele Luppi, “Rome”

Mayer Hawthorne, “How Do You Do”

Lykke Li, “Wounded Rhymes”

Com Truise, “Galactic Melt”

Youth Lagoon, “The Year Of Hibernation”

Mark McGuire, “A Young Person’s Guide”

Shit Computer, “”

2562, “Fever”

Seun Kuti & Egypt 80, “From Africa With Fury: Rise”

Cerulean Crayons, “_Batch2″

Frank Ocean, “Nostalgia/Ultra”

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The Rapture no Rio confirmado! – “How Deep Is Your Love” (Emperor Machine Remix Extended Play)

Que cacetada esse remix do Emperor Machine para uma das melhores músicas de um dos melhores discos do ano, “How Deep Is Your Love”, do The Rapture. Tem algumas outras versões, inclusive uma ainda mais extendida do Emperor, no Soundcloud da DFA.

Pra comemorar que o show no Rio pelo Queremos foi confirmado. No sufoco, mas foi.

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Queremos! The Rapture + Breakbot

A campanha do Queremos! para fechar o show do The Rapture e Breakbot no Rio, em janeiro de 2012, está em andamento. Se você também quer ver esse show, se agiliza, porque só depende de você mesmo.

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Transcultura # 059: The Rapture, George Harrison doc

Meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

As novas ondas surfadas pelo Rapture
Após cinco anos sem gravar, o grupo The Rapture está de volta com o disco “In the grace of your love”
por Bruno Natal

“Navegar, navegar pra longe, sem nunca olhar pra trás”. O verso da música que abre “In The Grace Of Your Love”, terceiro disco do The Rapture, “Sail Away”, descreve o que aconteceu com a banda fez nos últimos anos: sumiu, sem olhar pra trás. Durante o sumiço, o baixista e vocalista Mattie Safer saiu e houve rumores de que seria o fim.

Cinco anos após o lançamento de “Pieces of the People We Love”, no mesmo ano que James Murphy decidiu tirar o LCD Soundsystem de cena, um das principais bandas lançadas pelo seu selo DFA, o The Rapture está de volta – e de volta também ao selo, com o qual rompeu após o primeiro disco, “Echoes”.

Muita coisa mudou de lá pra cá, foi bastante tempo. Agora um trio, com Luke Jenner assumindo os vocais sozinho, o The Rapture mudou também. O disco-punk sujo do primeiro disco e o groove do segundo dão lugar a uma sonoridade mais orgânica, menos editada, mais espacial. Aos 36 anos, Jenner está mais contemplativo, tanto nas letras quanto na sonoridade.

Produzido por Philippe Zdar (integrante do Cassius e também produtor de discos do Phoenix) e com lançamento marcado para 6 de setembro,  “In The Grace Of Your Love”  já está na rede, em diversos formatos. O lançamento do disco num show no último dia 16 no Brooklyn, casa da banda, foi seguida de uma transmissão de vídeo direto dos escritórios da DFA, conhecida como White Out Sessions, em que as músicas foram tocadas a partir do vinil teste do disco, impossibilitando a extração de MP3 de qualidade. Mesmo assim, logo eles surgiram.

Pode ser difícil identificar traços do The Rapture de 2006 em “Roller Coaster” e “Blue Bird”, porém o balanço conhecido da banda dá as caras na primeira música a ser lançada, “How Deep Is Your Love” e também “Never Die Again”. Na faixa título, com o vocal enxarcado de reverb enquanto Jenner repete a frase “In The Grace Of Your Love” tal qual um pastor, nota-se o que ele se esforça para cantar mais e gritar menos. Numa banda que se tornou conhecida muito mais pela atitude do que pelo refinamento técnico (basta ouvir “House of Jealous Lover”), é uma grande mudança.

Fugindo a qualquer parâmetro proposto pela banda, até mesmo nesse disco, a excelente balada “It Takes Time To Be a Man” encerra o disco. Recado dado: para virar homem, leva tempo. Adaptando-se a passagem dos anos, é por esses mares que o The Rapture andou navegando.

Tchequirau

Caçula dos Beatles, George Harrison foi retratado em um documentário por Martin Scorcese. Essa semana surgiu o trailer de “George Harrison: Living In The Material World”.

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The Rapture, “In The Grace Of Your Love”

O The Rapture está de volta e “In The Grace Of Your Love” está na roda. Só por “Sail Away” o disco já valeria a pena, só que tem “How Deep Is Your Love” também.

The Rapture – In The Grace Of Your Love / White Out Live! from DFA Records on Vimeo.

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The Rapture, “Sail Away”

Falando em nova música do Rapture, tem mais essa (tinha certeza que já tinha publicado aqui). Se até mal gravada assim ficou boa, imagina pra valer. Essa volta promete.

Via Party Busters.

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The Rapture, “How Deep Is Your Love?”

A produção do vídeo é tão boa quanto a música.

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Fitas

!K7 Tapes – The Rapture

1 – “Earthquake Shake” – The Undisputed Truth
2 – “Daytona 500″ – Ghostface Killah
3 – “The Word” – Junkyard Band
4 – “Holy Ghost” – The Bar-Kays
5 – “Bounce, Rock, Skate, Roll” – Vaughan Mason & Crew
6 – “Tee’s Happy” – Northend
7 – “I’m An Indian Too” – Don Armando’s Second Avenue Rumble
8 – “Fantasy Lines” – Arcade Lover
9 – “Disco Circus” – Martin Circus
10 – “Club Soda” – Thomas Bangalter
11 – “The Passion” (Phonique Mix Down) – Kiloo
12 – “Flowerz” – Armand van Helden
13 – “Say U Will” – Cajmere feat Dajae
14 – “Where’s Jason K” – Syclops
15 – “Township Funk” – DJ Mujava
16 – “Cpstyre” – Donk Boys
17 – “Everybody’s Got To Make A Living” – Dances With White Girls
18 – “Why Not?!” – Alter Ego
19 – “Get Get Down” (Extended Mix) – Paul Johnson
20 – “Austin’s Groove” – Kid Crème
21 – “Going Back To My Roots” – Richie Havens
22 – “Afro Arps And Minimoogs” (S2) – Galaxy 2 Galaxy

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Entrevista – Luke Jenner (The Rapture)

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Num ano cheio de segundos discos de bandas que estouraram logo no primeiro (recapitulando, de cabeça: Mombojó, TV on the Radio, Kasabian, Nego Moçambique vindo por aí…), o Rapture também chega à “hora do vamos ver” com o ótimo “Pieces of the people we love”.

Encontrei essa entrevista com Luke Jenner, vocalista do Rapture, que simplesmente havia esquecido de publicar.

Feita em maio desse ano, durante a edição mexicana do Nokia Trends, em parceria com Lúcio Ribeiro, Luke fala sobre o novo disco, um pouco antes do lançamento.

———-

Bruno Natal – Vocês trabalharam com o produtor Danger Mouse no novo disco, não é? Já está pronto?

Sim. O disco já está pronto, estamos mixando. Temos que decidir o que vai entrar ou não.

BN – Uma das músicas novas, “W.A.Y.U.H.” vazou na internet.

O Mattie [Safer, baixista da banda] canta nessa música, ninguém sabe que ele canta, mas ele canta.

Lúcio Ribeiro – E não vai entrar no disco?

Vai, com certeza. O Mattie canta em metade das músicas. É uma grande mudança.

LR – O que “W.A.Y.U.H.” significa?

Significa “We’ll Alright, Yeah, Uh-Huh”.

LR – E o segundo disco, tá muito diferente?

Mattie canta em metade das músicas, o Gabe [Andruzzi] está na banda há mais tempo… [No primeiro disco] ele só gravou saxofone, em dois dias, agora ele teve mais opinião. Passamos mais tempo escrevendo as músicas também. O último disco era mais forçado algumas vezes, dessa vez está mais natural.

LR – E não está pronto ainda?

Está, estamos mixando, só temos que decidir a sequência e tal.

BN – Como vocês se juntaram com o produtor Danger Mouse? Ele está se tornando uma figura importante na música pop, depois de produzir o segundo disco do Gorillaz, o MF Doom e criar o Gnarls Barkley.

Nós o conhecemos antes dele ficar famoso. Nós tocamos com ele numa festa do Adult Swim [faixa de desenhos animados para adultos, do canal Cartoon Network] e não tinha mais ninguém lá, então nós ficamos juntos a noite toda. Ele falou, “quando tivermos uma chance, deveríamos trabalhar juntos”, e nós falamos “beleza”. Naquela época nós já tínhamos ouvido o “Grey album”, ouvimos umas outras coisas.

BN – Para nós, fora dos EUA, a impressão é que ele não era ninguém antes do “Grey album” e, de repente, explodiu, né?

É o que estou dizendo. Quando conhecemos a [gravadora] DFA eles também não eram ninguém. Espero que Paul Epworth e Ewan Pearson também se tornem nome maiores depois desse disco.

BN – Como foi trabalhar como Danger Mouse, ele sendo mais ligado ao hip hop?

Gravamos a maior parte do disco com o Ewan Pearson e Paul Epworth e eles são de uma escola mais dance, mais ou menos. Ewan Pearson ganha a vida fazendo remixes [para Franz Ferdinand, Royksopp e para o próprio Rapture] e como DJ e o Paul trabalha principalmente com bandas de rock.

BN – Quais?

Hum, não sei. Se você fizer uma busca no Google vai ser melhor do que eu tentando inventar [Bloc Party, Goldfrapp, Babyshambles, The Streets, Maximo Park, são algumas das mais conhecidas].

Ele foi nosso engenheiro de som, então o conhecemos como engenheiro, antes de produtor. A maior parte do tempo tentamos trabalhar com nossos amigos, porque é mais divertido que trabalhar com alguém que você não conhece.

BN – Qual foi o trabalho do Danger Mouse no disco então?

Nós passamos duas semanas em Los Angeles pra trabalhar com o Danger Mouse, provavelmente duas músicas vão estar no disco. Nós gravamos umas cinco.

BN – Então não foi o disco inteiro?

Não, não, não. A maneira como ele trabalha é bem diferente. Trabalhamos com ele mais pra dar uma variada, sabe, queríamos algo diferente. Fizemos a maior parte do disco e pensamos, bem, temos isso e está bom, mas queremos algo diferente. Foi assim.

BN – “W.A.Y.U.H.” foi uma das que ele produziu?

Não, o Paul e o Ewan produziram essa.

LR – No Soulseek a música está identificada como parte da “Danger Mouse sessions”.

As pessoas só conhecem o Danger Mouse, então elas querem escrever “Danger Mouse”. Quando nosso disco sair vai ser apenas “Danger Mouse”, que é uma besteira, mas o que a gente pode fazer? Eu não escrevo os artigos.

LR – O disco novo já tem nome?

Não, não sabemos. Mudamos o nome algumas vezes, a música de trabalho muda toda semana… A gente não sabe. Essa música vazou, as pessoas gostaram…

LR – Mas vocês têm que decidir.

Em duas semanas estará finalizado.

BN – Quando sai?

Provavelmente em setembro.

BN – Em meio a esse frenesi da internet atualmente, em que toda semana surge uma melhor banda do mundo…

Eu gosto, eu gosto.

BN – …vocês foram essa banda há uns anos atrás e estão tendo uma nova chance. Você acha que isso ajuda ou atrapalha?

(Risos) É, é! Acho que ajuda, porque é tão difícil colocar seu nome na consciência das pessoas, esse é o maior desafio pra qualquer artista. Quando você faz isso, é questão de você ser bom ou não. Depois que as pessoas ouvem seu nome elas podem decidir, mas se elas nunca ouviram, esquece, você não tem chance nenhuma. Acho que nós somos bons e as pessoas ouviram falar da gente, então agora elas podem decidir se somos bons ou não.

O que é bom dessa vez, porque não é mais apenas “você é a banda do momento e eu não sei o que pensar porque todas essas pessoas antenadas gostam e eu não tenho certeza se gosto disso”, sabe o que estou dizendo? O papo agora é somente se é bom ou não, saber isso é reconfortante.

BN – Mas em termos de atenção das pessoas, da imprensa, você acha que o segundo disco de vocês vai atrair mais atenção ou a reação vai ser “ah, é só o Rapture de novo”?

Não sei, vamos descobrir. É a nossa primeira vez nessa posição, vamos ver. Você pode escrever no final do seu artigo o que aconteceu de verdade, porque eu não sei.

LR – Você está por dentro dessas novas bandas inglesas, como o Klaxons, Shit Disco? São punk funk como o Rapture, não é?

O que eu ouvi do Klaxons eu gostei, porque soava como aquelas sirenes das raves, sabe? Eu gosto do primeiro disco do Prodigy e todo aquele exagero do começo das raves, é demais. E é disso que eles estão falando na Inglaterra agora, estou bem feliz com isso. Os ingleses sempre passam por períodos musicais de dois anos, em ciclos, e agora eles estão nessa um pouco. Fizemos uma matéria pra uma revista de lá e eles uma matéria sobre esse período das raves e tal.

BN – Você acha que isso está voltando?

Na Inglaterra, por agora. Punk funk re-começou lá, eles estão sempre definindo que período vai acontecer novamente. Eu gosto dessa música, acho que é tão boa quanto Led Zeppelin ou outra música que as pessoas dizem “isso é bom”. Gosto de Depeche Mode tanto quanto esse tipo de som. É interessante.

A Inglaterra é importante, especialmente no jornalismo e para as pessoas que amam música de verdade. Os jornalistas de lá sabem das coisas, não é como “quem é você ou com qual banda você parece?”. Eles sabem exatamente o que estão fazendo. Eles sabem, então é bom.

BN – Então o que de bom tem aparecido por aí? Quais bandas novas você tem ouvido?

Tem um selo novo de Nova York chamado What’s Your Rupture? que é interessante. Eles lançaram o Love Is All, The Long Blondes, uma banda chamada Bill Cosby and His White Pudding Pops, Cause Comotion… São todas bandas bem, especificamente, meio… pop, mas com uma pegada pós-punk, fazendo menção aos anos 80, mas é boa música, ingênua, da mesma maneira que a K Records é ingênua, sabe? Vocês podem me dizer se é bom mesmo quando ouvirem. Mas eu gosto.

BN – Vocês tem planos de ir ao Brasil novamente?

Se nós formos convidados!

BN – O que você lembra do Brasil?

Eu fui no Cristo gigante, no topo da montanha, à praia, tocamos no festival com o White Stripes. Lembro de estar sentado na piscina e a Meg White estava lá também. Tocamos no palco principal, isso foi legal.

BN – O show de vocês foi considerado um dos melhores do festival. Você teve essa sensação?

Demais! A platéia era muito legal. Toda vez que alguém vai tocar na América Latina, dizem que a platéia é assim, então era o que eu estava esperando. E quando foi muito bom eu pensei, “bom, então é assim!”. Vou ficar muito decepcionado se hoje a noite [se referindo ao show na Cidade do México] não for bom. Talvez não seja a melhor expectativa…

BN – As pessoas tem que pirar?

É melhor pra gente, não tem graça se for como em Nova York ou qualquer outro lugar. Tantas bandas passam por lá que ninguém não dá valor.

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O Globo, 26/05/2006

Luke Jenner_MX.jpg
Luke Jenner
foto: URBe Fotos

Matéria que escrevi para o Rio Fanzine sobre os shows do Rapture e Kasabian no Nokia Trends, México.

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Além dos 15 downloads de fama

No último final de semana, dois dos mais festejados nomes do novo rock, The Rapture e Kasabian, se apresentaram na primeira edição do festival Nokia Trends no México. O novato Art Brut também tocou e o mexicano No Somos Machos fez as honras da casa. A edição brasileira está prevista para o segundo semestre, ainda sem escalação confirmada.

Ocupados com a gravação de seus novos discos, o segundo de ambos, The Rapture e Kasabian andavam sumidos dos palcos e aproveitaram pra testar músicas que só serão lançadas oficialmente em setembro. Na internet, claro, sempre chega antes. “W.A.Y.U.H”, do Rapture, já está lá.

O segundo disco é sempre um momento crucial na carreira de um artista, principalmente quando vem após uma boa estréia. É a hora de confirmar o quanto foi talento e o quanto foi sorte e mostrar se tem fôlego pra construir uma carreira. A pressão do público, da crítica e até da própria banda é grande.

Mais do que isso, nesses tempos de MP3, o passado chega rápido e poucos grupos têm conseguido se manter em evidência até o tal segundo disco. Pode parecer lógico que o sucesso logo de cara ajude a banda, mas com a voracidade que o público consome música atualmente, perder o posto de novidade pode ser fatal.

Seja pela ânsia dos ouvintes, sedentos pela nova revelação da semana, seja pela pressa das próprias bandas, que algumas vezes queimam etapas e divulgam seu material antes mesmo de estar pronto, o fato é que, hoje, para muitos artistas a fama não dura mais que 15 downloads.

Talvez com essa preocupação, o Rapture tenha aguardado três anos para preparar o sucessor de “Echoes”. Ainda sem título, o disco foi produzido por Paul Epworth (Bloc Party) e Ewan Pearson e conta com Danger Mouse no comando da mesa em duas músicas.

O Rapture acredita que a exposição da estréia ajude.

— É difícil colocar seu nome na consciência das pessoas, esse é o maior desafio. Quando você faz isso, é questão de você ser bom ou não. Acho que nós somos bons e as pessoas já ouviram falar da gente, então agora podem decidir — conta Luke Jenner, vocalista da banda.

Mas será que não ser mais novidade ajuda ou atrapalha?

— É a nossa primeira vez nessa posição. É bom porque não tem mais “você é a banda do momento e eu não sei o que pensar porque todas essas pessoas antenadas gostam e eu não tenho certeza se gosto disso” — continua Luke.

O Kasabian não esperou tanto tempo para gravar “Empire”, novo disco que chegará às lojas dois anos após seu bem sucedido disco homônimo. Eles estão confiantes que toda atenção conseguida no começo jogará a favor.

— Os fãs vão ficar felizes, excitados e orgulhosos que a banda que eles disseram pra todo mundo que é boa não os decepcionou — diz o guitarrista Sergio Pizzorno.

Parte das primeiras gerações de grupos que tanto devem à rede sua divulgação mundial, o The Rapture e o Kasabian enfrentam o segundo estágio. A julgar pelas novas músicas mostradas no show no México, ambas as bandas parecem ter conseguido manter o nível dos trabalhos anteriores. É dar tempo ao tempo e descobrir se o público ainda vai ter interesse nesse vovôs precoces do rock.

Bruno Natal edita o URBe e viajou a convite da Nokia.

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