Tag: the rapture


terça-feira, 14 de outubro, 2008

Fitas

!K7 Tapes - The Rapture

1 - “Earthquake Shake” - The Undisputed Truth
2 - “Daytona 500″ - Ghostface Killah
3 - “The Word” - Junkyard Band
4 - “Holy Ghost” - The Bar-Kays
5 - “Bounce, Rock, Skate, Roll” - Vaughan Mason & Crew
6 - “Tee’s Happy” - Northend
7 - “I’m An Indian Too” - Don Armando’s Second Avenue Rumble
8 - “Fantasy Lines” - Arcade Lover
9 - “Disco Circus” - Martin Circus
10 - “Club Soda” - Thomas Bangalter
11 - “The Passion” (Phonique Mix Down) - Kiloo
12 - “Flowerz” - Armand van Helden
13 - “Say U Will” - Cajmere feat Dajae
14 - “Where’s Jason K” - Syclops
15 - “Township Funk” - DJ Mujava
16 - “Cpstyre” - Donk Boys
17 - “Everybody’s Got To Make A Living” - Dances With White Girls
18 - “Why Not?!” - Alter Ego
19 - “Get Get Down” (Extended Mix) - Paul Johnson
20 - “Austin’s Groove” - Kid Crème
21 - “Going Back To My Roots” - Richie Havens
22 - “Afro Arps And Minimoogs” (S2) - Galaxy 2 Galaxy

Postado por Bruno Natal às 14:13 | 2 Comentários | Permalink

terça-feira, 3 de outubro, 2006

Entrevista - Luke Jenner (The Rapture)

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Num ano cheio de segundos discos de bandas que estouraram logo no primeiro (recapitulando, de cabeça: Mombojó, TV on the Radio, Kasabian, Nego Moçambique vindo por aí…), o Rapture também chega à “hora do vamos ver” com o ótimo “Pieces of the people we love”.

Encontrei essa entrevista com Luke Jenner, vocalista do Rapture, que simplesmente havia esquecido de publicar.

Feita em maio desse ano, durante a edição mexicana do Nokia Trends, em parceria com Lúcio Ribeiro, Luke fala sobre o novo disco, um pouco antes do lançamento.

———-

Bruno Natal - Vocês trabalharam com o produtor Danger Mouse no novo disco, não é? Já está pronto?

Sim. O disco já está pronto, estamos mixando. Temos que decidir o que vai entrar ou não.

BN - Uma das músicas novas, “W.A.Y.U.H.” vazou na internet.

O Mattie [Safer, baixista da banda] canta nessa música, ninguém sabe que ele canta, mas ele canta.

Lúcio Ribeiro - E não vai entrar no disco?

Vai, com certeza. O Mattie canta em metade das músicas. É uma grande mudança.

LR - O que “W.A.Y.U.H.” significa?

Significa “We’ll Alright, Yeah, Uh-Huh”.

LR – E o segundo disco, tá muito diferente?

Mattie canta em metade das músicas, o Gabe [Andruzzi] está na banda há mais tempo… [No primeiro disco] ele só gravou saxofone, em dois dias, agora ele teve mais opinião. Passamos mais tempo escrevendo as músicas também. O último disco era mais forçado algumas vezes, dessa vez está mais natural.

LR – E não está pronto ainda?

Está, estamos mixando, só temos que decidir a sequência e tal.

BN – Como vocês se juntaram com o produtor Danger Mouse? Ele está se tornando uma figura importante na música pop, depois de produzir o segundo disco do Gorillaz, o MF Doom e criar o Gnarls Barkley.

Nós o conhecemos antes dele ficar famoso. Nós tocamos com ele numa festa do Adult Swim [faixa de desenhos animados para adultos, do canal Cartoon Network] e não tinha mais ninguém lá, então nós ficamos juntos a noite toda. Ele falou, “quando tivermos uma chance, deveríamos trabalhar juntos”, e nós falamos “beleza”. Naquela época nós já tínhamos ouvido o “Grey album”, ouvimos umas outras coisas.

BN – Para nós, fora dos EUA, a impressão é que ele não era ninguém antes do “Grey album” e, de repente, explodiu, né?

É o que estou dizendo. Quando conhecemos a [gravadora] DFA eles também não eram ninguém. Espero que Paul Epworth e Ewan Pearson também se tornem nome maiores depois desse disco.

BN – Como foi trabalhar como Danger Mouse, ele sendo mais ligado ao hip hop?

Gravamos a maior parte do disco com o Ewan Pearson e Paul Epworth e eles são de uma escola mais dance, mais ou menos. Ewan Pearson ganha a vida fazendo remixes [para Franz Ferdinand, Royksopp e para o próprio Rapture] e como DJ e o Paul trabalha principalmente com bandas de rock.

BN – Quais?

Hum, não sei. Se você fizer uma busca no Google vai ser melhor do que eu tentando inventar [Bloc Party, Goldfrapp, Babyshambles, The Streets, Maximo Park, são algumas das mais conhecidas].

Ele foi nosso engenheiro de som, então o conhecemos como engenheiro, antes de produtor. A maior parte do tempo tentamos trabalhar com nossos amigos, porque é mais divertido que trabalhar com alguém que você não conhece.

BN – Qual foi o trabalho do Danger Mouse no disco então?

Nós passamos duas semanas em Los Angeles pra trabalhar com o Danger Mouse, provavelmente duas músicas vão estar no disco. Nós gravamos umas cinco.

BN - Então não foi o disco inteiro?

Não, não, não. A maneira como ele trabalha é bem diferente. Trabalhamos com ele mais pra dar uma variada, sabe, queríamos algo diferente. Fizemos a maior parte do disco e pensamos, bem, temos isso e está bom, mas queremos algo diferente. Foi assim.

BN – “W.A.Y.U.H.” foi uma das que ele produziu?

Não, o Paul e o Ewan produziram essa.

LR – No Soulseek a música está identificada como parte da “Danger Mouse sessions”.

As pessoas só conhecem o Danger Mouse, então elas querem escrever “Danger Mouse”. Quando nosso disco sair vai ser apenas “Danger Mouse”, que é uma besteira, mas o que a gente pode fazer? Eu não escrevo os artigos.

LR – O disco novo já tem nome?

Não, não sabemos. Mudamos o nome algumas vezes, a música de trabalho muda toda semana… A gente não sabe. Essa música vazou, as pessoas gostaram…

LR – Mas vocês têm que decidir.

Em duas semanas estará finalizado.

BN – Quando sai?

Provavelmente em setembro.

BN – Em meio a esse frenesi da internet atualmente, em que toda semana surge uma melhor banda do mundo…

Eu gosto, eu gosto.

BN – …vocês foram essa banda há uns anos atrás e estão tendo uma nova chance. Você acha que isso ajuda ou atrapalha?

(Risos) É, é! Acho que ajuda, porque é tão difícil colocar seu nome na consciência das pessoas, esse é o maior desafio pra qualquer artista. Quando você faz isso, é questão de você ser bom ou não. Depois que as pessoas ouvem seu nome elas podem decidir, mas se elas nunca ouviram, esquece, você não tem chance nenhuma. Acho que nós somos bons e as pessoas ouviram falar da gente, então agora elas podem decidir se somos bons ou não.

O que é bom dessa vez, porque não é mais apenas “você é a banda do momento e eu não sei o que pensar porque todas essas pessoas antenadas gostam e eu não tenho certeza se gosto disso”, sabe o que estou dizendo? O papo agora é somente se é bom ou não, saber isso é reconfortante.

BN – Mas em termos de atenção das pessoas, da imprensa, você acha que o segundo disco de vocês vai atrair mais atenção ou a reação vai ser “ah, é só o Rapture de novo”?

Não sei, vamos descobrir. É a nossa primeira vez nessa posição, vamos ver. Você pode escrever no final do seu artigo o que aconteceu de verdade, porque eu não sei.

LR – Você está por dentro dessas novas bandas inglesas, como o Klaxons, Shit Disco? São punk funk como o Rapture, não é?

O que eu ouvi do Klaxons eu gostei, porque soava como aquelas sirenes das raves, sabe? Eu gosto do primeiro disco do Prodigy e todo aquele exagero do começo das raves, é demais. E é disso que eles estão falando na Inglaterra agora, estou bem feliz com isso. Os ingleses sempre passam por períodos musicais de dois anos, em ciclos, e agora eles estão nessa um pouco. Fizemos uma matéria pra uma revista de lá e eles uma matéria sobre esse período das raves e tal.

BN – Você acha que isso está voltando?

Na Inglaterra, por agora. Punk funk re-começou lá, eles estão sempre definindo que período vai acontecer novamente. Eu gosto dessa música, acho que é tão boa quanto Led Zeppelin ou outra música que as pessoas dizem “isso é bom”. Gosto de Depeche Mode tanto quanto esse tipo de som. É interessante.

A Inglaterra é importante, especialmente no jornalismo e para as pessoas que amam música de verdade. Os jornalistas de lá sabem das coisas, não é como “quem é você ou com qual banda você parece?”. Eles sabem exatamente o que estão fazendo. Eles sabem, então é bom.

BN – Então o que de bom tem aparecido por aí? Quais bandas novas você tem ouvido?

Tem um selo novo de Nova York chamado What’s Your Rupture? que é interessante. Eles lançaram o Love Is All, The Long Blondes, uma banda chamada Bill Cosby and His White Pudding Pops, Cause Comotion… São todas bandas bem, especificamente, meio… pop, mas com uma pegada pós-punk, fazendo menção aos anos 80, mas é boa música, ingênua, da mesma maneira que a K Records é ingênua, sabe? Vocês podem me dizer se é bom mesmo quando ouvirem. Mas eu gosto.

BN – Vocês tem planos de ir ao Brasil novamente?

Se nós formos convidados!

BN – O que você lembra do Brasil?

Eu fui no Cristo gigante, no topo da montanha, à praia, tocamos no festival com o White Stripes. Lembro de estar sentado na piscina e a Meg White estava lá também. Tocamos no palco principal, isso foi legal.

BN – O show de vocês foi considerado um dos melhores do festival. Você teve essa sensação?

Demais! A platéia era muito legal. Toda vez que alguém vai tocar na América Latina, dizem que a platéia é assim, então era o que eu estava esperando. E quando foi muito bom eu pensei, “bom, então é assim!”. Vou ficar muito decepcionado se hoje a noite [se referindo ao show na Cidade do México] não for bom. Talvez não seja a melhor expectativa…

BN - As pessoas tem que pirar?

É melhor pra gente, não tem graça se for como em Nova York ou qualquer outro lugar. Tantas bandas passam por lá que ninguém não dá valor.

Postado por Bruno Natal às 22:43 | 14 Comentários | Permalink

sexta-feira, 26 de maio, 2006

O Globo, 26/05/2006

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Luke Jenner
foto: URBe Fotos

Matéria que escrevi para o Rio Fanzine sobre os shows do Rapture e Kasabian no Nokia Trends, México.

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Além dos 15 downloads de fama

No último final de semana, dois dos mais festejados nomes do novo rock, The Rapture e Kasabian, se apresentaram na primeira edição do festival Nokia Trends no México. O novato Art Brut também tocou e o mexicano No Somos Machos fez as honras da casa. A edição brasileira está prevista para o segundo semestre, ainda sem escalação confirmada.

Ocupados com a gravação de seus novos discos, o segundo de ambos, The Rapture e Kasabian andavam sumidos dos palcos e aproveitaram pra testar músicas que só serão lançadas oficialmente em setembro. Na internet, claro, sempre chega antes. “W.A.Y.U.H”, do Rapture, já está lá.

O segundo disco é sempre um momento crucial na carreira de um artista, principalmente quando vem após uma boa estréia. É a hora de confirmar o quanto foi talento e o quanto foi sorte e mostrar se tem fôlego pra construir uma carreira. A pressão do público, da crítica e até da própria banda é grande.

Mais do que isso, nesses tempos de MP3, o passado chega rápido e poucos grupos têm conseguido se manter em evidência até o tal segundo disco. Pode parecer lógico que o sucesso logo de cara ajude a banda, mas com a voracidade que o público consome música atualmente, perder o posto de novidade pode ser fatal.

Seja pela ânsia dos ouvintes, sedentos pela nova revelação da semana, seja pela pressa das próprias bandas, que algumas vezes queimam etapas e divulgam seu material antes mesmo de estar pronto, o fato é que, hoje, para muitos artistas a fama não dura mais que 15 downloads.

Talvez com essa preocupação, o Rapture tenha aguardado três anos para preparar o sucessor de “Echoes”. Ainda sem título, o disco foi produzido por Paul Epworth (Bloc Party) e Ewan Pearson e conta com Danger Mouse no comando da mesa em duas músicas.

O Rapture acredita que a exposição da estréia ajude.

— É difícil colocar seu nome na consciência das pessoas, esse é o maior desafio. Quando você faz isso, é questão de você ser bom ou não. Acho que nós somos bons e as pessoas já ouviram falar da gente, então agora podem decidir — conta Luke Jenner, vocalista da banda.

Mas será que não ser mais novidade ajuda ou atrapalha?

— É a nossa primeira vez nessa posição. É bom porque não tem mais “você é a banda do momento e eu não sei o que pensar porque todas essas pessoas antenadas gostam e eu não tenho certeza se gosto disso” — continua Luke.

O Kasabian não esperou tanto tempo para gravar “Empire”, novo disco que chegará às lojas dois anos após seu bem sucedido disco homônimo. Eles estão confiantes que toda atenção conseguida no começo jogará a favor.

— Os fãs vão ficar felizes, excitados e orgulhosos que a banda que eles disseram pra todo mundo que é boa não os decepcionou — diz o guitarrista Sergio Pizzorno.

Parte das primeiras gerações de grupos que tanto devem à rede sua divulgação mundial, o The Rapture e o Kasabian enfrentam o segundo estágio. A julgar pelas novas músicas mostradas no show no México, ambas as bandas parecem ter conseguido manter o nível dos trabalhos anteriores. É dar tempo ao tempo e descobrir se o público ainda vai ter interesse nesse vovôs precoces do rock.

Bruno Natal edita o URBe e viajou a convite da Nokia.

Postado por Bruno Natal às 16:07 | Sem comentários | Permalink

quinta-feira, 25 de maio, 2006

Arriba!


Rapture: “W.A.Y.U.H.”

A primeira edição do Nokia Trends no México começou bem. No último sábado, The Rapture, Kasabian, Art Brut e No Somos Machos tocaram na capital, para um público de aproximadamente 3.500 pessoas (a maioria convidados, apenas mil ingressos foram postos a venda, cota mínima exigida pelo Kasabian).

Os show aconteceram num galpão, num bairro chamado La Condesa. O lugar é conhecido como o Soho mexicano e está em alta entre os jovens atualmente, pela grande concentração de bares e restaurantes e eventos culturais.

O Art Brut abriu a noite, ainda cedo, umas 21h, quando o lugar ainda começava a encher. Tidos como grande revelação, a banda não fez juz a fama. O som estava tão ruim que causou apreensão sobre como seria o resto da noite. Mais tarde, quando as outras atrações subiram no palco, com bom som, ficaria claro que o problema era mesmo com o Art Brut.

O vocalista é carismático e o resto dos integrantes tem boa presença de palco, mas isso não é suficiente. Não é meramente uma questão técnica, algumas vezes isso não importa. As letras são bobas, a voz do cantor não existe (ele fala, não canta), falta pressão e entrosamento entre os músicos.

O êxito dos reality shows pode servir pra explicar o sucesso de grupos como o Art Brut. A empatia gerada no público ao ver uma pessoa “normal” na televisão é a chave para a boa audiência desses programas. Mesmo para quem não está participando do programa, a televisão deixa de ser um lugar inatingível, aproximando-se do telespectador.

Seguindo esse raciocínio, com a música acontece algo similar. É como se o fato daquele camarada que não sabe cantar, numa banda que não consegue nem passar o som, estar viajando o mundo, significasse que o palco não é um lugar tão distante. Talvez, seja melhor que continue sendo.


Kasabian: “Reason is treason”

Há sete meses sem fazer shows, dedicados exlusivamente a terminar seu segundo disco — “Empire”, novamente produzido por Jim Abiss e que chega as lojas em setembro — os ingelses entraram em cena com vontade de tirar o atraso. O show foi dividido em duas partes, primeiro as músicas com pegada mais rock e depois as voltadas pra pista.

“Club foot”, “Processed beats”, “Reason is treason” e “L.S.F.”, hits do primeiro disco, se juntaram a inéditas, tocadas pela primeira vez em público. Ao vivo, a mistura de Primal Scream, Chemical Brothers, Happy Mondays e Stone Roses e Oasis funciona tão bem quanto no disco, com a vantagem da energia da banda valorizar algumas músicas.


Rapture: música nova

O Kasabian esquentou, mas a noite era do Rapture. A banda também se prepara para lançar o segundo disco, um dos lançamentos mais aguardados do ano, e não se apresentava há um tempo. Os mexicanos se espremeram no pequeno espaço para assistir os nova-iorquinos.

“Sister saviour”, “Echoes”, “Olio” e o encerramento com a música que catapultou a banda para o sucesso, “House of jealous lovers”, serviram pra matar saudades do show deles no Brasil, em 2003. O melhor mesmo foi a quantidade de músicas novas que foram tocadas, umas cinco.

De acordo com Luke Jenner (voz e guitarra), o baixista Mattie Safer canta em cerca de metade do disco, ainda sem nome. No show deu pra perceber que os vocais estão menos gritados, ameaçando até algumas harmonizações entre os dois cantores.

Os boatos de que Danger Mouse, que produziu o último Gorillas e é metade do Gnarls Barkley, comandou as gravações é quase verdade. Na realidade, ele produziu apenas duas faixas, o restante ficou por conta da dupla Paul Epworth (Bloc Party) e Ewan Pearson.

A apresentação foi toda filmada por um cara que está seguindo todos os passos da banda; na coletiva de imprensa, no hotel e no palco. Empolgado, Jenner pulou no meio do público e o Rapture parece ter gostado da recepção as novidades.

Eram umas 2h20 quando a dupla No Somos Macho começou a tocar. Nem deu tempo de sacar qual é a deles. As 3h os copos de tequila com refrigerante sumiram do bar, as luzes acenderam e a música parou. No México, parece, a festa acaba cedo.

Postado por Bruno Natal às 3:20 | Sem comentários | Permalink




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