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Arquivo: trabalho sujo

Hoje tem: 15 anos de Trabalho Sujo

Ano passado o Matias comemorou os 15 anos do seu Trabalho Sujo. Vizinho virtual de longa data e sócio aqui n’OEsquema, ele deixou pra fazer a festança esse ano, com um grande time. Infelizmente, só em SP (precisamos fazer uma juntos, hein!).

Bati um papo por email com meu guru digital (hahaha!) sobre esses 15 anos e o futuro desse amado portal.

Redes sociais, conteúdo colaborativo, blá, blá, blá… O que mudou de verdade na rede, para além das ferramentas, na mentalidade das pessoas, nesses 15 anos?

Alexandre Matias – Acho que, apesar de não parecer, as pessoas estão mais tolerantes umas com as outras. Ainda há quem se incomode com religião, opção política ou time de futebol, mas acho que a internet mostrou individualmente, para cada um de nós, que perceba que, mais importante do que aparência e escolhas pessoais, o que vale é o que pessoa realmente é. E está cada vez mais fácil saber quando é que alguém é legal de verdade ou apenas online.

Nesses 15 anos, qual foi o trabalho mais sujo que você teve que fazer?

Alexandre Matias - Sou limpinho. Acho que o mais difícil que já fiz foi matar a versão em papel, quando saí do Diário do Povo, em 1999. Não quis levar o nome para o Correio Popular, onde fui editar o caderno de cultura, para não ter conflitos entre os jornais. Mas não consegui ficar sem fazer, daí abri a versão digital no saudoso Geocities.com

Descreva como seria o nêmesis do TS, o Trabalho Limpo.

Alexandre Matias - O Trabalho Limpo seria tipo uma coluna de um senhor de 50 anos, parado no tempo há uns trinta, cagando regra sobre os sons que gostaria que as pessoas ouvissem numa coluna de jornal em um caderno para adolescente. Provavelmente, mal falaria de Brasil – e quando falasse, falaria com nojinho -, de cultura independente e se deslumbraria com o iPad.

Num chute lá pra cima, comparando a evolução digital de 15 anos atrás com a de hoje, quais as possibilidades do Trabalho Sujo em 30 anos?

Alexandre Matias - 50 posts por minuto, sobre todos os assuntos que eu gosto, feitos apenas na base do pensamento. Links para todas as coisas legais que vejo. Tudo de graça e com gente querendo me pagar só porque o que eu faço é legal. E eu, provavelmente, morando com a minha família em alguma fazenda com teletransporte no interior do Goiás.

E esse OEsquema novo? Vamos conseguir botar de pé ou não? Aproveitando a ocasião, adianta um bocado das nossas reuniões secretas e conta um pouco das mudanças que vem por aí.

Alexandre Matias - Tá difícil. Acho que a grande mudança vai ser a troca de nome, quando vamos mudar o nome do site para www.ositedomatiasbrunominiearnaldo.org, e viraremos uma ONG destinada a salvar jornalistas legais das redações do mundo. Mas isso é papo pra fase 4. Por enquanto, adianto: teremos home, layout novo, botão para Twitter e Facebook [N.E. Tumblr, agenda, sessões de foto e vídeo], espaço específico para os projetos paralelos de cada um de nós e, principalmente, e eis a grande novidade, MAIS BLOGS. Pra quando? Podia chutar “neste semestre”, mas vou deixar quieto pra criar expectativa…

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Pixies, Pavement, Live


Pixies, “Where’s My Mind” / “Gigantic”

Enquanto não volta do seu grand tour pelos EUA, o Matias vai publicando vídeos dos show que tem visto em seu canal no YouTube. O cara não abaixa o braço e filmou os shows inteiros do Pavement no Central Park e do Pixies em Las Vegas.

Logo mais vem os do Lost Weekend, festival comemorativo dos 21 anos da mais que clássica Matador Records, de novo em Vegas, terra dos casamentos.


Pavement, “Cut Your Hair”

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Acabou “Lost”

As vésperas do último episódio de “Lost”, o Alexandre Matias, um dos maiores maníacos pela série da Terra, convidou uma penca de gente para escrever sobre a importância do programa. Tem muito texto legal por lá (sem spoillers, podem ficar tranquilo, pois foram escritos antes do final ir ao ar).

Dei meus pitacos também:

Lost é um fenômeno cultural, não apenas uma série de TV. A narrativa cortada, os desdobramentos online e principalmente a maneira com que a estratégia do mistério foi capaz de engajar uma audiência global e simultânea é um marco. Se você não é fã da série e não aguenta mais esse assunto, prepare-se: é um acontecimento que será estudado e analisado por muito tempo ainda. É exatamente por isso que acompanhar a derradeira temporada tornou-se obrigatória não apenas para os maníacos pela ilha, mas por qualquer um com o mínimo de interesse nas muitas áreas do entretenimento.

O resto do meu texto e todos os outros você pode ler no Trabalho Sujo.

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+ MJ


foto: seibei

O Matias continua as homenagens a Michael Jackson com mais três podcasts da série de quatro: as menos conhecidas, MJ da infância a fase adulta e, claro, os hits.

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Boss in Drama x Superpose

Falou o Matias sobre o Boss in Drama (agora sem os cifrões no lugar da letra “S”):

“A nova cena eletrônica do Sul aos poucos começa a dar as mãos – saca esse remix que os catarinas do Superpose fizeram pro curitibano Bo$$ in Drama. Vi lá no INMWT. Isso me lembra de falar dessa cena de Floripa, que anda esquentando cada vez mais…”

A tungada do texto do meu vizinho tem motivo e a explicação vem logo mais. Lembra que tem festa do URBe no dia 20 de junho, no Cine Glória? Pois então, as peças começam a se encaixar.


Bo$$ in Drama – “Favorite Song (Superpose Remix)

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