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Arquivo: turnê

Air e muito mais: boataria e especulações sobre shows no Brasil


“Sexy Boy”

Turnê do Air no Brasil, grande notícia. Já perdi esse show umas duas vezes, agora vai:

14 de outubro, Rio (Circo Voador)
15 de outubro, Belo Horizonte Chevrolet Hall
16 de outubro, São Paulo (Festival Natura About Us)

Ouvi dizer que o segundo semestre do Circo Voador vai ser violento, prepare seu bolso. Sem falar no que já dão como confirmado por aí para os festivais em São Paulo. Que eu me lembre:

Phoenix, Belle & Sebastian, Passion Pit – Planeta Terra
Pixies, Kings of Leon, Yo La Tengo, Sublime (com sósia-vocal), Regina Spektor – SWU, em Itú
Fuck Buttons – Rojo@Nova

Fique com mais alguns bons motivos pra você não perder o show do Air.


“African Velvet”


“Playground Love”


“Alone In Kyoto”


“You Can Tell It To Everybody”

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Ranking Joe & Digitaldubs

Preparando o terreno para turnê brasileira do Raking Joe em dezembro, o Digitaldubs preparou a mixtape “Ranking Joe Meets Digitaldubs”, inteiramente dedicada ao deejay jamaicano.

A última passagem do Bionic Deejay por aqui foi espetacular. Tem tudo pra ser exatamente assim outra vez.

As datas da turnê em dezembro:

04 – Florianópolis, no Drakkar
05 – Balneário de Camburiú, na Moove
11 – Salvador, no Zauber
14 – Rio, no Cinemateque
16 – São Paulo, no Clash Club
19 – Pindamonhangaba, no Eco Bar

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Franz Ferdinand para poucos em São Paulo


Franz Ferdinand: entrevista sobre Circo vs The Week
vídeo e fotos: URBe

A passagem do Franz Ferdinand por São Paulo tinha como objetivo promover a turnê que o grupo fará pela América do Sul em 2010. Ao decidirem fazer um show fechado e escolherem a pequena The Week como palco, um elefante branco surgiu.

Não era o assunto principal — esse era como conseguir um ingresso — mas devido as semelhanças de condições (como a lotação de pouco mais de 1.000 pessoas), começou-se a falar em um repeteco do clássico show da banda no Circo Voador, em 2006.

Muitos do que estavam no Circo naquela noite dizem ter sido um dos melhores shows de suas vidas. A própria banda concorda, tendo citado diversas vezes em entrevistas esse como o melhor apresentação da história deles. Entrou num panteão além da realidade, imbatível portanto.

Por todos esses motivos a comparação seria tão desnecessária quanto injusta. Mesmo porque, passado três anos, há um terceiro disco no catálogo dos escoceses, o repertório mudou. Se bem que com a qualidade do “Tonight”, esse poderia ser o fator crucial.

Sem se preocupar com nada disso, o Franz Ferdinand simplesmente aproveitou e curtiu o momento, assim como os sortudos que conseguiram conferir uma apresentação tão especial. A pegada mais dançante do que rock das novas músicas caíram bem na The Week, ajudadas por um som redondinho, pecando apenas pela bateria um pouco baixa. Bem diferente do Coachella desse ano, ao ar livre e de dia.

Uma das poucas bandas de sua geração que não apenas conseguiram se estabelecer, mas também crescer, o Franz Ferdinand tem como trunfo um excelentes shows. Mostraram isso em suas visitas anteriores ao Brasil e dessa vez não foi diferente.

Em março eles voltam pra fazer tudo outra vez.

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É isso

Pintou o trailer de “This Is It”, filme sobre os preparativos do que teria sido a última turnê de Michael Jackson.

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The Twelves crescendo nos EUA


MSTRKRFT, “Bohemian Rhapsody” em SF

Produtor do Circo Voador, Rolinha estava em São Franciso na semana passada e conferiu os brasileiros do The Twelves, Simian Mobile Disco e MSTRKRFT por lá. Voltou impressionado com a recepção que a dupla de Niterói está tendo em sua turnê nos EUA e escreveu um relato especial para o URBe.

Semana passada três duos de ponta do que eu suponho, sei lá, seja uma vertente do maximal, se apresentaram em São Francisco: Simiam Mobile Disco no Mezaninne, The Twelves no 103 Harriet e MSTRKRFT no Independent.

Geralmente não vou ver artistas brazucas na gringa, porque posso ver no Braza, mas no caso do Twelves é diferente. Nunca consigo curtir os shows deles porque geralmente estou trabalhando no show e queria ter uma perspectiva do que eles são atualmente. E vou dizer, tive que tomar uma boa distância, porque os caras estão ficando grandes lá fora!

Senti logo quando fui convidar uma mina irlandesa que mora lá pra ir ao show e não precisei nem gastar muita lábia. Bastou falar o nome da banda que ela topou. Quando cheguei lá, tinha muito mais gente que eu esperava.

Durante a abertura do Shadow Dancer deu pra observar a platéia: nenhum patrício. Quando eles entraram, ninguém gritou “toca Raul”, então não tinha nenhum brazuca mesmo. Os caras foram recebidos com urros e em minutos aquilo virou um fervo!

De repente olho pro palco e tem umas seis mulheres se agarrando na frente dos niteroienses, um show de lesbianismo explícito! Quando rolou o remix de “Boyz” (M.I.A.) os hormônios entraram em combustão. Parecia show no Circo! O segurança tirava do palco e elas invadiam de novo. Mesmo quando rolou uma pane no sistema, a temperatura não baixou.

Quando tocou o remix de “Reckoner” (Radiohead), o povaréu so faltou acender isqueiros. Na verdade teve um maluco que acendeu aquela app do IPhone que imita um isqueiro, muito útil em shows do Scorpions. Foi consagrador, noite perfeita!

Chamou a atenção o Simiam ter tocado num lugar menor do que o do Twelves, mas foi animal. Ao contrário do acento funky do duo de Niterói, eles pegaram muito mais pesado. Não tocaram a versão do Justice da sua “Never be alone” — agora mais conhecida pelo nome do remix, “We Are Your Friends” — e ninguém pediu. Aliás, nem sei se eles tocam essa música ao vivo. Além de surdo, sai de lá meio cegueta de tanto estrobo

Já cheguei na porta do Independent, munido do maior desgosto do mundo, pois sabia que estava esgotado. Mas como sou brasileiro e não desisto nunca, fiquei lá passando frio até ter uma notícia positiva. Depois de uma hora, já era melhor amigo do chefe da segurança que me confidenciou que iam abrir pra vender mais uns ingressos em breve.

Cheguei pra um grupinho na porta que estava na mesma expectativa e dei a boa nova. Antes de entrar ficamos trocando idéia na fila e o assunto principal era o show do Primal Scream com o Brian Joneston Massacre no dia anterior. Até que alguém tocou no nome do Twelves e esse virou “O” assunto. Todos haviam estado lá, menos um casal que não pode ir, mas ia ver em Austin, no South by Southwest.

Fiquei de cara com a moral dos malucos. Entramos lá a tempo de vermos o MSTRKRFT entrando num set composto por três telões de plasma, com imagens da Bettie Page spanking uma outra mina.

Começaram com “Bounce. Chorei! Daí pra frente não parei de quicar, que nem um feijão mexicano. Rolou “Work on You”, o remix de “D.A.N.C.E.” (Justice), “Fist of God” até o magistral encerramento com “Bohemian Rhapsody”, do Queen! Em uma palavra: épico.

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Deu no New York Times

De malas prontas para uma mini-turnê pelos EUA, o The Twelves foi citado no New York Times por Nick Hornby. Listando as músicas de 2008, o autor de “Alta fidelidade” selecionou o remix dos niteroienses para “I’m not going to teach your boyfriend how to dance with you”:

(…) the Twelves are, apparently, immensely fashionable Brazilian remix artists whose work isn’t even available commercially, as far as I know. (I’ve already spent as much money on the Black Kids as I can.) It’s complicated out there.

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Pra sacudir o esqueleto

Ouvindo a coletânea que o Rapture montou para !K7, trombei com “The passion”, assinada por Phonique & Kiloo. A música, originalmente composta pelo Kiloo, tem quatro anos e só agora viu a luz do dia, após ser refeita por Phonique.

Perdi o cara em Berlim, porém vi em sua página no MySpace que ele vem ao Brasil, pra tocar em São Paulo (27/Nov, D-Edge), Belo Horizonte (29/Nov, Na Sala), Florianópolis (29/Nov, Pachá), Santos (04/Dez, Houseship), Rio de Janeiro (11/Dez, no 69) e Cuiabá (13/Dez, Garage).

Continuando o passeio pelo MySpace, vi que antes do Phonique, quem vem por aí também é o Booka Shade, também numa mini-tur, passando por São Paulo (31/Out, Pachá), Belo Horizonte (01 e 02/Nov, Ultra Music Festival / Deputamadre), Itajaí (06/Nov, Kiwi Bar) e Rio (07/Nov, Vivo Rio).

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