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Quem tem medo do streaming? A TV brasileira na pré-história do video online

Achei esse texto perdido no computador, escrito no começo do ano, acho.

As televisões brasileiras parecem não ter aprendido absolutamente nada com a derrocada a indústria fotográfica. Quando o Napster surgiu, consolidando a troca de arquivos de MP3 e alterando para sempre a maneira de se consumir música, as gravadoras se uniram na decisão mais equivocada de sua história: combater os arquivos digitais. Em vez de se adaptar, tentaram impedir um processo irrefreável, oferecendo alternativas retrógradas que não mais faziam sentido. O resultado todos conhecem.

Com a vantagem de poder analisar o que aconteceu com a digitalização da música, as principais redes de TV americana foram inteligentes e aceitaram a realidade. Se as pessoas iriam assistir seus programas online, de um jeito ou de outro, melhor que fosse em seus canais oficiais na rede, onde exercem controle.

Hoje, todos os episódios de todas as temporadas de programas de sucesso como Desperate Housewives e Lost (abc.com), 30 Rock, Saturday Night Live, Late Night with Jimmy Fallon (nbc.com), Family Guy, Fringe e Simpsons (fox.com) estão disponíveis para serem assistidos gratuitamente. Mesmo que as caixas de DVD e Blu-Ray continuem sendo vendidas.

Algumas dessas redes se juntaram para criar o Hulu, uma plataforma que exibe o conteúdo de canais de televisão e estúdios americanos, gratuitamente, tendo os custos pagos com publicidade. Na Inglaterra, a rede pública BBC criou o iPlayer, um aplicativo que reúne a programação dos últimos sete dias, para ser assistido quando quiser e hoje está presente na rede do PlayStation 3.

Em comum, todos esses exemplos bloqueiam seu conteúdo para usuários estrangeiros, o acesso está liberado apenas para os que acessam as páginas no país de origem. Ainda assim, é a internet e, logicamente, existem maneiras de burlar essa restrição através de servidores proxy (existem milhares, gratuitos), que mascara a origem do pedido e permite assistir os vídeos. Existem excessões, como o Comedy Central, onde o The Daily Show with Jon Stewart e South Park são transmitidos, independente da origem do acesso.

No Brasil essa realidade ainda está distante. A TV a cabo tem as suas próprias questões, pois cobra por seu acesso e o assunto fica mais complicado, porém, comparado as americanas e inglesas, a TV aberta está muito atrasada. A Globo e a Record oferecem apenas trechos de seus programas e o SBT exibe a íntegra dos capítulos de novelas e programas como De Frente Com Gabi e SBT Repórter, embora não haja um arquivo organizado.

Nada disso impede, no entanto, que todo o conteúdo seja facilmente encontrado na rede. Uma busca no YouTube pelo humorístico Junto e Misturado ou Clandestinos, pra falar de dois lançamentos desse ano, traz vários resultados e até canais inteiramente dedicados aos programa, em HD. Ou seja, o público está assistindo online, mesmo que por canais não-oficiais.

A resistência ao novo paradigma tem um motivo simples. O modelo atual ainda dá lucro e de acordo com o pensamento tradicional de uma empresa, não haverá mudança enquanto não for absolutamente necessário. Se há uma lição que a indústria fonográfica deixou é que aguardar o limite para fazer a transição pode ser fatal. Uma vez que as pessoas se acostumam a encontrar o que querem de outra forma, pode ser tarde demais para reverter o hábito.

Se o telespectador vai assistir comerciais na TV ou no computador, pouco importa. Sem falar que na rede, as reprises são infinitas, a audiência não se encerra em uma hora, se prolongando por meses, anos. Outra grande lição, essa do iTunes, é que o consumidor médio quer facilidade. Ele está disposto a assistir o comercial antes da exibição em troca do simples conforto de não quer ficar vasculhando a rede em busca do conteúdo digital. O empecilho pode ser o fato de que as medições de audiência online são muito mais precisas e, com isso, fica difícil mascarar os números.

As TVs brasileiras deveriam compreender esse comportamento e se adaptar enquanto é tempo, pois assistir conteúdo televisivo na internet é um hábito consolidado no mundo. Nunca o ditado foi tão verdadeiro: só não ver quem não quer.

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I <3 The Roots

Pra comemorar as 500 edições do Late Night With Jimmy Fallon, a produção editou um clipe em homenagem ao The Roots, a banda do programa, compilando todos os elogios que a banda recebeu dos convidados.

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Rastamouse

Feliz é a criança que pode assistir um programa cujos personagens são ratos rastafaris: Rasta Mouse, um dos maiores sucessos infantis da TV inglesa atualmente.

O uso do patois jamaicano tem causado polêmica.

Dica do Zarapas.

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Rio, violência e imprensa


Luis Eduardo Soares no Roda Viva: indispensável assistir
assista os blocos 2, 3 e 4.

Não se discute que a expulsão de traficantes do Complexo do Alemão é um fato positivo. É uma parte do problema que precisa ser resolvida, em todas as comunidades.

Outro fato positivo foi não tido um banho de sangue, embora tivesse sido o desejo de muita gente, inspirando até jogos online. Mesmo assim, houve acusações gravíssimas de moradores achacados pela polícia.

Tomada pela euforia, a cobertura da grande imprensa se absteve de dar espaço a uma série de questões que são fundamentais e inerentes ao problemática da violência urbana.

O problema é muito maior do que uma mera polarização entre policiais e bandidos. Quem dera fosse tão simples.

Por isso, compartilho aqui alguns textos que considero de leitura fundamental, mesmo para quem não é do Rio, para o entendimento do que está de fato está em curso — e em jogo.

Luis Eduardo Soares, “A crise no Rio e o pastiche midiático” (blogue pessoal)

Luiz Cláudio Souza Alves, “Guerra do Rio – A farsa e a geopolítica do crime” (Correio do Brasil)

Antonio Engelke, “O capitão Nascimento e o advogado John Adams” (Carta Capital)

Muniz Sodré, “Reality show em tempo real” (Observatório da Imprensa)

Sem debater e encarar essas questões, não vamos sair do lugar. Não tem jeito.


Tirinha de Andre Dahmer

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Vimeo TV

Couch Mode from Vimeo Staff on Vimeo.

Com integração ao Google TV e rodando em HTML5 e CSS3, o “Couch Mode” (função sofá) do Vimeo começa o trabalho de filtrar o conteúdo do saite e formatá-lo para atender quem quer simplesmente sentar e assistir bons vídeos. Isso ainda vai longe.

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YouView

As redes inglesas BBC, ITV, Channel 4, TalkTalk, BT, Arqiva e Channel 5, todos canais abertos, juntaram-se para formar o YouView. Com lançamento marcado para “antes de julho de 2011″ (cadê a precisão britânica?), o serviço trará a comodade do video on demand, em que o telespectador escolhe quando e o quê quer assistir, para o público que não paga por serviços a cabo ou satélite.

Via Guardian.

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Chegando atrasado 13: “True Blood”

Esqueça a onda vampiresca impulsionada pela “Twilight” mania. Em sua terceira temporada, o seriado “True Blood”, produzido pela HBO, passa longe das aflições e fantasias adolescentes encontradas na saga de Bela e Edward.

“True Blood” é muito mais sombria, da abertura realizada pela Digital Kitchen a fotografia repleta de sombras, comprovando a boa fase técnica que atravessam os seriados americanos.  Os volumes 1 e 2 da trilha sonora são bem bons.

Acompanhando os dilemas de Sookie Stackhouse no sul dos EUA, interpretada por Anna Paquin, o seriado é ambientado numa sociedade em que vampiros passaram a conviver abertamente com seres humanos desde o lançamento de uma bebida substituta do sangue, a Tru Blood.

O papo é muito menos sobre vampiros do que sobre relacionamentos. É tudo pano de fundo para tramas pelas quais “True Blood” ficou conhecida, repletas de palavrões cenas de sexo e nudez beirando o soft porn.

Não é toda programa que ganha um trilha de Snoop Dogg, feita em homenagem a Sookie especialmente para o lançamento da terceira temporada.

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Seinfeld dramático


“George” re-cut

Muito boa essa edição transformando a comédia “Seinfeld” num dramalhão, tuitada pelo @bnogueira. Que diferença não faz uma trilha sonora.

Lembrei imediatamente do maior clássico do gênero, o trailer que transforma o apavorante “The Shining”, de Stanley Kubrick, numa comédia romântica xarope.


“The Shining” re-cut

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Tromba Trem

Dia desses o Sandro Menezes, que também faz o Baile Curinga, mandou o link de uma animação em stop motion na qual ele trabalhou. Logo depois ele enviou as infos de um outro projeto do qual também está participando, “Tromba Trem”.

O desenho animado é um dos finalistas do Anima TV, projeto da TV Cultura voltado para o desenvolvimento de animações infantis brasileiras. Os finalistas receberam uma verba para realizar os pilotos que foram exibidos na programação do canal.

Agora, os dois projetos mais bem votados pelo público receberão a encomenda de continuidade da série. O piloto foi citado no blogue de animação Cartoon Brew e a molecada também gostou do que viu. Assista os piloto do “Tromba Trem” e dos outros concorrentes na íntegra e vote no seu favorito saite da Anima TV.

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Yearbook do Friends

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Notícias sem comentários


Haiti pós terremoto

A idéia da No Comment TV é tão simples, mas tão simples, que beira a cretinice: transmitir notícias sem nenhum comentário, apenas uma edição de imagens dos principais acontecimentos do mundo.

Assisti por acaso algumas inserções, transmitidas pela Euronews, quando estava viajando pela Ásia. O efeito é sensacional, faz qualquer um se dar conta imediatamente do blá blá excessivo dos telejornais.

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Roubadas


Visita ao palácio do Saddam Hussein

Quatro amigos saíram em viagem por países “exóticos”, alguns também conhecidos por ser parte do tal eixo do mal, incluindo Irã, Iraque, Coréia do Norte e Burma, com uma câmera na mão. O resultado se transformará numa série de TV (não sei se já se pode contar mais detalhes). Enquanto os programas não vem, o André Pires vai atualizando um tumblr.

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A primeira bad trip a gente nunca esquece


“V”, 2009

Se essa releitura de “V” for metade do que foi a série original já tá valendo.

Quando passou por aqui, em 1985, fiquei semanas noiado, sem dormir direito, achando que um daqueles lagartos alienígenas ia sair debaixo do sofá, desenhado num papel, para depois se transformar num ET em tamanho real.


“V”, 1984

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Jardins reais

O documentário “Grey Gardens” e sua história sobre duas milionárias decadentes, um clássico dos irmãos Maysles (diretores dos igualmente clássicos “Salesman” e “Gimme Shelter, sobre os Rolling Stones), foi adaptado para TV pela HBO, estrelando Drew Barrymore e Jessica Lange.

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TV vs Internet


Entrevista com  Jason Kilar, da Hulu

Os brasileiros passam 3 vezes mais tempo por semana conectados à internet do que assistindo televisão.

81% consideram o computador um meio de entretenimento mais importante do que a TV.

47% usam o celular para entretenimento.

25% dos domicílios brasileiros já possuem computador; os usuários de internet já são 54 milhões.

Para compararmos melhor esse número de usuários, temos:

TV por assinatura: 6,4 milhões.

Antena Parabólica: 19 milhões.

Computadores: 30 milhões.

Esses e outros números são analisados pelo Flávio.

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Fênix

Ex-integrante do Saturday Night Live, após abandonar a bancada do Weekend Update Jimmy Fallon tomou algumas pancadas e se meteu em boas roubadas, como o filme “Táxi” com Gisele Bundchen. Sua sorte começa a virar.

Enquanto não estréia o Late Night With Jimmy Fallon, seu próprio programa de entrevistas (ocupando a vaga deixada por Conan O’Brien), Fallon está alimentando um blogue no saite oficial, com diversos vídeos de bastidores e algumas matérias especiais.

Com 100 mil seguidores no seu Twitter, Fallon ganhou uma resenha positiva no New York Times que fez as expectativas sobre o programa reverberarem pela rede, dando moral para Fallon e gerando burburinho.

Como é tradição do formato, haverá uma banda do programa. No caso, nada menos que o The Roots.

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Pixelado

Uma coleção de vinhetas com imagens formadas por “pixels humanos” produzidas para uma TV ucraniana.
Uma série de comerciais produzidos para uma TV ucraniana, utilizando “pixels humanos” para criar as imagens.

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