12 de dezembro de 2011 às 13h13
Dicas de inverno via Twitter orquestradas
A Orquestra Filarmônica de Calgary, no Canadá, pediu dicas de inverno pelo Twitter, transformou numa peça e se popularizou.
A Orquestra Filarmônica de Calgary, no Canadá, pediu dicas de inverno pelo Twitter, transformou numa peça e se popularizou.
Todo mundo de cara nova. Com a estreia do novo visual do Twitter (mais um), 2011 ficará marcado como o ano da institucionalização e padronização do design da segunda metade do século 21. Além do microblogue, também passaram por mudanças o Facebook, YouTube, Gmail e o Mail do Mac. Todos com algum parentesco visual e de navegabilidade.
Quando o usuário começa a se adaptar as mudanças, mudam de novo. E agora desse jeito, todos mudam ao mesmo tempo.
Assista com os vídeos com as apresentações dos novos visuais depois do pulo.
O Everett True escreve o “Guia do idiota de como promover sua banda no Facebook”, aplicável a outras redes sociais e também a comunicação por email. Na canela para alguns, simples etiqueta digital para outros.
O @EduAzedo atendeu a convocação que fiz no Twitter por uma tradução, então agradeça a ele por essa versão em português.
Parece que tem gente que ainda não entende de etiqueta na internet quando se trata de promever sua banda para partes potencialmente interessadas no Facebook. Então vamos ver se podemos dar uma mãozinha, que tal? Muito do que vem a seguir também se aplica a outras plataformas sociais como o Twitter – e também serve para quando estiverem enviando e-mails.
1. Eu não pedi para você ser meu amigo no Facebook
Nem a maioria das outras pessoas, eu suspeito. Então me trate com o devido respeito. Você está aqui porque pediu: muito provavelmente porque viu meu nome relacionado junto com Nirvana ou que eu sou um critico musical conhecido. Então não venha de cara me criticar por coisas que eu faça ou tenha deixado de fazer (muito provavelmente ignorado algum link idiota para material da sua banda). Você está aqui porque escolheu.
2. Meu mural é meu
Se você quer me passar um link para a música da sua banda, faça isso. É bom. Confesso que de 50 a 70 porcento de músicas novas que eu public no Collapse Board vem diretamente de recomendações não solicitadas (frequentemente de pessoas que eu não conheço). Por exemplo, a Música Do Dia 405, 404, 403, 402, 399, 397… e por aí vai. Mas me mande o link numa mensagem, não ponha o link direto no meu mural. Eu não posto links do Collapse Board no seu mural. Sabe porquê? É rude pra caralho, por isso. Além de não me perguntar se eu quero escutar sua música, é também um spam pra TODOS os meus seguidores e amigos. Rude e de uma arrogância imperdoável.
Você que posta um link ou comentário ou o que seja no meu mural sem me pedir, espere que isso seja removido sumariamente – e você provavelmente vai se ver excluído dos meus amigos se eu não te conhecer de fato ou não tiver feito nenhum contato humano antes. (Isto não se aplica pro sujeito que só estiver agradecendo por eu tê-lo aceito como amigo, por acaso) Você deve notar que há links ocasionais e comentários deixados no meu mural que não são meus. Sim, geralmente eles vem ou de pessoas que me conhecem de verdade, ou que tenham estabelecido contato humano. Dificilmente importa o motivo, é a porra da minha escolha. É a porra do meu mural. É minha escolha compartilhar ou não música no meu mural, não sua.
3. Não espere que eu responda
Me parece óbvio, não é? Mas você vai ficar impressionado com a quantidade de gente sem noção que tenta me condenar por isso. Se eu gostar, eu respondo. Se não gostar, não respondo. Simples assim. Você nem está me pagando, você nem me conhece. Você não tem direito algum sobre o meu tempo.
Se isso lhe incomoda, não entre em contato comigo.
4. Se entrou em contato comigo, faça um esforço
E isso não significa escrever um e-mail preliminar dizendo “Gostaria de ouvir minha música?” Não. Porque diabos eu deveria? Mande o link de cara, mas use palavras – explicando porque isto deve me interessar. Eu ouço provavelmente 95% dos links que me mandam – sim, eu sou mesmo ingênuo a ponto de achar que este é um modo de descobrir músicas maravilhosas – mas posso te falar de cara quem são os 5% que EU NÃO LIGO DE ESCUTAR. Aqueles que só dizem “Achei que você deve gostar de escutar isso” (ou o equivalente). Se eles não se importam, porque eu deveria?
5. Pesquise
Se você não lê o Collapse Board você não tem idéia porque deveria me mender música para ser incluída no Collapse Board. É insultante, estúpido e uma grande perda de tempo para todas as partes envolvidas. Se você lê o Collapse Board, então tem uma idéia razoável do tipo de música que eu gosto. Em outras palavras, por favor não encha o saco se suas bandas favoritas são Coldplay e Arts Vs Science, ou se você pensa que os Smashing Pumpkins foram terrivelmente subestimados.
6. Não me adicione no Facebook e simplesmente poste um link com música da sua banda\
É rude pra caralho. Você não me conhece. Então não aja como se conhecesse.
Como Hannah Goligtly escreveu:
“Vamos encarar, é o equivalente online a alguém que você acabou de encontrar, como em “Oi meu nome é Fulano”, e de repente te obriga a fazer um favor a ela e, para ser ainda mais desconfortável, ela faz isso na frente dos outros, tentando te botar contra a parede ou então você acaba passando uma má impressão. São péssimos modos! Poderiam tartar até um ET com um pouco mais de respeito como um ser humano ao invés de tartar como uma máquina com produtos à venda.”
Aqui fica o trato. Tem um problema comigo no Facebook? Não me adicione então.
O Twitter resolveu capitalizar em cima daquela história do recente terremoto ter chegado em Nova York via rede antes mesmo das ondas sísmicas provocadas pelas placas tectônicas.
Gráfico baseado em leituras das atividades no Twitter feitas em 2010. Veja também os números de cada dia da semana.
Média de idade dos usuários: 37 anos.
Via @fcontinentino > BlueBus.
Ao contrário das revoluções por democracia no norte da África e nos países arábes que receberam ampla cobertura da imprensa mundial, as manifestações em Madri são tratadas como nota de rodapé nos veículos de comunicação, mesmo com o hashtag #spanishrevolution frequentando os TTs do Twitter sem parar.
Revolução boa é lá longe. Quem tem medo do que? De quem?
Chamado Democracia Real, a mobilização é apolítica apartidária, capitaneada por jovens em busca de melhores condições de vida – a Espanha anda numa pindaíba braba, com 45% dos jovens desempregados em algumas regiões. As manifestações se espalham pela Espanha (praça Catalunya tomada) e pelo mundo, com espanhóis se juntando em frente as embaixadas.
A ocupação da praça (sempre a praça) Puerta del Sol, em Madri, iniciou-se dia 15 e não tem hora pra acabar. Ou melhor, tem: domingo tem eleições na Espanha e por lei manifestações são proibidas a partir desse sábado. Vem coisa quente por aí.
Enquanto isso, aqui no Brasil, confunde-se crescimento econômico – acesso ao crédito e posterior escravização pelos bancos – com crescimento social – educação, cultura, que poderiam gerar movimentos como o espanhol.
A estrada é longa, e como é. E esse silêncio todo é inspirador.
A frase “uso o Twitter para escutar”, dita por um dos entrevistados do vídeo institucional do microblog, define a mudança pela qual passou a ferramenta. Deixou de ser um repositório de egotrips para uma das mais dinâmicas fontes de notícias já vista.
O vídeo oficial chega bem atrasado, é verdade, pois isso já está em curso faz quase dois anos. Cada vez mais as pessoas entendem o Twitter como um veículo, não como um diário.
Via @thepedrogarcia.
Uma paródia de “My Favourite Thing”, do musical “A Noviça Rebelde”, em homenagem aos viciados em redes sociais.
Via @agenciaclick.
Altamente customizável, o dlvr.it é uma ferramenta para criar interação entre as diversas redes sociais que por ventura você faça parte. Um bom adianto.
Texto da semana passada da coluna coletiva “Transcultura” que publico todas as sextas no jornal O Globo:
O rapper Roots Manuva tem a sua obra remixada em estilo dub
por Bruno Natal
Já se vão dois anos desde que Roots Manuva lançou um disco de inéditas. O último foi “Slime & reason”, de 2008, um hiato bem grande para um rapper que sempre teve bastante coisa para falar. Rodney Smith, a pessoa por trás do Roots Manuva, não é nenhum estranho para a música jamaicana. O rapper londrino tem como hábito lançar versões dub de seus discos, sempre ensopadas de linhas de baixo e graves na pressão.
Assim, “Run come save me” virou “Dub come save me” e “Awfully deep” tornou-se “Alternately deep”. “Slime & reason” veio acompanhado de um EP bônus chamado “Slime & version”. Satisfeito com o resultado do trabalho de Wrongtom (mais conhecido pelas colaborações com o Hard-Fi), neste último Roots Manuva convidou o produtor para fazer versões reggae a partir do seu catálogo.
Surgiu, então, “Roots Manuva meets Wrongtom: duppy writer”, disco que aproxima o rapper ainda mais dos sons da ilha mais marrenta do Caribe. O resultado é tão original que é como se “duppy writer” fosse um disco de inéditas – e, em muitos aspectos, realmente é.
A capa foi feita por Tony McDermott, autor dos clássicos desenhos que enfeitavam os álbuns do produtor Scientist na gravadora Greensleeves e também do Mad Professor. Isso indica que o caminho das produções é o rub-a-dub e o dubtronic. O título faz referência tanto ao clássico “King Tubby meet rockers uptown”, colaboração entre King Tubby e Augustus Pablo, e ao apelido de Lee “Scratch” Perry, também conhecido como Duppy Conqueror.
No patois jamaicano, “duppy” significa fantasma, o que define bem o papel de “escritor-fantasma” de Wrongtom na produção do disco, ajudando Rodney a se expressar a partir do material de arquivo. As novas versões, mais suaves, valorizaram as letras, tornando-as mais fáceis de serem compreendidas do que nas bases originais.
Cada faixa foi reimaginada como se tivesse sido produzida em uma década diferente do reggae, com uma predileção pelo dancehall oitentista e fazendo referências a produtores consagrados, de diversas épocas, como King Jammy, Junjo Lawes, Duke Reed e Dennis Bovell. Como Rodney nunca se preocupou em estar na moda, não há nada de dubstep (vertente mais moderna do dub) nas versões.
Mesmo quem não é familiarizado o suficiente com a discografia do Roots Manuva para perceber as mudanças dos títulos da músicas (“Juggle tings proper” ressurge como “Proper tings juggled”, “Motion 5000?” vira “Motion 82?”, “Buff Nuff” é “Rebuff”) encontrará um disco bacana. A única inédita é a parceria entre Roots Manuva e Ricky Ranking, em “Jah Warriors”.
Se esse trabalho veio só pra esquentar, fica a expectativa do disco de inéditas de Roots, que deve estar a caminho. Enquanto ele não chega, ouça ‘Duppy writer’ inteiro.
–
Tchequirau
O lançamento mundial da nova cara do Twitter foi dia 14 e vem sendo implementado em cada país pouco a pouco. As informações de cada perfil foram reorganizadas e será possível visualizar fotos e vídeos sem abandonar a página, reforçando o papel de agregador de notícias multimídia do saite. Não é necessário tuitar para a ferramenta ser útil para você.
A coluna direita se transforma numa central de mídia, mostrando os vídeos, fotos, detalhes dos perfis, fazendo com o que o usuário não abandone a página principal do Twitter para vizualizar os links incluídos nas tuitadas.
Os grandes veículos de imprensa sequer noticiavam o incêndio gigantesco que lambeu o Morro dos Cabritos, na Lagoa, Rio, quando no Twitter surgiam as primeiras imagens e o assunto era bastante comentado. Foi da rede social que veio a informação de que o fogo foi causado por um balão.
Um dos pontos mais abordados entre os usuários era justamente a demora dos portais de notícia em falar do fogo. O cheiro de queimado já havia se espalhado por diversos bairros até o triste assunto finalmente surgir nos canais de notícia na TV e na rede, com um atraso de mais de hora — e sem imagens.
Da mesma janela de onde fez o registro mais comentado do Rio saindo do apagão ano passado (e também de uma tempestade se formando), Tiago Lins novamente foi rápido. As imagens aceleradas do fogo, ainda no início, se alastrando pelo morro foram divulgadas pelo Twitter no início da madrugada. Está se espalhando tão rápido quanto o fogo, transformando-se, outra vez, no principal flagrante da desgraça.
A velocidade alucinada das informações no Twitter não são novidade. O saite já havia demonstrado força no dia da morte de Michael Jackson, no baile que o Lei Seca RJ deu na CET-Rio no dia do dilúvio no Rio ou mesmo na recente brincadeira do “Cala Boca Galvão”.
Nesse contexto, é impressionante que sua importância ainda seja colocada em questão. As dúvidas medrosas só poderiam mesmo vir de representates do velho formato.
O Twitter criou uma página especial para Copa do Mundo, organizando as mensagens relacionadas ao evento através das hashtags, gerando páginas especiais para cada confronto, como Brasil x Coréia do Norte.
É pouco, as possibilidades são bem mais amplas. Ainda assim interessantes.
Após um període de testes, no dia 15 de abril o mflow estreia pra valer. O serviço mistura Twitter, iTunes e passa pelo conceito de pirâmide.
No mflow o usuário ouve uma música que gosta, divulga para os seus seguidores, que tem então direito a ouvir a faixa na íntegra uma vez. Se algum deles comprar a canção, quem primeiro botou a faixa pra jogo acumula créditos que podem ser trocados por… mais música.
Por enquanto, o serviço está restrito ao Reino Unido.
Esse Flavors.me é tão simples quanto genial.
Um GeoCities do anos 00, o saite permite qualquer um construir uma página pessoal que agrega em um só lugar o conteúdo gerado pela pessoa em redes sociais como Twitter, YouTube, Flickr, Vimeo, Facebook, etc.
Fiz um pra mim: flavors.me/brunonatal
1 – Publique no Tumblr o que você acha interessante.
2 – Publique no Twitter o que os outros vão achar interessante.
3 – Publique no Facebook o que o faz você parecer interessante.
A revista Pix adaptou a seleção que o Future Buzz fez, em duas partes, com os principais virais fotográficos 2009. Você ter recebido por e-mail ou visto pelo uma delas por aí. Mesmo não estando lá muito completa, é legal.
Via Patchwork.
Um apanhado das melhores tuitadas, levemente inspirado no que o Lúcio tem feito semanalmente na sua coluna:
@tcompagnoni: Itaipu nos trending topics, parabéns a todos os envolvidos! Mais uma vitória do Brasil.
@arnaldobranco: A lição (de novo) é: um míssil em Itaipu e o Brasil se rende.
@movethatjukebox RT @hailtheriches: Daqui a pouco nem twitter vai ter. E as galere vão ter que conversar. Tipo, pessoalmente. Like animals.
@inthe90s: Brasil prestes a completar 500 anos e a gente vivendo essas coisas de idade das cavernas! Ano 2000 daqui a pouco tá aí, tá!
@cixcixcix: a luz volta e a galera grita “MENGO” hahahah rio tchâmo.
@ocriador: E isso é para vocês lembrarem que Eu gosto que acendam velas!
@melhoresfrases: Disseram para o estagiário da Itaipu: “Quando sair apaga tudo”.
@Kidids : Não poderíamos ficar de fora. #gauchomelhoremtudo
O que você leu por aí? Deixe nos comentários.
Obs:
Só que o grande problema
De uma rede social
É fical igual Orkut
Odeio inclusão digital
Parte da letra do “Funk do Twitter”, obra do @douguod.
Achou ruim? Ouve então o “Gatinha Twitteira” pra você ver só…
A notícia do lançamento do “Dub Echoes” em DVD segue se espalhando. Muito legal ver isso acontecendo, ainda mais pensando nas condições em que tudo foi feito. Parabéns pra toda equipe, isso não estaria acontecendo sem o esforço de todos vocês!
O DJ e pesquisador Gilles Peterson tuítou falando da trilha do filme. No Twitter tem rolado bastante coisa, aliás.
Cultura digital, música, urbanidades, documentários e jornalismo. Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.
Documentarista, jornalista, carioca, boto som mas não sou DJ e provavelmente passo tempo demais online.
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falaurbe [@] gmail.com
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