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Arquivo: URBe 6 anos

Bastidores no URBe

A cobertura do programa “Bastidores”, do Multishow, da festa de seis anos do URBe — captado toscamente filmando a tela da TVcom a câmera fotográfica, a maneira mais rápida de digitalizar qualquer coisa.

A entrevista foi feita durante o show do Lettuce, quando muita coisa ainda estava dando errado em termos de produção, faltando equipamento… Atenção para minha expressão bién relaxada, hahaha!

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URBe na TV

Vai ao hoje, as 21h30 no Multishow, a cobertura do “Bastidores” da festa de seis anos do URBe.

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Um grito de liberdade

Mais um vídeo da festa de 6 anos do URBe, com trechos das apresentações do Boss in Drama, meu set, Apavoramento e um grito de liberdade. Presente do Millos.

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URBe, 6 anos


fotos e vídeos: URBe

Um mês antes da festa, olhando a escalação fechada, bateu uma paranóia de esse ano ter misturado coisa demais. O pop do Boss in Drama com o terror do Apavoramento, os agitados Os Ritmos Digitais e o show calmo do Letuce.

Sem falar que o Cine Glória é tão novo que as pessoas mal sabem onde fica. Ou não desconfiam que embaixo da cabeça do Getúlio, na antiga praça do Russel existe um espaço subterrâneo, com cinema e bar. Pra muita gente a ilustração da filipeta (feita pela Arterial) só deve ter feito sentido uma vez lá.

Porém bastou lembrar que é justamente a mistura o sistema nervoso central do URBe. “Tem regra não, lesque”, diria o poeta. É um saite sobre qualquer coisa que seja interessante, e disso a festa estava abarrotada.

E exatametne por isso a festa deu muito certo, sem dúvidas a melhor edição até aqui. Mais de 500 pessoas passaram pela festa e, com a casa lotada, as três horas da manhã ainda havia uma fila gigante de pessoas aguardando, no esquema sai-um-entra-um.

Foi uma pena ver tantos amigos e colaboradores ficarem de fora. Quem esteve do lado de dentro viu uma bela festa.


A instalação da L’Phant

Se tudo deu certo no final, o começo foi caótico. Um festival de lambanças quase botou tudo a perder. A passagem de som estava marcada para as 21h, mas as 21h40 ainda havia uma sessão rolando no cinema, o que atrasou tudo.

Fosse só esse o problema, tudo bem. O lance foi que as três listas de equipamento solicitadas pela atração enviada com antecedência para produção da  Matriz (responsável pela casa) foram solenemente ignoradas. Faltando uma hora pra hora marcada pra festa começar, não tinha sub-woofer ou mesmo cabos para ligar os equipamentos na casa!

Por sorte, se ninguém trabalha no escritório, a galera do pesado deu um gás absurdo e conseguimos colocar tudo em pé, minimizando o atraso para 40 minutos — o que é pésssimo e pelo o qual peço desculpas.

Fica o MUITO obrigado ao Pedro Seiler (que esse ano produziu a festa comigo), João Brasil emprestando equipamentos, a Ana e ao Leandro (da Matriz), ao Flavio (chamado na última hora pra resolver galhos), a rapaziada que montou o som e aos funcionários do CIne Glória. Vocês salvaram a festa.

E chega de pitanga que eu prometi que só escreveria um parágrafo sobre isso e já passei da conta.


Projeção da L’Phante na nuca  do Getúlio

Montada na entrada, do lado de fora, a exposição da L’Phante pode ser visitada até por aqueles que não conseguiram entrar na festa. Antonio Bokel e Peu Mello montaram uma instalação, composta por um casinha de madeira repleta de trabalhos de novos artistas e uma projeção de fotos.

O espaço fez sucesso e ficou cheio a noite toda. Enquanto em Londres a equipe de remoção de pichações tem aula para reconhecer um Banksy e não fazer besteira, por aqui a Guarda Municipal não entendeu o espírito da coisa e ameaçou remover o “barraco” algumas vezes. Conquistar o respeito e entendimento dos trabalhos de novos artistas é um dos principais objetivos da L’Phante.

A casinha é um aperitivo do que vem por aí. O saite está no ar, a revista impressa é o próximo passo, finalizando com uma galeria para poder expor os trabalhos de maneira permanente.


Lettuce

Marcado para as 23h, o show do Letuce começou pouco depois da meia-noite. A princípio o horário preocupou, pois as músicas da banda são calmas e a apresentação no cinema, com o público assistindo sentado. Pra mim, depois de tanta confusão, foi até bom dar uma parada pra respirar.

A carismática Letícia Novaes e parceiro e namorado Lucas Vasconcellos, acompanhados por uma boa banda, resolveram a questão. A decoração com luzes e as trocas de olhares e carícias dos dois no palco foram dando o clima.


LETTUCE

O LETTUCE é uma declaração de amor do casal feita em cima de um palco. Performática, Letícia levou a platéia no bico, lendo seus poemas, interagindo com o divertido telão, apagando as luzes e atuando em frente a uma luz negra.

Deu gosto ver a Letícia tão a vontade . Seus muitos projetos anteriores não refletiam sua criatividade com exatidão. Tentando fazer letras de uma maneira formal, as loucuras escritas e postadas em seu fotolog continuavam melhor que as bandas. Essa equação começa a ser solucionada com o LETTUCE.


Os Ritmos Digitais

Acabado o show, o trio responsável pela festa Os Ritmos Digitais abriu a pista e imediatamente o lugar começou a sacudir. Variando entre 20 e 22 anos, os rapazes tem feito os sets mais bacana que tenho escutado pelo Rio em bastante tempo.

Sem se prender a nenhum gênero, tocam de baile funk a disco music, de remixes da vez a clássicos da música eletrônica — o que não exclusividade deles. O diferencial aqui, como em tudo que presta, é o bom gosto e a capacidade de contextualizar as músicas sem que fique parecendo um balaio de gato.


Milos, Salim e Yugo: Os Ritmos Digitais

É característica dessa geração, que já cresceu na internet. Tem gente que chama de geração DDA, prefiro ver como pessoas que tem capacidade de enxergar em 360 graus. Gente boas demais, Millos Kaiser, Rafael Salim e Yugo são a ponta de uma turma que inclui cineastas, fotógrafos e designers. Todos começando, sim, mas bastante promissores.

Com a pista do jeito que ia, deu trabalho tirar os três dos toca-discos. Vinda de longe, a atração seguinte estava seca pra tocar e já montava os equipamentos.


Boss in Drama

O paranaense Péricles Martins vem chamando atenção com suas produções pop há algum tempo. Recentemente foi citado por Justin Timberlake em seu blogue, com direito até a vídeo do hit “My Favourite Song”. O momento é do Boss in Drama.


Boss in Drama: a pista pega fogo

Péricles já havia tocado por aqui duas vezes, ambas no Dama de Ferro, uma como DJ e outra com o rascunho do seu projeto ao vivo. Essa foi a primeira apresentação oficial do Boss in Drama no Rio e, como pedia a ocasião, ele veio com tudo.

Além do laptop e dos controladores Midi, Péricles canta ao vivo, toca baixo e o também o zaralho, jogando confete, spray de espuma, estourando serpentinas, acendendo velas faíscantes e passando boa parte do set dançando no meio da pista.

O som funkeado, dançante e pop agradou em cheio, sobretudo as meninas, soltando as cinturinhas. Devido as mudanças de horário, coube a mim  a ingrata tarefa de tocar em seguida.


Bruno Natal

O aniversário do URBe tem um elemento mágico, que faz com que tudo dê certo. Como tenho tocado mais com os parceiros da CALZONE na própria festa ou em eventos com dois ou três deles junto, fazia tempo que não tocava tanto tempo.


A pista

Ando meio cansado desses sets de revezamento, porque não dá tempo de evoluir muito. Dessa vez, com tempo, lembrei inclusive que sei mixar. Há bastante tempo não saia das carrapetas tão satisfeito. Como em uma hora ninguém veio pedir nenhuma música, imagino que a pista se agradou também.


Apavoramento Sound System

O gran finale da noite ficou por conta do Apavoramento Sound System, parceiros de longa data e sempre presentes nas celebrações do saite. Integrantes do ASS já tocaram com seus diversos projetos paralelos em várias festas.

Dessa vez eles vieram com o projeto oficial, o live mais aterrorizante do planeta. Só faltou o DJ Nepal, tocando em outra festa, mas fora ele, o ASS veio com tudo: dançarinas, MC, telão, o kit completo.


Blunt e John Woo aka Juan Wooles

Infelizmente, o ASS foi o mais prejudicado com os problemas de produção da festa. Tocando dentro do cinema sem um PA de apoio decente, o som não saiu com a pressão de costume, e também não estava sendo reproduzido na pista de dança.

Isso atrapalhou um pouco o começo da apresentação, mas rapidamente as pessoas perceberam que era pra entrar na sala e o baile começou.

Foi uma espécie de ensaio aberto do novo show do grupo. De dentro da cabine de projeção, John Woo e Blunt comandavam o telão e os graves, enquanto no palco o MC Neurose e as dançarinas faziam a frente, interagindo com a platéia.

O set foi curto (e encurtado pelos próprios), então logo depois a festa foi entregue novametne aos Ritmos Digitias. As 4 e blau eles começaram tudo outra vez, enchendo a pista e dando continuidade a festa, que foi até, veja só que emblemático, as 6h.


Isabel entrevista Woo

Pra quem perdeu, há ainda uma chance de ao menos ver como foi. A equipe do programa “Bastidores” do Multishow, apresentado pela Isabel Wilker, passou por lá pra fazer uma matéria, entrevistando os artistas e contando um pouco da história da festa. Quando for ao ar eu aviso.

Do lado de cá, em meio a correria e diversão, tirei poucas fotos e, obedecendo ao ditado “casa de ferreiro, espeto de pau”, mais uma vez não produzi um vídeo decente da festa. Seis festas, sei lá quantas atrações e pouquíssimos registros oficiais. Péssima visão comercial…

Tudo certo, o intuito não é mesmo esse. Quem estava lá curtiu, vai lembrar e contar para os amigos. Como sabemos, o que vale é o boca-a-boca. E ano que vem tem mais.

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Que festa!

Ainda me recuperando da festa sábado, logo mais subo a resenha. Enquanto isso, vai vendo umas fotocas.

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Hoje tem – Festa URBe 6 anos

Hoje tem matéria sobre o Boss in Drama no Rio Fanzine e a festa tá sendo bem comentada, saindo matérias e notas no Gente Boa, Megazine (abaixo), no Rraul Agemda (com mixtape inédita do URBe, “Ave Noturna”), Ipanema Blog, revista Programa (JB), blogue do Ronald Villardo, Cena Carioca, Rio Festa

Partiu feroz!

Nos vemos lá.

Baixe a mixtape “Ave Noturna” pra ir esquentando! Tem uma do Rafael Salim, do Os Ritmos Digitais, seguind o mesmo clique, no Agemda.

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5 perguntas – Boss in Drama

Com apenas 22 anos o curitibano Péricles Martins viu seu projeto de música eletrônica crescer além do que havia esperado, obrigando-o a levar a brincadeira a sério. Com o seu Boss in Drama já fez turnê na Europa, foi citado por Justin Timberlake e no dia 20 de junho vem ao Rio tocar na festa de 6 anos do URBe.

Nesse papo por e-mail Péricles fala um pouco do seu projeto antes de chegar a Cidade Maravilhosa.

*** PROMO: O que não tem no URBe que você gostaria que tivesse? A terceira pessoa a responder nos comentários ganha um ingresso individual para festa (lembrando que os comentários só serão publicados no final do dia, então é na sorte mesmo). E o décimo a mandar um RT no assunto quando postar no Twitter também leva um ingresso individual.

Como surgiu o Boss in Drama? Quais suas influências?

Boss in Drama – O projeto surgiu em 2007, e ainda estou gravando meu album (só um ep foi lançado independente começo do ano, tá na revista Vice como album do mês

Acredito que o LP vai estar pronto até agosto. Boss in Drama é um projeto de música pop, acima de tudo. A maioria das influências do projeto vem da disco music, tanto na parte estética quando sonora. E o motivo de eu fazer musica eletronica com esse apelo pop é porque gosto quando a música soa dançante mas não enche o saco quando ouvida fora da balada.

Como o som se espalhou?

Boss in Drama – Internet é tudo! Como não tenho gravadora ainda, toda divulgação é feita pela net, das pessoas que gostam do som ou da parte da mídia ou blogs.

Te surpreendeu  a repercussão disso tudo?

Boss in Drama – Quando fiz turnê na Alemanha pouco tempo atrás, tinha bastante gente que conhecia as músicas, os remixes, o projeto em si.. É bem bizarro o fato de você não ter nenhum album oficialmente lançado e gente de lugares diferentes no mundo te conhecer.

Você é bem novo, tem 22 anos. O Boss in Drama é a sua principal ocupação? Se não, o que mais você faz?

Boss in Drama – Até quatro meses atrás eu fazia faculdade, mas tive que trancar pra viajar pro exterior.

Quais outros projetos você curte aqui do Brasil? A música eletrônica feita aqui tem sido bem recebida lá fora, por sua experiência em viagens, etc?

Boss in Drama – Tem um produtor prodígio chamado Lucas Khamei, acredito que logo as pessoas vão começar a ouvir falar bastante nele. O menino é super talentoso e tem só 14 anos!

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5 perguntas – Juan Wooles (Apavoramento)

Os integrantes do Apavoramento Sound System já se apresentaram várias vezes nas festas do URBe, tanto com projetos paralelos (Neskal, Ba$$ Commando) como individualmente (DJ Nepal). Na festa de 6 anos do saite pela primeira vez eles tocam com a formação oficial, estreiando a nova apresentação do grupo.

Por e-mail, Juan Wooles, também conhecido como John Woo ou simplesmente João, fala do que o Apavoramento está preparando para festa desse sábado.

*** PROMO: Qual foi a melhor dica que você conheceu via URBe (um bom texto, um disco, etc)? A oitava pessoa a responder nos comentários leva um par de ingressos para festa (lembrando que os comentários só serão publicados no final do dia, então é na sorte mesmo).

A quantas anda o Apavoramento SS? Faz tempo que não surgem novidades.

John Woo – Andamos de Redley viemos pegar mulher. O tempo é relativo, Natal. O DJ Nepal sempre tem novidades em seus sets e eu , Juan Wooles, ando viajando com live pa Ba$$ Commando e o selo Rio Neurotic Bass, em que o DJ Blunt faz o corre de lançar clipes, tapes e novas tracks.

Quem são os integrantes atualmente? Quem entrou, quem saiu…

John Woo – Nunca se sabe ao certo quem é do Apavoramento SS. Para esse set da festa de 6 anos do URBe foram recrutados o DJ Nepal, o médium Marcelo Neuorse e DJ John Woo.

Como é novo live que estréia na festa do URBe?

John Woo – Estava falando no meu rádio Nextel quando entrou uma interferência e senti pela sequência que era uma linha de scratch. Consegui gravar rapidamente no computador e ao reproduzir a sequência inúmeras vezes, acelerando o range pra 140 BPM, percebi que se tratava do dizer: “Juntem seus vídeos e seus f-f-f-funks que te d–d-d-d-diremos o que fazer”.

Como não quis essa responsabildade do além sozinho, chamei de volta o Nepal, que tem o corpo fechado, e o MC Neurose, que já é possuido mesmo, para subirmos ao palco. Vamos estrear esse chamado por lá.

E na parte de vídeos, o que a produtora Apavoramento anda fazendo?

John Woo – Estamos fazendo um programa erótico no Multshow, o Sexshake.

Em termos de som, quais novidades andam influenciando o Apavoramento? O que tem rolado de aterrorizante pelo mundo que só vocês sabem?

John Woo – Você me perguntou isso na festa de três anos do URBe e na época te respondi alguns artistas e estilos do momento. Hoje, humildemente, passo por uma questão que nos orgulha de certo. Vejo que o que fizemos no submundo durante anos, acerta uma influência em novos artistas e novos projetos. Copiem o copyright. E também as musicas dos bailes funk que sempre renovam e influenciam nóis.

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5 Perguntas – Os Ritmos Digitais

A rapaziada da festa Os Ritmos Digitais mistura sons dançantes de todas as épocas, com um certo apreço pelas novidades. Reunindo alguns dos DJs mais  legais da nova geração, o trio central da festa está chegando devagarinho e fazendo barulho. Por e-mail, Millos, Hugo e Salim falaram da festa e de como as coisas tem acontecido.

*** PROMO: De onde você acessa o URBe (casa, trabalho)? A sétima pessoa a responder nos comentários leva um par de ingressos para festa (lembrando que os comentários só serão publicados no final do dia, então é na sorte mesmo).

O que toca na Ritmos Digitais e como surgiu a festa, quem frequenta, etc?

Millos - Tocamos sons retrôs, “os remixes mais bombados da última semana”, versões alternativas de clássicos. Quase tudo com um fundo eletrônico. Fizemos a festa porque estávamos a fim de tocar. O público costuma ser bem eclético, o que acho ótimo.

Hugo - Pergunta difícil. A idéia era trazer uma noite antenada em sons interessantes, novos ou velhos, que têm reverberado pelos ouvidos mais ligados.

Salim - Acho super vago dizer “tocamos de tudo”. Não que isso seja mentira, mas a ideia foi sempre tocarmos o que fosse bom para dançar. Música em festa tem que ser para divertir. Dá pra tocar muita música que não tem sentido nenhum até ser colocada junto com outra.

Quem faz Os Ritmos Digitais?

Millos - Millos Kaiser, 22, formando em jornalismo, de malas prontas para se mudar para São Paulo e fã de Talking Heads.

Hugo - Começamos a tocar faz menos de dois anos, o que nos coloca como novos na “cena” (não sei se existe uma, mas gosto de pensar que sim). Alteregos: Millos é jornalista (escreve pra alguns cantos bacanas), Rafael Salim é fotógrafo e cineasta e Yugo (Hugo) é editor de imagem.

Salim - Somos três grandes amigos e festeiros de primeira. Com alguns gostos em comum como, por exemplo, a música. Rola uma afinidade muito bacana, mas cada um tem também gosto musical e sua vida secreta diária.

Se ser DJ não é a ocupação principal de vocês, como isso entrou na vida de vocês?

Millos – Não é a ocupação principal, mas é uma delas. Comecei a tocar na W, tocando com um mixer e dois aparelhos de DVD. Só toquei 80`s e toda hora alguém vinha reclamar do que eu tocava. Acho estranho ler “DJ” antes do meu nome, mas acho que não tem outro nome para isso que venho fazendo.

Hugo - É hobby, mas é difícil dizer até onde sou mais Yugo que Hugo. “Yugo” é na verdade um carrinho parecido com uma Fiat 147, que bombou nos EUA em 1985 (ano em que nasci), porque era bonitinho e barato. Mas ordinário. Virou febre na época. Gostei da idéia e, como muitos amigos me chamavam de “You, Go!” de brincadeira, achei que colava. Mas respondendo mais diretamente, eu queria ser DJ desde meus 12 anos, quando contratei um pra minha festinha de aniversário. Acho que é o que faço melhor, então quero fazer pra vida toda.

Salim - Começou com a W, há mais ou menos uns 2 anos. Tudo tomou uma proporção muito maior quase sem querer. Tanto a festa quanto a ‘brincadeira’ de tocar. Pra ser sincero sempre tive um pouco de dificuldade de me considerar DJ. Primeiro por justamente não encarar como profissão, já que trabalho com outras coisas, e também por ter um monte de gente boa por aí. Hoje é um pouco inevitável não me considerar DJ, estamos tocando quase todo final de semana. Também não existe um manual do que é ser um DJ ou não. Enfim, parei de dar bola pra isso também. Ser DJ não me impede de ser outras coisas e vice-versa. Sem contar que adoro tocar.


Vídeo da derradeira festa W

Essa é a primeira festa que vocês organizam?

Hugo - A gente fazia a W. Começou como uma festinha no play do meu prédio pra 150 pessoas, apareceram 300, ficou sério e fizemos outras (só que em lugares alugados, pra não receber outra multa do condomínio). Foram seis edições, a última com 900 pessoas. Depois ficou parecendo choppada. (a bebida era liberada, o que foi legal no início, mas ruim depois) e perdeu o sentido.

Salim - Começamos com a W, que foi super legal. Lá que começamos com essa história de DJ, de produzir, pensar em divulgação, conceito. Nesta, fizemos uma festa só para produzir esse video e um ensaio fotográfico. Depois, os três resolveram se juntar e fizemos a Festa, no segundo andar do Hipódromo, praticamente só para amigos. Foram umas 300 pessoas.

Como anda a noite carioca pra galera que está começando?

Millos – Ficamos mal acostumados com a W, que ficava sempre entupida. Hoje tem muito mais festa, mas isso não significa que há uma “cultura de noite” forte por aqui. O carioca  é meio preguiçoso musicalmente, prefere sair e escutar o que já conhece. A CALZONE tinha [N.E. - tinha não, TEM, a festa continua] essa coisa de mesclar farofa com coisas mais underground que é bem a cara da Ritmos. A Combo tinha sempre bons line-ups e, agora, a Moist, também no 69, vem fazendo a mesma coisa.

Hugo - DJs hoje em dia chamam pessoas para festas.  Não sei se isso rolava, tenho a impressão que não. O difícil é encontrar seu público, mas aos poucos ele aparece. Acho que tenho um lado a e um lado b, dependendo de onde toco. Um mais pop e o outro mais pro fidget house. Gosto também de misturar quando dá. Na Ritmos dá porque é nossa casa.

Salim - Acho complicado, mas acredito que está melhorando. Hoje todo mundo faz festa e isso ajuda. Aqui classificam como noite de rock ou noite de eletrônico, o que acho besteira. Por mais que tenha gente aberta a ouvir outras coisas, às vezes demora um pouco pro pessoal dar credibilidade.

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5 perguntas – Letuce


foto: Ana Alexandrino

Letícia Novaes já teve trocentas bandas, atuou no teatro, foi blogueira e figura conhecida do Fotolog. Sempre bem focada em suas coisas. Foi quando conheceu Lucas Vasconcellos, do Binário, que finalmente se viu num projeto musical que realmente a deixa satisfeita, o elogiado Letuce (antes Lettuce).

Em conversa por e-mail, a atração da festa de 6 anos do URBe falou sobre como é ser um casal e trabalhar juntos ao mesmo tempo.

*** PROMO: Quantos anos você tem e qual o seu bairro? A sexta pessoa a responder nos comentários leva um par de ingressos para festa (lembrando que os comentários só serão publicados no final do dia, então é na sorte mesmo).

Você participou de diversas banda (Letícios, Menage, tocou com o João Brasil…). O Lucas é conhecido pelo Binário e pelo Ordinário Groove Trio. O que é o Letuce?

Letícia Novaes – LETTUCE é minha banda natural, exposição espontânea de um casal que faz música em casa, no seu cotidiano apaixonado, e aos poucos mostrou para amigos, colocou no myspace e voilá: pediram shows. E lá fomos nós, naturais, fazer. São músicas que falam do amor, lugar-comum, mas ainda assim, inesgotável.

Lucas Vasconcellos – O LETTUCE pra mim é a Letícia em forma de canções. É o filme musical de nossa relação amorosa. Não planejei musicalmente coisas com ela. Nos conhecemos e , como essa área é nosso dia-a-dia, a coisa se encaminhou . Música e amor num sincronismo bem delicioso. Nossos primeiros takes fora na sala de casa, vendo o vento mexer nas árvores e as horas passarem lentamente. Bebendo vinho de manhã. Isso determinou o ritmo emocional do projeto.

Tenho o Binário, do qual sou fundador e tenho imensa honra disso. Acho que aprendi a tocar em grupo com esses caras do Binário. Um trabalho de persistência e experimentação, muita liberdade envolvida, sem marcações ou clic na hora de gravar. isso humaniza e é o espírito que eu levo pra qualquer estúdio  em qualquer projeto que eu esteja envolvido.

No  Ordinário eu sou o tecladista, pianista. Adoro vestir essa camisa e tomar o meu uísque na encarnação do harmonista da banda. Já o Bastardos tá meio parado, estamos todos meio sem tempo pra jogar tudo isso pra frente agora. É muita coisa, muito ensaio, gravação aqui e ali, mixagens e masterizações. Vou dar um gás no Bastardos pro carnaval. Aí ele vai cumprir sua vocação.

Canções nunca estão prontas , mas quando elas aparecem, tem que ter prioridade sobre todas as outras ocupações da vida. E isso não é árduo, é instantâneo. Eu e Letícia convivemos muitas horas por dias e esse espaço de criação se impõe pra nós dois. É um diário que escrevemos com nossas ferramentas sonoras.

Como surgiu esse projeto e como os projetos antigos de vocês influenciam o atual?

Letícia Novaes – O Lucas mudou minha voz, trouxe música para o coração, tirou da cabeça. Eu ouvia Binario na praia e já amava o som, a voz dele. Parece até que eu chamei por isso. Na noite em que a gente se conheceu, já fizemos um samba juntos, o resto foi natural, como eu disse. Meus projetos passados eram muito gritados ou muito sacanas (rá!). Faltava uma delicadeza, uma ternura que eu sempre incubei, mas que latejava aqui, só faltava o muso inspirador para tal coisa.

Lucas Vasconcellos – Conheci ela pelos escritos internéticos, depois fomos apresentados pela Ana Claudia, amiga que temos em comum. Depois foi a convivência que nos inspirou a registrar as sensações de se apaixonar , desse espaço mágico que existe entre pessoas que estão se conhecendo.

E como tem sido a repercussão?

Letícia Novaes – Mágica! Outro dia um cara me mandou um email dizendo que conheceu a namorada dele no show do Odeon, e que ficaram impressionados com o amor exposto ali daquela maneira. E que ela iria viajar, mas voltaria para ver nosso show no Cine Glória com o amado de novo, queriam ver de novo e juntos. Fiquei de cara! Lindo. Me comove de tal maneira que fica difícil explicar. Todo mundo vem dar parabéns dizendo “Eu quero um namorado” ou então quem já tem, fala: “Ai, eu quero fazer música com minha namorada”.

É um barato. E é real, a gente conversa no palco, relembra histórias, se sacaneia porque minha afinação foi pro beleléu. Saíram matérias ótimas também no jornal O DIA e n’O GLOBO, dois veículos que atingem outro tipo de pessoa, internet é mais próximo de mim. No dia que saiu a matéria no Segundo Caderno foram umas 230 pesssoas no Cinematheque e eu não sabia quem eram 80%. Maravilha.

Lucas Vasconcellos - Surpreendente. Os sons que gravamos em casa já rodaram fortemente. Fizemos muitos shows nesse ultimo ano, o que gastou algumas músicas mas também definiu outras. Terminamos um novo registro em estúdio na última semana e foi como passar a limpo essas primeiras canções, muita
coisa inédita também entrou e ficou com cara de álbum mesmo, com uma sensação de roteiro(que eu adoro, mas que, pela forma de se vender e escutar música hoje, pode parecer meio obsoleto MAS NÃO É). Conceber
álbum gera emoções elásticas.

O disco deve sair daqui a alguns meses. Fiz a primeira audição do material bruto há duas horas atrás, junto
com o Jardim (o baixista) e o Iky Castilho, parceiro e um ótimo produtor que eu consegui trazer pro projeto.O Paulo Camacho (que trabalha comigo há 12 anos imagetizando minhas idéias musicais enquanto eu musicalizo as imagens que ele me propõe) registrou essa gravação oficialmente . Deve ter coisas legais também.

Tem alguma nova banda de vocês? As antigas estão paradas?

Letícia Novaes – As antigas pararam. E tudo bem, tudo ótimo, circulação sanguínea normal, trânsito passageiro. Valeram. Coisas novas sim! Eu e Lucas estamos brincando de fazer música eletrônica, nos chamamos de “brazilian lovas”. Uns bolerinhos românticos com batidinhas cheias de balanço. Tá bonito. Em breve!

Lucas Vasconcellos - Eu e Letícia estamos visitando umas canções radiofônicas gostosas, românticas e históricas em um formato Voz/violão/MPC. O LETTUCE LOVAS. Farra de aprendiz, mas os primeiros resultados foram legais. Quem tá produzindo também é o Iky Castilho. O Binário ensaia pro próximo disco, só com coisa inédita. Trabalhão que eu sei que vai ficar legal, mas onde o desafio maior é não se repetir.

O que mais você tem feito? Como anda os trabalhos de atriz?

Letícia Novaes – Acho que eu não sou mais atriz. Mas não é fatal. Sinto que eu fiz CAL pra compreender meu espaço num palco, mas não necessariamente pra atuar. Eu atuei por curiosidade, por amor à arte, talvez, mas o que eu sempre quis mesmo na vida, desde os 5 anos, quando eu já fazia músicas – hilárias! – na minha cabeça, é cantar.

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5 perguntas – Antonio Bokel (L’Phante Mag)

Desde que organizei uma exposição do Antonio Bokel na festa de 2 anos do URBe (conjunta com trabalhos do TOZ), sempre  trocamos idéias sobre o mundo da arte independente, do qual ele faz parte.

Por isso, quando surgiu a idéia da L’Phante Mag, projeto que envolve um saite, uma revista e uma galeria, naturalmente acabamos conversando e virando sócios nessa empreitada. O saite do projeto acaba de entrar no ar, a revista impressa e a galeria estão a caminho.

Enquanto isso, você pode conferir uma exposição dentro da festa do URBe, com curadoria do Bokel e do Peu Mello (o terceiro sócio), lançando oficialmente o projeto.

*** PROMO: Qual seu assunto favorito aqui no URBe? A quarta pessoa a responder nos comentários leva um par de ingressos para festa (lembrando que os comentários só serão publicados no final do dia, então é na sorte mesmo).

O que é a L’Phante Mag?

Antonio Bokel – Um espaco aberto e independente de arte contemporânea que valoriza criatividade e não o curriculo acadêmico. O projeto é baseado em três pilares: uma revista, um saite e uma galeria.

Como surgiu essa idéia e quais os planos futuros?

Antonio Bokel – A idéia surgiu da vontade em comun de abrir mais um portal para a expressão artistica e pela rede de artistas que nos cercam. Precisávamos fazer algo com isso, uma missão. Quem esta envolvido, por enquanto, sou eu (que sou artista plastico da nova geração), Peu Mello (artista multimídia) e você, Bruno Natal, coordenando o conteúdo e  a parte da web.

Como anda a cena de arte contemporânea no Rio, quem são os principais expoentes?

Antonio Bokel – O Rio é um lugar de criadores, a cidade instiga a imaginaçã , mas faltam oportunidades. Estamos focados nesse buraco que é o artista sem formação acadêmica e que não tem espaço nas galerias “normais”. Criaremos os novos expoentes.

Trabalhos de quais artista foram escolhidos para exibir na expo do URBe?

Antonio Bokel – Uma mescla grande de trabalhos de artistas da nova geração que juntamos durante o periodo de formação da revista, nacionais e internacionais, como Tika , Sakris, Hannap e Gais.

Qual o formato da expo, pode revelar algum detalhe??

Antonio Bokel – Pretendemos criar uma mini instalação com todos os trabalhos, o resto é surpresa.

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URBe 6 anos – a festa!


a filipeta foi um presente do Chris ®esistro, da Arterial

E lá vamos nós com mais uma festa pra comemorar o aniversário do saite! Quem esteve nas outras (1, 2, 3, 4 e 5) sabe que é sempre clássico.

Seguindo a tradição de todos os anos, haverá um show, música eletrônica  ao vivo, exposição, DJs, muita gente legal, distribuição de dinheiro, políticos honestos e passeata pela paz.

O Boss in Drama vem de Curitiba pra alegrar as meninas, o Apavoramento estréia sua nova apresentação, o Letuce espalha o amor e eu incendeio a pista junto com os prodígios da festa Os Ritmos Digitais, sem falar na curadoria da exposição feita pela LPhante Mag.

Durante a semana vai ter bate papo com os artistas que se apresentam — e sorteio de ingressos, é claro.

Nos vemos lá. Porque quem perder essa festa…

*** PROMO: Como você conheceu o URBe? A quinta pessoa a responder nos comentários leva um par de ingressos para festa (lembrando que os comentários só serão publicados no final do dia, então é na sorte mesmo).

Cine Glória (embaixo da cabeça do Getúlio -genial – ali na antiga Rua do Russel)
URBe – 6 anos!
Boss in Drama, Apavoramento Sound System, Letuce, Bruno Natal e Os Ritmos Digitais
20 de junho (sábado)
22h
R$ 15 (Só isso?! Inacreditável.)

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