21 de agosto de 2008 às 18h32
“Sabe o que é um argentino feliz?”
Olha que a analogia não é nada boba, hein… Essa busca pela perfeição, essa disputa entre nações…
Olha que a analogia não é nada boba, hein… Essa busca pela perfeição, essa disputa entre nações…
Em “How to reduce the chances of being a terror victim”, os ingleses do XX Teens brincam com a paranóia de ataques terroristas, listando a imensa quantidade de precauções que alguém pode tomar para evita ser um alvo.
Lembra “We want your soul”, do Adam Freeland, mas sem o balanço.
Aproveitando o assunto Madonna, que vai ao Brasil em dezembro com a turnê que estréia aqui em Londres no dia 11 de setembro, dá uma olhada nessa matéria do Fantástico sobre a semana da loira em sua primeira visita ao Brasil, 15 anos atrás.
É só pérola. Em tempos pré-internet, atenção para o orgulho da repórter, que enche a boca pra dizer toda vez que a equipe invadiu um espaço em que não era autorizado filmar. É o crachá.
Esbarrei por acaso com esse clipe alternativo que a Dúnia Quiroga fez para “Japan pop show”, do disco homônimo do multi-instrumentista Curumin.
Se alguém ainda não tinha percebido — meio difícil, em se tratando de um artista com um disco chamado “Dub come save me” — dessa vez a influência do reggae no trabalho do Roots Manuva está mais escancarada do que nunca.
“Again & again”, do disco recém-lançado “Slime & Reason”, foge das produções mais sombrias pela qual ele se tornou conhecido. Pra começar essa segunda numa boa.
Ouça um podcast com a participação de Rodney Smith aka Roots Manuva.
Solange Knowles, “I Decided”
Solange Knowles, “I Decided” (Freemasons remix)
Solange Knowles, irmã da Beyoncé, ensaia um hit de verão com a “I decided”, também em versão remixada pelo Freemasons.
Enquanto Beyoncé posa de boa garota, sem as amarras do sucesso traz, Solange é a “irmã maluca”, que canta sobre maconha e champagne em “ChampagneChronicNightcap”. Impressionante como os personagens do mundo pop conseguem ser previsíveis.
E não é só: Solange quer ser a Bjork negra, seja lá o que isso quer dizer.
Eis o funk “Bonde do pipeiro”, sampleando o tema de abertura do programa da Globo “Os normais”.
Via Apavoramento.
Que mané Michael Phelps, o grande fenômeno da natação atual é a atuação de João CALZONE Brasil, no clipe de “Nadadora”, da Banda Leme.
Vai que a dica é quente. 100% de acerto, pegação certa, não falha. Esse cara sabe.
Lembre-se: “em nenhum momento toque nela! Em nenhum momento!”
Antes da exibição do documentário “Standard operating procedure”, de Errol Morris, foi exibido o novo vídeo da Anistia Internacional contra a prática de tortura conhecida como waterboarding.
Não há créditos na tela, mas a campanha polêmica pode muito bem ter sido filmada pelo próprio Errol Morris, já que as imagens (talvez bonitas demais) parecem ter sido feitas com a mesma câmera utilizada em seu documentário.
A trilha é “Burn the clock”, do disco “Now & Them”, do Adam Freeland. O inglês aliás anda politizado. Dia desses ele colocou em seu MySpace um remix feito para o Barack Obama, utilizando a base de “Aerodynamic”, do Daft Punk.
Uma passeio pelo Cans Festival
vídeo: URBe TV
O Cans Festival, ou Festival das Latas, uma corruptela com o nome do festival de cinema de Cannes, transformou um túnel de acesso desativado ao antigo terminal do Eurostar (linha de trem que liga Londres a Paris e que atualmente sai de King’s Cross) numa gigantesca galeria de obras feitas utilizando a técnica de estêncil.
Organizado pelo grafiteiro conhecido como Banksy, o espaço exibe diversos trabalhos do próprio, além de artistas convidados de todo o mundo, incluindo os brasileiros Altocontraste, Anda Nahu, Daniel Melim e Izolag. Existe também um espaço onde outros artistas podem acrescentar suas obras a mostra.
Programado para acontecer durante um final de semana apenas, a procura foi tão grande que a visitação ao Cans Festival deve ser extendida por mais seis meses.
URBeTV: Late of the Pier
fotos e vídeo: URBe
A dica era quente, veio diretamente de um dos Digitalism, em uma mini-entrevista em novembro de 2007. Desde então, o estranho nome ficou na cabeça: Late of the Pier.
Levou alguns meses até aparecer o primeiro show, quando foram a grata surpresa da noite, abrindo para o Justice no Astoria, seguido por um como atração principal na ULU.
Com o lançamento do disco chegando perto, as apresentações começam a se tornar mais frequentes. E apesar de ainda bem pequenas, também estão ficando maiores e/ou mais relevantes. Essa semana foi a vez do Camden Barfly, um lugar para 200 pessoas. Do jeito que a gente gosta.
Foi-se o tempo em que bandas fazendo propaganda (seja na TV ou em turnês patrocinadas) era queimação de filme e certeiras acusações de vendida. Nesse estranho mundo novo, é quase um status, atestado de “grandeza”, um grupo estar envolvido em algo assim.
A noite era parte de uma turnê chamada “Levi’s: one’s to watch”, e teve ainda o Collapsing Cities (OK), The Displacements (fraco) e A Place to Bury Strangers (bizarro e bom). Na banquinha que vendia material das bandas, um passo adiante (ou atrás) na nostalgia dos compactos de vinil: fitas demo. Fazia tempo que essas não apareciam.
O LOTP não parecia cansado do péssimo show da noite anterior, em Birmingham, como contou o baixista Andrew Faley. Elétricos e derretendo no palco, talvez movidos a MDMA, o quarteto fez a mesma bagunça que vem fazendo, misturando rock, metal, eletrônica, psicodelia e histeria adolescente.
Dia 18 de maio sai o primeiro single, um Lado A duplo, com as músicas “Space and the Woods” e “Focker”. O disco cheio vem na sequência.
URBeTV: LOTP, “The bears are coming”
Tocando para um público de universitários da ULU (centro de estudantes da universidade de Londres), o Late of the Pier mais uma vez bagunçou e criou o caos. A banda está apenas começando, não tem nem disco ainda, apenas singles, alguns deles produzido por Erol Alkan. Promete crescer.
O vídeo acima (“The bears are coming”, lançamento mais recente) foi feito utilizando os óculos caleidoscópicos distribuídos pela banda (o “tainbow trippy goggle”) como filtro. Para uma visão mais careta, assista “Bathroom Gurgle”.
Entrevista exclusiva com a banda-da-vez-da-semana eleita pela volátil imprensa inglesa, o Friendly Fires.
Após o show gratuito em Londres, no 93 Ft. East — mesmo lugar onde o Radiohead também tocou de graça no começo do ano, do tamanho do Teatro Odisséia, no Rio — a banda se expremeu no banheiro e falou sobre o hype, Brasil e sobre apresentações grátis.
O degolador de Londres atacou novamente. Dessa vez a ação foi registrada em vídeo e o alvo foi um pouco diferente.
Em vez de outdoors e anúncios em pontos de ônibus, The Decapitator escolheu um anúncio do London Paper, jornal de grande circulação e distribuído gratuitamente todo final de tarde nas entradas das estações de metrô.
O interessante é que uma das pessoas que recebeu uma cópia do jornal aleatoriamente, reconheceu o trabalho, guardou, tirou uma foto e publicou no seu Flickr no mesmo dia, antes mesmo do autor.
Cultura digital, música, urbanidades, documentários e jornalismo. Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.
Documentarista, jornalista, carioca, boto som mas não sou DJ e provavelmente passo tempo demais online.
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falaurbe [@] gmail.com

