OEsquema

Arquivo: Videograma

Doc: “Dia Voa” (Chico Buarque)

A partir de hoje, todo o conteúdo do “Chico: Bastidores” está aberto a todos. Isso inclui todas as pílulas de vídeo, clipes de todas as 10 músicas e documentário que dirigi e filmei (assim como todo o resto) sobre as gravações, “Dia Voa”.

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Chico ao vivo

A transmissão ao vivo da casa do Chico Buarque ontem foi histórica!

15 mil pessoas assistiram simultaneamente, 53 mil passaram pela página e mais de 200 mil visualizações do vídeo após a transmissão.

O mais importante: Chico adorou e deu tudo certo, muito bacana!

Quem perdeu pode conferir o vídeo: ChicoBastidores.com.br

MUITO obrigado ao Tiago Lins (parte técnica), Lucas Ariel (áudio), Pedro Seiler (produção) e Arterial (design) pelo esforço conjunto. E, claro, ao Chico e a o João Bosco por terem topado.

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Doc trailer: “Dia Voa”

Encerrando a programação oficial “Chico: Bastidores” (expliquei o projeto no dia do lançamento), hoje tem a pré-estreia de “Dia Voa”, documentário que fiz sobre as gravações de “Chico”, novo disco do Chico Buarque.

Não é apenas uma compilação da pílulas de vídeo publicadas na página ao longo do último mês, e sim um registro do processo de gravação, com passagens inéditas e algumas reflexões sobre o processo, conduzidas por uma entrevista que fiz com o Chico no final do processo.

Filmei e dirigi, o Pedro Seiler fez a produção executiva, o Tiago Lins fotografou as entrevistas e os clipes, a Clara Cavour fez algumas imagens adicionais e o Daniel Ferro editou.

Hoje a exibição é apenas para aqueles que tem a senha para o conteúdo exclusivo da página, distribuída para aqueles que garantiram sua cópia na pré-venda.

Falo em encerramento da programação oficial porque amanhã, quarta, o Chico pinta ao vivo online no “Chico: Bastidores”. Fique de olho. Assim que todo conteúdo estiver liberado, aviso.

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Chico: Bastidores

Hoje estreou o ChicoBastidores.com.br.

É a segunda vez que trabalho com Chico Buarque, a primeira foi no documentário “Desconstrução” que dirigi sobre as gravações do seu disco de 2006, “Carioca”.

Foi justamente para não repetir o que já havia sido feito que surgiu o projeto Chico:” Bastidores. Afinal, em 2006 os tempos digitais eram outros, hoje há muito mais possibilidades.

O funcionamento é simples: de hoje até o lançamento de “Chico”, no dia 20 de julho, a página apresentará conteúdo inédito (quase sempre vídeos) relacionado ao disco. De segunda a sábado haverá sempre dois novos itens, um aberto a todos visitantes e outro exclusivo.

Para acessar a área exclusiva, onde será possível ouvir as música em primeira mão – “Querido Diário” já está lá -, assistir um documentário e os vídeos mais reveladores, basta comprar o disco na pré-venda, receber uma senha única e se logar. Há interação com as redes sociais, principalmente com a página do Chico no Facebook.

A concepção geral do saite e os vídeos são meus, a produção é do Pedro Seiler e a edição é do Daniel Ferro e equipe. A direção de arte e design da Arterial.

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Chico Bastidores

Em breve, muito mais no www.ChicoBastidores.com.br.

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Rec

Os últimos meses foram atareafados e essa semana será caótica, portanto espere muitos vídeos e poucos textos aqui no URBe (se bem que nos últimos dias teve bastante).

Novidades em (muito) breve.

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Registros da Vanessa da Mata em “Bicicletas, Bolos & Outras Alegrias”


Vanessa & Gilberto Gil

A leva completa da versão web dos registros que fiz das gravações do quarto disco da Vanessa da Mata está online.

São cinco webclipes – não são clipes, apenasedições de imagens feitas estúdio para ilustrar as músicas no YouTube: “VᔓTe Amo”, “As Palavras”,  “Bicicletas, Bolos & Outras Alegrias” e “Meu Aniversário”.

E oito pílulas, retiradas de trechos do documentário completo, em que Vanessa fala sobre a formação da sua humilde banda (Kassin, Gustavo Ruiz, Donatinho e Stephane San Juan), da relação com eles, com o Kassin, da inspiração para um disco novo, dos ensaios, da gravação ao vivo, do seu processo para escrever as letras e sobre compor com Gil.

O documentário completo ficou para o final do ano.


“Vá”

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Vanessa da Mata, “O Tal Casal”

Mais uma vez registrei as gravações de um disco da Vanessa da Mata para um documentário encomendado pela própria, com fotografia do Tiago Lins, edição da Lívia Serpa e artes da Hardcuore.

O filme só deve sair numa edição especial de “Bicicletas, Bolos e Outra Alegrias”, no final do ano. Enquanto isso, a gravadora encomendou uma série de webclipes. Não são clipes, pois as imagens não foram feitas com essa intenção, apenas edições de imagens do estúdio para acompanhar as músicas no YouTube.

“O Tal Casal” é o primeiro deles.

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“Nós 3″ (Multishow)


Chamada do programa

Nessa quarta, as 22h, estréia no Multishow o “Nós 3″, programa que criei com o Tiago Lins e Beta Mellin e está sendo produzido pela Mellin Videos, com design em movimento da Brabo.

Divido a direção e as imagens com o Tiago, que também é o diretor de fotografia enquanto eu sou um dos produtores executivos (acúmulo de funções é ou não é a marca dessa geração?).

Trata-se de um reality que acompanha o cotidiano de três meninas na faixa dos 22 anos, Cix, Dinha e Yasmin, mostrando a entrada na vida adulta e suas responsabilidades através do dia-a-dia da amizade, faculdade, estágios, primeiros empregos, namoros e as noitadas e mais noitadas típicas dessa idade.

Todas elas já expunham suas vidas em fotologs, twitters, perfis no Facebook e no Orkut. A forte presença online é responsável pelo trio já possuir bastante fãs e detratatores. Uma busca no Orkut por seus nomes apresenta como resultado dezenas de perfis falsos e comunidades dedicadas a cada uma delas.

Porém, foi uma série de vídeos caseiros postados no YouTube em 2007 que as transformaram em potenciais personagens para um programa. Desde que o Lins me mostrou essa imagens (foi ele quem editou) essa idéia ficou na cabeça. O que as tornou atraentes para um projeto nesse formato foi justamente o acesso a intimidade do seus universos particulares.

Falando com naturalidade na frente das câmeras sobre questões pessoais comuns a jovens da Zona Sul carioca, escancaram detalhes de uma camada social que normalmente não se abre publicamente.

Com isso possibilitam um corte geracional e comportamental interessante, esse foi o objetivo desde o início. Indo além das fofocada e picuinhas, a graça do registro está nos detalhes, no linguajar, nas atitudes, mostrando um pouco a maneira que essa geração enxerga as coisas.

Longe da música e do formato de filme documentário, campo onde tenho mais experiência no áudio-visual, fazer televisão tem sido um desafio. A principal dificuldade a ser contornada foi o bom e velho clichê da velocidade. Em televisão tudo acontece muito rápido, é sempre pra ontem.

É muito difícil gerar uma relação de confiança natural com os personagens dessa forma, especialmente no início. E num programa em que os acontecimentos não são roteirizados isso é um ponto bastante delicado, não se pode simplesmente impor que pessoas reais, sem uma persona artística para usar como escudo, abaixem a guarda. Isso tem que ser conquistado.

Sem falar na inversão na relação do volume do material gerado e do finalizado. Enquanto em documentários estou acostumado a filmar 50 horas para gerar um filme de 60 minutos, num programa desses é preciso tirar 24 minutos editados de cada 5 horas de material produzido.


Trecho do primeiro episódio

Bom que o canal abraçou o projeto e possibilitou liberdade criativa. A temporada tem 16 episódios e está sendo filmada com duas câmeras (Panasonic HVX-200), dando mais possibilidades de edição, com um visual mais bem acabado do que o usual câmera na mão da linguagem documental. A confusão entre realidade e ficção é proposital e as referências também ficam claras.

Dramatização é essencial na linguagem cinematográfica. Mais ainda se for televisão. O que importa é que o que se vê na tela seja verdadeiro, não exatamente uma verdade absoluta. Afinal, se tem uma coisa que aprendi filmando nos últimos anos, é que isso sequer existe.

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“Dub Echoes” (independente)

Ao transformar o estúdio de gravação em um instrumento musical, o dub jamaicano abriu caminho para todo tipo de experimentos sônicos e acabou influenciando o nascimento da eletrônica ao hip-hop.

Através de entrevistas com mais de 40 nomes chave — tanto do universo reggae, quanto da eletrônica e do hip-hop — “Dub Echoes” fala do nascimento do dub, de como essa invenção ajudou a mudar a maneira como percebemos a música e como sua presença pode ser na música contemporânea.

Filmado na Jamaica, Inglaterra, EUA e Brasil, o documentário foi feito de maneira independente pela produtora Videograma, contando com o apoio da American Airlines, Mellin Videos, Mar Design, Lontra Music, 6D Estúdio, Dimáquina e Urban Images.

O filme teve lançamento mundial em DVD através do cultuado selo inglês Soul Jazz Records.

Para saber mais sobre o projeto visite o saite oficial e confira os diversos textos sobre o projeto publicados aqui no URBe.

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“Santa Marta e o túnel escuro” (web)


URBeTV: o curta-documentário “Santa Marta, o túnel escuro”,
filmado com uma câmera fotográfica digital

doc e fotos: Bruno Natal

A notícia de que o tráfico havia sido expulso da comunidade pela polícia era tão boa que só vendo para crer. Aos pés do Santa Marta, o plano inicial sofreu uma pequena modificação.

A idéia era simplesmente chegar e subir as ladeiras, sem pedir autorização a ninguém, exatamente como se faz transitando entre bairros no asfalto da cidade.


Santa Marta

Dado o tamanho da novidade, não custava nada avaliar a situação falando com os policiais na viatura estacionada na subida da ladeira:

- E aí, é só meter o pé mesmo?

- Pode subir, tá na boa. Acabou de subir um monte de jornalistas com o comandante do 2o Batalhão, pelo bondinho.

- Então não tem bandido na área mesmo?

- Olha, subindo pelo bondinho tá tranquilo. Mas deve ter vagabundo escondido na mata ainda.


As iniciais do Comando Vermelho num muro: cicatrizes recentes

O bondinho é um plano inclinado que funciona como um elevador para os moradores da favela mais íngrime do Rio, onde vários repórteres aguardavam para ser levados ao topo do morro pela secretária de educação e pelo comandante da polícia.

A perspectiva de uma visita guiada oficial era desanimadora. Nada podia estar mais distante do objetivo original de simplesmente visitar a favela como quem vai a qualquer outro bairro da cidade. Sem falar na fila de mais de meia-hora pra subir no bondinho.

A grande revolução que pode ser promovida por uma comunidade sem tráfico é justamente possibilitar o encontro de duas realidades cada vez mais distantes.

O Rio de Janeiro precisa se tornar uma cidade só, sem separações, para se reerguer e reestruturar. O que isso pode trazer de bom é a livre circulação de pessoas e idéias.


Pierre Azevedo e dois de seus alunos de percussão

Decidi subir a pé e logo conheci o Pierre Azevedo, diretor da ONG Atitude Social. Baixista e ex-morador da comunidade, ele dá aulas de percussão para criançada na Casa de Cultura Dedé.

Tendo Pierre como guia (mas não uma escolta, pois realmente o morro estava calmo) para não me perder pelas vielas e chegar até o topo, rapidamente comecei a conversar com alguns moradores.

Por ingenuidade, não esperava o tipo de reação e as resposta que ouvi quando comecei a perguntar sobre as primeiras impressões da ocupação policial e a saída do tráfico.

Não ouvi ninguém reclamar da partida dos traficantes, porém a maior parte das pessoas, além da incredulidade, não acredita muito que isso irá durar. Mais do que isso, estão realmente incomodadas com o choque de regras.


Eletricidade no ar

Durante o passeio, ouvi diversas reclamações: que haverá horários para as coisas funcionarem e regras a serem seguidas, as bebedeiras agora vão ser vigiadas, que estouraram a central clandestina de tv a cabo, de que as novas casas e a urbanização impedem as criações de animais e hortas em chácaras…  E de como tudo isso altera o ambiente da comunidade como eles a conhecem.

É natural que seja assim. A experiência dessas pessoas com a presença do Estado é, em grande parte, negativa. Além disso, por mais paradoxal que possa soar, existe uma liberdade proporcionada pela ausência do Estado que é difícil de perder.

A frase de um morador, em resposta ao meu argumento de que as melhorias sociais e urbanísticas certamente viram acompanhadas de responsabilidades e deveres, resume bem a questão: “eu não fui criado assim”.

Esse é o ponto central de qualquer projeto que pretenda integrar as favelas ao resto da cidade. Coisa que parecem lógicas e normais no asfalto, são totalmente alienígenas na favela.

Assim como a noção de comunidade desses lugares dá um banho no resto da sociedade, onde vizinhos de porta num mesmo prédio mal se cumprimentam, o que dirá se ajudarem.


A meninada faz pose

Há, claro, também muita desconfiança em relação as reais intenções de um projeto desses.

Da maneira que são hoje, as favelas são em maior parte ocupações ilegais, sem escrituras. Portanto, mesmo algumas delas (as da Zona Sul) estando situadas em áreas nobres, a área não pode ser negociada.

Numa região sem mais um palmo de área livre pra construir, pode ser que estejam preparando o terreno para especulação imobiliária.

Estrutura-se o local e entrega-se as escrituras de posse, para depois deixar o poder aquisitivo falar mais alto, comprar essas propriedades e transformá-las em grandes (e caros) condomínios.

Não é nem um pouco improvável, o condomínio Selva de Pedra, no Leblon, surgiu de maneira até mais agressiva, através de incêndios.

O trabalho nessas comunidades é muito mais difícil do que parece e levanta discussões complexas. Expulsar o tráfico é só o início.

Como disse  José Mário, presidente da Associação de Moradores do Santa Marta, estamos entrando num túnel escuro, sem saber o que está do outro lado. Tomara que seja a luz.

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“The Tale of the East London Decapitator” (Goldsmiths, University of London)


Um trecho do doc

No final de 2007, um artista não-identificado conhecido apenas como Decapitator, começou a fazer intererências gráficas em anúncios nas ruas de Londres.

Decapitando personagens de propagandas através de colagens, o trabalho gerou polêmica, reperctutindo em nos principais jornais e saites de street art do mundo.

Registrando os ataques desde a primeira noite, “The Tale Of The East London Decapitator”, revela a técnica do artista e traz depoismentos de especialistas de diversas áreas (jornalistas, publicitários, açougueiros o público) discutindo a mensagem nada sútil das obras criadas pelo Decapitator.

O  filme de 20 minutos foi meu trabalho final no mestrado em documentário da Goldsmiths, University of London, concluído em 2008.

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“Omara & Bethânia” (Biscoito Fino)

O documentário “Omara & Bethânia” retrata os detalhes da gravação do disco “Omara Portuondo & Maria Bethânia” e a parceria dessas duas rainhas da música. Contando com músicos brasileiros e cubanos, as sessões foram também o encontro de duas culturas com muitas semelhanças, devido a importância da herança africana em Cuba e no Brasil.

O disco foi gravado em apenas dez dias e a honra e um prazer de ter visto isso tão de perto compensou todo o esforço para conseguir gerar material suficiente para um filme em tão pouco tempo.

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Vanessa da Mata, “Minha Intuição” (Sony-BMG)

Depois de alguns atrasos, finalmente chegou as lojas a versão CD+DVD do terceiro disco da cantora Vanessa da Mata, contendo o documentário “Minha Intuição” sobre as gravações, dirigido por mim, editado pelo Rafael Mellin e co-produzido pela Videograma e Mellin Videos.

O filme mostra o processo de criação do disco. Produzido por Mario Caldato e Kassin, contou com alguns dos principais músicos brasileiros da nova geração (Fernando Catatau, Pupilo, Alberto Continentino) e medalhões como João Donato e Wilson das Neves, além de sessões de gravação feitas na Jamaica, com a dupla Sly & Robbie.

Obs: Respondendo a alguns e-mails que chegaram, esse DVD não tem nada a ver com o produto citado  na história da captação de verbas.

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Eumir Deodato Trio, “Ao Vivo no Rio” (Biscoito Fino)

Quando a notícia de que o arranjador Eumir Deodato finalmente se apresentaria no Brasil após 15 anos sem tocar no país, imediatamente surgiu a vontade de se registrar um desses shows. Foi dessa vontade e de um esforço coletivo — dirigi em parceria com Felipe Continentino, Eduardo Hunter e Rafael Mellin, a produção executiva foi de Pedro Seiler — que nasceu o  “Deodato Trio Ao Vivo No Rio”.

Numa correria danada, depois de conversar com Deodato no final do show em São Paulo e acertar tudo com a Biscoito Fino, produzimos tudo em dois dias pra registrar a apresentação do Rio. Vendo tudo pronto e as imagens de um dos nossos ídolos na tela, valeu a pena o sufoco.

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“Minha intuição”

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Essa semana saiu o terceiro disco da cantora e compositora Vanessa da Mata. Produzido por Mario Caldato e Kassin, “Sim” contou com as participações de Sly & Robbie, Fernando Catatau, João Donato, Wilson da Neves, Davi Moraes, Alberto Continentino, entre outros.

Registrei as gravações para o documentário “Minha intuição”, lançado na edição CD+DVD de “Sim”. O time é o de sempre: eu dirigi, produzi e filmei, Rafael Mellin editou, a Mar Design fez as artes e o Estúdio Lontra finalizou o áudio.

Dessa vez, no lugar de um simples trailer, um hotsite (desenvolvido pela C2) disponibiliza uma versão reduzida do documentário, exclusivamente no saite oficial da artista , dividido em 10 capítulos — incluindo trechos das sessões com Sly & Robbie, na Jamaica — de cerca de dois minutos cada.

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Jota Quest, “20%” (Sony-BMG)

Os 4 leitores regulares deste espaço sabem que quando os textos longos dão lugar a notas curtas e informes de agenda constantemente, é sinal de que algum trabalho grande está em curso, impossibilitando atualizações decentes do URBe.

Logo após o lançamento de “Desconstrução” (documentário sobre as gravações do mais recente disco de Chico Buarque, “Carioca”), fui convidado para um projeto totalmente diferente: dirigir um documentário sobre os 10 anos do Jota Quest.

Ao contrário de outros projetos, a iniciativa não partiu de mim. Fui convidado pela banda, via indicação do Mateus Araújo, do 6D Estúdio, para contar sua história.

Lembro exatamente do dia que o Mateus falou disso pela primeira vez, de como respondi “pode ser” e fui pra casa pensando sobre a furada que ele estava tentando me meter. Afinal, pelo o que você pode acompanhar aqui, pop rock não é exatamente a minha praia.

De cabeça aberta, fui conhecer e conversar com a banda, em maio de 2006, durante um show no Tom Brasil, em São Paulo. De fato, após a apresentação, mudei de idéia em relação a eles quase imediatamente. Vi uma banda de verdade, sem armação, com bons músicos, sem culpas de ser pop e com 6 mil pessoas a seus pés.

Havia uma história pra ser contada. “As pessoas não conhecem o Jota Quest”, foi o que pensei. O desafio de investigar o mainstream brasileiro era instigante. E fazer isso de cabeça limpa, livre de preconceitos, sendo justo com eles e comigo mesmo, era o único caminho possível.

Fiquei satisfeito em saber que a banda não pretendia controlar o que iria ser feito, que estavam buscando uma visão externa, por mais que pudesse não concordar com alguns pontos. Um documentário de verdade, enfim. Ao longo do trabalho, realmente as portas estavam abertas e a banda não fugiu dos assuntos (sim, fala-se do “período Fanta”).

Foi uma decisão corajosa. Sem essa confiança e entrega, seria impossível realizar o que havíamos nos proposto a fazer. Ao todo, acompanhei o Jota Quest por três meses em hotéis, rádios, TVs, camarins e shows em Portugal, São Paulo, Rio de Janeiro, nos ensaios em Belo Horizonte e no show comemorativo dos dez anos de lançamento do primeiro disco, gratuito, para 60 mil pessoas, em Porto Alegre.

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Após dois meses e meio de edição, o resultado é o documentário “20%” (56 minutos), com entrevistas com os integrantes da banda, imagens de arquivo e flagrantes de bastidores. O documentário é parte do DVD “Até onde vai”, que traz também o registro do show de Porto Alegre, da turnê do disco de mesmo nome, produzido pela 6D com uma qualidade poucas vezes vista em gravações de shows nacionais.

Na equipe do doc, os parceiros de sempre: Rafael Mellin e Mellin Videos (co-produção, edição e concepção), Estúdio Lontra (finalização de áudio) e o 6D Estúdio (arte).

No horizonte — sei que parece lenda e ninguém mais aguenta ouvir falar da produção de um filme que não fica termina nunca — parece que em janeiro o “Dub Echoes” fica pronto. Estive na Jamaica outra vez semana passada, para um outro trabalho, e resolvi todas as pendências que seguravam o projeto.

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Chico Buarque, “Desconstrução” (Biscoito Fino)

“Desconstrução”, documentário  que dirigi, produzi e filmei sobre as gravações de “Carioca“, novo disco de Chico Buarque (o primeiro pela gravadora Biscoito Fino) é daqueles projetos que tinha tudo pra não acontecer.

Chico Buarque é conhecido por ser uma pessoa reservada, a possibilidade de aceitar que sua intimidade no estúdio fosse invadida era mínima. Menor ainda se fosse por um completo desconhecido. Pra piorar, com uma câmera na mão.

Ainda bem que as coisas nem sempre seguem a lógica e, contrariando a própria, o projeto aconteceu. Começou com uma proposta ao produtor executivo da BF, Pedro Seiler, amigo desde os tempos de faculdade. Foi ele quem convenceu o empresário do Chico, Vínicius França, a autorizar a gravação, abrindo as portas para iniciar o projeto.

A idéia era filmar o Chico no estúdio. Só isso. No ínicio, não existia a noção de que esse material se tornaria um documentário. Era pra ser um material interno da gravadora, talvez um faixa interativa no CD. O interessante era a chance de acompanhar Chico em estúdio. O que surgiria disso, só se saberia depois.

O combinado era que eu fosse ao estúdio toda sexta-feira para filmar. Na primeira semana, em setembro de 2005, descumprindo o acertado, fui de segunda a sexta. Na semana seguinte, a mesma coisa. Depois de 15 dias, quando o Vinícius comentou “tá gostando de vir aqui, né, Bruno?”, já era tarde. Todos os dias que o Chico esteve em estúdio, eu estava lá também.

Surpreendentemente, Chico, desde o começo, embarcou na idéia. Ignorou a câmera, agia como se não estivesse sendo filmado. Conversava sobre tudo com os amigos, recebia a visita dos netos, compunha. Meu trabalho era ficar quieto e atento para não perder os detalhes, o resto era com ele, que simplemente tinha que ser ele mesmo.

Conversamos pouco sobre o documentário durante as gravações. Na única vez que falei com ele sobre isso, com duas ou três semanas de trabalho, foi para saber se podia fazer uma pergunta por dia, não mais que isso, só quando desse tempo. Ele topou.

Até o dia em que mostrei o primeiro corte do documentário — as edições começaram em dezembro de 2005, pois tinham que terminar junto com o disco, para irem pra fábrica juntos — Chico não tinha se dado conta do que estava sendo feito.

Depois de assistir o quanto havia sido registrado de seus dias no estúdio, a primeira pergunta que ele fez foi sobre a câmera. Ficou impressionado como um câmera daquele tamanho (uma mini dv, a Sony PDX10) podia ter capturado tantos detalhes com a qualidade de som e imagem tão boas.

Isso explica muito do sucesso do projeto. Soubesse ele o quanto se pode conseguir com uma câmera digital ou estivesse ali um diretor conhecido, tudo poderia ter sido diferente. Exatamente por não saber bem o que eu estava fazendo lá dentro, relaxou. E o grande mérito do trabalho é esse: ter flagrado o Chico relaxado.

70 dias de gravação, 42 horas de material bruto e 320 horas de edição depois, o resultado é o documentário “Desconstrução”.

Uma das coisas mais bacanas foi ter podido realizar isso tudo cercado de amigos. Além do Pedro Seiler, produtor executivo do projeto, o editor foi o Rafael Mellin, amigo de PUC e a pessoa que me ensinou a filmar. Mellin se envolveu tanto no projeto que dividimos o crédito de roteiro.

A parte gráfica ficou a cargo do Mateus Araujo e dos parceiros do 6D Estúdio. A correção de cor foi feita pelo Ricardo Rocha, antigo colega de Conspiração Filmes, onde foi feita a correção. A mixagem e finalização de áudio foi feita por João Filho e João Henrique, do Estúdio Lontra, onde fica a minha ilha de edição.

Enfim, estava tudo em casa.

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KNG

Estou devendo textos sobre a viagem à Jamaica? Sim, estou. Os motivos dessa demora começam a ser desvendados amanhã.

Enquanto isso, leiam os relatos do parceiro de viagem Chicodub, dissecando Kingston.

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