OEsquema

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Melhores discos nacionais de 2011

Ao contrário de 2010, em 2011 sobrou música nova – e mais importante – vindas de artistas novos. Muitos nomes surgindo, e nesse top 10 tem banda que entrou pelo conjunto de músicas avulsas que soltou ao longo do ano. Renovação é sempre muito bom.

Lista é lista, sempre complicado hierarquizar música, então a ordem está mais baseada na quantidade de vezes que ouvi cada disco.

Diga nos comentários o que você ouviu e gostou em 2011, pra conversa (e a troca de dicas) continuar.

–-
10.

Cícero, “Canções de Apartamento”

9.

Criolo, “Nó Na Orelha”

8.

Kassin, “Sonhando Devagar”

7.

Marcelo Camelo, “Toque Dela”

6.

Autoramas, “Música Crocante”

5.

Bixiga 70, “Bixiga 70″

4.

Dorgas, “Loxhanxha” + “Dito Antes” e “Fez-se cristo” + “Grangongon”

3.

Chico Buarque, “Chico”

2.

Silva, “SILVA”

1.

Wado, “Samba 808″

Bônus: outros bons discos de 2011 que merecem ser escutados.

Burro Morto, “Baptista Virou Máquina”

Pipo Pegoraro, “Taxi Imã”

Pélico, “Que Isso Fique Entre Nós”

Me & The Plant, The Romantic Journeys of Pollen”

Domenico, “Cine Privê”

Gui Amabis, “Memórias Luso/Africanas”

Faria & Mori, “Faria & Mori”

Karina Buhr, “Longe de Onde”

E esse ano pode ser a vez do doo doo doo, Sobre a Máquina e Labrador, que já botaram a cara pra fora em 2011. Vamos ver o que aprontam.

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Wado e Marcelo Camelo: “Na Ponta do Dedos” ao vivo

Discão do Wado, “Samba 808″ ganha os palcos, com participação do Camelo no show de lançamento.

Tunguei lá do Scream & Yell.

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Transcultura # 063: SILVA // Wado

Meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

O doce embalo do SILVA
por Bruno Natal

Esses dias, um EP surgiu na rede e logo chamou atenção. Entitulado apenas “SILVA”, assim mesmo, com tudo em maiúsculas, o link se espalhou pelas redes sociais e a notícia estava dada: tem um artista novo na praça. O nome por trás das faixas é o capixaba Lúcio Souza, 23, terminando a faculdade de violino. As referências eruditas param por aí. As sonoridade mais próximas do lo-fi feito por bandas como Youth Lagoon, Toro Y Moi e El Guincho, música contemplativa, de batidas eletrônicas discretas, pra espreguiçar, e letras em português remetendo a Los Hermanos e Moreno Veloso.

Latest tracks by SILVΑ

- Inicialmente queria um som seco e orgânico, mas aos poucos fui descobrindo um movimento eletrônico com vocal que me agradou bastante. Estava ouvindo o que está rolando na música de vários lugares e quis contextualizar minha música, fazer um som que escapasse um pouco do que eu estava acostumado a ouvir em português. Nessa era da internet não é muito fácil citar todas as influências. Ultimamente tenho ouvido muito os lançamentos da Hemlock, sou fã do Kanye West, gosto de El Guincho, Andrew Bird, gosto da Céu. Gosto de ouvir tantas coisas que não conseguiria apontar uma raíz – explica o Lúcio.

Produzido pelo amigo Lucas Paiva, o disco levou 5 meses pra ficar pronto e todos os instrumentos foram gravados pelo próprio Lúcio, tirando algumas participações. A masterização foi feita por Matt Colton, responsável pelo disco do James Blake.

- Gravei com os instrumentos que tinha em casa: violino, piano, piano elétrico, guitarra, surdo, caixa, sintetizador. O Paiva criou um dos riffs de “Cansei” e em “Acidental”, criou vários elementos e aquele clima embaçado da música. Também convidei um trompetista para gravar as linhas de sopro de “12 de maio”. O EP foi gravado em três lugares diferentes, no Visom, na minha casa e no Costa Brava (casa do Paiva, que co-produziu e mixou o trabalho). Eu toquei o que podia, o Paiva tocou uns synths e só. Eu e o Paiva já gostávamos do trabalho do Matt Colton com o Sandwell District, Frozen Border, Horizontal Ground e alguns trabalhos da cena eletrônica da Europa. O Matt trabalha muito bem com o grave e a intenção era fazer o disco soar assim – lista.

Antes desse projeto, Lúcio já havia tido outras bandas, claro. A experiência mais marcante foi como músico nas ruas da Irlanda, em 2009.

- Cheguei em Dublin no auge da crise econômica e aquele foi o trabalho que apareceu e me sustentou. As pessoas de lá conheciam a banda que tocava na Grafton Street todos os dias. Depois vieram os pubs e os festivais de música independente que acontecem por lá. Acho que isso mudou bastante a minha cabeça musical, antes eu nem pensava em usar meu violino no meu som. A banda tocava uma mistura de blues, r&b, disco e cada um era de um país diferente.

A experiência de gravar sozinho foi produtiva, porém Lúcio está montando uma banda para poder levar o SILVA para os palcos e finalmente interagir com parceiros musicais.

- Fazer sozinho é bem solitário, mas foi a forma que arrumei de fazer o som que me vinha à cabeça. Não consegui achar pessoas próximas a mim que estivessem dispostas a gastar tempo com as músicas. Meus amigos da faculdade são daqueles que lêem partituras como ninguém, mas não conseguem criar um riff de guitarra sequer. Também tenho amigos que tocam muito bem seus instrumentos, mas não têm paciência de investir na idéia. Para fazer todos os arranjos do disco no palco, teria que chamar pelo menos umas seis pessoas. Quero fechar com quatro, mudar alguma coisa ou outra e deixar tudo bem verdadeiro. Estou tentando preencher os vazios com pessoas que tenho conhecido ao longo do caminho.

Tchequirau

Nasceu o disco do Wado. “Samba 808″ passa muito bem, tem dez músicas e participações de Marcelo Camelo, Curumin, entre outros, e pode ser visitado (e adotado) em wado.com.br

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Wado, “Samba 808″ (2011)

Demorou mas chegou. Ontem a noite Wado soltou  “Samba 808″, seu sexto disco. No Twitter, antes de fazer comentários sobre cada música, o compositor anunciou o lançamento como um parto. A ilustração do rescém-nascido da capa seria então uma espécie de metalinguagem, dupla (tripla, considerando “Feto”, música do primeiro trabalho): nasceu não apenas o disco, como, cinco bolachas depois, nasce também o Wado. Ou um Wado, por precaução, já que o catarina radicado em Alagoas segue se reinventando.

Lançado exclusivamente em formato digital, não há previsão de lançamento físico. O CD é mesmo dispensável, um vinil iria bem. Seja como for, é uma atitude interessante. Sem gravadora, selo, nada. É o disco e a internet, a “cultura MP3″, como explicou Wado no texto de apresentação.

Em “Samba 808″, os sambas, funks e as chapações ensolaradas da tríade “Manifesto da Arte Periférica”, “Cinema Auditivo” e “A Farsa do Samba Nublado”, sempre enfeitados por efeitos eletrônicos e camadas de sintetizadores, encontram as batidas terceiro mundistas do “Terceiro Mundo Festivo” e a diáspora negra cantada em “Atlântico Negro”, quando Wado inverteu a ordem dos fatores e a programação ganhou destaque.

Equilibrando-se entre essas duas variações – eletrônica ao fundo ou a frente – “Samba 808″ encontra, desde o título, a mistura exata. É um disco catalisador de ideias musicais espalhadas pelos outros trabalhos. Aqui, como de costume, as referências são absorvidas, filtradas e devolvidas de maneira sutil, onde as timbragens são mais importantes do que emular batidas.

Num disco carregando “samba” no nome, “Não Para Não”, re-interpretação chapada do funk “Elas Estão Descontroladas”, demonstra até onde se estica o conceito de “versão” de Wado – fará Tom Zé feliz. O sopro de inovação chega longe. Um dos destaques do disco, “Com a Ponta dos Dedos” coloca Marcelo Camelo sobre uma base eletrônica (primeira vez?) – e traz de brinde uma Mallu não-creditada.

Ao que parece, Wado chegou e cansou de esperar. E se gente suficiente não escuta suas composições pelo caminho usual, ele está disposto a encontrar algum atalho. Das dez músicas, sete tem alguma participação especial. A lista pode abrir portas físicas e janelas virtuais para Wado em diferentes públicos: além de Camelo; Zeca Baleiro, Chico César, Curumin, Fabio Góes, Fernando Anittelli, André Abujamra e Alvinho Lancellotti também participam.

Tomara. Disco após disco, Wado continua não recebendo a atenção que merece. Já é hora disso mudar, de vez.

Ouça todas as músicas:

O próprio Wado escreveu o texto de apresentação do “Samba 808″ e comentou cada faixa no twitter:

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Wado resenha a temporada no Rio

Dias após a sequência de três shows em Ipanema, Wado manda o relato dos dias com sua banda de Alagoas no Rio:

Importei minha banda e Alagoas para quatro dias no Rio de Janeiro, alugamos uma Doblô pra caber todo mundo, e rodamos muito por lugares turísticos, alguns lugares do cotidiano da cidade e bibocas também. Temos um humor em viagem que não se perdeu nos 4 anos de covivência.

No dia anterior ao shows fizemos um ensaio com os convidados que já denotava que ia rolar uma liga. Domenico sempre de humor maravilhoso e tiradas engraçadíssimas nos empolgou e tocamos muito mais do que foi pro show, (esquecemos algumas no dia…) Momo botou pra quebrar nas harmonias, e Lucas Duque fez ajustes nos seus passinhos de funk e coreografia com mâo no joelho e tudo mais, além de sentar a mão na batera.

Desencontramos do Kassin por minha culpa que troquei o horário do ensaio sem perceber, mas eu já tinha feito um dever de casa com ele que agora é meu vizinho em Botafogo, inclusive ouvi o disco novo dele inteiro, tá maravilhoso e malucaço, com letras polêmicas e outras oníricas, e harmonias de voz bem sinuosas. Vai dar o que falar. Ficamos quatro horas tocando e lembrando as coisas e tomando uma cervejinha. Tava tudo na agulha pros três dias.

Isso aconteceu nos dias 15,16 e 17 do mês passado fizemos uma temporadinha no Oi Futuro de Ipanema que foi muito especial, Como era teatro tentamos fazer shows mais curtos que nossas gafieiras de inferninhos e pubs (que é onde nossos shows funcionam no espírito de clima de paquera, cervejinha, conversa paralela que gostamos tanto), porque sentado tem uma hora que cansa, dói a bunda, entâo o que tentamos foi nâo nos repetirmos muito, e foram três noites com repertórios bem diferentes. Foi bom assim porque alguns amigos foram em mais de uma noite e nâo queríamos entediá-los nem a nós mesmos.

Na sexta tocamos um pedaço do primeiro disco e muita coisa com o Momo que é meu amigão de mais de dez anos, fizemos coisas que sâo parcerias nossas e coisas que admiramos um do outro, Pendurado e Leão, minha e dele, e Amor e Restos Humanos e Tempestade que gostamos um do outro (se prepara pra nova pedra dele que sai em breve). No fim desovei alguns da banda na Lapa e fui dormir porque tinha trabalhado no dia pela manhâ, emendando passagem de som também e dei um jeito no pé que prejudicou um pouco meus passinhos, hehe.

Sábado foi massa e pra nossa surpresa, nâo sei como, baixou lá Marisa Monte pra ver junto com Silvia Machete, nâo ficaram o show todo mas foi uma alegria e tocamos o Manifesto da Arte Periférica Inteiro, foi um exercício de memória bacana voltar ao raciocínio das primeiras composições, pensava diferente, era menos canção tinha um tanto de Fugees, Beastie Boys nos sambas, era menos musical mas tinha seu charme.

Com Domenico e Momo fizemos coisas do Fino Coletivo, Boa hora dele e Alvinho Lancellotti, Telepata, que tiramos igualzinho do disco posso dizer com orgulho. Foi massa demais e pegada dele de batera é uma coisa, estou super curioso pra ouvir o novo dele. No fim fomos jogar sinuca e cantar Guilherme Arantes e Reginaldo Rossi num karaoke/boteco/sinuca da Lapa e foi hilário.

Domingo acordamos tarde e forramos o bucho em Niterói com direito a Visita ao lindo museu do Niemeyer. Com Kassin, na passagem de som fizemos uma porrada de coisas, ele cantou Tormenta (com colinha que a letra é quilométrica) e tocou os riffs de várias faixas, altos timbres o danado tirou. Tranquilo dele no show foi astral total, Lucia do Oi Futuro disse que passou semana com ela que nem chiclete na consciência.

Ele tocou várias, os riffzinhos de Cordâo de Isolamento que gravei e nunca fiz ao vivo porque nâo lembro e nem dá pra tocar e cantar, no fim apoteótico ainda trouxe Lucas Duque que conseguiu acertar sua coreografia e Sirimônio que estava por ali e tocamos nossas Tarja/Fafá tradicionais de fim de show.

Massa!
Abraço
Wado

Wado está outra vez morando no Rio.

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Transcultura #044 (O Globo): apostas Coachella 2011, Wado

Meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo (vou publicar também a íntegra das entrevistas com Chet Faker e Eltron John):

O futuro no Coachella
Listamos dez emergentes nomes do festival que começa hoje nos EUA

por Bruno Natal

Não é fácil conseguir tocar em um dos mais influentes festivais de música do mundo. Ser escalado para o Coachella aumenta a visibilidade de muitos artistas; porém, essa é apenas metade da tarefa. Uma vez lá, uma banda precisa despertar a atenção do público, entre mais de cem atrações.

Na edição 2011, que acontece de hoje a domingo, no deserto da Califórnia, os brasileiros Emicida (com problemas com visto, não está confirmado), The Twelves e DJ Marky disputarão espaço com os arrasta-multidões The Strokes, Arcade Fire, Chemical Brothers, Kings of Leon, Kanye West e outros. Segue, então, uma seleção com dez nomes menos comentados do festival – e que podem fazer os melhores shows do evento. Afinal, quanto menos testemunhas, mais histórico.

1) Tame Impala: Sendo justo, os australianos também não estão exatamente escondidos no mapa, mesmo que ainda faltem muitos e muitos degraus até o topo. Psicodelia setentista de interferências oitentistas. Ouça: “Alter ego”

2) Menomena: Indie rock experimental (pode falar isso?), os integrantes trocam de instrumentos e funções em cada música, feitas num programa de computador desenvolvido por um dos integrantes. Soa mais complicado do que de fato é. Ouça: “Taos”

3) Brandt Brauer Frick – O Kratwerk ressucita após uma noitada disco. Ouça: “Bop”

4) Foster The People: Os vocais do MGMT, as bases do Passion Pit, ainda engatinhando, rock dançante e fofo, para agradar aos meninos e às meninas. Ouça: “Pumped Up Kicks”

5) TOKiMONSTA: Em tempos de hits comerciais, o hip-hop ainda pode ser instrumental. Na chapação do Flying Lotus, só que feito por uma mulher. Ouça: tudo!

6) Here We Go Magic: Mais uma do Brooklyn, mais uma banda dando o passinho à frente do chatoide nu-folk, adicionando sintetizadores e programação eletrônica. Ouça: “Tunnelvision”

7) OFWGKTA: É injusto dizer que o Odd Future Wolf Gang Kill Them All, muitas vezes chamado apenas de Odd Future, está sendo pouco comentado. O polêmico coletivo de hip-hop, formado por uma molecada californiana, vem sendo apontado como o que de mais diferente surgiu no gênero recentemente. Ouça: “Yonkers”

8) Mount Kimbie: Pós-dubstep, se é que existe algo assim. A dupla inglesa sai na frente, sem o apelo pop de James Blake. Ouça: “Before I move off”

9) Ramadanman: Com o iminente resgate dos anos 1990, a volta do drum ‘n’ bass é certa. A presença dos DJs Marky, Andy C e Hype na escalação do Coachella aponta que o retorno das batidas quebradas começou. Parte da nova geração, Joy Orbison também toca, assim como os primos do dubstep Kode9, Roska e Caspa. Destaque para o Ramadanman misturando as duas coisas. Ouça: “Don’t Change For Me”

10) Black Joe Lewis & The Honey Bears: O soul e o funk parecem mesmo eternos. Mais uma banda surge fazendo o dever de casa do mestre James Brown direitinho. Ouça: “Sugarfoot”

Tchequirau

Catarinense radicado em Alagoas e agora morando no Rio, Wado comemora os dez anos do seu disco de estreia tocando “O Manifesto da Arte Periférica”na íntegra, no Oi Futuro Ipanema, com participações do Momo (hoje), Domenico (sábado) e Kassin (domingo).

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Hoje tem: Wado

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Wado e seu “Samba 808″

O samba vai esbarrar nos timbres da bateria eletrônica eternizada por Kraftwerk, Afrika Bambaata e Daft Punk, a Roland TR-808. É o Wado preparando o lançamento do novo disco, “Samba 808″.

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OEsquema apresenta: “OViolão”


foto: Caroline Bittencourt / design: Dimáquina

O pacote com a coletânea completinha: OEsquema apresenta: “OViolão”.

Pra saber mais detalhes do projeto é só ler os dois textos de apresentação escritos por mim e pelo Matias no dia que as músicas começaram a pingar por aqui.

1. Lulina – “Mentirinhas de Verão”
2. AVA – “Filha da Ira”
3. Lucas Santtana – “Nighttime In The Backyard”
4. Wado – “Frágil”
5. João Brasil – “Orgasmadance”
6. Burro Morto – “Navalha Cega (Violas)”
7. Frank Jorge – “São Tantas Tendências”
8. Momo – “Mas É o Fim”
9. Curumin – “Solidão Gasolina”
10. Kassin – “Pra Lembrar”
11. Nina Becker – “Polyester Tropical”
12. Gabriel Thomaz – “248-6279″
13. CéU – “Cangote”
14. Do Amor – “Mindingo”

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OViolão: Wado, “Frágil”


Wado, “Frágil (OViolão)”

O nome do Wado foi um dos primeiros a serem lembrados para coletânea. Figura totalmente d’OEsquema, sua participação era fundamental. Por isso, foi com muita tristeza que recebemos a negativa do Wado, que estava doente na época, sem poder gravar.

A tristeza foi tão grande que superou o bom senso. Mesmo sabendo que ele não podia, insistimos e insistimos. Até que ele se lembrou que tinha essa versão de “Frágil” ainda inédita e, com os vocais já gravados, era apenas questão de fechar o instrumental.

Felizmente, Wado já está melhor e sua música aqui na coletânea. Deu tudo certo, como sempre acontece com as boas coisas.

Visite o Trabalho Sujo para baixar a outra música do dia, Lucas Santtana,“Nighttime in the Backyard”.

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10 melhores discos nacionais de 2009

Listinha difícil de fazer esse ano, viu… Normalmente a briga é boa, dessa vez achei até bem tranquila. Os 10 são muito bons, porém normalmente pelo menos outros 10 candidatos ficam de fora. Esse ano não. Abaixo, a lista de melhores discos nacionais de 2009 do URBe.

10.

Otto, “Certa Manhã Acordei De Sonhos Intranquilos”

9.

Wado, “Atlântico Negro”

8.

Lulina, “Cristalina”

7.

Céu, “Vagarosa”

6.

Letuce, “Plano De Fuga Pra Cima Dos Outros e De Mim”

5.

Emicida, “Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro Por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe”

4.

Mallu Magalhães, “Mallu Magalhães”

3.

Arnaldo Antunes, “Iê, Iê, Iê”

2.

Cidadão Intigado, “Uhuuu!”

1.

Lucas Santtana, “Sem Nostalgia”

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“Pavão Macaco”, Wado

Legal esse clipe de “Pavão Macaco”, música do disco “Atlântico Negro” do Wado. É só clicar pra baixar o disco.

Via Bloddy Pop.

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Hoje tem (turnê RJ, SP, RE): Wado

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Wado – “Atlântico Negro”

O Antonio Costa avisou nos comentários da resenha da Cat Power que o disco novo do Wado, “Atlântico Negro”, está pra jogo no saite do artista.

Por se tratar de um dos favoritos da casa, transmito a dica mesmo sem ter ouvido o disco ainda. Assim que escutar, certamente vem uma resenha.

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Wado e o “Atlântico Negro”


foto: Maurício Vianna

Preparando seu novo disco, “Atlântico Negro” (seu quinto), Wado, um dos favoritos da casa, enviou uma demo de uma das músicas e liberou para ser compartilhar aqui no URBe.

É uma versão de uma música das Baianas de Santa Luzia do Norte, chamada “Boa tarde povo” – já gravada pelo Botecoeletro, como apontado nos comentários.


Wado“Boa tarde povo”

Na Gazeta de Alagoas, Wado fala sobre o disco, viabilizado com um patrocínio da Funarte e comtemplado no Projeto Pixinguinha — o que significa que o disco sai em formato físico e haverá uma turnê:

No meio do processo de criação, Wado vai gravando as músicas. Algumas certamente estarão no seu próximo CD, outras podem não entrar. Até o momento, ele arrisca dizer que o disco tem “uma metade bem festeira e uma metade mais triste, meio A Farsa do Samba Nublado”. O flerte com os ritmos e as expressões categorizadas como de países de terceiro mundo continua. “Este disco tem se mostrado até agora bem mergulhado no afoxé. Ele trata da diáspora negra e dos ritmos que isso gerou pelo mundo. Tem mais violão e guitarra. Não sei se quem vai mixar vai preservar isso, mas é um disco mais orgânico do que o anterior”, explica.
Bônus: aos poucos, com paciência, Wado construiu e fortaleceu uma carreira em nível local e nacional. Artista solo desde 2000, ele permanece na estrada e vira na reta que leva ao quinto disco. As gravações começaram no final de 2007. Com a comodidade dos estúdios caseiros, ele vai formatando sua obra como deseja. Quando precisa utilizar um estúdio mais caro, mete a mão no bolso. Ao lado de Tup e Dinho Zampier, vai moldando sua nova empreitada, acompanhado de Rodrigo Peixe (bateria) e Bruno Cavalcanti (baixo), sem esquecer dos “compositores de bairros distantes”. Com o prêmio do projeto Pixinguinha, vai bancar mixagem e masterização em nível profissional. Modesto, não cria expectativas sobre a nova obra e acredita que ela “não vai reverberar muito além do que os outros trabalhos tiveram, caso eu continue morando por aqui”.

Está programado para sair em julho de 2009.

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Os melhores discos de 2008


Late of the Pier“Fantasy black channel”: Rock e eletrônica em simbiose perfeita, chacoalhando referências de maneira inovadora, somado a melhor programação de bases do ano, há quilômetros de distância do segundo colocado (seja lá qual ele for). Pra não falar das letras alopradas.


Friendly Fires“Friendly Fires”: Alguns dos grooves mais ganchudos do ano, de fazer frente a clássicos da disco music, rock-eletrônica  em embalagem pop para as massas. Só falta multidão ser avisada para os estádios lotarem.


Vampire Weekend“Vampire Weekend”: A bateria mais criativa em muito tempo faz valer cada segundo desse disco, assim como frases de guitarra pegajosas e camadas de teclado bagaceira. Ao vivo as músicas crescem tanto que levantam o próprio disco.


MGMT“Oracular spetacular”: Paradoxalmente, a psicodelia retrô dá um passo a frente com um dos nomes mais comentados de 2008, num disco viajandão e coeso, ao mesmo tempo conservador (nas referências), inovador (na forma) e doidão (na musicalidade).


Lykke Li“Youth novels”: É música de menina para as garotas e para os rapazes. A sueca Lykke Li atualiza o formato diva para geração 2000, recheanto a performance clássica de chanteuse com atitudes e elementos estranhos ao meio, seja na escolha dos instrumentos, no formato das cancões ou na personalidade carimbada nas músicas pela intérprete.


Studio“Yearbook 2″: O remix em sua melhor forma. O segundo disco da dupla sueca reúne trabalhos com tanta personalidade que não apenas ultrapassa as versões originais, como também fazem o conjunto soar como um álbum autoral. Não é pouca coisa.


Beyond the Wizards Sleeve“Ark1″: Constantemente envolvido na produção de alguns dos melhores lançamentos de rock e eletrônica (Late of the Pier nesse ano, por exemplo), Erol Alkan esconde-se sob o pseudônimo para experimentar em um projeto prório.


Little Joy“Little Joy”: Como diversos bons discos, a estréia do Little Joy desce quadrado nas primeiras audições. Normal. Ultimamente anda tudo tão parecido que quando algo se distancia, pouco que seja, causa estranhamento. E estranhamento é bom demais.


Wado“Terceiro mundo festivo”: Chegará o dia que um disco do Wado terá a repercussão que um dos melhores compositores de sua geração merece. Pena que isso acontecerá já após esse excelente “Terceiro Mundo festivo”, onde Wado passeou com muita manha pelo universo da eletrônica, transformando beats em canções.


Curumin“Japan pop show”: O primeiro disco era legal, só que não decolava. Nesse segundo, Curumin solta o freio e desce a ladeira samba-rock, esquina com dub, quase em frente ao afrobeat. Endereço complicado, mas fácil de encontrar se o motorista for bom.


Guizado“Punx”: Instrumental cabeçudão, esquisitão, bem tocadão, bem gravadão e bonzão.

Orquestra Contemporânea de Olinda“Orquestra Contemporânea de Olinda”: O mangue bit encontra os blocos de frevo. Pernambuco pulsa, como sempre.

Kings of Leon“Only by the night”: Em seu quarto disco, o KoL quebra a linha ascendente que vinha fazendo, sem no entanto cair, faz uma curva e adentra outro terreno. Menos country rock e mais pop, os elementos caipiras deixam de ser o elemento principal, sentam no banco de trás e enfeitam a paisagem, sem perder a essência rancheira. Pode ser a pressão para estourar em casa, já que “só” fazem sucesso na Europa.

Essa é a lista, sem nenhum ordem específica além da imposta pela minha memória. Se for lembrando de outros discos (cite os seus favoritos nos comentários), adiciono.

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