Se alguns dos principais saites atuais fossem livros nos anos 60, essas seriam as capas, segundo Stéphane Massa-Bidal, o Rétrofuturs.
Pense num artista. O gênio adivinha.
A progressão da distribuição da informação e tecnologia.
Já pensou um troço desses?
Comemorando dez anos de atividades, o Google criou um saite com a base de dados mais antiga que eles tem arquivada, de 2001. É a máquina do tempo.
Tava aqui.
A versão Hillary-Obama para a música “I’m fucking Matt Damon”, da comediante Sarah Silverman.
Uma mapa mostrando uma simulação de 24 horas de tráfego aéreo.
O soft porn vai se entranhando na publicidade de moda. Depois da American Apparel, a Diesel surge com uma campanha XXX . Se o YouTube tirar o vídeo do ar, dá pra ver aqui também.
DJ Nepal com blogue, Arte do Groove, soltando mixtapes e dicas preciosas de som.
Resolvida a confusão entre o Crystal Castles e o artista gráfico Trevor Brown, envolvendo a imagem da Madonna com o olho roxo, utilizada pela dupla canadense praticamente como um logo da banda. Só falta perguntarem pra própria Madonna (ou pro Sean Penn) o que ela acha de ser espancada.
O MPC mandou esse vídeo que ele fez do Jonah Dan fazendo um dub mix exclusivo de uma faixa do Digitaldubs. Classe.
Metallica, “One”
vídeo: Zarapas
A frase do título bem poderia ser de um adolescente, trancado num quarto, reclamando dos pais e de como ninguém entende seus discos de metal. Mas não. A surpresa é que quem não entede nada são os próprio caras do disco de metal rodando no suposto quarto.
O Metallica anda tentando tirar o atraso com a internet, se reaproximando dos fãs, após ter inaugurado a perseguição legal aos usuários que baixavam suas músicas, ao processar o Napster, oito anos atrás. E continua bem longe de atingir esse objetivo.
Como parte do lançamento do novo disco, “Death magnetic”, o grupo fez um show a 5 libras, na O2 Arena, com venda somente mediante cadastro no Mission Metallica.
Pode se questionar o simples fato de cobrar por show para fãs entitulado “festa de lançamento do ‘Death magnetic’”, porém ser mesco e exigir as 5 pratas, como quem diz “paga pelo menos alguma coisa aí”, é um direito deles. Parece que a renda era revertida para alguma caridade.
A total falta de sintonia com os novos tempos ficaria mais evidente quanto, lá pelas tantas, o vocalista James Hetfield olhou para platéia e disse (com base no que anotei imediatamente):
“Tenho algo para falar… Guardem a merda das câmeras, guardem os telefones. Vamso aproveitar o metal, ok? Vocês podem ligar para mamãe mais tarde. Colocar um vídeo de merda de algum momento do Metallica no YouTube não vai te deixar famoso. Aproveitem esse momento, certo?”
Constrangidos, as luzes azuis das telinhas da câmeras dos fãs sumiram do horizonte na hora, reaparecendo logo em seguida, em “One”.
Apesar de parte do ponto ser válido — a preocupação em guardar o show pra posteridade caseira muitas vezes faz com que se perca o momento enquanto ele acontece — seria de se pensar que após tantos fiascos o Metallica teria aprendido alguma coisa.
Do que será que eles tem tanto medo? Porque a internet os assusta tanto? O desconhecimento é tanto que eles sequer entendem que a maior parte daqueles vídeos sequer vai sair dos cartões de memória, são feitos para uso pessoal. Para atingir a meia-dúzia que tanto os irritam, esses malditos seres conectados, alienam o resto do fãs.
O Zarapas, autor do vídeo que ilustra essa resenha, apontou que o Metallica não está tão alheio ao mundo on line assim. “Eles tem um saite bom pra cacete, com conteúdo fresco quase diariamente, fizeram uma estratégia de lançamento do disco na internet legal, foram pioneiros na distribuição de shows ao vivo (antes mesmo do Pearl Jam), enfim, tem um business bem feito”.
Verdade, tem mesmo. O que pega é que eles só se interessam pelo aspecto de negócios (novamente, um direito deles), desconsiderando o fator social, o mais importante da revolução digital. Ao dar esporro em fãs que estão simplesmente compartilhando informação, se isolam das novas gerações, que quando querem ouvir barulho, certatmente não procuram pelo Metallica. Tá mais fácil irem atrás do Justice.
É triste ver uma banda se comportando dessa maneira, principalmente porque a música tem sido um dos principais fatores na transformação social provocada pela internet, sempre a frente nos experimentos de novas formas de distribuição de conteúdo ou de relação com o público.
Produzido por Rick Rubin, “Death magnetic” tem sido exaltado como um retorno a boa forma da banda que levou o metal ao grande público. Uma boa notícia depois do desastroso “St. Anger”, que de bom mesmo, rendeu apenas o documentário “Some kind of monster”.
A primeira metade de “Death magnetic” soa mesmo como se pudesse ter sido gravado em seguida a “Ride the lightning” ou “Master of puppets”, nos anos 80. O único problema são os 20 anos de atraso. A ausência da molecada no show lotada ilustra o quanto a banda envelheceu.
Como um pastiche deles mesmos, enfileiraram músicas menos óbvias — supostamente para agradar aos fãs — ao lado dos clássicos, sem nunca conseguir fazer o show embalar. Parece tudo muito falso, embora escutar “For whom the bell tolls” ou mesmo “Of wolf and man” ao vivo dificilmente possa ser ruim.
Sean Connery fala de sua predileção por umas bofetadas na parceira, mas “só se não tiver outro jeito”. Claro.
Taí o vídeo do piti do Kanye West no aeroporto de Los Angeles, estapeando fotógrafos.

Perez Hilton
foto: Wired
Duas matérias, duas realidades opostas.
Enquanto a Wired disseca o sucesso on line do americano Perez Hilton, o Martelada escancara a quantas anda a suposta profissionalização dos blogues no Brasil.
Barack Rolled
Levando na esportiva o fenômeno Rick Roll, o cantor Rick Astley comenta suas versões e usos favoritos do seu grande hit.
Ao visitar uma exposição do Robert Altman, só com fotos tiradas para a Rolling Stone nos anos 60, dei uma cagada monumental. A mesma galeria, Idea Generation, sediaria um leilão de memorabilias do rock no dia seguinte e por sorte todos os itens estavam expostos para visitação da imprensa.
Entre o contrato original dos Beatles com Brian Epstein, discos autografdos por Elvis Presley e a partitura assinada de “We are the world” (nem tudo era interssante…) estava a guitarra incendiada por Jimi Hendrix em um show na Inglaterra, em 1967.
O instrumento estava perdido e foi reencontrado pelo antigo assessor de imprensa de Hendrix, ano passado. A estimativa era que a guitarra alcançasse um lance máximo de 1 milhão de dólares guitarra foi vendida por £ 280 mil.
Não era nem pra ter visto o troço tão de perto — no leilão, aberto ao público, os objetos ficam bem longe — muito menos botar a mão e tirar essa fotinho. Clássico.
Devidamente energizado, o passeio pelas fotos foi bacana, perdido na melancolia de observar um tempo que não vivi. Essa frustração, tão comum nas gerações vindas do final dos anos 70 pra frente (vide o caso dos hipsters), tem muitas explicações.
Uma delas é que o tempo melhora tudo através de sua memória seletiva. Visto por um ângulo específico, as coisas podem parecer melhores e maiores do que foram.
Não que os anos 60 não tenham sido o que dizem que foi. Deve realmente ter sido bem perto disso. Mas querer que as coisas se repitam da mesma maneira seria pregar um retrocesso de certo modo até desrespeitoso. Como se o que foi conquistado não tivesse vingado e fosse necessário passar por aquilo de novo (OK, em muitos casos é isso mesmo).
Do ponto de vista estético, pode-se dizer que o registro da época, feito em filme e película, é mais bem acabado e selecionado, se por nenhum outro motivo, pelo custo de produzir. Hoje em dia, com câmeras digitais bem acessíveis, mais gente tira foto, a maior parte de qualquer jeito, gerando um alto volume e dificultando encontrar o que presta entre tanta porcaria.
De todo modo, enquanto uns ficam olhando pra trás e se lamentando, uma outra transformação tão ou mais importante quanto está em curso. Nossa revolução é outra. Você sabe do que estou falando, está sentado olhando ela de frente, bem agora.

O Brasil está pretendendo entrar nessa lista medonha?
Pedro Doria discute os pontos da lei propostas pelo senador mineiro Eduardo Azeredo para regulamenter os crimes on line. O troço é tão mal feito que, se aprovada, praticamente torna o uso da internet ilegal no Brasil.
Desculpe o título alarmista do texto, mas sem brincadeira, é pra prestar MUITA atenção nisso.
A internet encurtou distâncias e possibilitou o acesso imediato a coisas antes quase impossíveis, quanto a isso não há discussão. Porém, uma coisa também é verdade: muitas das praticidades online só podem ser totalmente experimentadas nos países do primeiro mundo, principalmente no quesito compras, é claro.
Sempre quis testar o eBay, onde diziam que se encontrava de tudo a bons preços e com entrega rápida. Sobretudo, sem os impostos e taxas de importação. E funciona que é uma beleza.
De sanduicheira a benjamim, de peças pra consertar o iPod que caiu no chão enquanto eu trocava a bateria, arrebentando o circuito interno a livros, de ingressos para shows esgotados a DVDs, de tênis a discos dá pra achar qualquer coisa, sempre mais barato do que em qualquer loja, física ou virtual.
Vai fazer uma falta…
Coltrane, “My Favorite Things”, 1961
O jornal Observer (nome do Guardian nas edições dominicais) listou (e linkou) os 50 melhores vídeos de arte do YouTube.
Saem os virais e besteiróis comuns nesse tipo de lista, entram clássicos como Jack Kerouac recitando “On the road”, Nirvana ensaiando numa garagem, um trabalho seminal do vídeo-artista Bill Viola e por aí vai.
Eventualmente, ao deixar comentários em blogues ou preencher formulários na rede, todo mundo tromba com um captcha, esses códigos de verificação eletrônicos para evitar spam, em que a pessoa tem que decifrar as letras embaralhadas para provar que não é um robô.
Tem muita gente que não passaria em testes de “humanidade” até mais simples, mas isso é outra história. É claro que, no caso dos captchas, os robôs já ficaram espertos e aprenderam a burlar o sistema de identificação.
Como nem tudo é desgraça, a boa notícia é que a técnica também está sendo utilizada de maneira positiva, facilitando o trabalho de digitalizar manuscritos antigos, alguns deles pouco legíveis até para humanos.
Ubiquity for Firefox from Aza Raskin on Vimeo.
Não se assuste com a definição “um protótipo alfa 0.1 de um experimento baseado em comunidade para conectar a rede a língua”. A idéia do Ubiquity, plugin para o navegador Firefox, é facilitar muito a vida do internauta.
Além do vídeo acima, há explicações detalhadas do programa em português Open2Tech e no GusSOS.
Caetano Veloso, “Falso Leblon”
Caetano Veloso segue com a sua “Obra em progresso”, iniciada com uma série de shows em que apresentou as novas músicas que farão parte do novo disco (talvez chamado “Transamba”, corruptela com o título de um dos seus melhores trabalhos, “Transa”).
Distorcendo ainda mais a ordem dos fatores, o DVD foi gravado antes do disco. Dando continuidade a sua vontade de se mostrar transparente e escancarando os bastidores do seu processo criativo, Caetano anda publicando no saite do projeto até e-mail com questões levantadas pelo editor do documentário.
Na era dos blogues, MP3 e bandas que estouram no mundo todo com músicas que sequer estão prontas, é interessante acompanhar mais uma reinvenção do próprio personagem pelo Caetano.
Um fã colocou o vídeo acima no YouTube, apontando um suposto defeito no jogo Tiger Woods PGA TOUR 08, em que, como Jesus, o golfista fica em pé sobre a água para dar um tacada.
A EA Sports, fabricante do jogo, demonstrando que sabe brincar direitinho no mundo digital, divulgou o vídeo-resposta abaixo. Dica do Rodrigo.
O segredo por detrás do sucesso do Governator é que ele sempre acreditou nos seus papéis como se fosse verdade. Vê se pode uma coisa dessas.
Para quem está desesperado atrás de informações sobre o aguardado terceiro disco do Franz Ferdinand, o jornal Guardian organizou uma lista com links para vídeos e trechos de todas músicas que vazaram até agora.
Olha que a analogia não é nada boba, hein… Essa busca pela perfeição, essa disputa entre nações…
A matéria do Jornal da Globo que “revelou” Maycon
Existe um velho hábito nos clubes de futebol brasileiros de contratar “craques” baseado em fitas de vídeo com os melhores momentos do atleta. Pelo Flamengo já passaram um monte desses, que sumiram sem deixar saudades ou qualquer lembrança.
O menino Maycon Santana, 16 anos, de Adustina, no sertão bahiano, fechou contrato com o Flamengo após chamar atenção com um vídeo no YouTube, sucesso amplificado por uma matéria no Jornal da Globo.
O mundo real e o virtual vão se misturando. Imagina se o garoto vinga.
Claro, já apareceu um galalau de 31 anos, auto-entitulado “primo do Maycon”.
Free Air Waves
Matias fala do projeto de wi-fi Free Air Waves, do Google.
Mini mostra as referências oitentistas do novo comercial da Sony.
Arnaldo, pra variar, alfineta o mundo do cinema.
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