• The Last Saturday: a HQ do Chris Ware pro Guardian – Parte #11

    Tremendo personagem esse Putnam Grey hein? Olha aí o 11º painel de The Last Saturday, o quadrinho semanal do Chris Ware publicado no Guardian.

  • A linha do tempo de Interstellar

    Um tremendo trabalho do designer Dogan Can Gundogdu. Não interpreto que seja spoiler pois não vai fazer qualquer sentido caso você não tenha visto o filme. De qualquer forma, se preferir evitar surpresas, é só pular pro próximo post.

  • “A melhor HQ de todos os tempos, hoje, para mim” – Lielson Zeni: Wimbledon Green

    Eis mais uma edição da “A melhor HQ de todos os tempos, hoje, para mim”. O convidado de hoje é o roteirista, pesquisador e editor de quadrinhos Lielson Zeni. Dá pra ler algumas refelexões do Lielson no blog dele e também acompanhar aqui o sensacional projeto São Paulo S/A, no qual ele publica quinzenalmente um quadrinho sobre o trânsito de São Paulo. Ó a hq preferida dele de todos os tempos, hoje:

    “Sem dúvida nenhuma, a maior HQ do universo conhecido NESTE MOMENTO da minha vida é Wimbledon Green – O Maior Colecionador de Quadrinhos do Mundo, do Seth, lançada este ano no Brasil pela fantástica editora A Bolha. A HQ é genial, a construção das páginas pelo Seth (com uma grade fixa de pequenas alterações) me dá muitas ideias, a investigação sobre o universo dos colecionadores hardcore de quadrinhos é das mais divertidas pra qualquer um que já tenha pensado se plástico é mesmo uma boa ideia para armazenar gibis. Além disso tudo, Wimbledon Green é o primeiro álbum do Seth a sair no Brasil, coisa que espero desde que descobri que aquelas HQs lindas no encarte do CD Lost In Space (da Aimee Mann) eram dele. Basicamente, tô aguardando um gibi do Seth desde 2003 e agora que ele taí, ele só pode ser a melhor coisa do mundo.”

    Seth1

  • A Wired de Christopher Nolan e o capítulo perdido de Interstellar em quadrinhos

    O Christopher Nolan foi convidado pra editar a Wired de dezembro e a capa da revista é essa aqui em cima. Dá pra esperar muitas revelações não só sobre Interstellar como também algumas curiosidades da filmografia do diretor. A lista mesmo que publiquei por aqui ontem diz muito sobre o enredo da produção mais recente do cineasta e também apresenta várias das fontes de inspirações para os longas anteriores de Nolan. Uma das pérolas da revista é uma versão em quadrinhos para a história do Dr. Mann, o líder das missões Lazarus que antecederam a aventura apresentada no filme. O traço da hq é do Sean Gordon Murphy e dá pra ler na íntegra lá no site da revista. Segue o trailer que montaram pra edição:

  • A biblioteca de Christopher Nolan em Interstellar

    Quem já assistiu Interstellar sabe da importância que a biblioteca na casa dos protagonistas da produção tem pra trama do filme. Quando saí do cinema fiquei pensando se era possível ver os títulos de alguns dos livros presentes nas estantes e quanto tempo demoraria pra listarem as obras selecionadas por Christopher Nolan para aparecerem em seu épico de ficção científica. Editor do próximo número da Wired, o diretor divulgou para a revista nove dos livros que constam na casa do personagem interpretado por Matthew McConaughey. Como era de se esperar, não foi uma seleção aleatória e as obras revelam bastante sobre as fontes de inspiração do cineasta.

    O post original na Wired tá aqui. Segue a lista, com a tradução que fiz para os comentários do Nolan. Não encontrei os títulos em português da maioria dos livros e não sei se eles foram lançados no Brasil. Se alguém tiver ser certeza é só avisar que atualizo.

    The Wasp Factory, de Iain Banks: “Uma vez lido, nunca esquecido, estranhamente comovente, a história de um pai e uma filha vivendo praticamente isolados.”;

    Selected Poems, de T. S. Eliot: “Conceitos complexos de tempo e espaço as vezes são melhores expressos pela arte do que pela ciência. ‘Four Quartets’ é tão intelectualmente estimulante sobre o tempo quanto qualquer texto científico.”;

    A Dança da Morte, de Stephen King: “Um enredo sombrio que nos lembra que nossa perspectiva durante eventos grandiosos será sempre intimista.”;

    Gravity’s Rainbow, de Thomas Pynchon: “O mais elegante de todos os títulos. De todos.”;

    Emma, de Jane Austen: “Um lindo nome para um lindo livro (ou para um lindo produtor).”;

    A Wrinkle in Time, de Madeleine L’Engle: “Minha introdução à ideia de dimensões superiores, incluindo o conceito de um tesseract.”;

    Labyrinths, de Jorge Luis Borges: “O nome diz tudo.”;

    The Go Between, de L.P. Hartley:”Experiências de infância ecoando pelos corredores da maturidade. Emocionante, com uma das melhores frases iniciais de todos os tempos.”;

    Flatland: A Romance of Many Dimensions, de Edwin Abbott: “Uma tentativa notável de mudar a forma como você olha o mundo ao seu redor”.

  • “A melhor HQ de todos os tempos, hoje, para mim” – Matteo Farinella: Click and Drag

    Convidei o neurocientista e ilustrador italiano Matteo Farinella para o terceiro post da seção “A melhor HQ de todos os tempos, hoje, para mim”. Responsável pelos desenhos de Neurocomic, lançado no início de 2014 pela britânica Nobrow, o Matteo roubou um pouco na brincadeira. Ele foi além do parágrafo único pedido, mas o que vale é o ótimo relato dele sobre o quadrinho escolhido. Se quiser saber mais sobre o trabalho do artista, fiz uma entrevistona imensa com ele em junho, tá aqui. Com vocês, Matteo Farinella e sua paixão pela obra de Randall Munroe:

    “Há várias excelentes graphic novels que eu poderia escolher como meu quadrinho preferido de todos os tempos (todos os trabalhos do Chris Ware, por exemplo), mas no final das contas resolvi escolher um humilde webcomic. Mais precisamente a atualização número 1110 do xkcd do Randall Munroe, publicada no dia 19 de setembro de 2012 com o enganosamente simples título de Click and Drag (clique e arraste). Nela, uma clássica tira de três painéis é seguida por um quarto painel, bem maior, mostrando um personagem flutuando acima de uma determinada paisagem, lembrando como o mundo é GRANDE. Na verdade, esse último painel é apenas a ‘janela’ para um quadro imenso (com 2048×2048 pixels, 2592 maior do que o painel original), que pode ser explorado ao clicar e arrastar a imagem.

    Sendo assim, esse é um quadrinho praticamente impossível de ser completamente descrito, e esse é precisamente a razão que considero uma ótima hq: pois só poderia ser um quadrinho. Não pode ser contado com palavras, não pode ser adaptado como um filme ou uma série de TV, é um quadrinho na sua forma mais pura. Click and Drag é construído a partir do conceito do ‘quadro infinito‘, originalmente proposto pelo Scott McCloud. No entanto, o Randall Munroe – ao contrário de muitos autores antes dele – não impõe ao leitor uma rota, não guia com mapas estranhos ou ferramentas de navegação (na verdade, não há qualquer indicação que o painel é navegável além do próprio título). Ele permite que os leitores se percam no quadro e vivam o prazer da descoberta, que é a verdadeira ‘mensagem’ do quadrinho, um tema recorrente em xkcd e um denominador comum entre arte e ciência (sendo que o Munroe é um ex-funcionário de robótica da NASA). Click and Drag é um linda tentativa de recriar esse sentimento complexo: a partir de uma perspectiva limitada do cenário, a rolagem infinita não permite saber onde exatamente você está no quadro (e o real tamanho dele), as vezes passando por vários enquadramentos vazios, até encontrar um pequeno instante de ação e seguir seu caminho. Em apenas um único (e gigante) painel, o Munroe consegue ser engraçado e profundo, provando – quase literalmente – o potencial quase infinito das histórias em quadrinhos.”

    ClickandDrag2

    PS: além do próprio Click and Drag, recomendo dar uma conferida nessa versão aqui do trabalho do Randall Munroe. Dá pra entender ainda melhor tudo que o Matteo quis dizer.

  • Wes Anderson X Federico Fellini

    Talvez algumas cenas não passem de coincidências e outras nem sejam tão semelhantes assim, mas há definitivamente uma vibe imensa em comum entre os filmes de Wes Anderson e Federico Fellini. O usuário do vimeo Andrew Infante editou um vídeo mostrando esse espírito predominante nas obras dos dois cineastas. Vi lá no IndieWire. Dá o play:

/ Vitralizado
Conteúdo aleatório justaposto em sequência deliberada, por Ramon Vitral
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